Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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Tudo isso, escrito pela mão Dele, 
Javé me fez compreender \u2013 
Todos os trabalhos do Tavnit. 
 
 
A extensão dessas especificações detalhadas para o templo e suas várias seções e utensílios rituais 
podem ser julgadas em Crônicas I, 28:11-19). 
 
No quarto ano de seu reinado - 480 anos depois do início do Êxodo, a Bíblia afirma -, Salomão começa 
a construção do Templo "no monte Moriá, conforme foi mostrado por seu pai, Davi". Enquanto as 
madeiras cortadas dos cedros no Líbano e o mais puro ouro de Ophir eram importados, e o cobre para as 
cubas especificadas era minerado e fundido nas famosas Minas do Rei Salomão, a estrutura em si teve 
de ser erigida com "pedras cortadas e esculpidas, grandes e caras". 
As cantarias de pedra precisavam ser preparadas e cortadas em outro local, pois a construção estava 
sujeita a uma proibição de uso de quaisquer instrumentos de ferro no Templo. Os blocos de pedra 
deviam ser transportados e trazidos para o templo apenas para serem montados. A Casa era feita de 
pedras prontas antes de serem rejuntadas; de forma que nenhum machado, martelo ou ferramenta de 
metal era ouvido na Casa enquanto estava, em construção (I Reis 6:7). 
Levou sete anos para completar a construção do Templo e equipá-lo com todos os utensílios rituais. 
Então no Ano-Novo seguinte ("no sétimo mês"), o rei, os sacerdotes e todo o povo presenciaram a 
transferência da Arca da Aliança para seu local permanente, no Santo dos Santos, no interior do Templo. 
"Não havia nada na Arca, exceto as duas tábuas de pedra que Moisés colocara em seu interior", no 
monte Sinai. Assim que a Arca ficou em seu lugar, sob o querubim alado, "uma nuvem preencheu a casa 
de Javé", obrigando os sacerdotes a sair. Então Salomão, em pé no altar que ficava no pátio, orou para 
Deus "que habita no céu" para que viesse e morasse em Sua Casa. Foi mais tarde, naquela noite, que 
Javé apareceu a Salomão em um sonho e prometeu a ele uma presença divina: "Meus olhos e coração 
estarão aí para sempre". 
O Templo era dividido em três partes. Entrava-se por um grande portão flanqueado por dois pilares 
especialmente desenhados. A parte da frente era chamada Ulam (Saguão); a parte maior, do meio, era 
denominada Ekhal, um termo hebraico que derivava do sumério E.GAL (Grande Habitação). Oculta 
ficava a parte mais interna, o Santo dos Santos. Era chamado de Dvir - literalmente: o que Fala -, pois 
continha a Arca da Aliança com os dois querubins sobre ela, de onde Deus havia falado a Moisés 
durante o Êxodo. O Grande Altar e as pias ficavam no pátio, não no interior do Templo. 
Dados bíblicos e referências, tradições de idade incontável e evidências arqueológicas não deixam 
dúvidas de que o Templo que Salomão construiu (o Primeiro Templo) erguia-se sobre a grande 
plataforma que ainda coroa o monte Moriá (também conhecido como Monte Sagrado, Monte do Senhor 
ou Monte do Templo). Dadas as dimensões do Templo e o tamanho da plataforma, é geralmente aceito 
que a Arca da Aliança, no interior do Santo dos Santos, ficava sobre uma saliência rochosa, uma Pedra 
Sagrada que, de acordo com as tradições, foi a pedra sobre a qual Abraão deveria sacrificar Isaac. A 
rocha foi chamada, nas escrituras hebraicas, de Even Sheti'yah - "Pedra do Alicerce" -, pois foi dessa 
pedra que "o mundo inteiro foi tecido". O profeta Ezequiel (38:12) a identificou como o Umbigo da 
Terra. A tradição estava tão enraizada que artistas cristãos da Idade Média representaram o lugar como o 
Umbigo da Terra e continuaram a fazer assim até depois do descobrimento da América. 
O Templo que Salomão construiu (o Primeiro Templo) foi destruído pelo rei da Babilônia, 
Nabucodonosor, em 576 a.C. e foi reconstruído por exilados judeus voltando da Babilônia setenta anos 
depois. Esse Templo reconstruído, conhecido como o Segundo Templo, foi mais tarde substancialmente 
ampliado e engrandecido pelo rei Herodes, durante seu reinado de 36 a 4 a.C. Porém o Segundo 
Templo, em todas as suas fases, aderiu ao projeto, localização e situação original do Santo dos Santos 
em relação à Rocha Sagrada. E quando os muçulmanos tomaram Jerusalém no século VII, alegaram que 
fora daquela Rocha Sagrada que o profeta Maomé subira aos céus para uma visita noturna; fizeram um 
santuário no local, construindo um Domo da Rocha para abrigá-lo e aumentá-lo. 
 
