Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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verdadeiro. Em frente a uma multidão 
presidida pelo rei, devia-se realizar um milagre: o sacrifício estava pronto sobre uma pilha de madeira, 
porém nenhum fogo foi aceso, pois precisava vir do céu. E os profetas de Baal chamavam-lhe o nome 
desde a manhã até o meio-dia, sem obter resultado algum (Reis I, cap. 18). Escarnecendo deles, Elias 
disse: Talvez seu deus esteja dormindo. Por que não chamam mais alto? Foi o que fizeram, até a tarde, 
mas nada aconteceu. Então Elias apanhou pedras e reconstruiu para Javé o altar que estava em ruínas, 
colocou a rês sacrificial sobre ele e pediu ao povo para derramar água sobre o altar, para se certificar de 
que não havia ali nenhum fogo oculto. Então chamou o nome de Javé, o deus de Abraão, Isaac e Jacó; "e 
o fogo de Javé desceu sobre o sacrifício e tudo que havia ali se queimou". Convencidos da supremacia 
de Javé, o povo apanhou os sacerdotes de Baal e os matou a todos. 
Depois que Elias foi levado para o Céu num carro de fogo, seu discípulo e sucessor Eliseu também 
realizou milagres para estabelecer sua autenticidade como profeta de Javé. Transformou a água em 
sangue, ressuscitou um menino morto, encheu de azeite recipientes, alimentou algumas centenas de 
pessoas com um pouco de comida que sobrara e fez uma barra de ferro flutuar na água. 
Quão críveis eram esses milagres na época? Sabemos pela Bíblia - as histórias da época de José e do 
Êxodo -, assim como pelos próprios textos egípcios, como As Histórias dos Mágicos, que a corte 
possuía seus magos e adivinhos. A Mesopotâmia tinha sacerdotes-adivinhos e oráculos, pitonisas e 
videntes, além dos que interpretavam sonhos. Apesar disso, quando uma disciplina chamada Crítica da 
Bíblia entrou na moda, no século XIX d.C, tais histórias de milagres cederam à exigência de que tudo na 
Bíblia precisava ser apoiado por fontes independentes para ser acreditado. Felizmente, entre os últimos 
achados pelos arqueólogos do século XIX estava uma estela do rei moabita Mesha, na qual ele não 
apenas corroborava os dados em relação à Judéia do tempo de Elias, mas foi um dos poucos extra-
bíblicos que mencionaram Javé pelo nome completo. Embora não constitua uma confirmação dos 
milagres em si, esse achado - como outros, depois - auxiliou a identificar eventos e personalidades 
mencionados na Bíblia. 
Ao mesmo tempo que os textos e artefatos descobertos por arqueólogos forneceram corroboração, 
também lançaram luz sobre diferenças profundas entre profetas bíblicos e adivinhos de outras nações. 
Desde o início, a palavra hebraica Neb' im, traduzida por "profetas", mas literalmente significando 
"porta-voz" de Deus, explicava que a magia e a premonição não vinham deles, mas de Deus. Os 
milagres eram d\u2019Ele, e o que era previsto pela boca dos profetas era a palavra que Deus ordenara. Além 
do mais, em vez de agir como empregados da corte, bajulando e concordando, eles freqüentemente 
criticavam e admoestavam os poderosos por erros pessoais ou decisões erradas para o país. Até mesmo 
o rei Davi sofreu uma reprimenda por haver desejado a mulher [Betsabé] de Urias, o hitita. 
Por outra estranha coincidência - se é que assim podemos encará-la -, ao mesmo tempo que Davi 
conquistou Jerusalém tomou as primeiras medidas para estabelecer a Casa de Javé na Plataforma 
Sagrada, o que era chamado de decadência da Velha Assíria terminou abruptamente, e, sob uma nova 
dinastia, iniciou-se o que os historiadores chamam de período neo-assírio. Assim que o Templo de Javé 
foi construído, Jerusalém começou a atrair a atenção de governantes distantes. Como conseqüência 
direta, seus profetas também voltaram as visões para o cenário internacional, e juntaram profecias em 
relação ao mundo no que se relacionavam com a Judéia, com o reino de Israel (norte) dividido, seus reis 
e habitantes. Era uma visão mundial impressionante por sua abrangência e compreensão - por profetas 
que, antes de serem chamados por Deus, não passavam de simples aldeões. 
