Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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extremo sul e possivelmente também ao norte - que foram acrescentadas entre a construção do Primeiro 
Templo e a destruição do Segundo Templo, é certo que a maior parte da estrutura da plataforma é 
original; é o que acontece sem dúvida na parte levemente erguida onde a Rocha Sagrada e o Domo da 
Rocha estão localizados. 
As mais recentes escavações revelaram que, à medida que os lados visíveis das paredes de retenção 
aparecem, as encostas naturais do monte Moriá inclinam-se consideravelmente de norte para sul. 
Embora não se possa dizer com certeza qual o tamanho da plataforma no tempo de Salomão, nem 
avaliar com precisão a profundidade das encostas a serem preenchidas, uma estimativa arbitrária de uma 
plataforma medindo apenas 90.000 m2 e uma profundidade média de 18 m (muito menos ao norte, 
muito mais ao sul), resulta num volume de entulho (terra e rochas) de aproximadamente 1.700.000 m3. 
Trata-se de uma obra de proporções consideráveis. 
Ainda assim, não há na Bíblia menção ou mesmo sugestão de tal empreendimento. As instruções para o 
Primeiro Templo cobrem páginas inteiras da Bíblia; cada detalhe é fornecido, as medidas são precisas 
em um grau impressionante, o local em que esse ou aquele artefato deve estar é especificado, o 
comprimento dos varais usados para carregar a Arca é dado, e assim por diante. Porém tudo se aplica à 
Casa de Javé. Nem uma palavra sobre a plataforma de sustentação; isso só poderia significar que a 
plataforma já se encontrava ali, não havia necessidade de construí-la. 
Em contraste com essa ausência de detalhes estão as repetidas referências, em Samuel II e Reis I, ao 
Millo, literalmente "o preenchimento" - um projeto iniciado por Davi e ampliado por Salomão para 
preencher parte da inclinação no canto sudeste da sagrada plataforma, de forma que a Cidade de Davi 
pudesse expandir-se para o norte, mais próxima à antiga plataforma. Fica claro que os dois reis se 
sentiam orgulhosos do que realizaram e certificaram-se de que fosse registrado pelas crônicas reais. 
(Escavações recentes na área indicam, entretanto, que a obra foi realizada construindo uma série de 
terraços que diminuíam à medida que se elevavam; uma maneira mais fácil do que cercar com um muro 
de contenção a área a ser nivelada e encher com entulho o espaço interior). 
Esse contraste sem dúvida corrobora a conclusão de que nem Davi nem Salomão construíram a vasta 
plataforma no monte Moriá, com as enormes paredes de retenção e a quantidade fabulosa de entulho 
requerida. Todas as evidências sugerem que a plataforma já existia quando a construção do Templo foi 
planejada. 
Quem teria construído tal plataforma, com toda a terraplenagem e trabalhos em pedras realizados? 
Nossa resposta, claro, é: os mesmos mestres construtores que fizeram a plataforma em Baalbek (e 
também a vasta e precisamente posicionada plataforma onde repousa a Grande Pirâmide de Gizé.) 
A grande plataforma que cobre o Monte do Templo é cercada por paredes que servem tanto como muros 
de contenção quanto como fortificações. A Bíblia registra que Salomão construiu tais paredes, assim 
como os reis judeus depois dele. Porções visíveis das paredes, sobretudo ao sul e a leste, apresentam 
construções de vários períodos posteriores. Invariavelmente, a parte mais baixa (portanto a mais antiga) 
é feita com blocos maiores e mais bem cortados. Dessas paredes, apenas a parede oeste, por tradição e 
confirmado pela arqueologia, permaneceu santificada como um testemunho da época do Primeiro 
Templo - pelo menos na parte inferior, onde as cantarias (blocos de pedra perfeitamente cortados e 
aparelhados) são maiores. Por quase dois milênios, desde a destruição do Segundo Templo, os judeus se 
apegaram a essa relíquia, orando a Deus e procurando ajuda pessoal ao inserir pedacinhos de papel com 
pedidos a Deus entre as pedras, lamentando-se da destruição do templo e da dispersão do povo judeu - 
tanto assim que os cruzados e outros conquistadores de Jerusalém apelidaram o Muro Oeste de "Muro 
das Lamentações". 
