MONITORIZACAO HEMODINÂMICA BÁSICA E AVANCADA
220 pág.

MONITORIZACAO HEMODINÂMICA BÁSICA E AVANCADA


DisciplinaMedicina Intensiva209 materiais2.286 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Instrua o paciente sobre os aspectos técnicos do procedimento, 
garantindo a sua colaboração. 
\u2022 Proceda à sedação se tiver dúvidas quanto à cooperação do 
paciente 
\u2022 Nos casos instáveis, é sempre mais seguro garantir suporte 
ventilatório antes de proceder à inserção do cateter. 
\u2022 Coloque o paciente preferencialmente em decúbito dorsal 
horizontal, com a cabeça virada para o lado oposto à inserção 
do cateter. 
\u2022 Eletrocardiograma, testes de coagulação sanguínea e radiografia 
de tórax devem ser sempre verificadas antes do procedimento 
\u2022 Lidocaína profilática não está indicada mesmo em pacientes 
com arritmias ventriculares. 
Escolha do 
sítio/antissepsia e 
assepsia 
 
\u2022 Sempre que possível utilize a via jugular, (pois o pneumotórax é 
a complicação mais frequente e mais grave. 
\u2022 Na maioria dos pacientes, a veia jugular interna direita é mais 
calibrosa, mais retificada e menos sujeita a obstáculos. 
\u2022 Use sempre paramentação completa incluindo avental, máscara 
Material: 
\u2022 Pressurizador 
\u2022 Conexões 
\u2022 Zero 
\u2022 Calibragem 
\u2022 Introdutor 
 
 
178 
 
e gorro. 
\u2022 Use campos estéreis, grandes, o que permitirá manipulação 
mais confortável de todos os materiais. 
Punção venosa e 
introdução de fio-guia 
\u2022 O uso da USG como guia à punção minimiza suas complicações. 
\u2022 Utilize os guias com ponta curva e flexível, procurando não 
introduzi-los até o ventrículo direito pelo risco de arritmias. 
Dilatação e colocação 
do introdutor 
\u2022 É durante a dilatação que ocorrem os acidentes hemorrágicos 
\u2022 Introduza o dilatador somente o suficiente para atingir o lúmen 
da veia evitando sua transfixação 
\u2022 Coloque a seguir o introdutor e teste sua permeabilidade 
instalando um soro de manutenção na via lateral 
\u2022 Lembre-se de que o introdutor valvulado não bloqueia a entrada 
de ar no sistema 
\u2022 Coloque a tampa do introdutor quando houver demora na 
introdução do cateter para evitar embolia gasosa 
\u2022 Fixe o introdutor na pele para permitir maior segurança na 
manipulação 
Colocação do protetor 
do cateter, teste do 
balão e inserção 
\u2022 A proteção de plástico (Figura 13), colocada em torno do 
cateter, é indispensável para futuros reposicionamentos. 
\u2022 A inserção não deve ser demorada, pois com o aquecimento do 
cateter a rigidez ideal para sua introdução vai sendo perdida. 
\u2022 Conecte todas as vias de pressão e proceda a zeragem e 
calibração do sistema de oximetria (Figura 14). 
\u2022 Antes de introduzir o cateter, verifique a integridade do balão 
em sua extremidade (Figura 15). 
Progressão do cateter \u2022 Quanto mais baixo o débito cardíaco, mais lenta deve ser a 
progressão do cateter, que deve ser acompanhada pelas curvas 
de pressão de acordo com o esquema que se segue. 
\u2022 Arritmias são comuns durante a permanência do balão insuflado 
dentro do ventrículo direito, por isso evite mantê-lo nessa 
posição por períodos prolongados. 
\u2022 Logo após introduzir 15 cm do cateter, o balão já ultrapassou o 
introdutor; insufle o balão no máximo de volume e proceda a 
sua introdução. 
\u2022 Entre 20 a 30 cm de introdução deveremos observar o traçado 
característico de um atriograma, com as ondas características 
(Figura 16). 
\u2022 No intervalo de 30 a 45 centímetros, notaremos súbita mudança 
no traçado, observando-se grande amplitude sistólica nas 
curvas indicativas de seu posicionamento no ventrículo direito 
(Figura 17). 
\u2022 Após essa fase, a pressão diastólica eleva-se sugerindo a 
passagem da extremidade do cateter para a artéria pulmonar. 
Outro dado será a presença de nó dicrótico (Figura 18). 
\u2022 Finalmente, próximo de 50 a 60 cm, a curva de pressão volta a 
ser semelhante a um atriograma, indicando que o balão ocluiu a 
luz da artéria pulmonar cateterizada (Figura 19). 
\u2022 Caso não exista correspondência entre o comprimento 
introduzido do cateter e o traçado de curva esperado, desinfle o 
balão e repita o procedimento do seu início. 
\u2022 Grandes dificuldades no posicionamento indicam: punção de 
local inadequado, débito cardíaco muito baixo ou alterações 
 
