kryon livro 4
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kryon livro 4


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muito de 
receber. Sei que algumas pessoas nunca conseguem mas, se for apropriado, gostaria que me fosse permi-
tido ver os meus guias. Ainda que seja uma só vez\u201d. 
Pronto. Com estas palavras, meus queridos, ficaram a conhecer o funcionamento interno da vida de Wo 
e da sua mente. Wo era assim. 
Então, uma violenta tempestade aproximou-se da ilha. E Wo assustou-se porque lhe pareceu que aque-
le ciclone passaria justamente sobre a sua casa. Desde há centenas de anos, nunca se vira uma tormenta 
tão forte como aquela, tanto assim que, à medida que se aproximava, muitos foram os que abandonaram 
a ilha. 
Wo ficou a saber que estaria no lugar certo e no momento adequado, tal como ele mesmo tinha co-
criado. Por isso, esperava que o vento acabasse por mudar de direcção a qualquer momento. Mas, bem ao 
contrário, a situação foi ficando cada vez pior. Todos se fecharam em suas casas porque lhes tinha sido 
dito: \u201cNão saiam para o exterior, porque poderão sofrer acidentes\u201d. Assim, as pessoas ficaram em suas 
casas e viram os ventos que chegavam e as águas que subiam. Viram as suas casas começarem a desinte-
grar-se com a poderosa ventania e ficaram muito atemorizados. 
Mas Wo ficou calado. Deixara de falar com o Espírito porque estava aborrecido com Ele. De facto, esta-
va zangado. Sentia-se como louco, pois tinha a sensação de ter sido traído. Disse: 
\u201cSe sempre pedi uma coisa, como é que, quando chega o momento, não a obtenho?\u201d. 
Então, os ventos ficaram ainda mais fortes e Wo ficou ainda mais zangado. Nesse momento, a energia 
eléctrica falhou. Wo ouviu os camiões nas ruas a recolher as pessoas, enquanto os altifalantes anuncia-
vam: \u201cJá não estão seguros nas vossas casas. Subam para estes camiões enquanto podem. Vamos levá-los 
para a escola, que é um edifício sólido. Ali estarão a salvo.\u201d 
Os grandes camiões percorriam as ruas para recolher as pessoas da ilha e levá-las para os sólidos edifí-
cios das escolas e das igrejas. 
Então, Wo decidiu dirigir-se para uma das maiores escolas, perto de sua casa. Chegou juntamente com 
muitos dos seus vizinhos, reparando nas suas expressões. Observou rostos pálidos e temerosos, mas, nos 
olhos de Wo, havia somente cólera contra Deus. 
Enquanto se espremiam na cave, onde acreditavam estar a salvo, a energia eléctrica também ali 
falhou, pelo que ficaram na escuridão. Acenderam velas mas, nesse momento, começou a entrar água e os 
ventos começaram a destruir o edifício da escola. Aperceberam-se do gemido do cimento e da madeira 
que se quebrava e, então, abraçaram-se uns aos outros no escuro, aterrorizados, calados. 
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Então Wo chegou a uma espantosa conclusão: percebeu que não tinha medo. Estava muito irritado, é 
certo, mas não tinha medo. Olhou ao seu redor e viu as pessoas abraçadas nos corredores, com a água até 
aos calcanhares, gelados, sem calor nem luz. E não pôde deixar de reparar no terror que os dominava. 
Foram muitos os que, naquela noite, sentiram que todo o grupo iria morrer. Como poderia ser de outro 
modo, se lhes fora dito que o olho do furacão ainda não estava sobre eles, e que deveriam esperar pelo 
pior? Se a escola se desintegrasse, com certeza encontrar-se-iam à mercê dos elementos, do vento e da 
chuva. 
Wo levantou-se do lugar onde estivera sentado a curtir a sua raiva. Abraçou a sua família e disse: \u201dAqui 
há trabalho para fazer. Vocês serão salvos\u201d. Olhou os filhos nos olhos e disse-lhes: \u201c Vejam, não há medo 
nos meus olhos, pois prometeram-me que nos salvaremos\u201d. Então, Wo afastou-se e foi de vizinho em vizi-
nho e de grupo em grupo. Falou-lhes do seu amor pelo Espírito e disse-lhes que o Espírito nunca o tinha 
abandonado. Deu-lhes a certeza de que estariam a salvo e repartiu com eles o amor que só um ser ilumi-
nado pode dar. 
Ao afastar-se de cada grupo, via que o terror também os abandonava e que, agora, se sentiam cheios 
de esperança como se uma nuvem escura se tivesse dissipado. 
Alguns grupos começaram a cantar, de forma que o terror e o silêncio presentes foram substituídos 
pelo som das canções; outros, começaram a rir enquanto contavam histórias engraçadas que tinham acon-
tecido nas suas vidas, fazendo com que o medo diminuísse ainda mais. 
E o terror desapareceu. 
Foi peregrinando de grupo em grupo, que Wo fez o seu trabalho durante toda aquela noite. E, como se 
fosse uma espécie de milagre, o olho do furacão nunca chegou até eles. Em lugar disso, a tormenta inver-
teu o seu curso e seguiu outro caminho, diminuindo lentamente de intensidade, em lugar de intensificar-
se. Quando Wo terminou o seu trabalho, a tempestade já tinha amainado o suficiente, para que ele 
pudesse dar a notícia que já podiam voltar para suas casas, nos mesmos camiões em que tinham vindo. 
Como o sol estivesse a nascer, Wo percebeu que tinha estado na escola toda a noite. Ao saírem do pré-
dio, comprovaram que quase já não havia vento. Que depressa a tormenta se afastara! Os pássaros volta-
ram a cantar, o sol nascia de novo e as pessoas regressaram para suas casas. 
Oh, alguns ficaram muito aflitos, porque as suas casas tinham ficado destruídas. Também era o caso de 
Wo ao verificar que a sua casa tinha ficado sem telhas, que entrara água e muitos dos seus haveres tinham 
ficado destruídos. Nas semanas seguintes, calmamente, iniciou-se a reconstrução. 
 
