Leonardo Breno Martins   Contactos imediatos   Investigando
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Leonardo Breno Martins Contactos imediatos Investigando


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em 20 de outubro de 2011, encontrou 
aproximadamente 2.180.000 referências em português e 15.100.000 em geral, enquanto o termo UFO 
encontrou aproximadamente 3.280.000 referências em português e 212.000.000 em geral. Finalmente, 
existem no país diversos grupos e mesmo clínicas \u201cholísticas\u201d que possuem, entre seus pilares, crenças 
sobre alienígenas e óvnis, que reúnem protagonistas e interessados, além de fornecer suporte e validação 
subjetiva. Esses grupos serão melhor discutidos no capítulo 13. 
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voluntários tendem a ser elaboradas de forma positiva ou neutra, não se associando a emoções 
negativas, como temores e fobias. As emoções positivas incluem, nos termos usados, 
curiosidade, alegria e amor, frequentemente acompanhados de interesse pelo tema, na forma 
de busca por maiores informações (cf. Tabela 3, capítulo 11) e, às vezes, por novas 
experiências, mas sem, ao menos na grande maioria dos casos, afetar negativamente a rotina. 
Isso sugere que as experiências tenham sido acréscimos à vida subjetiva dos protagonistas, ao 
contrário do que é caracteristicamente patológico. A voluntária E1.2 exemplifica ao dizer: 
 
Meu cunhado foi então mais taxativo e fala que realmente tinha visto a luz 
[na mesma ocasião em que ela]. Eu falei [para o cunhado]... por que você 
não me mandou parar [o carro]? Por que não me mandou para pra eu 
poder realmente ter o prazer de ter visto [melhor, com mais detalhes] 
aquela coisa, aquela luz...?.... [O cunhado] me conta mais sobre essa luz, 
que ele já tinha visto... que, às vezes, ele já tinha passado noites assim... no 
mato ou alguma região, esperando que aconteça outra vez a luz, bem 
buscando mesmo, querendo ver realmente.... Chegando em casa [após a 
experiência no carro], a gente tenta, na direção onde nós vimos a luz, tenta 
ver alguma coisa.... apagamos as luzes todas, ficamos lá mesmo assim 
pensando: \u201cQuero ver essa luz de novo!\u201d 
 
Por sua vez, quanto à referida dimensão ansiogênica passageira, quase inexistente no 
grupo E1 e frequente no grupo E2 (cf. capítulo 11), a contatada E2.6, que forneceu indícios de 
ser socialmente bem adaptada, ter construído laços familiares saudáveis com filhos, marido e 
demais parentes, além de carreira sólida em uma área profissional difícil e socialmente 
valorizada, forneceu narrativa exemplar sobre como a cultura exerceu um papel inicialmente 
negativo, sendo apenas na adolescência e vida adulta que recursos pessoais e culturais mais 
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específicos e localizados entraram em cena para auxiliar na elaboração positiva que perdurou. 
Como sua entrevista perpassa vários pontos recorrentes nas narrativas do grupo E2 e os 
exemplifica com particular clareza, optei por citar um trecho mais longo: 
 
