Pietro Ubaldi   Ascese Mística
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Pietro Ubaldi Ascese Mística


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de consciência. O círculo 
fechado, traçado em torno de cada ponto, além de indicar o âmbito da consciência, 
correspondente ao plano em que está situado pode exprimir um campo de forças ou ciclo de 
vibrações, fechado em si mesmo, isto é, que retorna, sem vias de saída, perenemente sobre a 
própria trajetória. Esta é a fase de egoísmo necessária, em seu plano, à proteção da primeira 
formação do eu. Se este campo de forças se acha de tal forma determinado por necessidades 
protetoras, em princípio, e representa sólida crosta de defesa contra todos os agentes de 
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destruição, ele não permite abertura de circuito, nem contém possibilidades de expansão. Não 
permite contatos e comunicações, como todos os circuitos fechados, e os centros eqüidistantes 
sobre a horizontal de base se ignoram uns aos outros. Esta recorda a correspondente fase de 
cinética atômica de ciclo fechado, o equilíbrio estável, mas imóvel, da matéria (química 
inorgânica). 
 
O despontar e destacar-se da espiral, ao lado do círculo, dirigida para traçar a 
circunferência superior, representam o despontar de novo equilíbrio de forças instáveis, porém 
mais vasto, o altruísmo. A trajetória, por impulso de maturações interiores (manifestação, 
exteriorização de divindade), em um dado instante se desprende do circuito fechado e já não 
retorna sobre si mesma; rompe-se o equilíbrio, abre-se o ciclo de forças em um novo equilíbrio 
de consciência altruísta. Sobe-se assim a uma nova fase que recorda o correspondente equilíbrio 
instável, porém móvel, da energia, a correspondente cinética atômica de ciclo aberto da vida 
(química orgânica). Assim, o ritmo dos planos inferiores repete-se mais no alto, porém, mais 
transparente de divindade. 
 
Rota é a capa protetora e o ser parece abandonar loucamente suas defesas, parece em poder 
de todos, porque toda força, demolidas as barreiras, pode penetrar em campo aberto. Desponta o 
Evangelho, que parece utopia. Mas, também o circuito, que antes fechava, está aberto e nasce a 
possibilidade de todas as expansões e todo assalto é um contato; todo contato, uma absorção e 
uma dilatação de consciência, que assim inicia o seu caminho de expansão para Deus. 
 
O diagrama é a expressão desta expansão, cujas conseqüências, de caráter coletivo, ele 
indica. Pois que também graficamente os pequenos círculos distanciados, na base, em seu 
insulamento egoístico, se avizinham em sua expansão,
 
subindo até se tocarem até iniciarem uma 
progressão de superposições que se torna cada vez mais intensa. Antes de estudar-lhe o 
significado, observemos como este processo de superposição se manifesta no desenvolvimento 
gráfico. Demonstra o diagrama, com unidades espaciais, que a zona de superposição dos círculos 
que exprimem os campos de consciência os vários planos está em progressivo aumento e que a 
zona de não-coincidência dos referidos campos é inversamente progressiva e isso mediante 
relações que exprimem uma lei de aproximação infinitesimal constante. Observemos esta lei de 
progressiva coincidência e suas conseqüências. 
 
Enquanto, no plano 2, se acham ainda distantes as duas circunferências, no plano 3 elas são 
tangentes, no plano 4 superpõem-se por ½ de diâmetro (tomado o diâmetro como unidade de 
coincidência). Temos ainda ½ diâmetro de não-coincidência (v. linha a = ½). No plano 5, a zona 
de não-coincidência é reduzida a ¼ de diâmetro (v. linha b = ¼), e proporcionalmente aumentada 
a zona de superposição. No plano 6, a zona de não-coincidência é reduzida a 1/8 de diâmetro (v. 
linha c = 1/8); e assim sucessivamente. Isso basta para traçar a progressão ½, ¼, 1/8 de não-coin-
cidência que exprime a correspondente relação de superposição. 
 
