resumo de anatomia
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resumo de anatomia


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incompatível com a vida, é uma monstruosidade. 
Existem algumas circunstâncias que determinam variações anatômicas normais e 
que devem ser descritas: 
Idade: os testículos no feto estão situados na cavidade abdominal, migrando para a 
bolsa escrotal e nela se localizando durante a vida adulta; 
Sexo: no homem a gordura subcutânea se deposita principalmente na região 
tricipital, enquanto na mulher o depósito se dá preferencialmente na região abdominal; 
Raça: nos brancos a medula espinhal termina entre a primeira e segunda vértebra 
lombar, enquanto que nos negros ela termina um pouco mais abaixo, entre a segunda e 
a terceira vértebra lombar; 
Tipo morfológico constitucional (Biótipo): é o principal fator das diferenças 
morfológicas. Os principais tipos são: 
FELIX, Fernando Álison M. D. 
 
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a- longilíneo (ectomorfo): indivíduo alto e esguio, com pescoço, tórax e membros 
longos. Nessas pessoas o estômago geralmente é mais alongado e as vísceras dispostas 
mais verticalmente; 
b- brevilíneo (endomorfo): indivíduo baixo com pescoço, tórax e membros curtos. 
Aqui as vísceras costumam estar dispostas mais horizontalmente; 
c- normolíneo (mesomorfo): características intermediárias. 
A identificação do tipo morfológico é importante devido às diferentes técnicas de 
abordagem semiológica, avaliação das variações da normalidade e até mesmo maior 
incidência de doenças, como por exemplo, a hipertensão, que é sabidamente mais 
comum em brevilíneos. 
 
 
Figura 1: Biótipos 
NOMENCLATURA ANATÔMICA 
É a linguagem própria da anatomia, ou seja, conjunto de termos empregados para 
designar e descrever o organismo ou suas partes. Com o acúmulo de conhecimentos no 
final do século passado, graças aos trabalhos de importantes \u201cescolas anatômicas\u201d 
(sobretudo na Itália, França, Inglaterra e Alemanha), as mesmas estruturas do corpo 
humano recebiam denominações diferentes nestes centros de estudos e pesquisas. Em 
razão desta falta de metodologia e de inevitáveis arbitrariedades, mais de 20 000 termos 
anatômicos chegaram a ser consignados (hoje reduzidos a poucos mais de 5 000). A 
primeira tentativa de uniformizar e criar uma nomenclatura anatômica internacional 
ocorreu em 1895. Em sucessivos congressos de Anatomia em 1933, 1936 e 1950 foram 
feitas revisões e finalmente em 1955, em Paris, foi aprovada oficialmente a 
Nomenclatura Anatômica, conhecida sob a sigla de P.N.A. (Paris Nomina Anatomica). 
Revisões subsequentes foram feitas em 1960, 1965 e 1970, visto que a nomenclatura 
anatômica tem caráter dinâmico, podendo ser sempre criticada e modificada, desde que 
haja razões suficientes para as modificações e que estas sejam aprovadas em 
Congressos Internacionais de Anatomia. A língua oficialmente adotada é o latim (por ser 
\u201clíngua morta\u201d), porém cada país pode traduzi-la para seu próprio vernáculo. Ao 
designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura procura utilizar termos que não 
sejam apenas sinais para a memória, mas tragam também alguma informação ou 
descrição sobre a referida estrutura. Dentro deste princípio, foram abolidos os 
epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam: a forma 
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(músculo trapézio); a sua posição ou situação (nervo mediano); o seu trajeto (artéria 
circunflexa da escápula); as suas conexões ou inter-relações (ligamento sacroilíaco); a 
sua relação com o esqueleto (artéria radial); sua função (m. levantador da escápula); 
critério misto (m. flexor superficial dos dedos \u2013 função e situação). Entretanto, há nomes 
impróprios ou não muito lógicos que foram conservados, porque estão consagrados 
pelo uso. 
POSIÇÃO ANATÔMICA 
Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se 
que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição 
de descrição anatômica (posição anatômica). Deste modo, os anatomistas, quando 
escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como 
se estivesse sempre na posição padronizada. 
Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a 
face voltada para frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores 
estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros 
inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente. 
DIVISÃO DO CORPO HUMANO 
O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça 
corresponde à extremidade superior do corpo estando unida ao tronco por uma porção 
estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax e o abdome com as respectivas 
cavidades torácica e abdominal; a cavidade abdominal prolonga-se inferiormente na 
cavidade pélvica. Dos membros, dois são superiores ou torácicos e dois inferiores ou 
pélvicos. Cada membro apresenta uma raiz, pela qual está ligada ao tronco, e uma parte 
livre. 
PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO 
Na posição anatômica o corpo humano pode ser delimitado por planos 
tangentes a sua superfície (planos de delimitação), pois delimitam o corpo 
humano por planos tangentes à sua superfície, os quais, com suas 
intersecções, determinam a formação de um sólido geométrico, um 
paralelepípedo. Logo, através dos planos anatômicos podemos dividir o 
corpo humano em 3 dimensões e assim podemos localizar e posicionar 
todas estruturas. 
Têm-se assim, para as faces desse sólido, os seguintes planos 
correspondentes: 
o ventral ou anterior => plano vertical tangente ao ventre 
o dorsal ou posterior => plano vertical tangente ao dorso 
o lateral direito => plano vertical tangente ao lado direito do 
corpo 
Figura 2: Planos de 
Delimitação 
FELIX, Fernando Álison M. D. 
 
