Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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afirmando que fora Anu quem o chamara assim ao nascer, e passando por todos os nomes-
epíteto, terminando com Nibiru - a transformação do deus na Terra em deus supremo planetário. 
Os cinqüenta nomes são feitos de palavras sumérias ou combinação de sílabas - epítetos de quem quer 
que tenha possuído os cinqüenta nomes antes que a Epopéia da Criação tivesse sido falsificada para 
acomodar Marduk; e embora os editores babilônios do texto (escrito em linguagem acadiana) tentassem 
explicar a seus contemporâneos as enigmáticas palavras sumérias, parece evidente que não conseguiram 
compreender completamente as mensagens secretas que cada nome continha. Tais significados secretos 
ou codificados dos nomes-epíteto foram reconhecidos pelo renomado assiriólogo e estudioso bíblico E. 
A. Speiser; traduzindo o Enuma elish para o inglês como Textos Antigos do Oriente Próximo Relativos 
ao Velho Testamento, ele observou que "o texto coloca os nomes em palavras de uma forma tornada 
familiar pela Bíblia; as etimologias, que acompanham virtualmente cada nome da longa lista, são mais 
cabalísticas e simbólicas do que estritamente lingüísticas". 
Existe mais nos Cinqüenta Nomes de natureza "cabalística" do que a observação permite. Os primeiros 
nove nomes estão listados no final do sexto tablete do Enuma elish, e são acompanhados por vários 
versos de louvor. Como foi observado por Franz M. Th. Böhl em seu Die fünfzig Namen des Marduk, a 
autoria dos primeiros nove nomes era atribuída a antepassados não apenas de Marduk, mas do próprio 
Anu; três deles continham significado triplo; em um desses significados-dentro-de-significados, a 
habilidade única (e até então inédita) de "reviver deuses mortos" era atribuída a Marduk. Isso, sugeriu 
Franz Bõhl, poderia ser uma referência à morte e ressurreição de Osíris (da mitologia egípcia), porque 
os três nomes seguintes (números 10, 11, 12) são variantes do nome-epíteto ASAR (Asaru em acadiano) 
e, segundo Bohl, três epítetos que se assemelham a três epítetos do deus egípcio. 
Com aqueles três nomes-epítetos, o Enuma elish passa ao sétimo tablete - não sem implicações para o 
Sétimo Dia da Criação, no Gênesis (do qual seis foram períodos de atividades e o sétimo um dia de 
descanso e contemplação divina); e 7 era, como lembramos, o número planetário da Terra e de Enlil 
como Comandante da Terra. 
Os três epítetos ASAR, depois dos quais a lista de epítetos se tornava diversa e variada, elevavam o total 
de nomes para doze. São explicados adicionalmente em quatro versos que fornecem os quatro 
significados internos de cada epíteto ASAR, sugerindo outra vez uma tentativa de incorporar 12 ao 
texto. A repetição dos cinqüenta nomes incorpora o número divino de Enlil e seu número planetário, o 
número de membros do Sistema Solar e o de constelações. 
"Todas as minhas instruções estão incorporadas nos cinqüenta nomes", anunciou Enki ao final da 
cerimônia. Nesses nomes, "todos os ritos foram combinados". Com seu próprio punho, "ele os escreveu, 
preservando-os para o futuro" e ordenou que a escrita fosse guardada no templo em Esagil, que os 
deuses deveriam construir para Marduk na Babilônia. Lá, a sabedoria secreta seria preservada por uma 
linhagem de sacerdotes iniciados, passando de pai para filho: "Que sejam guardadas [lá], que o mais 
velho explique a todos; que o pai sábio e instruído possa passar ao filho". 
Que significado mais profundo, que sabedoria secreta conteriam esses cinqüenta nomes, para, de acordo 
com Enki, encerrar neles tudo o que havia para saber? 
Talvez um dia, quando uma nova descoberta nos capacite a decifrar os códigos numéricos dos reis 
assírios e babilônicos, nós também saibamos tais segredos. 
 
10 
UMBIGO DA TERRA 
 
Vinte e quatro anos antes da calamidade nuclear, dois caminhos se cruzaram, não por acidente. Um foi o 
de um deus cuja Sorte se tornou Destino; o outro foi o de um homem cujo Destino tornou-se Sorte. O 
deus era Marduk, o homem era Abraão; o lugar onde os caminhos se cruzaram foi Haran. 