A mecânica do gráfico permite-nos, pois, calcular a lei de atenuação do separatismo ou 
distanciamento entre unidades de consciência e a correspondente lei de fusão de 
individuações. E mostra-nos, com a expressão tangível das suas progressivas superposições 
espaciais, que a tendência da lei é a unificação, isto é, identificação por coincidência, tendência 
expressa por uma relação constante de aproximação. Mudando-se as distâncias de base entre os 
centros, mudar-se-ão as relações, mas a lei e a tendência permanecem. A um diagrama 
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necessariamente bidimensional não podemos exigir mais como representação de uma realidade 
pluridimensional e abstrata. 
 
Que significa isso? A Expansão leva, pois, a uma interpenetração de campos de forças, o 
desenvolvimento da ascese espiritual assume aqui um mais vasto aspecto coletivo de 
harmonização de consciência. A evolução, portanto, leva a uma fusão mais estreita sem jamais. 
porém tornar-se identidade, porque a zona de não-coincidência é tal (1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, 
1/64 etc.), que jamais se anula. Embora permaneça espacialmente idêntica, porque são paralelas 
ao infinito, as diagonais de ascensão, aquela zona se adelgaça com a aproximação constante 
(permitindo o fenômeno inverso da progressiva superposição), porque em todo plano muda a 
relação com os diâmetros, que redobram continuamente. Assim, enquanto sempre aumenta a 
zona de identidade, a zona de distanciamento esta em contínua diminuição, precisamente porque 
o progressivo aumento da relação entre os diâmetros de extensão das consciências tende para a 
anulação da distância, embora jamais o atinja absolutamente. Seja qual for a extensão que se 
atribua ás distâncias de deslocamento na base do diagrama, já o disse, esta lei permanece 
constante. 
 
Cada plano tende, assim, quanto mais alto, a ser tanto menos uma série de consciências 
distintas e tanto mais uma zona unitária de consciências harmonizadas e fundidas na mesma 
natureza. Outrossim, no diagrama, a vizinhança entre os centros é de fato progressiva, em relação 
aos diâmetros. A superposição dos campos de forças atenua sempre a distinção e opera a 
assimilação entre os vários tipos de consciência que tendem a tornar-se um modo único de ser. 
Assim, abre-se sempre mais a comunicação interior, escancaram-se as vias da ressonância: no 
nível espírito, já o dissemos, a individuação já não tem a força corpórea espacial do plano físico, 
e é definida pelo tipo de vibração, por um próprio timbre de emanação. Então a zona sintoniza-se 
segundo uma única nota e é toda, como cada consciência componente, a mesma a única nota. A 
comunicação torna-se comunhão; a comunhão, unidade. 
 
Vejo então animarem-se as consecutivas circunferências do diagrama e revelarem-se na 
sua real essência de espíritos fraternos, harmonizados na mesma nota de amor. E cada plano de 
evolução é uma esfera celeste que modula uma diversa e cada vez mais intensa e pura nota de 
amor. Vejo um fantástico turbilhão de luzes ao redor de um enceguecente esplendor, centro de 
sapiência e de amor, que é Deus. 
 
Esta unificação por estados vibratórios, esta sempre mais íntima interpenetração de 
consciências, este ritmo de aproximação colateral, resultante de todo o movimento do diagrama, 
nos dizem que, à proporção que galgamos os planos espirituais de evolução, não podemos 
encontrar, e aqui explicamos como efetivamente não encontramos, individuações pessoais de 
consciência no sentido humano, tipos de eu separado, à nossa semelhança, nas zonas de 
consciências ligadas na mesma sintonia. Isso explica racionalmente a dificuldade de 
identificação espirítica no caso de elevadas Entidades, que jamais se definem em sentido 
humano, e o fato por mim averiguado de que, ascendendo evolutivamente, não tenho encontrado 
centros individuais de pensamento, mas noúres, isto é, correntes de pensamento. E é