UC12   Apostila Cooperativismo e Associativismo
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UC12 Apostila Cooperativismo e Associativismo


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atividades econômicas das pessoas físicas ou, ainda, aquelas sem fins lucrativos. As cooperativas 
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singulares não podem ser constituídas somente por pessoas jurídicas (empresas). As 
cooperativas podem ser constituídas em cooperativas centrais, federações ou confederações. 
d
Comentário do autor
Observe que a cooperativa constituída não terá objetivo de lucro. No entanto, 
o aumento da renda e o lucro dos cooperados, por meio da distribuição dos 
resultados das cooperativas, contribuirão para atender ao principal objetivo 
da cooperativa, que é social. Isso, por consequência, proporciona melhoria na 
qualidade de vida dos cooperados e da comunidade. 
Portanto, as cooperativas não visam lucro para o negócio, mas a distribuição dos ganhos da 
atividade cooperada gera, indiretamente, um aumento de renda e lucro dos cooperados.
Acompanhe, no próximo tópico, exemplos de cooperação aplicada no agronegócio! 
Tópico 3: A Cooperação no Agronegócio
Para iniciar este tópico, veja algumas notícias recentes da imprensa nacional: 
SUDENE: ACORDOS DE COOPERAÇÃO NO AGRONEGÓCIO
Os acordos de cooperação, que abrangem a área de atuação da Sudene, visam, ainda, o 
fortalecimento das cadeias produtivas de pecuária e da fruticultura, além da ampliação 
da capacidade estática e dinâmica de armazenagem, e na maximização da eficiência de 
utilização dos sistemas de armazenagem.
Fonte: http://www.agendaparaiba.com/sudene-acordos-de-cooperacao-no-agronegocio/.
MINISTRA INICIA MISSÃO NA RÚSSIA NESTA TERÇA-FEIRA (7) 
A comitiva brasileira é composta também pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT) 
e pelo deputado Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), além de diversos empresários de 
setores que procuram aprofundar as relações comerciais com a Rússia, como laticínios, 
carnes, café, grãos, cereais e etanol.
Fonte: http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2015/07/ministra-inicia-missao-na-russia-nesta-terca-fei-
ra-7.
Em suma, é importante perceber que a cooperação funciona como os elos de uma corrente, 
em que todos são importantes no processo \u2013 produtores rurais, fornecedores, trabalhadores, 
entidades, órgãos públicos e consumidores \u2013, em todas as instâncias, tanto local, regional ou 
mundial. Avante!
Curso Técnico em Agronegócio
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1. O que esperar da cooperação
Imagine um jogo de futebol: jogadores em campo, técnico e torcida. Qual jogador é mais 
importante em um time? O que todos esperam? Você, com certeza, mesmo sem entender de 
futebol, sabe a resposta. Todos esperam que se façam gols e ganhem a partida.
Sendo um time, todos dependem da cooperação de cada um para chegar à vitória, o que está 
vinculado à cooperação de todos, inclusive da torcida. Para que haja cooperação, é necessário 
que todos tenham o mesmo objetivo.
Legenda: Cooperação no futebol: será que o atacante poderá cabecear para o gol se o zagueiro e o meia não tiverem o mesmo 
objetivo?
Fonte: Shutterstock
E no agronegócio? Será possível trabalhar em cooperação? Claro que sim! O agronegócio é um 
dos principais redutos do cooperativismo no Brasil. Com a cooperação, os produtores podem 
se ajudar, trabalhar junto aos fornecedores e clientes, e melhorar o desempenho da cadeia 
produtiva. Essa colaboração pode começar mesmo informalmente, por meio de parcerias, e o 
mutirão, tão comum no meio rural, é uma das formas de cooperação. 
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Comentário do autor
A cooperação é um tipo de ação tão rica que pode gerar o que chamamos de 
intercooperação. Esse termo designa a cooperação entre cooperativas, um 
dos princípios do cooperativismo. Nesse caso, as cooperativas servem de forma 
mais eficaz aos seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, 
trabalhando em conjunto por meio das estruturas locais, regionais, nacionais e 
internacionais.
