MONITORIZACAO HEMODINÂMICA BÁSICA E AVANCADA
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MONITORIZACAO HEMODINÂMICA BÁSICA E AVANCADA


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até refluir o sangue. 
Quando refluir, desconectar a seringa da agulha e fazer a oclusão do orifício. Em seguida, 
seguindo a técnica de Seldinger, passar o fio-guia pela agulha e retirar a mesma. 
\u2022 Pelo fio-guia, passar o dilatador com o objetivo de deixar livre o caminho no subcutâneo 
para a introdução do cateter propriamente dito. Em seguida, retirar o dilatador deixando o 
fio-guia. 
\u2022 Em seguida, passar o cateter pelo fio-guia. 
Figura 3 \u2013 Cateterização da artéria radial. 
 
 
 
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\u2022 Este é o momento de retirar o fio-guia e fazer a oclusão da saída do cateter, evitando 
refluxo excessivo de sangue, até que seja possível conectar o sistema que medirá a 
pressão. 
\u2022 Fixar o cateter à pele e realizar o curativo. 
\u2022 Na Tabela 7, observam-se as principais vantagens e desvantagens dos principais sítios de 
punção arterial. 
 
 
Tabela 7 \u2013 Vantagens e desvantagens dos locais de punção arterial 
Artéria radial 
Vantagens \u2022 Superficial de fácil manuseio 
\u2022 Local de fácil acesso 
\u2022 Baixo risco de insuficiência vascular distal 
\u2022 Confortável para o paciente 
Desvantagens \u2022 Taxas de complicações elevadas, se usadas 
prolongadamente. 
\u2022 Possível lesão de estruturas nervosas por edema ou punção 
\u2022 Artéria fina e por isso predispõe a obstrução e formação de 
trombo 
Artéria braquial 
Vantagens \u2022 Fácil canulação e acomoda cateteres de maior calibre 
\u2022 Melhor circulação colateral 
Desvantagens \u2022 Mais desconfortável 
\u2022 Difícil manuseio 
\u2022 Lesões de estruturas nervosas 
\u2022 Obstruções e trombos 
Artéria femoral 
Vantagens \u2022 Acomoda cateteres de maior calibre 
\u2022 Canulação mais fácil em pacientes hipovolêmicos e com 
instabilidade hemodinâmica 
Desvantagens \u2022 Desconfortável 
\u2022 Manuseio difícil 
\u2022 Trombose 
\u2022 Formação de aneurisma 
 
 
Condições clínicas que afetam a morfologia da onda 
\u2022 Várias condições, como arritmia, hipovolemia, hipertensão, hipotensão, miocardiopatia, 
dentre outras, podem alterar os padrões de onda da pressão arterial (Figura 4). 
 
 
 
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Considerações importantes em relação à pressão arterial invasiva 
A monitoração invasiva da PAM constitui metodologia imprescindível durante a avaliação 
contínua de um paciente do ponto de vista hemodinâmico em estados de choque. 
O estado de choque consiste em desequilíbrio entre oferta e consumo oxigênio e nutrientes às 
células, o que pode ser encontrado antes que ocorra queda da PA para níveis inferiores a 65 
mHg. 
Quase que invariavelmente, o conceito de hipotensão arterial é incorporado à definição dos 
diversos tipos de choque. Assim, reconhece-se claramente a importância da restauração da 
pressão arterial como meta terapêutica. 
Como foi dito anteriormente, a PAM é o principal determinante da perfusão (associada ao 
débito cardíaco), já que a pressão venosa central, em indivíduos sadios, é próxima de zero. 
A manutenção de um nível adequado de PAM propicia, em geral, adequada perfusão. Discute-
se qual o nível de PAM que se deve manter nos diferentes pacientes em estados de choque. Do 
ponto de vista prático, recorre-se às seguintes evidências: 
- o tempo de hipotensão arterial está correlacionado com desenvolvimento de 
disfunção orgânica; 
- o nível de hipotensão arterial é variável no que concerne ao início da hipoperfusão, 
no entanto existe relação direta entre níveis crescente de PAM e perfusão até 65 a 
70 mmHg. Níveis de PAM acima dos citados não implicam em ganho de perfusão. 
O estado cardiovascular prévio parece ser o principal determinante do nível de hipotensão 
arterial que leva a hipoperfusão. 
Em geral, a hipovolemia, em graus variados, contribui sobremaneira para o início e a 
perpetuação da hipotensão arterial. 
 
