Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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a Ur e suas divindades. Lá, conforme mencionamos, 
Nanar/Sin se recusava a acreditar que o destino de sua cidade estava selado. Na lamentação que ela 
mesma escreveu mais tarde, seu esposo, Ningal, descreveu como, a despeito do cheiro desagradável dos 
mortos, cujos cadáveres lotavam a cidade, eles ficaram \u201ce não fugiram\u201d. Nem fugiram na noite que 
seguiu o dia terrível. Porém pela manhã, as duas divindades, encolhidas na câmara subterrânea de seu 
zigurate, compreenderam que a cidade estava condenada, e também partiram. 
A nuvem nuclear, dirigindo-se para o sul em virtude dos ventos, poupou a Babilônia; isso foi tomado 
como um presságio, reforçando os cinqüenta nomes que Marduk recebeu como indicação de sua 
merecida supremacia. Seu primeiro passo foi realizar a sugestão de seu pai, de que os próprios anunnaki 
construíssem para ele sua casa/templo na Babilônia, a E.SAG.IL (\u201cCasa da Cabeça Elevada\u201d). A esse 
projeto na área sagrada foi adicionado um novo templo para a comemoração do Ano-Novo e para a 
leitura da Enuma elish revisada; seu nome, E.TEMEN.AN.KI (\u201cCasa da Fundação Céu-Terra"), 
claramente indicava que substituíra a DUR.AN.KI (\u201cLigação Céu-Terra") de Enlil, que estivera no 
centro de Nippur quando era o Centro de Controle de Missão. 
Os estudiosos prestaram atenção a essas questões matemáticas na Bíblia, deixando intocado o que 
deveria ter sido encarado como um enigma: por que a Bíblia Hebraica adotou completamente o sistema 
decimal, embora Abraão fosse um Ibri \u2013 um sumério de Nippur - e todas as histórias no Gênesis (como 
é indicado em Salmos e em todos os outros lugares) foram baseadas em textos sumérios? Por que o 
sistema sexagesimal (''base 60\u201d) sumério não encontrou eco na numerologia da Bíblia - a prática que 
culminou no conceito de milênio? 
Fica-se pensando se Marduk conhecia essa questão. Ele marcou sua idéia de supremacia proclamando 
uma Nova Era (a Era do Carneiro), revendo o calendário e construindo um novo Portal dos Deuses. 
Nesses degraus podem-se encontrar evidências de uma nova matemática - uma mudança silenciosa do 
sistema sexagesimal para o decimal. 
O ponto focal dessas mudanças foi o templo-zigurate que o honrava, que Enki sugeriu que fosse 
construído pelos próprios anunnaki. Descobertas arqueológicas das ruínas (depois de reconstruções 
sucessivas), assim como informações contidas nos tabletes, com detalhes precisos da construção, 
revelam que o zigurate foi erguido em sete estágios, o mais elevado dos quais servia como residência de 
Marduk. Planejado (como o próprio Marduk afirmou) "de acordo com os textos do Céu Superior", 
tratava-se de uma estrutura quadrada cuja base ou primeiro estágio mediam 15 gar (cerca de 90 m de 
cada lado) e se elevava 5,5 gar (33 m). Acima desse havia outro estágio, menor e mais curto; assim por 
diante, até que todo o templo alcançasse uma altura combinada de 300 m, como os lados da base. O 
resultado era um cubo cuja circunferência era de 60 gar em cada uma das dimensões, conferindo à 
estrutura o número celestial de 3.600 quando elevado ao quadrado (60 x 60), e 216.000 quando elevado 
ao cubo (60 x 60 x 60). Porém nesse número estava oculta uma mudança para o sistema decimal, já que 
representava o número zodiacal 2.160 multiplicado por 100. 
Os quatro lados do zigurate eram orientados com precisão para os quatro pontos cardeais da bússola. 
Um estudo feito por astro-arqueólogos demonstrou que a altura de cada um dos seis estágios era 
calculada com precisão para permitir observações do céu naquela região geográfica. O zigurate não 
tivera apenas a intenção de ultrapassar o Ekur de Enlil, mas também de assumir funções astronômicas e 
de produção de calendários. 
