Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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algum trabalhador braçal, um escravo em alguma mina 
egípcia de turquesas no Sinai ocidental, próxima do mar Vermelho, porque foi ali que sir Flinders Petrie 
encontrou, em 1905, sinais desenhados nas paredes, que uma década mais tarde sir Alan Gardiner 
decifrou como "acrofônicas" (Relativas à acrofonia, sistema gráfico antigo, evolução da escrita 
hieroglífica, que consistia em atribuir ao desenho ou ao ideograma de um objeto o valor fonético da letra 
ou da sílaba inicial do nome desse objeto) - soletrando L-B-A-L-T; significava dedicado "à Senhora" 
(presumivelmente a deusa Hátor) - porém em semítico, não em egípcio! Escritos posteriores descobertos 
na área não deixaram dúvidas de que o alfabeto se originou lá; de lá, espalhou-se por Canaã e depois 
para a Fenícia (onde uma tentativa de expressar a engenhosa idéia com sinais cuneiformes não durou 
muito). 
Executada com maestria, a "escrita do Sinai" serviu como escrita do Templo de Jerusalém e como 
escrita real dos reis judeus, até ser substituída, durante a época do Segundo Templo, por uma escrita 
quadrada emprestada dos aramaicos (a escrita usada nos Manuscritos do Mar Morto até os tempos 
modernos). 
Ninguém ficou confortável com a atribuição da revolucionária inovação, no final da Idade do Bronze, a 
um escravo em minas de turquesa. Seria necessário um conhecimento extraordinário de fala, escrita e 
lingüística, sem mencionar a Sabedoria e o Entendimento, que dificilmente poderiam ser reunidas num 
simples escravo. E qual seria o propósito de inventar uma nova escrita quando, nas mesmas áreas de 
mineração, monumentos e paredes estavam repletos de inscrições hieroglíficas egípcias? Como podia 
uma inovação obscura numa área restrita a Canaã e pouco além substituir um método de escrita que 
vinha servindo bem havia dois milênios? Simplesmente não fazia sentido; porém na ausência de outra 
solução, essa teoria ainda resiste. 
Mas, se imaginamos direito a conversa que conduziu a esse alfabeto, então teria sido Moisés a 
receber a primeira lição. Ele se encontrava no Sinai; estava lá na época certa; empenhou-se em 
escrever longamente; e teve o professor supremo - o próprio Deus. 
 
