resumo de anatomia
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resumo de anatomia


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do esterno; 
o Às faces internas das seis cartilagens costais inferiores; 
o Aos pilares musculares, direito e esquerdo (nas vértebras L3 e L2). 
Trígono esternocostal: pequeno espaço entre as partes esternal e costal que dá 
passagem aos vasos epigástricos superiores e linfáticos. 
Orifícios: 
o hiato aórtico: entre pilares direito e esquerdo; por ele passam a aorta, ducto 
torácico e v. ázigos; 
o hiato esofágico: à esquerda do hiato aórtico; por ele passam o esôfago e 
nervos vagos; 
o forame da v. cava: na metade direita do centro tendíneo; por ele passam a v. 
cava inferior, n. frênico direito e vasos linfáticos do fígado. 
Inervado pelos nervos frênicos (ramos do plexo cervical). 
Contração: inspiração / Relaxamento: expiração. 
Soluços são contrações espasmódicas do diafragma. 
Ligg. arqueados medial e lateral: espessamentos da fáscia onde o diafragma passa 
sobre o m. psoas maior e m. quadrado lombar, respectivamente. Pode-se falar ainda do 
lig. arqueado mediano o qual é um espessamento da fáscia que contorna o hiato 
esofágico. 
NERVOS DA PAREDE TORÁCICA 
Nn. Intercostais 
Existem 12 pares de ramos ventrais dos nervos torácicos, os quais não constituem 
plexos. Quase todos os 12 estão situados entre as costelas (nervos intercostais), com o 
décimo segundo situando-se abaixo da última costela (nervo subcostal). Os nervos 
FELIX, Fernando Álison M. D. 
 
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intercostais são distribuídos para as paredes do tórax e do abdome. Os ramos 
comunicantes unem os nervos intercostais posteriormente, nos espaços intercostais. 
Os nervos intercostais correm pela face interna, junto à borda inferior da costela 
correspondente, ocupando o sulco costal, paralelamente e abaixo da veia e artéria 
intercostais. 
As fibras sensitivas dispersam-se pela região lateral e anterior do tórax, 
denominando-se, respectivamente, ramo cutâneo lateral e ramo cutâneo anterior. 
Do 7º ao 12º ramos torácicos, anteriormente, abandonam as costelas para invadir o 
abdome, inervando assim, os músculos e a cútis até um plano que medeie o umbigo e 
sínfise púbica. 
 
Figura 74: Nervo espinal torácico típico. 
Nn. Frênicos 
Inervam o m. diafragma. 
Trajeto: Originam-se dos ramos ventrais dos nervos C3, C4 e C5; no pescoço eles são 
anteriores ao m. escaleno anterior e penetram no tórax pela abertura superior do tórax; 
descem entre o pericárdio e a pleura mediastinal, passando sobre (anteriormente) às 
raízes dos pulmões, direito e esquerdo; ramificam-se sobre o diafragma para inervá-lo. 
Nn. Vagos (NC X) 
Inervam as vísceras torácicas e abdominais, além da faringe e laringe. 
Resumo de Anatomia Humana 
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O n. vago direito passa anteriormente à a. subclávia direita e posteriormente à v. 
cava superior; depois posteriormente à raiz do pulmão direito. 
O n. vago esquerdo passa entre as aa. carótida comum e subclávia esquerdas, 
posteriormente à v. braquiocefálica esquerda; depois cruza o arco aórtico e passa 
posteriormente à raiz do pulmão esquerdo; ao nível do arco aórtico emite o n. laríngeo 
recorrente esquerdo. 
Os nervos vagos passuem fibras parassimpáticas e sensitivas e foram plexos 
cardíaco, esofágico e pulmonar. 
ARTÉRIAS DA PAREDE TORÁCICA 
A parede torácica é suprida pelas aa. torácica interna e intercostal suprema (ambas 
ramos da a. subclávia) e pelas aa. intercostais posteriores e subcostais (ramos da aorta). 
Artéria Torácica Interna 
Origina-se da primeira porção da a. subclávia e com trajeto descendente atravessa a 
abertura superior do tórax e segue posteriormente às cartilagens costais (situando-se 1 
a 2 cm lateralmente ao esterno), e termina no sexto espaço intercostal dividindo-se nos 
seus dois ramos terminais, as aa. epigástrica superior e musculofrênica. 
Durante seu trajeto descendente, a a. torácica interna emite ramos nos espaços 
intercostais: são as aa. intercostais anteriores, que se anastomosam com as aa. 
intercostais posteriores. 
Artéria Intercostal Suprema 
Nasce na a. subclávia e emite as duas primeiras aa. intercostais posteriores. 
Artérias Intercostais Posteriores 
Exceto as duas primeiras, as outras nove nascem diretamente da porção 
descendente da aorta torácica. 
As aa. intercostais posteriores direitas são mais longas que as esquerdas e cruzam 
anteriormente a coluna vertebral. 
No extremo anterior do espaço intercostal elas se anastomosam com as intercostais 
anteriores (ou com a musculofrênica). 
Artéria Subcostal 
São duas, uma de cada lado; originam-se da aorta descendente e acompanham o n. 
subcostal. 
Na verdade, esta seria a última a. intercostal posterior, mas por não estar num 
espaço intercostal, foi denominada subcostal (pois está sob a última costela). A mesma 
regra vale para o n. subcostal. 
 