Assim foi realizada a revisão do calendário - uma questão de prestígio teológico, além da necessidade, 
por causa da alteração zodiacal (de Touro para Áries), também necessitava do ajuste de um mês no 
calendário se Nissan ("O Porta-Estandarte") continuasse o primeiro mês do calendário e o mês do 
equinócio de primavera. Para conseguir isso, Marduk ordenou que o último mês do ano, Addar, deveria 
ser dobrado naquele ano. (O recurso de dobrar o mês de Addar sete vezes num ciclo de dezenove anos 
foi adotado no calendário hebraico como forma de realinhar periodicamente os anos solares e lunares). 
Assim como na Mesopotâmia, o calendário também foi revisto no Egito. Originalmente idealizado por 
Tot, cujo "número secreto" era 52, dividia o ano em 52 semanas de sete dias cada uma, resultando num 
ano solar de 364 dias (um assunto importante no Livro de Enoch). Marduk (como Rá) instituiu, em vez 
disso, uma divisão do ano baseada em 10: dividiu o ano em 36 decans de dez dias cada; os 360 dias 
resultantes eram então seguidos por cinco dias especiais, para completar 365. 
A Nova Era introduzida por Marduk não era monoteísta. Marduk não se declarou o único deus; na 
verdade, ele precisava que os outros deuses estivessem presentes para saudá-lo como supremo. Para esse 
propósito, providenciou santuários, pequenos templos e residências para os deuses principais, e os 
convidou a irem morar lá. Nos textos não existe indicação de que tenham aceitado o convite. Na 
verdade, quando a dinastia idealizada por Marduk finalmente foi instalada na Babilônia por volta de 
1890 a.C., os deuses dispersados começaram a estabelecer seus próprios domínios ao redor da 
Mesopotâmia. 
Importante entre eles foi Elam no leste, com Susa (mais tarde a bíblica Shushan) como sua capital e 
Ninurta como o "deus nacional". Para o oeste, ficava um reino cuja capital era chamada Mari (do termo 
Amurru, a Ocidental), que floresceu às margens ocidentais do Eufrates; seus palácios magníficos eram 
decorados com murais mostrando Ishtar coroando o rei, mais uma prova da alta reputação da deusa ali. 
Nas montanhas, terra dos Hatti, onde os hititas já adoravam o filho mais novo de Enlil, Adad, usando 
seu nome hitita, Teshub (O Deus do Vento/Tempestade), começou a crescer um reino com força e 
aspirações a tornar-se um império. E entre a terra dos hititas e a Babilônia havia um reino novo - o da 
Assíria, com um panteão idêntico ao dos sumérios e acadianos, com exceção do deus nacional, que se 
chamava Ashur - "Aquele que Vê". Combinava os poderes de Enlil e Anu, e sua representação era feita 
no interior de um objeto circular alado; dominava os monumentos assírios. 
Na África distante, havia o Egito, o Reino do Nilo. Porém lá o período era caótico, chamado pelos 
estudiosos o Segundo Período Intermediário, o que removeu o país do cenário internacional até que o 
Novo Reinado começasse, por volta de 1650 a.C. 
Os estudiosos acham difícil explicar por que o Oriente Médio se agitou naquele período. A nova (17ª.) 
dinastia que assumiu o controle do Egito foi tomada de fervor imperial, atirando-se contra a Núbia ao 
sul, contra a Líbia a oeste e contra as terras da costa do Mediterrâneo. Na terra dos hititas, um novo rei 
enviou seu exército através da barreira das montanhas Taurus, também ao longo da costa mediterrânea; 
seu sucessor conquistou Mari. E na Babilônia, o povo dos cassitas apareceu subitamente (vindo das 
montanhas a nordeste da região ao longo do mar Cáspio) e atacou a Babilônia, extinguindo 
abruptamente a dinastia que começara com Hamurabi. 
À medida que cada nação clamava por ir à guerra em nome e sob as ordens de seu deus nacional, os 
conflitos poderiam representar uma luta entre os deuses, usando seus devotos humanos. Uma pista que 
parece confirmar esse fato é que todos os nomes teofóricos dos faraós da 18º. dinastia largaram o sufixo 
ou prefixo Rá ou Amen em favor de Tot. A mudança, que se iniciou com Tutmés (algumas vezes 
chamado de Tutmósis) I em 1525 a.C., marcou também o início da opressão dos israelitas. O motivo 
dado pelo faraó é revelador: ao empreender expedições militares contra os naharin, no Alto Eufrates, ele 
temia que os israelitas se tornassem uma quinta-coluna interna. O motivo?