Até a reunificação de Jerusalém por Israel em 1967, o Muro Oeste não era mais do que uma nesga de 
parede, com cerca de 30 m aproximadamente, espremida entre residências. Em frente havia um espaço 
estreito para os peregrinos, e em ambos os lados, elevando-se por sobre as casas, encravava-se no 
monte. Quando as casas foram removidas, uma grande praça formou-se em frente ao Muro Oeste e toda 
a sua extensão até o lado sul foi revelada. Pela primeira vez em quase dois milênios, percebeu-se que as 
paredes estendiam-se para baixo quase tanto quanto a parte que fora exposta ao que se considerou o 
nível do solo. Como ficou sugerido pela parte visível do Muro das Lamentações, as pedras embaixo 
eram maiores, mais bem trabalhadas e muito mais antigas. 
Acenando com mistério e uma promessa de segredos antigos era a extensão do muro oeste para o 
norte. 
Lá, o capitão Charles Wilson explorou, na década de 1860, um arco (que ainda leva o nome dele) que 
levava para o norte por uma passagem como um túnel, e para oeste por uma série de câmaras e arcadas. 
A remoção de entulho revelou que o nível da rua ficava várias camadas mais baixo, agora subterrâneo, 
num complexo de estruturas antigas que incluíam mais passagens e abóbadas. Quanto para baixo e para 
o norte as estruturas se estendiam? Era um quebra-cabeça que os arqueólogos israelenses finalmente 
começavam a montar. 
No final, o que descobriram foi espantoso. 
Usando dados da Bíblia, do Livro dos Macabeus e dos textos do historiador judeu-romano Josefo (e por 
levar em conta uma lenda medieval pela qual o rei Davi sabia de uma forma de subir o monte pela face 
oeste), os arqueólogos concluíram que o Arco de Wilson era a entrada do que parecia ter sido 
anteriormente uma rua aberta que corria ao longo do Muro Oeste, e que o próprio muro se estendia para 
o norte por dezenas de metros. A limpeza cuidadosa do material depositado confirmou essas previsões, 
levando, em 1996, à abertura do Túnel Arqueológico (um acontecimento que ganhou as manchetes por 
mais de um motivo). 
Estendendo-se por cerca de 500 m desde seu início no Arco de Wilson até o final, na Via Dolorosa 
(onde Jesus caminhou carregando a cruz), o túnel do Muro Oeste passa através de restos de ruas, túneis 
de água, piscinas, arcos, estruturas e mercados de épocas bizantina, romana, herodiana, hasmoneanas e 
dos tempos bíblicos. A emocionante experiência de andar ao longo do túnel, bem abaixo do nível do 
solo, é como ser transportado numa máquina do tempo - para trás a cada passo. 
Entrementes, o visitante pode ver - e tocar - as pedras do muro de contenção oeste que pertenceram a 
uma época mais remota. Caminhos ocultos há milênios foram descobertos. Na seção mais ao norte, a 
base rochosa natural pode ser vista, erguendo-se. Porém a maior surpresa para os visitantes, assim como 
o foi para os arqueólogos, está na porção sul do muro: 
Lá, no antigo nível da rua, mas não ainda o nível mais baixo, foram empregados vários blocos, e 
sobre eles quatro colossais blocos, cada um pesando centenas de toneladas! 
 
Naquela porção do Muro Oeste, uma secção de 36 m foi feita de blocos de pedra com extraordinários 
3,3 m de altura, cerca do dobro do que os maiores blocos abaixo. Apenas quatro blocos formam essa 
secção; um deles possui o descomunal comprimento de 12,8 m; outro tem um comprimento de 12 m, e 
um terceiro mede 7,6 m. O maior dos três, portanto, possui uma massa de pedra com 184 m3 de rocha, 
pesando cerca de 600 toneladas! O outro, menor, pesa cerca de 570 toneladas, e o terceiro, por volta de 
355. 
São medidas e pesos colossais por qualquer parâmetro; os blocos usados na construção da Grande 
Pirâmide de Gizé pesam cerca de 2,5 toneladas em média, com o maior de todos pesando cerca de 15 
ton. De fato, a única comparação que vem à cabeça são os três Trílitos na grande plataforma de pedra 
em Baalbek, que formam uma área