Pouca atenção recebeu nas narrativas bíblicas o fato de que Moisés foi instruído por Javé a escrever as 
coisas mesmo antes de subir ao monte Sinai para receber as Tábuas. A primeira vez foi antes da guerra 
com os amalecitas, uma tribo que, em vez de agir como aliada, traiu os israelitas e os atacou. Aquela 
traição, afirmou Deus, devia ser lembrada por todas as gerações futuras: "E Javé disse a Moisés: Escreve 
isso num livro para servir de lembrança" (Êxodo 17:14). A segunda menção de um livro para lembrar-
se ocorre em Êxodo 24:4 e 24:7, em que se afirma que o Senhor Deus, falando numa voz retumbante do 
alto do monte, enumerou as condições para uma Aliança eterna entre Ele e os Filhos de Israel: 
"Escreveu Moisés todas as palavras de Javé, e erigiu um altar no sopé do monte e doze pilares de pedra, 
conforme era o número das tribos de Israel". E, então, "ele pegou o livro no qual estava registrada a 
aliança e leu-o para o povo ouvir". 
O ditado e as anotações, portanto, iniciaram-se antes que Moisés subisse ao alto da montanha para obter 
as tábuas escritas por duas vezes. É preciso examinar os primeiros capítulos do Êxodo para descobrir 
quando (e como foram as primeiras inovações alfabéticas) - a linguagem e os escritos empregados na 
comunicação entre o Senhor e Moisés - podiam ter ocorrido. Lá, ficamos sabendo que Moisés, adotado 
como filho pela filha do faraó, fugiu para salvar sua vida quando matou um oficial egípcio. Seu destino 
foi a península do Sinai, onde terminou se relacionando com o sumo sacerdote midianita (e casando com 
sua filha). E um dia, pastoreando, penetrou no deserto onde ficava o "monte de Elohim" e lá ele foi 
chamado por Deus, de uma sarça ardente, e recebeu a tarefa de liderar seu povo, os Filhos de Israel, para 
fora do Egito. 
Moisés retornou ao Egito apenas depois da morte do faraó que o havia sentenciado (Tutmés III, pelos 
nossos cálculos), em 1450 a.C. e lutou com o faraó seguinte (Amenófis II, em nossa opinião) por sete 
anos até que o Êxodo fosse permitido. Tendo começado a ouvir sobre o Senhor Deus ainda no deserto, 
depois durante os sete anos, teve bastante tempo para inovar e dominar uma nova forma de escrita, uma 
que fosse mais simples e muito mais rápida do que a dos grandes impérios daquela época -
mesopotâmico, egípcio e hitita. 
A Bíblia relata extensivas comunicações entre Javé, Moisés e Aarão desde o momento em que Moisés 
foi chamado para o arbusto flamejante. Se as mensagens divinas, às vezes envolvendo informações 
detalhadas, foram escritas ou não escritas, a Bíblia não afirma; parece significativo, porém, que os 
mágicos da corte do faraó acreditavam ser instruções escritas: "Então disseram os mágicos ao faraó: o 
dedo de Deus é o que obra aqui" (Êxodo 8:19). Lembramos que "O dedo de Deus era o termo usado no 
Egito para referir-se ao deus Tot, para indicar uma escrita pelo próprio Deus\u201d. 
Se tudo isso leva à sugestão de que a escrita alfabética começou na península do Sinai - não deveria ser 
surpreendente que os arqueólogos tenham chegado à mesma conclusão, porém sem ter como explicar tal 
inovação tremenda e ingênua surgindo no meio do deserto. 
Será que a conversa que imaginamos realmente se realizou, ou Moisés inventou o alfabeto por si 
mesmo? Afinal de contas, ele estava na península do Sinai naquela época, possuía a educação primorosa 
da corte do Egito (onde a correspondência com a Mesopotâmia e os hititas continuava) e sem dúvida 
aprendera a linguagem semita dos midianitas (se já não a conhecia por parte dos israelitas no Egito). 
Será que ele, nas perambulações pela península do Sinai, encontrou escravos semitas (israelitas 
escravizados pelos egípcios) esboçarem rudemente nas paredes das minas sua idéia de uma nova forma 
de escrita? 
Seria bom atribuir a brilhante inovação a Moisés agindo sozinho; seria gratificante creditar ao líder 
bíblico do Êxodo, o único que conversara pessoalmente com Deus, segundo a Bíblia, a invenção do 
alfabeto e a revolução cultural deflagrada. Porém as repetidas referências à Escrita Divina, o próprio 
Deus escrevendo e Moisés apenas anotando, sugerem que a escrita alfabética e o sistema de linguagem 
falada e escrita eram um dos "segredos dos deuses". Sem dúvida, era o mesmo Javé ao qual a Bíblia 
atribuía a invenção/inovação de outras linguagens e escritas numa ocasião anterior - logo depois do 
episódio da Torre de Babel. 
 
De uma forma ou de outra, sentimos que Moisés era o iniciado por meio do qual a inovação foi 
revelada à Humanidade. Assim podemos chamar de Alfabeto Mosaico. 
 
Existe mais ainda sobre o primeiro alfabeto do que um mero "segredo dos deuses". Em nossa 
opinião, é baseado numa tecnologia mais sofisticada e importante - aquela do código genético. 
 
Quando os gregos adotaram o alfabeto mosaico, mil anos depois (embora revertendo-o numa imagem 
espelhada), acharam necessário adicionar mais letras para cobrir todas as necessidades de pronúncia. Na 
verdade, dentro dos limites das 22 letras do alfabeto mosaico-semita, algumas letras são pronunciadas de 
forma "suave" (V, Kh, S, Th) ou "forte" (B, K, SH, T); e outras letras ainda dobram como vogais. 
Na verdade, se contemplarmos esse número 22 - nem mais nem menos -, não podemos evitar de nos 
lembrar da restrição aplicada ao número sagrado 12 (requerendo a adição ou abandono de divindades a 
fim de manter o "Círculo Olímpico" em precisamente doze). Tal princípio oculto - divinamente 
inspirado - se aplica à redução do alfabeto original para 22 letras? 
O número devia ser familiar naquela época. É o número de cromossomos humanos quando O Adão foi 
criado, antes da segunda manipulação genética, que adicionou os cromos somos sexuais "Y" e "X"! 
Teria o Todo-Poderoso revelado a Moisés o