MONITORIZACAO HEMODINÂMICA BÁSICA E AVANCADA
220 pág.

MONITORIZACAO HEMODINÂMICA BÁSICA E AVANCADA


DisciplinaMedicina Intensiva209 materiais2.286 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Figura 06 \u2013 Curva de PVC na estenose tricúspide 
5 - Similarmente, se a complacência ventricular direita estiver diminuída seja por doença miocárdica ou pericárdica, a 
onda a será acentuada. 
6 - Nas situações em que ocorre pericárdio constrição, um íngreme descenso y será visualizado, o que diferencia do 
tamponamento cardíaco no qual a PVC será monofásica, com um breve descenso y e apenas a descendente x com 
maior visibilidade. 
 
 
Figura 07 \u2013 Curva de PVC na pericardite constritive 
 
 
Figura 08 \u2013 Curva de PVC no tamponamento cardíaco 
Para mensurar a PVC nas situações com ausência da contração atrial como a fibrilação atrial, 
ritmo juncional, ritmo do marcapasso ou ritmo ventricular a medida da pressão deve ser 
estimada pela média no final do complexo QRS, onde normalmente a onda a apareceria. 
Para mensurar a POAP, após inflar o balonete do cateter de artéria pulmonar, deve-se 
reconhecer a onda a. Para reconhecer a onda da curva de POAP, semelhante a curva de átrio 
direito, deve-se relacionar com o traçado eletrocardiográfico. A onda a da curva de POAP 
ocorre logo após o QRS (Figura 09). 
 
 
45 
 
 
Figura 09 \u2013 Relação entre o traçado eletrocardiográfico e a curva de pressão de oclusão da 
artéria pulmonar (POAP). 
 
Importante destacar que durante a inserção do CAP, caso o paciente insuficiência mitral, pode 
ocorrer o aparecimento da onda v gigante (Figura 10) que dificulta a diferenciação entre as 
curvas de POAP e a curva de PAP (Figura 11). 
 
 
Figura 10 \u2013 Relação da onda v giante com o traçado eletrocardiográfico (ECG). A onda v 
gigante ocorre após a onda T do ECG. 
 
 
 
46 
 
 
Figura 11 \u2013 Curva de POAP com onda v gigante apresenta morfologia semelhante a curva de 
pressão da artéria pulmonar. Pode-se perceber que a onda v gigante da POAP ocorre logo após 
a onda T em relação ao traçado eletrocardiográfico(ECG). Enquanto o pico sistólico da curva de 
PAP ocorre antes ou coincide com a onda T do ECG. 
 
Para realizar a inserção do CAP é preciso reconhecer a morfologia das curvas de pressão das 
respectivas camaras cardíacas direitas além dos valores pressóricos habituais encontrados nas 
mesmas. 
 
 
Figura - Curva de Pressão de Artéria Pulmonar (PAP) 
 
 
Bibliografia: 
 
TS A. Hemodynamic wave form recognition: WB Saunders Company; 1993. 
Daily EK. Hemodynamic Waveform Analysis. J Cardiovasc Nurs. 2001;6(22):87 - 8. 
Banner T. Invasive cardiac output measurement technology. In: RR CJTRK, editor. Critical Care. 
2nd edition ed. Philadelphia: JB Lippincott Company; 1996. 
 
 
 
47 
 
 
CAPÍTULO 4 
 
DÉBITO CARDÍACO E VARIÁVEIS CALCULADAS 
 
Introdução 
A monitorização hemodinâmica é utilizada no cenário da terapia intensiva com o objetivo de 
identificar instabilidades cardiovasculares e suas causas, além de monitorar a resposta a um 
determinado tratamento. Essa monitorização pode ser realizada através de ferramentas que 
permitam medir parâmetros diretos (variáveis mensuradas) como, por exemplo, pressões de 
enchimento cardíaco, pressão arterial, pressão da artéria pulmonar e variáveis que traduzam 
fluxo, como DC. Através das medidas diretas pode-se também obter medidas que são 
calculadas e que podem auxiliar nas decisões clínicas, desde que analisadas em conjunto com 
outros parâmetros. 
As 4 categorias de choque (hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo) são 
geralmente caracterizadas por variáveis hemodinâmicas específicas. Essas variáveis podem ser 
medidas por uma variedade de ferramentas invasivas e não invasivas, sendo que alguns 
parâmetros hemodinâmicos que podem ser calculados corroboram para avaliar o status 
cardiovascular global. 
 
MEDIDAS FISIOLÓGICAS DIRETAS (COMUNS) ENCONTRADAS EM MONITORES NA 
UTI 
Monitorização não invasiva: 
\ufffd ECG; 
\ufffd oximetria de pulso; 
\ufffd pressão arterial; 
\ufffd pressão venosa central; 
\ufffd frequência cardíaca. 
 
