O Décimo Planeta   A Pré História Espiritual da Humanidade
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O Décimo Planeta A Pré História Espiritual da Humanidade


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não é tão complicado como pensávamos a
princípio.
\u2014 Pode ser resolvido facilmente \u2014 e Agazyr riu satisfeito.
\u2014 A barreira de antimatéria \u2014 continuou Zukov \u2014, como o senhor não ignora, oferece como
dificuldade o fato de que os átomos de matéria, ao entrar em contato com os de antimatéria,
destroem-se mutuamente.
\u2014 Conheço a teoria \u2014 disse Hylion, interessado.
\u2014 Pois bem, usaremos a mesma técnica empregada pelos morgs, para entrar e sair dessa
barreira \u2014 continuou Zukov.
\u2014 Campos magnéticos podem transformar e transportar matéria de uma dimensão para outra.
No campo unificado 1 *' os conceitos absolutos de tempo-espaço e matéria-energia não são
entidades separadas, mas sim efeitos transmutáveis das mesmas condições de distúrbios
eletromagnéticos. Sob o aspecto prático, a teoria do campo unificado diz respeito aos campos
elétricos e magnéticos, da seguinte maneira: um campo de eletricidade criado por um turbilhão
induz em princípio um campo magnético de ângulos retos, cada qual representando um plano
do espaço. Mas como existem três planos do espaço, existe um terceiro campo, um campo
gravitacional. Potentes geradores eletromagnéticos produzem uma pulsação magnética pelo
princí-
pio da ressonância, criando assim esse terceiro campo \u2014 Zukov terminou sua complicada e
científica explanação.
\u2014 Nossas naves, por conseguinte, passariam de uma dimensão para outra, evitando a barreira
de antimatéria, como se ela não existisse \u2014 completou Agazyr.
\u2014 Navegando no terceiro campo criado? \u2014 perguntou Hybon.
\u2014 Exatamente, meu imperador \u2014 disseram ao m '.smo tempo os dois cientistas.
(*) No fim da vida, Einstein se concentrou em uma teoria do campo i.r Itcado, que revelasse
não apenas os campos gravitacionais e eletromagnéticos \u25a0 u . , dois aspectos da mesma coisa,
mas também explicasse a existência de partícul a , emen-tares e a de constantes como a carga
ou a velocidade da luz.
 
\u2014 Muito bem, senhores, o que é necessário para ter esses geradores eletromagnéticos?
\u2014 Construí-los e adaptá-los a nossas naves aéreas \u2014 respondeu Zukov.
\u2014 Quanto tempo levaria a construção?
\u2014 Acreditamos que muito pouco; cremos que tudo estará pronto assim que terminarem as
operações realizadas com os thugs.
\u2014 Vamos então construir esses geradores. Não percamos mais tempo!
Hylion, levantando-se, deu por encerrada a audiência, depois de dar aos cientistas carta branca
para essa missão.
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/
Ultimas providências
Thessá não se abalou com a comunicação de seu marido de que tinha avistado dois ovóides.
Convenceu-o de que deviam procurar auxílio urgente com o governador Ratinov, e
imediatamente se puseram a caminho.
Quando chegaram à porta principal do complexo biológico, encontraram os dois ergs que
faziam a guarda estirados no chão, totalmente inconscientes, e, a pouca distância deles, dois
morgs já em corpo físico. Entrepararam, e, escondendo-se por trás de uma das colunas da
entrada do prédio, evitaram ser atingidos pelos raios paralisantes que os invasores portavam.
Aproveitando-se do fato de não ter sido vistos, rápido se colocaram por detrás dos dois morgs.
Imóveis, silenciosos, olharam em várias direções, avistando um ovóide que se deslocava em sua
direção. Não perderam mais tempo: esgueirando-se, pe-netraram na mata, correndo
agachados, até que avistaram na fímbria da floresta a cidade norte. Dirigiram-se rapidamente
ao palácio do governador.
Entraram atropeladamente, e sem perder tempo com etiquetas, Albion exigiu que o secretário
o levasse à presença de Ratinov. Ou porque estivesse com o semblante transtornado,
 
