kryon livro 4
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kryon livro 4


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a usá-la, também, por si mesmo, e cada vez ha-
verá mais Humanos "limpos"; cada pessoa estará criando para si mesma, tal como você fez. 
Enquanto continua a levar a sua vida caladamente durante um certo período de tempo, repare no está 
a acontecer àqueles que o rodeiam. Mais de metade deles, estarão \u201climpos\u201d e sem o estorvo do alcatrão! 
 
Pare e pense no que realmente sucedeu. Você não apregoou a sua dádiva nem pediu a ninguém para se 
transformar; no entanto, transformaram-se. É assim que o trabalho de um só ajuda muitos! 
 
Dizemo-vos, queridos, que, quando vocês se transformam, passam a ser o ponto de partida da mudança 
daqueles que vos rodeiam. Os Humanos não podem ficar indiferentes quando vêem paz e amor emanando 
de vocês. É conciliador e está cheio de amor, simultaneamente. Como um imã entre outros imãs, a vossa 
nova polaridade afectará, mais tarde ou mais cedo, o alinhamento de todos os que vos rodeiam. E a sua 
existência nunca mais será a mesma. 
 
Comentário final do escritor 
 
Reparem nesta breve parábola, que contêm algumas das respostas mais claras sobre o funcionamento 
da energia da Nova Era no planeta. Aqui, Kryon situa os Humanos num poço de alcatrão " cobertos de alca-
trão da cabeça aos pés, incapazes de se moverem rapidamente de um sítio para outro devido à espessura 
do alcatrão." 
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Assim é como estamos na vida comum na velha energia, acorrentados a antigas lições cármicas e 
andando o melhor que podemos, levando-as connosco por toda parte. Kryon oferece uma frase que denun-
cia o seu humor cósmico. Diz: "Este é o estado em que você imagina que está.\u201d 
Esta é a forma de Kryon nos recordar, a todos nós, que a experiência terrena não é a realidade e 
que a nossa dualidade é um fantasma. 
O verdadeiro universo é o que experimentamos quando não estamos aqui! 
Nesta parábola, "a ferramenta mágica de Deus" são os novos dons da energia de que nos fala Kryon. De 
repente, ao receber esses dons, o alcatrão já não se cola a si, e, por isso, passa a andar sem estorvos e 
limpo. Esta é uma forte referência a como a energia da Nova Era o pode afectar: deixou de estar atado a 
contratos cármicos e, enquanto se mantiver no planeta, pode avançar para um matrimónio com o seu EU 
mais elevado e para o estado de ascensão daí resultante (graduação). Kryon também menciona, sem lhe 
dar grande importância, que "co-criámos" esta ferramenta mágica. 
 
"Um momento! Pensava que a ferramenta mágica era de Deus", talvez diga você. De novo, Kryon quer 
recordar-nos que ele nos considera como "peças de Deus, andando pela Terra em aprendizagem". Por ou-
tras palavras, representamos a totalidade e o amor de Deus. 
 
Continuando, situa-nos a caminhar neste estado, sem que o alcatrão nos toque, o que indica que foi 
clarificado, não só o nosso velho carma, mas também os laços cármicos com aqueles que tiveram a opor-
tunidade de interactuar com o nosso. Este é, naturalmente, o objecto da parábola: mostrar como as nos-
sas decisões criam mudanças a uma escala muito maior que a nossa. 
 
Kryon passa então a descrever o que ocorre aos que nos rodeiam. Este é um conceito realmente impor-
tante, porque diz respeito à energia da Nova Era e aos dons de Deus. Acaso perderemos os nossos compa-
nheiros, as nossas crianças, os nossos empregos e amigos se aceitarmos os presentes da Nova Era? Seremos 
marginalizados? Escutem o que diz a parábola: " Acaso acredita que quem o rodeia não vai reparar que 
você anda livremente, sem que o alcatrão lhe toque ou lhe impeça a passagem?". Antes de mais nada, 
todo o mundo se dará conta de que você está diferente, mas, em vez de o marginar, existe o potencial 
oposto. Outros observarão como vive e responde à vida. Alguns quererão o mesmo e virão perguntar-lhe o 
que lhe aconteceu; outros, simplesmente, ficarão contentes por você ter mudado. No que se refere às 
parcerias e às crianças, elas serão as primeiras a ver as mudanças experimentadas por si, e perguntarão o 
que terá sucedido para que você, de repente, se tenha transformado numa pessoa tão destacada e equili-
brada! 
 