Tal conhecimento profundo de terras e nações distantes, do nome dos reis (em alguns casos, até o 
apelido), de seu comércio e de rotas comerciais, dos exércitos e da formação de forças de luta, deve ter 
impressionado os reis da Judéia na época. Certa feita, o profeta Ananias (alertando o rei da Judéia contra 
um tratado com os armênios) explicou ao rei: Confie na palavra de Javé, pois "são os olhos de Javé que 
varrem a Terra inteira". 
No Egito, também, um período de desunião terminou quando uma nova dinastia, a 22º. uniu o país e 
relançou o envolvimento nos negócios internacionais. O primeiro soberano, o faraó Sheshonk, detém a 
fama histórica de ser o primeiro a entrar em Jerusalém e predar seus tesouros (sem, no entanto, danificar 
ou saquear o Templo). O evento, ocorrido em 928 a.C., é relatado em Reis I, cap. 14 e em Crônicas II, 
cap. 12; tudo foi previsto por Javé ao rei da Judéia e seus nobres, antes de acontecer, pelo profeta 
Semaías; foi também um dos casos em que a narrativa bíblica se confirmou a partir de outro texto, 
independente - nesse caso, o do próprio faraó, nas paredes sul do templo de Amon, em Karnak. 
Invasões assírias dos reinados judeus, relatadas com precisão na Bíblia, iniciaram-se com o reino do 
norte, Israel. De novo os registros bíblicos são totalmente confirmados pelos anais dos reis assírios; 
Salmanasar III (858-824 a.C.) chegou a representar o rei israelita Jeú prostrando-se à sua frente, numa 
cena dominada pelo símbolo do disco alado, também símbolo de Nibiru. Algumas décadas mais tarde, 
outro rei israelita repeliu um ataque, pagando adiantadamente um tributo ao rei assírio Teglate-Falasar 
III (745-727 a.C.). Porém isso só serviu para ganhar tempo: em 722 a.C., o rei assírio Salmanasar V 
marchou sobre o reino norte, capturou a capital Samaria (Shomron - "Pequena Suméria" - em hebraico) 
e exilou seus reis e nobres. Dois anos depois, o rei assírio seguinte, Sargão II (721-705 a.C.) exilou o 
restante do povo - dando início ao enigma das Dez Tribos Perdidas de Israel - e extinguiu a existência 
independente daquele Estado. 
Os reis assírios começavam cada registro de suas campanhas militares com as palavras "Sob as ordens 
de meu deus Assur", o que conferia às conquistas um ar de guerras religiosas. A conquista e o domínio 
de Israel foram tão importantes que Sargão, ao registrar suas vitórias nos muros de seu palácio, começou 
a inscrição identificando-se como: "Sargão, conquistador da Samaria e de toda a terra de Israel". Com 
esse feito, coroando suas conquistas, ele escrevia: "Aumentei o território que pertence a Assur, o rei dos 
deuses". 
Enquanto tais calamidades, segundo a Bíblia, recaíam sobre Israel, porque seus líderes e o povo não 
davam ouvidos aos conselhos e reprimendas dos profetas, os reis da Judéia, ao sul, eram mais atentos às 
orientações dos profetas, e por algum tempo gozaram um período de paz relativa. Porém os assírios 
mantinham um olho em Jerusalém e no Templo; os motivos não são explicados, muitas expedições 
guerreiras se iniciavam na região de Haran, depois estendiam-se na direção oeste, para a costa do 
Mediterrâneo. De forma significativa, os anais dos reis assírios, descrevendo as conquistas e domínios 
na área de Haran, identificaram pelo nome uma cidade chamada Naor e outra chamada Labão - cidades 
que tinham os nomes do irmão e do cunhado de Abraão. 
A vez da Judéia e especificamente de Jerusalém não tardou a chegar. A tarefa de aumentar os territórios 
a "comando" do deus Assur até a Casa de Javé recaiu sobre Senaqueribe, o filho de Sargão II e seu 
sucessor em 704 a.C. Com o objetivo de consolidar as vitórias do pai e colocar um fim às intermitentes 
revoltas nas províncias assírias, ele devotou sua terceira campanha (701 a.C.) à conquista da Judéia e de 
Jerusalém. 
Os eventos e circunstâncias dessa tentativa foram extensivamente registrados, tanto nos anais dos 
assírios quanto na Bíblia, tornando-se um dos episódios