O Décimo Planeta   A Pré História Espiritual da Humanidade
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O Décimo Planeta A Pré História Espiritual da Humanidade


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do Sistema Solar.
\u2014 Sem querer ser inconveniente, ouso tomar a perguntar: Por que eu? Qual o motivo de
receber essas importantes informações?
\u2014 No decorrer de toda a narrativa, você saberá por que o escolhemos.
Engoli em seco. Estava muito espantado, e, porque não dizer, apavorado; mesmo assim,
reunindo o pouco de coragem que ainda restara, perguntei:
\u2014 Com quem tenho o privilégio de falar?
Aquele ser, que transmitia uma onda suave de energia, que me envolvia em vibrações de puro
amor, atingiu minha alma.
Então, ajoelhei-me a sua frente em postura de prece.
\u2014 Levante, meu irmão! \u2014 disse ele, pousando sua luminosa mão em minha cabeça. \u2014 Eu não
tenho mais um nome. Se faz tanta questão, escolha o nome que lhe parecer melhor para
designar-me \u2014 e diminuindo sua luz, foi desaparecendo lentamente.
 
1.
Erg
Os últimos raios de um Sol cor de âmbar caíam sobre as edificações feitas de cristal
transparente de Kendom-Sylá, a maior e mais importante cidade de todo o império. Erg, um
pouco menor que o planeta Terra, era dividido em quatro regiões ou impérios menores.
Conhecidos como territórios do norte, do sul, do leste e do oeste, eram dirigidos por
governadores subordinados à cidade de Kendom-Sylá.
Hylion, imperador do planeta Erg, situado entre Marte e Júpiter, o décimo planeta no Sistema
Solar, encontrava-se entregue aos seus pensamentos, num amplo salão de paredes de cristal
amarelo-claro, quando percebeu a presença do grande sacerdote Agazyr, que a poucos passos
do imperador, aguardava paciente. Ele era o guardião da grande Lei da Magia Divina, ciência
que comandava os destinos de todo o império.
- Senhor \u2014 disse o sacerdote, unindo as palmas das mãos em frente ao peito e tocando com o
dedo indicador o frontal, em respeitosa saudação \u2014, graves acontecimentos desabaram sobre
sua casa \u2014 começou sem qualquer preâmbulo.
\u2014 Continua \u2014 limitou-se a dizer o imperador.
- Dizem respeito a sua filha. É quase uma criança, ainda não tem setenta ciclos de existência. 1
*'
\u2014 Agradeço-te. Sei que és um servidor leal, bem como o grande apreço e carinho que tens para
com minha filha.
{*) Nota do Autor: setenta ciclos correspondem a setenta anos terrestres, considerados por
esse povo pouca idade, pois viviam inúmeros setenta ciclos.
 
\u2014 Se ao menos Albiom estivesse à altura deThessá...
\u2014 Sabes tão bem como eu que o que importa é a moral, os sentimentos altruísticos e
espirituais; mesmo seqdo seu pai, não me cabe o direito de intervir no seu destino, no seu livre
arbítrio. Nossa civilização há séculos superou o estágio inferior de interferir na vontade de
nossos semelhantes.
\u2014 Mas senhor, insisto, sem querer ser impertinente, que devia trazer até sua presença esse
rapaz.
\u2014 Para dizer-lhe o que, Agazyr?
\u2014 Que essa união é impossível \u2014 respondeu sem titubear o cientista-sacerdote.
\u2014 Só porque Thessá é filha do imperador e Albiom um mero auxiliar que trabalha com os
magos menores da Casa da Magia?
\u2014 O motivo não é esse.
\u2014 Se não é esse, Agazyr, qual é o impedimento principal, a causa de sua má vontade para com
esse rapaz?
\u2014 Consultei o grande cientista galático Zukov e...
\u2014 O que falou ele? \u2014 interrompeu Hylion.
\u2014 Consultou os astros e vaticinou uma tragédia.
O imperador permaneceu calado alguns instantes; depois pediu para ficar sozinho, a fim de
meditar sobre o assunto.
Os ergs já habitavam esse planeta por idades sem conta.
Possuíam grande progresso espiritual, tecnológico e científico.
Eram conhecidos na Grande Fraternidade Cósmica como Raça L. Dominavam amplamente o
espaço e o tempo, e eram sérios candidatos a, num futuro próximo, serem ungidos pelos
espíritos solares, que governavam toda a Galáxia, como membros do Universo Teta, o Universo
pensamento, o Universo real. O planeta Erg foi da maior importância nos prhnórdios do
Sistema Solar.
A Grande Federação Galática, que supervisionava a evolução de todos os sistemas solares, de
todos os esquemas de evolução de nossa galáxia, outorgou aos espíritos solares, que alguns
denominam engenheiros siderais, a missão de construir e planejar a vida em todos os planetas
do Sistema Solar. A Erg, o mais antigo e adiantado, coube o trabalho da semeadura dos demais
planetas. Sua humanidade altamente evoluída propiciou
 