Quando você está equilibrado espiritual, física e mentalmente, sucede algo maravilhoso: Toda a gente 
quer ser seu amigo! As pessoas apercebem-se até que ponto você é especial, e jamais se sentirão ameaça-
das por si. Assim sendo, acaso se apercebe como esta atitude pode melhorar (e não destruir) um trabalho, 
um matrimónio, uma amizade ou um vazio de gerações? Os únicos que \u201cofenderá\u201d serão aqueles que se 
sentem zangados consigo por você ter mudado; e, acredite-me, esses são aqueles que, igualmente, você 
não quer ter perto de si. 
 
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2 \u2013 Wo e a Sala de Aprendizagem 
 
 Introdução do escritor 
 
Disse-lhes que partilharia convosco as minhas parábolas favoritas, e esta é uma delas. Embora esta 
parábola seja uma das primeiras oferecidas por Kryon, continua a ter uma forte relevância nas nossas 
vidas diárias. O objectivo de Kryon é proporcionar-nos as ferramentas para elevar a nossa própria vibração 
neste planeta \u2013 para sermos tudo aquilo de que somos capazes, enquanto estamos aqui. Esta parábola 
esconde muito, para permitir que vejamos, por nós mesmos, as possibilidades que temos pela frente. 
Também apela aos nossos corações e pede-nos que \u201crecordemos\u201d quem somos realmente. 
 
 
* * * * * * * * * 
 
 
Era uma vez um humano, a quem chamaremos Wo. O sexo de Wo não é importante para esta história, 
mas uma vez que não há uma palavra adequada para uma pessoa de género neutro, chamá-lo-emos o Wo 
humano, de modo que Wo, possa abarcar todos os homens e todas as mulheres por igual. Não obstante, e 
apenas por motivos de tradução, diremos que Wo é \u201cele\u201d. 
 
Como todos os Humanos da sua civilização, Wo vivia numa casa, mas só se interessava pelo quarto em 
que vivia, porque era a única coisa realmente sua. O seu quarto era bonito e a sua tarefa era encarregar-
se de o manter assim, o que ele fazia. 
WO tinha uma vida boa. Pertencia a uma civilização na qual, cada vez que queria comida, tinha muita. 
Nunca tinha frio, porque havia sempre com que se proteger dele. À medida que crescia, aprendia muitas 
coisas sobre si mesmo. Aprendia quais as coisas o punham feliz, e encontrava objectos para pendurar na 
parede, os quais podia contemplar agradavelmente. Wo também aprendia que coisas o faziam sentir-se 
triste, e a como pendurar essas coisas na parede, quando queria estar triste. Aprendia igualmente que 
coisas o aborreciam, e ao encontrá-las, pendurava-as na parede. Assim, quando decidia estar aborrecido, 
olhava para elas. 
 
Tal como acontece com outros Humanos, Wo tinha muitos medos. Embora dispusesse do essencial para 
viver, tinha medo dos outros Seres Humanos e de certas situações. Temia que esses Humanos e essas 
situações pudessem trazer alterações ao seu mundo, porque se sentia estável e seguro com a maneira que 
a vida decorria à sua volta, e tinha trabalhado duramente para chegar a esse estado. Temia as situações 
que pareciam ter capacidade de interferir com o seu quarto tão estável e receava os Humanos que contro-
lavam essas situações. 
 
Wo soube da existência de Deus através dos outros Humanos. Disseram-lhe que um Ser Humano era 
algo muito pequeno e Wo acreditou. Ao fim e ao cabo, olhava à sua volta e via milhões de Seres Humanos, 
mas um só Deus. Disseram-lhe que Deus era Tudo, e que ele não era nada. Porém, Deus, no seu amor infi-
nito, responderia às suas orações, desde que ele rezasse com sinceridade e agisse com integridade duran-
te a sua vida. E Wo, que era uma pessoa espiritual, pedia a Deus que os Humanos e as situações que tanto 
receava não trouxessem alterações, e que o seu quarto pudesse continuar a ser igual ao que sempre fora \u2013 
e Deus respondia ao seu pedido. 
 
WO tinha medo do passado, porque de algum modo lhe lembrava coisas desagradáveis, e rezava a Deus 
para que bloqueasse essas