PS.: As aa. frênicas inferiores (ramos da aorta abdominal) e musculofrênicas irrigam 
o m. diafragma. 
 
FELIX, Fernando Álison M. D. 
 
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VEIAS DA PAREDE TORÁCICA 
o Vv. superificais; 
o Vv. torácicas internas: desembocam na v. braquicefálica; 
o Vv. intercostais posteriores: desembocam no sistema ázigos; 
o Vv. subcostais: unem-se às lombares ascendentes para formar a v. ázigo, no 
lado direito, e a v. hemiázigo, no lado esquerdo. 
Sistema Ázigo 
As veias do sistema de ázigo recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes 
do tórax e abdome. Do abdome o sangue venoso sobe pelas veias lombares 
ascendentes; do tórax é recolhido principalmente por todas as veias intercostais 
posteriores. 
O sistema de ázigo forma um verdadeiro "H" por diante dos corpos vertebrais da 
porção torácica da coluna vertebral. O ramo vertical direito do "H" é chamado veia 
ázigos. O ramo vertical esquerdo é subdividido pelo ramo horizontal em dois segmentos, 
um superior e outro inferior. O segmento inferior do ramo vertical esquerdo é 
constituído pela veia hemiázigos, enquanto o segmento superior desse ramo recebe o 
nome de hemiázigo acessória. O ramo horizontal é anastomótico, ligando os dois 
segmentos do ramo esquerdo com o ramo vertical direito. 
Constituição: 
o V. ázigo: formada pela v. subcostal direita mais a v. lombar ascendente 
direita. Acima da raiz do pulmão direito, a v. ázigo descreve um arco e 
desemboca na v. cava superior (VCS); 
o V. hemiázigo: formada pela v. subcostal esquerda mais a v. lombar 
ascendente esquerda. Drena para a v. ázigo; 
o V. hemiázigo acessória: drena para v. ázigo. 
 
 
 
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PPPPPPPPAAAAAAAARRRRRRRREEEEEEEEDDDDDDDDEEEEEEEE AAAAAAAABBBBBBBBDDDDDDDDOOOOOOOOMMMMMMMMIIIIIIIINNNNNNNNAAAAAAAALLLLLLLL 
 
 
A maior parte da parede abdominal está disposta em camadas, que são as seguintes, 
da superfície para a profundidade: 
o Pele; 
o Tela subcutânea: camada adiposa + camada membranácea; 
o Músculos e seus revestimentos fasciais; 
o Tecido extraperitoneal: tecido conjuntivo frouxo interposto entre o peritônio 
e o revestimento fascial dos músculos; 
o Peritônio. 
REGIÕES DA PAREDE ABDOMINAL 
A parede ântero-lateral do abdome é, habitualmente, dividida em nove regiões por 
duas linhas verticais e duas linhas horizontais. Existem diversas maneiras de posicionar 
as linhas de delimitação das regiões abdominais. Uma das maneiras mais utilizada na 
prática médica é aquela em que as duas linhas verticais são as linhas hemiclaviculares, 
que vão do ponto médio da clavícula ao ponto médio do ligamento inguinal. A mais 
superior das linhas horizontais é plano subcostal, traçado tangenciando o ponto mais 
inferior da borda costal. A mais inferior das linhas horizontais é o plano transtubercular, 
que tangencia os tubérculos das cristas ilíacas. Nesta divisão as nove regiões da parede 
do abdome são, no sentido vertical e da direita para esquerda: 
o Hipocôndrio direito; 
o Lombar direita (ou flanco direito); 
o Inguinal direita (ou fossa ilíaca
Madalena
Madalena fez um comentário
Voce poderia me enviar esse documento no email? Gostaria de imprimir
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