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo
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Vamos resumir um exemplo hipotético e realçado, mas cuja essência é o objetivo do 
cooperativismo e que realmente acontece em muitas regiões do agronegócio brasileiro. 
Acompanhe a história!
Estudo de caso
Há alguns anos, as pessoas de uma certa região viviam 
uma vida rotineira, trabalhando apenas quando apare-
cia alguém oferecendo serviço avulso. Nem sempre re-
cebiam como se devia, mas \u201cquebravam o galho\u201d de vez 
em quando e ganhavam uns trocados. Quando o traba-
lhador recebia, era a vez de pagar a conta do armazém, 
do bar, da farmácia, além de fazer outro fiado. O resto 
do tempo era empenhado em \u201cjogar conversa fora\u201d.
Como a região possuía terras baratas para quem co-
nhecesse a tecnologia certa, e tinha, também, água com 
fartura e clima bom, começaram a chegar produtores 
rurais de outras regiões comprando as terras para 
plantio e criação de gado.
O povo do lugar ficou meio desconfiado, observando a 
maneira daquelas pessoas \u201cestrangeiras\u201d trabalharem.
\u201cChegam de carro novo, com tratores e animais, cons-
troem e reformam casas, fazem a feira. Mas cadê aque-
le supermercado?\u201d
O dono do armazém do lugar nem sabia direito o que 
era cartão de crédito, apenas tinha ouvido falar...
Certo dia, os novos produtores fizeram uma reunião 
também convidando os outros membros da comunida-
de. O assunto? Abrir uma cooperativa dos produtores. 
Mesmo desconfiados, muitos foram a essa reunião.
Lá, os novos produtores falaram das dificuldades que 
estavam tendo para adquirir os insumos e armazenar 
a produção; faltava assistência técnica e até farmácia 
para comprar remédio para o gado.
Explicaram que seria mais fácil e rentável se se reunissem em uma cooperativa, pois isso dimi-
nuiria as despesas de cada um com os atravessadores que atendiam à região. Afinal, de onde 
vieram, já tinham experiência em trabalhar de forma cooperada.
Depois de várias outras reuniões, resolveram criar a cooperativa dos produtores rurais da 
região.
Fonte: Shutterstock
Fonte: Shutterstock
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52 Já durante a montagem das instalações da cooperativa, 
começou a aparecer serviço para o pessoal, com cartei-
ra assinada e pagando tudo direitinho, como décimo 
terceiro, Fundo de Garantia e tudo o mais.
A cooperativa também precisou contratar pessoal para 
trabalhar: atendentes, secretária, vigias, faxineiras, 
todo o pessoal de apoio. 
Com o movimento de pessoas que vinham de fora, 
como engenheiros, agrônomos, veterinários e fiscais do 
estado, a dona da pensão teve que aumentar e melho-
rar o atendimento. Recentemente, colocou até internet 
sem fio para atender o pessoal.
Com o aumento do movimento de pessoas por causa da 
cooperativa, também aumentou o dinheiro circulando 
na região. Uma rede bancária se interessou e colocou 
um posto de atendimento no local.
Com mais gente, e com mais dinheiro, a prefeitura tam-
bém foi cobrada para melhorar os serviços na cidade: 
posto de saúde, escola, posto da polícia.
Começaram a chegar à cidade supermercado, lojas e 
posto de combustível. Com isso, o pessoal local foi in-
centivado a se capacitar, estudar mais, para conseguir 
os bons empregos.
Alguns anos depois, a cooperativa tinha gerado muitos 
empregos diretos, e os produtores passaram a ter mais 
lucro, pois a cooperativa prestava toda assistência. 
Muitas pessoas da cidade tinham emprego melhor e a 
prefeitura arrecadava mais impostos, podendo melho-
rar os serviços públicos. Como em toda boa história, no 
final, as pessoas estavam vivendo mais felizes. 
Ainda que este \u201ccauso\u201d narrado seja apenas hipotético, contado como um exemplo, você 
pode acreditar que muitos fatos semelhantes aconteceram em vários locais do país, com as 
cooperativas contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região.
Fonte: Shutterstock
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