UC12   Apostila Cooperativismo e Associativismo
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UC12 Apostila Cooperativismo e Associativismo


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Legenda: O trabalho dos ferreiros era fortemente hierarquizado e não dava possibilidade de ascensão.
Fonte: Shutterstock
Na Inglaterra, em 1720, surgiu a associação de trabalhadores alfaiates, que tinha como objetivo 
reivindicar melhores condições de salários e limitação da jornada de trabalho. Esse fato é 
considerado como a verdadeira origem do sindicalismo moderno. Esse tipo de associação 
foi proibido em 1799, sendo considerado ilícito penal o seu funcionamento. A França foi 
o primeiro país no qual ocorreu um movimento de contestação dos direitos sindicais que 
resultou no fim das corporações de trabalhadores. Após o movimento da revolução burguesa 
de 1789, foi editada a Lei Chapelier, que proibia, expressamente, o direito de associação entre 
os cidadãos de um mesmo estado ou profissão.
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3. Reconhecimento no século XIX
O sindicalismo só conseguiu se firmar depois do reconhecimento, pelo Estado Moderno, do 
direito de associação dos trabalhadores, que ocorreu no século XVIII sob grande influência dos 
ideais da Revolução Industrial. Ele surgiu como movimento contrário às repressões existentes 
desde o fim das corporações de ofício.
Enfim, em 1824, o parlamento inglês reconheceu o direito de associação dos trabalhadores, 
mesmo sem atribuir personalidade jurídica aos sindicatos e tampouco reconhecendo o direito 
de greve.
4. Sindicalismo no Brasil
Os primeiros passos do sindicalismo no Brasil surgiram após a independência, estando 
previsto já na sua primeira carta constitucional de 1824, ainda no período imperial. No campo 
das associações profissionais, essa Suprema Carta refletiu os movimentos que ocorriam na 
Europa, trazendo no seu art. 179 a proibição às corporações de ofício.
O fato que deu impulsão ao sindicalismo no Brasil ocorreu devido à chegada dos imigrantes 
europeus, que difundiram os ideais de organização de classes no intuito da defesa dos 
trabalhadores.
Legenda: Quando os colonos chegaram ao Brasil, trouxeram também suas organizações de classe trabalhadora.
Fonte: Shutterstock
A primeira constituição republicana de 1891 não previu, expressamente, normas a respeito de 
associações sindicais, porém consagrou, no art. 72, § 8, o direito de livre associação e reunião. 
Pode-se considerar que esse tenha sido o primeiro passo para a organização e a formação da 
consciência do movimento sindical no Brasil.
Em 1907, o Decreto\u2013Lei nº 1.637 regulamentou o artigo constitucional, 
possibilitando o direito de constituir sindicatos. 
Legenda: O ex-presidente Getúlio Vargas é lem-
brado pela defesa da classe operária.
Fonte: Wikimedia Commons.
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Esse sindicalismo regulamentado foi um sindicalismo 
de ofício, ao agrado do Estado. No entanto, as leis re-
pressivas tinham mais aplicabilidade, porque permi-
tiam a expulsão de estrangeiros e o fechamento de 
associações vinculadas a danos, depredações incêndio 
etc., com o fim de controlar a organização sindical.
Depois de 1930, com a ascensão de Getúlio Vargas 
ao poder, o Estado passou a interferir mais sistema-
ticamente nos assuntos trabalhistas. O Ministério do 
Trabalho foi criado, e, logo depois, em finais dos anos 
1930, um decreto regulamentou a sindicalização das 
classes patronais e operárias.
Em 1934, a nova Constituição, de estilo mais democrata, 
reconheceu o princípio da pluralidade sindical, porém 
o Decreto nº 24.694, de 12 de julho de 1934, limitou 
a possibilidade de criação dos sindicatos em até três 
representativos de uma mesma categoria em uma 
mesma base territorial estabelecida, bem como a implementação das Juntas de Conciliação e 
Julgamento para processos trabalhistas.
Posteriormente, essas conquistas dos sindicalistas foram suprimidas por causa da nova 
Constituição de 1937, que implementou o Estado-Novo. Tal Constituição proibiu a pluralidade 
sindical, não sendo reconhecido senão um único sindicato por cada profissão, ou seja, 
estabeleceu a unicidade sindical, e os interesses dos particulares ficaram submetidos aos 
interesses do Estado. Assim, para os sindicatos terem existência legal, necessitavam ser 
reconhecidos pelo Ministério do Trabalho.
Legenda A carteira de trabalho, conquista do trabalhador brasileiro, foi criada em 1943.
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3. Reconhecimento no século XIX
O sindicalismo só conseguiu se firmar depois do reconhecimento, pelo Estado Moderno, do 
direito de associação dos trabalhadores, que ocorreu no século XVIII sob grande influência dos 
ideais da Revolução Industrial. Ele surgiu como movimento contrário às repressões existentes 
desde o fim das corporações de ofício.
Enfim, em 1824, o parlamento inglês reconheceu o direito de associação dos trabalhadores, 
mesmo sem atribuir personalidade jurídica aos sindicatos e tampouco reconhecendo o direito 
de greve.
4. Sindicalismo no Brasil
Os primeiros passos do sindicalismo no Brasil surgiram após a independência, estando 
previsto já na sua primeira carta constitucional de 1824, ainda no período imperial. No campo 
das associações profissionais, essa Suprema Carta refletiu os movimentos que ocorriam na 
Europa, trazendo no seu art. 179 a proibição às corporações de ofício.
O fato que deu impulsão ao sindicalismo no Brasil ocorreu devido à chegada dos imigrantes 
europeus, que difundiram os ideais de organização de classes no intuito da defesa dos 
trabalhadores.
Legenda: Quando os colonos chegaram ao Brasil, trouxeram também suas organizações de classe trabalhadora.
Fonte: Shutterstock
A primeira constituição republicana de 1891 não previu, expressamente, normas a respeito de 
associações sindicais, porém consagrou, no art. 72, § 8, o direito de livre associação e reunião. 
Pode-se considerar que esse tenha sido o primeiro passo para a organização e a formação da 
consciência do movimento sindical no Brasil.
Em 1907, o Decreto\u2013Lei nº 1.637 regulamentou o artigo constitucional, 
possibilitando o direito de constituir sindicatos. 
Legenda: O ex-presidente Getúlio Vargas é lem-
brado pela defesa da classe operária.
Fonte: Wikimedia Commons.
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Em 1943, foi promulgado o Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio, que 
aprovou a Consolidação das Leis de Trabalho \u2013 CLT, de conteúdo 
espelhado no texto constitucional vigente e inspirada na legislação 
fascista italiana.
Por fim, em termos de Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe uma grande evolução 
do direito sindical, pois concedeu a liberdade sindical, proibindo a interferência do Estado 
na organização dos sindicatos, mas, no entanto, manteve alguns resquícios da Carta de 1937 
(unidade sindical, sindicalização por categoria etc.). 
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Dica
Lembre-se de que no AVA você tem acesso a links e vídeos complementares aos 
assuntos tratados na unidade curricular!
Tópico 2: Legislação sobre Princípios, Liberdade Sindical e de 
Organização
A Organização Internacional do Trabalho \u2013 OIT estabelece que a atividade sindical deve ser 
regida por dois princípios básicos: 
\u2022 o princípio da liberdade associativa e sindical;
\u2022 o princípio da autonomia sindical. 
Fonte: Shutterstock
A Constituição de 1988 determina, no art. 8º: 
É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado 
o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção 
na organização sindical;
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II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, 
representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que 
será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser 
inferior à área de um Município;
III - ao sindicato cabe a defesa dos