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o lateral esquerdo => plano vertical tangente ao lado esquerdo do corpo 
o cranial ou superior => plano horizontal tangente à cabeça 
o podal ou inferior => plano horizontal tangente à planta dos pés 
Os planos descritos são de delimitação. É possível traçar também planos de secção, 
os quais serão abordados a seguir. 
Plano Sagital: É o plano que corta o corpo no sentido ântero-
posterior, possui esse nome porque passa exatamente na sutura 
sagital do crânio; quando passa bem no meio do corpo, sobre a 
linha sagital mediana, é chamado de sagital mediano e quando o 
corte é feito lateralmente a essa linha, chamamos parassagital. 
Determina uma porção direita e outra esquerda. Também nos 
permite dizer se uma estrutura é lateral ou medial. Dizemos que é 
lateral quando a estrutura se afasta da linha mediana e dizemos 
que é medial quando ela se aproxima da linha mediana. Por 
exemplo: observe na figura abaixo, podemos dizer que o mamilo 
é medial e que o ombro é lateral. 
Plano Coronal: É o plano que corta o corpo lateralmente, de 
uma orelha a outra. Possui esse nome porque passa exatamente 
na sutura coronal do crânio. Também pode ser chamado de plano 
frontal. Ele determina se uma estrutura é anterior ou posterior. 
Observe na figura 3. Podemos dizer, tendo esse plano como 
referência, que o nariz é anterior e que o ângulo da mandíbula é posterior. 
Plano Transversal: É o plano que corta o corpo transversalmente, também é 
chamado de plano axial. Através desse plano podemos dizer se uma estrutura é 
superior ou inferior. 
 
 
 
 
TERMOS ANATÔMICOS 
A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos 
planos de delimitação e secções. 
Figura 3: Plano Sagital 
Mediano 
Figura 4: Plano Coronal Figura 5: Plano Transversal. 
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POSIÇÃO: Os termos de posição indicam proximidade aos planos de inscrição ou ao 
plano de secção mediano. São termos comparativos e indicam que uma estrutura é, por 
exemplo, mais cranial que outra. Nenhum órgão ou estrutura é simplesmente cranial ou 
ventral pois estes planos
Madalena
Madalena fez um comentário
Voce poderia me enviar esse documento no email? Gostaria de imprimir
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