Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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o significado seria "O Lugar Perfeito". Se Shalem fosse o nome de uma divindade, 
o nome poderia ser traduzido por "Aquele que é Perfeito". 
Seja honrando um deus, fundada por um Deus, ou o Lugar Perfeito, Shalem/Jerusalém estava localizada 
num local muito improvável no que se refere às cidades dos homens. Ficava entre montanhas desoladas, 
longe de cruzamentos comerciais ou militares e distante de fontes de água e comida. Era um local 
completamente sem água, e o próprio suprimento de água potável estava destinado a ser um dos 
problemas e vulnerabilidades de Jerusalém. A cidade não se encaixava nas migrações de Abraão nem na 
rota de invasões pelo leste nem em sua perseguição aos invasores. Por que, então, fazer um desvio para 
celebrar a vitória - estaríamos inclinados a dizer, para um "lugar esquecido por Deus"? A resposta é que 
a cidade não era, em definitivo, esquecida por Deus; tratava-se do único lugar, em Canaã, onde havia 
um sacerdote servindo o Deus Altíssimo. A pergunta seria: por que ali? O que havia de especial naquele 
lugar? 
O segundo desvio aparentemente desnecessário estava relacionado com o teste da devoção de Abraão. 
Ele realizara sua missão em Canaã. Deus já prometera que sua recompensa seria grande e garantira sua 
proteção. O milagre de um filho e herdeiro legal numa idade extrema já ocorrera; o nome de Abrão já 
fora alterado para Abraão, "pai de muitas nações". A terra estava prometida a ele e seus descendentes; a 
promessa fora incorporada num pacto que envolvera um ritual mágico. Sodoma e Gomorra tinham sido 
destruídas e tudo estava pronto para que Abraão e seu filho aproveitassem a paz e quietude que sem 
dúvida haviam merecido. 
De repente, "depois de todas essas coisas", afirma a Bíblia (Gênesis cap. 22) \u201cque Deus testou Abraão", 
dizendo a ele que fosse a um determinado local e lá sacrificasse seu único e amado filho: 
 
Toma Isaac, teu filho único, 
a quem tu tanto amas, 
vai à Terra da Visão (Moriá) 
e oferecer-mo-ás em holocausto sobre um dos montes 
que eu te mostrarei. 
 
Por que Deus resolveu testar Abraão daquela forma sofrida, a Bíblia não explica. Abraão, pronto a 
cumprir a ordem divina, descobre a tempo ser apenas um teste; um Anjo do Senhor aponta um carneiro 
preso aos arbustos, o qual deveria ser sacrificado, não Isaac. Mas qual seria o motivo do teste, se 
realmente era necessário, e por que não poderia ser realizado em Beersheba, onde estavam Abraão e seu 
filho? Por que a necessidade de empreender a jornada de três dias? Por que ir àquela parte de Canaã que 
Deus identificou como a terra de Moriá, e lá localizar um monte específico - apontado por Deus - para 
conduzir o teste? 
Em primeiro lugar, devia haver algo especial com a localidade escolhida. Lemos no Gênesis 22:4 que 
"No terceiro dia, tendo erguido os olhos, Abraão viu o lugar de longe". Se havia algo no qual a terra era 
rica era em montes desolados; de perto, e certamente a distância, eles deviam ser todos parecidos. Ainda 
assim, Abraão reconheceu o monte. Tinha de haver algo que o distinguisse de todos os outros montes. 
Tanto que, depois de terminada a provação, ele deu ao lugar um nome lembrado por muito tempo: O 
Monte Onde Javé É Visto. Como Crônicas II, 3:1 deixa claro, o monte Moriá era o pico de Jerusalém no 
qual o Templo foi construído. 
Na época em que Jerusalém se tornou uma cidade, englobava três montes. De nordeste para sudoeste, 
havia o monte Zophim ("Monte dos Observadores", hoje chamado de monte Scopus); ao centro, o 
monte Moriá ("Monte da Direção"); e o monte Sião ("Monte do Sinal"); esses nomes nos trazem à 
lembrança a designação das cidades-farol dos anunnaki, marcando Nippur e a Rota de Aterrissagem 
quando o espaçoporto era localizado na Mesopotâmia. 
As lendas hebraicas relatam que Abraão reconheceu o monte Moriá a distância porque viu sobre ele "um 
pilar de fogo se dirigindo da terra para o céu, e uma nuvem pesada, onde a Glória de Deus era visível". 
Essa linguagem é quase idêntica à descrição bíblica da presença do Senhor sobre o monte Sinai durante 
o Êxodo. Colocando o folclore de lado, acreditamos que Abraão viu a grande plataforma que havia no 
monte. 
Uma plataforma que, embora menor do que a de Baalbek, também fazia parte das instalações 
espaciais dos anunnaki. Pois Jerusalém (antes que se tornasse Jerusalém) era o Centro de 
Controle de Missão pós-Dilúvio. 
E, como em Baalbek, essa plataforma ainda existe. 
 