Geologicamente, a rocha é uma extensão das rochas naturais abaixo, elevando-se sobre o nível da 
plataforma de pedra cerca de 1,50 m a 1,80 m (a superfície não é regular). Mas é uma "protuberância" 
bastante incomum em mais de uma forma. Sua face visível foi cortada e moldada com impressionante 
grau de precisão, para formar um receptáculo retangular, alongado, horizontal e vertical, além de nichos 
de várias profundidades e tamanhos. Tais nichos artificiais tinham os mesmos propósitos para quem 
quer que tivesse feito as incisões na rocha. O que foi apenas suposto há muito tempo (Hugo Gressmann, 
Altorientalische Bilder zum Alten Testament) foi confirmado por pesquisadores recentes (tais como Leen 
Ritmeyer, Locating the Original Temple Mount ("Localizando o Monte do Templo Original"): a Arca da 
Aliança e as paredes do Santo dos Santos foram colocadas onde o corte longo e os outros nichos foram 
feitos na pedra. 
As implicações dessas descobertas é que os cortes e nichos na face da rocha datam, no mínimo, da época 
do Primeiro Templo. Não existe, entretanto, nenhuma menção nas passagens relevantes da Bíblia de tais 
cortes efetuados por Salomão; teria sido virtualmente impossível por causa da proibição estrita contra o 
uso de machados de metal e outras ferramentas no monte! 
O enigma da Rocha Sagrada e o que havia sobre ela foram aumentados pelo mistério do que pode 
ter estado abaixo. Pois a rocha não é uma simples protuberância. Ela é oca! 
Na verdade, com a devida permissão, pode-se descer um lance de escadas construídas pelas autoridades 
muçulmanas e chegar a uma caverna na rocha, cujo teto é a protuberância que forma o altar da Rocha 
Sagrada. Essa caverna - se é natural ou não fica incerto - também apresenta alguns nichos e 
receptáculos, tanto nas paredes rochosas quanto (como podia ser constatado antes que o chão ficasse 
coberto com tapetes de orações) no piso. Num dos locais, observamos o que parece uma abertura para 
um túnel escuro; mas do que se trata e onde desemboca é um bem-guardado segredo muçulmano. 
Viajantes do século XIX afirmaram que essa caverna não é a única cavidade subterrânea associada à 
Rocha Sagrada; afirmam que existe outra ainda, mais abaixo. Pesquisadores israelenses, barrados 
fanaticamente na área, determinaram, com a ajuda de radar subterrâneo e tecnologia de sonar, que 
realmente existe outra cavidade enorme sob a Rocha Sagrada. 
Essas cavidades misteriosas deram origem à especulação não apenas sobre possíveis tesouros do 
Templo, ou registros do Templo, que podem ter sido ocultados ali quando o Primeiro Templo e o 
Segundo Templo estivessem a ponto de serem invadidos e destruídos. Existem ainda especulações sobre 
se a Arca da Aliança, que a Bíblia cessa de mencionar depois que o faraó egípcio Sheshak saqueou (mas 
não destruiu) o Templo, por volta de 950 a.C., poderia estar escondida ali. Mas por enquanto não 
passam de especulações. 
O que é certo, todavia, é que os profetas e salmistas se referiam a essa Rocha Sagrada quando usavam o 
termo "Rocha de Israel" como eufemismo para "Javé". E o profeta Isaías (30:29), falando de um tempo 
futuro de redenção universal no Dia do Senhor, profetizou que as nações da Terra virão a Jerusalém para 
louvar o Senhor "no Monte de Javé, na Rocha de Israel". 
O Monte do Templo é coberto por uma plataforma horizontal de pedra, em forma de retângulo 
levemente irregular (em virtude do formato do terreno), cujo tamanho é de cerca 490 m por 275 m, para 
um total de aproximadamente 140.000 m2. Embora acredite-se que a plataforma atual inclua partes - no