Um dos resultados disso iria durar até os dias de hoje, quando a Babilônia (hoje Iraque) lançou mísseis 
mortais sobre a terra de Jerusalém (hoje Israel). 
Que Abraão vivesse em Haran é conhecido pela Bíblia. Que Marduk tivesse vagado por terras distantes 
e tivesse ido à terra dos hititas sabemos por sua autobiografia. Que o lugar específico onde ele passou 24 
anos fosse Haran pode ser deduzido por nós a partir da abertura da "autobiografia" de Marduk; ele 
inicia: "Até quando", dirigindo-se inicialmente aos "deuses de Haran" (ilu Haranim), depois aos deuses 
presentes, e só depois aos distantes Grandes Deuses que Julgam. 
De fato, estar em Haran era uma escolha lógica, pois tratava-se de um importante centro urbano e 
religioso - situado na encruzilhada das rotas de comércio - e um núcleo de comunicações na fronteira da 
Suméria e Acádia, mas ainda não no interior. Haran era um quartel-general perfeito para um deus cujo 
filho estivesse preparando um exército de invasão. 
Um período de 24 anos antes da invasão e do holocausto nuclear ocorrido em 2024 a.C. significa que 
Marduk chegou a Haran em 2048 a.C. Por nossos cálculos (baseados num sincronismo cuidadoso de 
dados bíblicos, mesopotâmicos e egípcios), isso o colocou nos calcanhares de Abrão/Abraão. Este 
nasceu, de acordo com os nossos cálculos, em 2123 a.C. Cada movimento de Taré e sua família, 
conforme demonstramos em As Guerras de Deuses e Homens, estava ligado aos acontecimentos em Ur 
e no Império Sumério. A Bíblia nos informa que Abrão/Abraão saiu de Haran, seguindo instruções 
divinas, com a idade de 75 anos. O ano, então, seria 2048 a.C. - o mesmo em que Marduk chegou a 
Haran! E foi então que Javé - não apenas o "Senhor Deus" - disse para Abraão: Sai de teu país, de tua 
terra natal e do lugar onde está teu pai e vai para a terra que vou te mostrar". Foi uma partida tripla - do 
país de Abraão (Suméria), de seu local de nascimento (Nippur) e do lugar onde seu pai morava (Haran); 
com destino a um lugar que ele não conhecia, pois Javé iria mostrar o caminho a Abraão. 
Levando sua esposa, Sarai, e seu sobrinho, Lot, com ele, Abraão foi para a "terra de Canaã". Chegando 
do norte (atravessando o espaço que seu neto Jacó atravessaria mais tarde), moveu-se para o sul, 
atingindo um local chamado Alon-Moreh - um nome significando literalmente "o carvalho que aponta", 
aparentemente um marco que o viajante não podia deixar de encontrar. Para ter certeza de que viajava 
corretamente, Abraão aguardou instruções; "Javé apareceu ali para Abraão", confirmando que se 
encontrava no lugar certo. Continuando, Abraão chegou a Beth-El ("Lar de Deus") e novamente" 
chamou o nome de Javé", e prosseguiu depois sem parar até o Neguev (" A Secura"), a parte mais ao sul 
de Canaã, próxima à península do Sinai. 
Não ficou ali por muito tempo. A comida não era abundante no local. Abraão continuou até o Egito. 
Costuma-se representá-lo como um chefe nômade beduíno, passando seus dias a pastorear rebanhos ou 
descansando na tenda. Na verdade, ele tinha de ser muito mais do que isso, de outra forma por que teria 
sido escolhido por Javé para sair em missão divina? Ele descendia de uma linhagem de sacerdotes; os 
nomes de sua viúva, Sarai ("princesa"), e da viúva de seu irmão, Milcah ("real"), indicam uma ligação 
com a linha real suméria. Atingiu a fronteira do Egito enquanto instruía sua esposa em como se 
comportar quando fossem recebidos na corte do faraó (e mais tarde, de volta a Canaã, ele lidou com reis 
como seus iguais). Depois de uma estadia de cinco anos no Egito, Abraão retorna ao Neguev, recebendo 
do faraó grande número de homens e mulheres para seu serviço, rebanhos de carneiros, de gado e de 
jumentos machos e fêmeas - assim como uma manada de caros camelos. A inclusão dos camelos é 
significativa, pois eles estavam adaptados para propósitos militares em condições desérticas. 
Que um conflito