as condições para a proliferação da vida em todos os seus reinos.
O povo de Erg, denominado "jardineiros cósmicos , plantou as sementes das condições
favoráveis à colheita e tomou possível aos sete reinos de manifestação cósmica fazerem sua
evolução obedecendo ao plano geral dos senhores galáticos.
No planeta Terra, ainda em formação, os ergs modificaram sua estrutura mineral, iniciando no
incipiente reino vegetal o fenômeno da fotossíntese, imprescindível ao surgimento do reino
animal. No planeta Venus aumentaram a densidade da camada de ozônio, modificando a
atmosfera e criando uma espessa capa protetora, a fim de atenuar o Sol abrasador que
impedia que a vida se manifestasse.
Esses jardineiros cósmicos foram imprescindíveis para nosso Sistema Solar; sem eles, a maioria
dos planetas ainda estaria deserta, sem abrigar esse milagre da Criação, a vida.
Os ergs mantinham seu vigor físico, durante idades incontáveis, renovando sua energia vital,
mediante a polarização com seu aspecto feminino. Suas formas, criadas pelo poder da vontade
e da mente, eram humanóides. Tinham três metros de altura, e, por causa da irradiação de sua
corrente vital, pareciam luminosos, com uma aparência de cristal. Suas vestes eram fosfores-
centes, aderente a seus corpos esguios, e homens e mulheres se trajavam da mesma maneira.
Procriavam pelo poder da vontade e da mente. Duas vezes por ano, durante doze horas
consecutivas, permaneciam unidos nos corpos físico, astral e mental com sua contraparte
feminina, sua alma gêmea, o que lhes propiciava um êxtase extrafísico que durava, com breves
intervalos, todo o tempo dessa união.
Seis meses após essa conjunção de almas, nascia um novo ser, com sua função na comunidade
já determinada. Todo nascimento, portanto, era previsto, projetado conforme a necessidade
ou utilidade que teria nessa adiantada civilização.
Aquilo que chamamos de morte não existia para os ergs.
Quando a energia vital de seu corpo físico terminava, de forma lenta, gradual, aqueles egos
preparavam-se para passar a outro plano. Como não conheciam doenças, seus corpos
desgastavam-se aos poucos; em pleno estado de consciência se desvencilha-vam de seus
corpos etéricos e astrais, como quem tira um pesado
casaco. Logo após passavam para o plano astral, percorrendo seus sete subplanos, para
finalmente atingir o plano mental.
Nas cidades de Erg, as construções eram todas de cristal para seus ocupantes poderem
absorver os raios solares, e flutua-vam a poucos metros do chão, podendo, segundo a
necessidade de seus habitantes, mudar de lugar no espaço.
Podiam, usando suas próprias vibrações, alterar o conti-nuum espaço-tempo e deslocar seu
corpo físico de um local para o outro; mas como gastavam nesse processo muita energia,
preciosa para manter suas estruturas densas, utilizavam engenhos voadores de vários formatos
e tamanhos. Havia os indi-viduais e também enormes aparelhos, capazes de transportar mais
de trezentas pessoas em viagens por todo o Sistema Solar, ou outros orbes da galáxia.
Outro método para viajar fora do corpo físico era o gigantesco disco solar de ouro. Este era
guardado zelosamente em Kendom-Sylá, num templo da luz divina, dirigido pelo grande
sacerdote cientista Agazyr. Em frente ao disco, suspenso no ar por cordões de ouro puro,
brilhava sobre um altar de cristal cor violeta a eterna luz branca cristalina, a divina luz ilimitada
da Criação.
Nos rituais praticados no templo pelo sacerdote Agazyr, o disco era utilizado como objeto de
adoração e identificação com os poderes supremos. Servia também como ponto de
concentração para aqueles que ali meditavam, e