A primeira coisa que você sente quando o mundo inteiro bate de frente 
com você é que você é louco.... A gente [ela e sua família] tem esse 
histórico de avistamentos e outros aí, eu vi esse ser [um alienígena antes 
referido] com meu irmão.... e eu continuei minha vida de dia a dia, tudo 
com muita intuição, muita percepção de muita coisa.... diante dessas 
experiências todas que eu já vivenciei, se tivessem me perguntado [em 
outra época] se eu queria, eu não teria querido, porque eu queria ser uma 
pessoa comum, normal.... Então, durante um período muito grande, eu 
recusei ser o que eu era, entendeu? Era difícil pra mim essa relação com 
esses seres [extraterrestres].... Então, se a gente está sentado aqui e tem 
uma pessoa ali fora falando com \u201cninguém\u201d, então é horrível pra 
conviver com os outros. Pra você conseguir conviver, você não pode ver. 
Então você reprime. E essa repressão traz suas consequências, claro.... 
Hoje eu gostaria de ter tido todas [as experiências que tive], até mais do 
que eu já tive (risos).... eu tenho consciência do que eu sou, do que eu já 
realizei até hoje.... eu tenho consciência mais centrada do que eu estou 
fazendo aqui, de porque eu passei por todas essas experiências.... Eu 
entendo que todas essas experiências, algumas dolorosas e tristes, porque 
eu tive que aprender a sublimar tudo isso.... eu não escolhi, não foi meu 
livre-arbítrio, mas eu tive que conviver, né? Então hoje eu considero livre-
arbítrio o fato de agradecer todas elas, porque acho que, como 
autoconhecimento, como crescimento... amadurecer dentro da 
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paranormalidade, eu agradeço todas as oportunidades que eu tive, em 
detrimento de todo o sofrimento que isso me gerou..... E eu cresci me 
sentindo isolada, sabe? Não que eu tivesse sido colocada numa jaula, mas, 
se tivesse sido colocada, a sensação teria sido a mesma, né? Eu não estava 
presa na jaula, mas era um ser digno [para] alguns de dó, [para] outros de 
observação, [para] outros de estudo, [para] outros de crítica.... Quando se 
é criança, você não consegue dosar essa crítica, até quando ela é 
construtiva ou destrutiva pra você. Normalmente, ela é destrutiva.... Na 
adolescência, [a crítica] também foi dolorosa, mas você vai tendo mais 
suporte, mais vivência, vai estudando. Aí, quando fui para a faculdade, eu 
comecei a estudar parapsicologia.... comecei a pesquisar religião.... Eu 
uso a religião para aprofundar as possibilidades que me foram dadas.... E 
os anos foram se passando e... mexendo na internet, eu vi que ia acontecer 
o II ou III Congresso Internacional de Cura Quântica63.... Foi muito 
interessante pra mim porque você estuda a vida inteira e quando você 
chega em um determinado grupo seleto, você descobre que você não sabe 
nada.... Eu tive noção de que, apesar de todo um histórico, eu era muito 
pequena, minha experiência era muito pequena em relação a essas 
pessoas, pessoas que já caminharam muito, muito.... No final desse 
congresso... eles colocaram à disposição da platéia a oportunidade de 
falar com um extraterrestre.... eu queria fazer perguntas de uma vida 
inteira.... aí foi proibido por esse ser... que se fizesse perguntas pessoais. E 
eu senti um grande impacto, porque eu queria fazer perguntas pessoais.... 
 
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 Embora termos dessa natureza estejam eventualmente sujeitos a múltiplas definições e recortes 
conforme o grupo que os utiliza, cura quântica pode ser entendida, em termos breves, como um conjunto 
de práticas de cura alternativa (i.e., não aceitas pela medicina tradicional ocidental) alegadamente 
baseadas em princípios da mecânica quântica, agregando conhecimentos também alternativos sobre 
consciência, mestres ascensionados e temas afins. 
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ele [o palestrante] pegou o microfone e veio andando e ficou de costas 
para o palco. Então ele não viu quando [o extraterrestre] foi embora. E ele 
chegou com o microfone na minha mão e me entregou o microfone, e eu 
olhando para o palestrante; eu vi quando ele [o extraterrestre] foi embora. 
Não tinha ninguém pra \u201cmim\u201d perguntar nada. Aquilo foi um choque pra 
mim, foi um... [começa a chorar] foi muito difícil, porque era a minha vida, 
né?.... quando eu me levantei, chega Ashtar Sheran64... foi o presente da 
minha vida falar com um ser dessa natureza.... Foi a maior experiência da 
minha vida [recomeça a chorar].... ele [Ashtar, através do palestrante-
canalizador65, embora a protagonista tenha alegado a visão do 
extraterrestre no palco, atrás] falou pra mim minha carta estelar, de onde 
eu vinha, porque eu estava lá... falou que nós éramos irmãos e disse que 
meu futuro seria trabalhar com ele, o que foi uma grande surpresa, e que 
eu pertencia à mesma linhagem dele.... e foi embora. Ele foi lá só pra me 
responder [chora novamente].... Depois do congresso, eu fui para o Reiki, 
eu aprendi a cura quântica... eu aprendi o rejuvelhecimento estelar, pra 
tratar doenças ósseas nas