Figura 4 - A = Curva de pressão arterial na circulação sistêmica; B = Curva de 
pressão arterial na circulação pulmonar. 
S= Pico sistólico (corresponde a despolarização ventricular e abertura das válvulas 
semilunares) 
D= Nó dicrótico ( ponto de separação entre a sístole e a diástole) 
O nível mais baixo da onda é a pressão diastólica final. 
A B 
 
 
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Outros fatores que interferem na PAM são a contratilidade miocárdica e a resistência vascular 
sistêmica (tônus vascular). 
 
Pressão arterial invasiva: avaliação de pré-carga 
\u2022 No final da década de 1990, surgiram os conceitos de que a variação da pressão sistólica 
(VPS) e a variação da pressão de pulso (PP) entre a inspiração e expiração poderiam ser 
determinantes importantes de pré-carga (Figuras 6 e 7). 
 
 
 
 
 
 
Figura 6 \u2013 Variação da pressão arterial sistólica durante o ciclo respiratório. 
PS Máx: pressão sistólica máxima 
PS Mín: pressão sistólica mínima 
VPS: variação da pressão sistólica 
A VPS > 5 mmHg está associada a hipovolemia, com valor preditivo positivo melhor que 
a pressão venosa central ou a pressão de oclusão de artéria pulmonar. 
 
 
 
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Estudos com pacientes sépticos e hipovolêmicos confirmaram que essas variáveis dinâmicas 
seriam mais sensíveis e específicas que as variáveis estáticas, como a pressão venosa central 
(PVC) e a pressão da artéria pulmonar ocluída (PAPO), na determinação do estado volêmico 
destes pacientes. 
Na Figura 8, observa-se um exemplo de reposição volêmica orientada pelo PP. Nota-se que a 
PVC e PAPO estavam em valores supostamente normais, contudo houve grande melhora da PP 
e do índice cardíaco após a infusão de líquidos. 
 
Figura 7 \u2013 Variação da pressão de pulso (\u2206PP). PPMax: pressão de pulso máxima; PP min: pressão de 
pulso mínima. 
PP = PAS \u2013 PAD 
PPMax = maior PAS na inspiração \u2013 maior PAD na inspiração 
PPMin = menor PAS na expiração \u2013 maior PAD na expiração 
\u2206PP > 13% está associado a hipovolemia, sendo que esta variável possui um valor preditivo positivo 
melhor que a variação de pressão sistólica, a pressão venosa central ou a pressão de artéria pulmonar 
ocluída. 
Ciclo 
Inspiraçã
Expiração 
 
) x 100 
 
 
 
 
26 
 
 
Considerações finais para análise da curva de pressão arterial 
Nas figuras a seguir, observam-se inúmeras situações que apontam para uma leitura não 
fidedigna da pressão arterial. O médico deve estar atento às morfologias da onda da pressão 
arterial apresentadas nas Figuras 9 a 13. 
Delta = Pmax \u2013 Pmin 
 Pmed 
% 54 20% 
POAP = 18 mmHg 
PVC = 8 mmHg 
Índice cardíaco = 3,2 ml/m2 
POAP = 21 mmHg 
PVC = 7 mmHg 
Índice cardíaco = 4,5 ml/m2 
 
Hidroxietilamido 
6% 500ml 
 
Figura 8 \u2013 Reposição volêmica com base no delta de pressão de pulso. 
 
 
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Figura 9 \u2013 Curva normal (características) 
- Ascensão rápida 
- O pico é igual ou maior ao pressurizador 
- Descenso abaixo da linha de base 
Descenso 
Ascensão (pico) 
Pressurizador 
 
 
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Figura 10 \u2013 Curva amortecida (características) 
 
- Causas: extensões amolecidas/bolhas/filtro do monitor 
- Linhas arredondadas 
- O pico é menor que o do pressurizador 
- Pouca interferência 
- Descenso somente até a linha de base Linhas arredondadas Pico menor 
Descenso somente 
até a linha de base 
 
 
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Figura 11 \u2013 Curva subamortecida (características) 
- Causas: extensões muito longas/filtro do monitor 
- Ascensão rápida 
- Linhas retas 
- Pico > pressurizador 
- Traçado com muita interferência 
- Descenso abaixo da linha de base e com \u201creverberação\u201d
Fernanda
Fernanda fez um comentário
Em cima dos textos aparecem um monte de XXX nao da para ler
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