 
179 
 
anatômicas severas como disfunções valvares ou cardiomegalia 
pronunciada. 
\u2022 Em casos extremos, recorra à radioscopia, para o correto 
posicionamento. 
Teste de oclusão ou 
\u201ccapilarização\u201d 
\u2022 Reposicione e coloque a ponta do cateter o mais próximo 
possível, evitando rupturas vasculares e trombose. 
\u2022 Em posição proximal, a leitura da pressão é mais confiável. 
\u2022 Insufle o balão sempre de forma cuidadosa e acompanhando o 
traçado da curva pressórica: injete somente a quantidade 
mínima de ar para obter a leitura da pressão ocluída 
Curativo, vigilância e 
troca do sistema 
\u2022 Curativo seco e permeável deve ser aplicado junto ao introdutor 
\u2022 Diariamente, deve ser vigiado o aspecto da pele. 
\u2022 Caso a pele torne-se eritematosa ou purulenta, todo o sistema 
deve ser trocado, puncionando-se um sítio diferente. 
\u2022 O tempo máximo de monitorização com um mesmo sistema é 
de seis dias 
Kit Swan-Ganz \u2022 Cateter Swan-Ganz 7 fr (débito contínuo) 
\u2022 Kit introdutor percutâneo 8,5 fr 
\u2022 Kit monitorização completo 
\u2022 Xylocaína 2% s/v fap 20 ml 
\u2022 Água bidestilada 10 ml ampola 
\u2022 Heparina 5.000 ml fap 
\u2022 Solução de glicose 5% 500 ml fr PVC 
\u2022 Solução fisiológica 0,9% 500 ml fr PVC 
\u2022 T com sensor de temperatura 
\u2022 Compressa de gaze estéril com 10 
\u2022 Luva estéril 7,5 
\u2022 Equipo macro longo 
\u2022 Polifix 2 vias 
\u2022 Agulha descartável 30 X 07 
\u2022 Torneirinha 3 vias 
\u2022 Mononylon 3.0 3-171 envelope 
Confirmação da 
Posição do Cateter/ 
Pesquisa de 
complicações 
 
\u2022 Faça um exame físico procurando complicações no local da 
punção, região cervical e torácica. 
\u2022 Solicite radiografia de tórax após a passagem do cateter e faça 
novo controle a cada 24 horas, investigando complicações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
180 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
!!
 
 
 Figura16: Traçado característico de atriograma. 
 
! !
 
 
 Figura 17: Traçado característico de ventriculograma 
 
 
 
Figura 14: Calibração do 
sistema de oximetria. 
Figura 13: Colocação 
do protetor plástico 
precedendo a 
inserção do CAP. 
 
Figura 15: Teste da 
Integridade do balão. 
 
 
 
181 
 
! !
 
 
 Figura 18: Traçado característico de artéria pulmonar. Notar 
 presença do nó dicrótico 
 
 
! !
 
 
 Figura 19: Traçado característico da pressão da artéria pulmonar ocluída. 
 
 
 
 
 
COMPLICAÇÕES 
A incidência das complicações associadas ao CAP varia de acordo com a experiência do 
operador estando entre 0,1 a 0,5%. Foram descritas em estudos retrospectivos ou análise de 
casos individuais com poucos estudos prospectivos sobre elas. Devido a esse fato sua real 
incidência é desconhecida. 
Podem ser classificadas de acordo com as diferentes fases do procedimento e estão descritas 
na Tabela 3. 
 
Tabela 3: Complicações da cateterização da artéria pulmonar 
Punção Venosa/ 
Inserção do 
Introdutor/ Fio 
Guia 
Posicionamento 
do CAP 
Permanência 
do CAP 
Retirada do 
CAP/ Introdutor 
Pneumotórax Arritmia Arritmia Arritmia 
Hemotórax Lesões estruturais Infecção Lesões estruturais 
Hematoma Mau posicionamento Trombose/embolia Nós 
Punção arterial BRD Endocardite Embolia gasosa 
Embolia gasosa BAVT Infarto pulmonar Quebra do cateter 
Mau posicionamento 
Ruptura do balão, 
Artéria Pulmonar u VD 
 
 
182 
 
Dissecção venosa Ruptura da artéria 
pulmonar
Fernanda
Fernanda fez um comentário
Em cima dos textos aparecem um monte de XXX nao da para ler
0 aprovações
Carregar mais