cabelos desalinhados e vestes amarfanhadas, ou porque o secretário estava acostumado a
obedecer, foi introduzido na antecâ-
mara do administrador.
Vozes acaloradas chegaram até ele que, agora mais calmo, procurou escutar o que diziam;
aproveitando a ausência do administrador, sozinho naquela sala, ouvidos colados à porta,
conseguiu ouvir parte da conversa.
Tratava-se de uma conversa sigilosa entre o governador Ratinov e seu administrador Ulair, que
discutiam os altos interesses do império.
O secretário voltou à antecâmara. Albiom foi interrompido em sua escuta clandestina, e sem
mais delongas foi introduzido na sala de audiências do governador.
\u2014 Perdão, grande Ratinov, pela minha entrada intempestiva, sem observar as regras da
etiqueta \u2014 foi logo dizendo Albiom \u2014, mas necessito de auxílio urgente. O projeto Mutação
Biológica estará com os dias contados, se não for ajudado.
\u2014 Senta-te, meu rapaz, e conta-me com calma o que aconteceu, e do que estás precisando \u2014 e
o governador indicou uma poltrona para Albiom.
O outro pareceu ignorar o convite e continuou em pé, muito excitado.
\u2014 Senhor governador, necessitamos com urgência de alguns guardas armados!
\u2014 Calma, Albiom! - foi a vez de Ulair pedir um pouco de tranqüilidade.
\u2014 Estamos cercados por morgs; não sei mais o que fazer!
\u2014 Estamos todos cercados \u2014 disse Ulair. \u2014 Nada posso fazer no momento. Preciso defender
minha região, e não posso dispor de nenhum guarda armado. Infelizmente, Albiom, teu so-gro
sabe tão bem como tu que nosso império inteiro, ou quase inteiro, está sob o domínio dos
morgs.
\u2014 Quer dizer, governador, que o senhor nada pode fazer?
\u2014 Nada!
Albiom parecia desorientado; ficou por um momento parado, em silêncio, cabisbaixo, sem
encarar seu interlocutor. Ulair o tirou daquele estado de desânimo.
\u2014 A única coisa que posso fazer é te aconselhar: volta para
 
junto deThessá e procura protegê-la. Nada mais, meu rapaz!
Como um autômato, Albiom saiu aos tropeções da presen-
ça de Ratinov, mas ainda ouviu Ulair perguntar: \u2014 Será que ele ouviu nossa conversa?
\u2014 Agora não importa mais \u2014 respondeu Ratinov \u2014, não temos outro recurso, vamos agir
enquanto é tempo.
^ ^
Hylion mandou chamar Agazyr e Zukov e em seguida enviou um emissário à região dos thugs,
convocando Thessá para vir com urgência ao palácio.
Andando de um lado para o outro em sua sala particular, o imperador, visivelmente
preocupado, esperava impaciente. A todo instante, seu secretário, Adanlor, vinha lhe dar
notícias sobre a invasão dos morgs, agora abertamente conhecida de todos os súditos do reino.
Três quartas partes de Erg já se encontravam em poder dos invasores, restando apenas a
região Norte, das montanhas onde viviam os thugs, e o local onde se estava o palácio real e
alguns prédios da cidade sul, onde reinava e resistia Hylion.
Zukov e Agazyr, que andavam sempre juntos, chegaram quase ao mesmo tempo. Mal tiveram
tempo de saudar seu imperador, pois Albiom chegou, acompanhado por Thessá. Logo,
atropelando as palavras, deu as terríveis notícias para Hylion.
\u2014 Senhor, estive com o governador Ratinov, solicitando auxílio para o Projeto Biológico, e por
acaso pude ouvir o que ele falava a seu administrador. Pretendem utilizar contra os morgs o
átomo desdobrado!
Aquela revelação teve um efeito fulminante, como um terremoto com milhares de explosões.
Zukov e Agazyr se levanta-ram e sentaram várias vezes, mudos de espanto, acompanhados por
Albiom e Thessá. Hylion levou a mão direita à altura do coração, muito pálido.
\u2014 E muito triste ver seres humanos se matando \u2014 conseguiu dizer o bondoso imperador \u2014, e
agora, ouvir uma notícia dessas! Essa espécie que se diz racional, inteligente, não satis-feita em
matar, quer destruir de vez a maravilhosa morada que
nos acolhe, aniquilar o milagre da vida! \u2014 Hylion não pode esconder uma lágrima, que desceu
silenciosa pelo seu rosto.
\u2014 Temos que agir bem rápido! \u2014 disse Agazyr, muito agitado com as notícias.
\u2014 Qual nossa real posição, Zukov? \u2014 perguntou o imperador.
\u2014 Péssima, senhor.
\u2014 Temos alguma chance?
\u2014 Nenhuma.
\u2014 Perdoe minha impertinência, meu imperador, mas o senhor poderia ter usado as armas
letais que possuímos \u2014 disse Agazyr. \u2014 Não veja nisso uma censura, apenas uma observa-
ção, reflexo da minha incredulidade,