Monitorização invasiva: 
\ufffd cateterização arterial; 
\ufffd cateterização venosa central; 
\ufffd cateter de artéria pulmonar; 
\ufffd doppler esofágico. 
 
 
VARIÁVEIS HEMODINÂMICAS PRIMÁRIAS 
Determinantes fisiológicos do sistema cardiovascular 
As variáveis calculadas são medidas que estão sujeitas a sofrerem interferências em seus 
cálculos. Isto significa que na prática clínica deve haver o devido cuidado ao interpretar as 
mesmas, sendo mais prudente entender o significado das variáveis que a compõe. 
Os termos das variáveis hemodinâmicas primárias (Tabela 14.1) são necessários para o 
entendimento das variáveis mensuradas e, conseqüentemente, estão associados às variáveis 
calculadas. 
 
Tabela 14.1 \u2013 Termos fundamentais no entendimento das variáveis mensuradas e calculadas 
Pré-carga \ufffd Definida como a tensão da parede ventricular gerada pelo volume no 
final da diástole. Depende da relação pressão/volume. 
\ufffd É um importante determinante do débito cardíaco. 
Pós-carga \ufffd Definida como estresse da parede ventricular durante a sístole para 
vencer a resistência imposta para a ejeção ventricular, isto não é sinônimo de 
resistência vascular. 
 
 
48 
 
\ufffd Depende do tamanho do ventrículo, da pressão desenvolvida durante 
a sístole e da espessura da parede ventricular. 
\ufffd Não se pode medir fidedignamente a pós-carga devido às variáveis 
envolvidas na sua determinação. Por outro lado, não se deve chamar de pós-
carga do ventrículo direito, nem de pós-carga do ventrículo esquerdo, o 
cálculo da resistência vascular pulmonar e sistêmica, respectivamente, como 
já salientado acima. 
\ufffd É outro importante determinante do débito cardíaco. 
Contratilidade \ufffd Outra variável difícil de ser medida na prática. 
\ufffd Provavelmente, o melhor representante da contratilidade à beira-leito, 
é a fração de ejeção ventricular. Quanto à monitoração invasiva com cateter 
de artéria pulmonar, a variável que se aproxima da fração de ejeção é o 
trabalho sistólico ventricular. 
Impedância 
arterial 
\ufffd Muito difícil de ser medida. 
\ufffd Muitos autores consideram a impedância arterial como um dos 
componentes da pós-carga, o que pode interferir diretamente no trabalho 
miocárdico. 
\ufffd A resistência vascular sistêmica é uma aproximação grosseira da 
impedância arterial. 
Complacência 
ventricular 
\ufffd Determinada pela relação entre as mudanças de volume e as 
mudanças na pressão transmural do ventrículo no final da diástole. 
\ufffd Fatores como massa muscular, espessura da parede, geometria e 
volume ventriculares influenciam na complacência ventricular. 
 
VARIÁVEIS HEMODINÂMICAS MENSURADAS 
As variáveis hemodinâmicas obtidas pela monitoração invasiva podem ser classificadas em: 
\ufffd Mensuráveis (Tabela 14.2): aquelas obtidas por medida direta pelo uso de 
dispositivos apropriados. 
\ufffd Calculadas ou derivadas (Tabela 14.3): aquelas obtidas por fórmulas que integram 
as variáveis mensuráveis. 
 
Partindo do princípio que a demanda metabólica pode sofrer alterações decorrentes da doença, 
não há valores de débito cardíaco ou DO2 normais. Esses parâmetros variam para atingir o que 
a demanda metabólica exige, ou seja, adequação ou não da DO2. 
 
Tabela 14.2 \u2013 Variáveis hemodinâmicas mensuráveis 
Variável (abreviatura) 
Unidade 
Variação normal 
Pressão arterial sistólica (PAS) 
Pressão arterial diastólica (PAD) 
mmHg 
mmHg 
100-140 
60-90 
Pressão sistólica da artéria pulmonar (PSAP) 
Pressão diastólica da artéria pulmonar (PDAP) 
Pressão da artéria pulmonar ocluída (PAPO) 
mmHg 
mmHg 
 
mmHg 
15-30 
4-12 
 
2-12 
Pressão sistólica ventricular direita (PSVD) 
Pressão diastólica final ventricular direita (PDFVD) 
mmHg 
mmHg 
15-30 
0-8 
Pressão venosa
Fernanda
Fernanda fez um comentário
Em cima dos textos aparecem um monte de XXX nao da para ler
0 aprovações
Carregar mais