Comentário final do escritor 
 
Quando concordei fazer o trabalho de Kryon, esperava encontrar-me automaticamente no centro do 
contacto. Esperava que o meu \u201clugar doce\u201d da paixão me permitisse estar \u201cno lugar certo e no momento 
exacto\u201d, para que tudo fosse perfeito e apropriado. Isto era o que Deus prometera. Na minha inocência 
sobre o modo como funcionam as coisas espirituais, não compreendi que \u201cestar no lugar doce\u201d requeria as 
negras provas que vinham com ele. 
Estava encantado com o êxito de centenas de milhares de pessoas da Nova Era que, em todo o planeta 
apreciavam os meus livros e me escreviam denunciando esse apreço. Isto era, realmente, um lugar doce! 
Fiquei-me espantado, porém, quando recebi um convite da Sociedade para a Iluminação e a Transforma-
ção das Nações Unidas para ir lá fazer uma conferência \u2026. e conhecer tantos e maravilhosos Guerreiros da 
Luz. Surpreendi-me enormemente quando a revista de Kryon foi lançada, e milhares de pessoas a subscre-
veram, e quando a minha América On-Line se converteu no ponto da Nova Era mais popular da sua histó-
ria. 
Então chegaram os ataques ao trabalho que fazia e, tal como Wo, fiquei zangado. Como é possível que 
durante anos, traga comigo uma pintura branca e, de repente, agora, dizem que é negra?... Como pode 
um Guerreiro de Luz atacar outro?... Onde está o amor?... Não podia entender como é que, em nome de 
Kryon, alguns me viam como malvado e mentiroso. Citações erróneas, palavras trocadas, \u201cPorque é que 
alguém haveria de querer fazer isto? 
Agora, em retrospectiva, vejo que Deus pôs a integridade da obra no seu ponto de mira. Ele fez com 
que as pessoas repensassem o que se lhes oferecia. Isto é discernimento, um tema chave da Nova Era. Nós 
podemos acreditar em toda e qualquer mensagem que chega de uma entidade. 
Através da apresentação, Kryon emergiu como o mensageiro que disse que era, e milhares de pessoas 
de todo o país o reafirmaram por escrito, agradecendo verbalmente. Tinha passado por mim um \u201cgrande 
vento\u201d, tinha-me sentado com Wo na praia e também chorei de alegria por saber que estava exactamente 
onde devia estar. 
 
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À guisa de conclusão 
 
As parábolas são um meio magnífico para comunicar as mensagens de vida. As vinte que leram neste 
pequeno livro representam dois anos durante os quais Kryon contou histórias perante grandes grupos em 
todo o planeta. Kryon é um mensageiro de grande amor e quer que conheçam pessoalmente que não é por 
acidente que estão a ler estas palavras.