O motivo (para o primeiro) e o propósito (para o segundo) dos desvios agora podem ser focalizados. O 
cumprimento de sua missão estaria marcado por uma comemoração formal, incluindo uma bênção 
sacerdotal para Abraão com pão e vinho cerimoniais, no local - o único local em Canaã - diretamente 
ligado à presença dos elohim. O segundo desvio foi destinado a testar as qualidades de Abraão para um 
estado determinado depois da destruição do espaçoporto e da desmontagem do Centro de Controle de 
Missão; e para renovar lá o pacto em presença do sucessor de Abraão, Isaac. Tal renovação do voto 
divino sem dúvida seguiu-se após o teste: 
 
E o Anjo de Javé 
chamou Abraão dos céus pela segunda vez 
e lhe disse as palavras de Javé: 
"Jurei por mim mesmo: 
porque fizeste esta ação, 
e que, por me obedeceres, não perdoaste 
a teu filho único; eu te abençoarei 
e multiplicarei tua raça... 
E todas as gentes da Terra 
serão benditas na tua posteridade". 
 
Ao renovar os votos divinos nesse local em particular, o próprio lugar - consagrado desde então - 
tornou-se parte da herança de Abraão, o Hebreu, e de seus descendentes. 
A promessa divina a Abraão, que só se concretizou depois de muito tempo e escravidão numa terra 
estrangeira por quatrocentos anos. No total, apenas mil anos mais tarde é que os descendentes de Abraão 
tomariam posse do monte sagrado, monte Moriá. Quando os israelitas chegaram a Canaã depois do 
Êxodo, encontraram uma tribo de jebusitas ao sul do monte sagrado e os deixaram ficar, pois o 
momento de tomarem posse do monte sagrado ainda não chegara. Esse prêmio foi concedido, em cerca 
de 1000 a.C., dez séculos depois do teste de Abraão, quando o rei Davi capturou a vila jebusita e mudou 
a capital de Hebron para o que seria chamada, na Bíblia, a Cidade de Davi. 
É importante compreender que o acampamento jebusita capturado por Davi e sua nova capital não era 
toda Jerusalém, como agora existe, e nem ao menos é a cidade murada. Essa área capturada e depois 
conhecida como cidade de Davi situava-se no monte Sião, não no monte Moriá. Mesmo quando o 
sucessor de Davi, Salomão, ampliou a cidade para nordeste, para uma área chamada de Ophel, ainda 
assim não englobou a área única para o norte. Indica que a plataforma que se estendia sobre o monte 
Moriá já existia na época de Davi e Salomão. 
O acampamento jebusita, portanto, não ficava no monte Moriá com sua plataforma, porém mais para o 
sul. (Habitações humanas nas proximidades, mas não no interior de áreas sagradas, eram comuns nos 
"centros de culto" da Mesopotâmia, como em Ur ou mesmo na Nippur de Enlil, como ficou evidenciado 
por um mapa de Nippur desenhado num tablete. 
Um dos primeiros atos de Davi foi transferir a Arca da Aliança de sua temporária localização na capital, 
em preparação para que fosse construída a Casa de Javé, de acordo com os planos de Davi. Porém essa 
honra, disse-lhe o profeta Nathan, não seria sua, em virtude do sangue derramado durante as guerras 
nacionais e os conflitos pessoais; a honra seria de seu filho Salomão. Tudo o que lhe foi permitido fazer 
foi erigir um altar; o local preciso foi mostrado a Davi por um "Anjo de Javé, postado entre o Céu e a 
Terra, apontando-o com a ponta da espada". Também foi lhe mostrado um Tavnit - um modelo em 
escala - do futuro templo, e recebeu instruções arquitetônicas detalhadas, as quais, quando o tempo certo 
chegasse, Davi entregaria a Salomão numa cerimônia pública, dizendo: