O Décimo Planeta   A Pré História Espiritual da Humanidade
162 pág.

O Décimo Planeta A Pré História Espiritual da Humanidade


DisciplinaTeologia e Espiritualidade159 materiais1.076 seguidores
Pré-visualização49 páginas
muito grato por vossa acolhida; espero vossa compreensão e paciência em ouvir-me,
Majestade.
 
\u2014 Pois falai, sem receio! \u2014 e Zagreu acomodou-se melhor no trono.
\u2014 Como não ignorais, minha filha, a sacerdotisaYnará, que meu discípulo e vosso filho, o
príncipe Nofru, corteja, foi rapta-da pelo mago Oduarpa.
\u2014 Tendes absoluta certeza de que foi esse mago o autor do seqüestro?
\u2014 Absoluta, senhor!
\u2014 E o que vos faz crer que ela se encontra em Zantar?
\u2014 Vosso próprio filho e os guardas do templo que se encontravam na porta de entrada.
\u2014 O que esperais que eu faça?
\u2014 Suplico-vos providências para acabar com o sofrimento de um pai \u2014 disse Habacab,
enxugando uma lágrima.
Zagreu ficou longo tempo olhando o sacerdote, humilde e súplice à sua frente. O monarca
refletia, calado, sem saber o que responder. Afinal, Oduarpa era seu amigo, e que importância
tinha para ele uma mulher que nem conhecia, e achava que não era um bom partido para seu
filho? Era uma mulher de outra raça, sem as qualidades necessárias para, com o príncipe
herdeiro, constituir uma dinastia, com descendentes etíopes. A esposa adequada para Nofru já
fora escolhida, portanto nem queria pensar em outra mulher para seu filho.
A torrente de pensamentos do monarca foi interrompida pela entrada intempestiva do seu
conselheiro na sala do trono.
\u2014 Majestade! Majestade! \u2014 entrou aos gritos. \u2014 Seu filho, seu filho, o príncipe Nofru!
\u2014 Calma, Mobu, calma! Que há com meu filho?
\u2014 Recebi agora há pouco a notícia de que ele foi feito prisioneiro do mago Oduarpa! \u2014 disse
aos arrancos.
íS # #
A notícia correu célere por todos os templos das sombras.
De imediato foi marcada uma reunião no mundo astral pelo mago Oduarpa. Seus vinte e cinco
discípulos estavam ansiosos, pois jamais um conselho havia sido convocado com tamanha
urgência e cercado de tanto sigilo. Cada mago era responsá-
 
vel pelo seu templo e atuava de forma independente, somente obedecendo a ordens de
âmbito geral, que de tempos em tempos eram anunciadas pelo dirigente máximo, o mago
Oduarpa.
Agora, esta convocação de um conselho reunindo ao mesmo tempo todos os irmãos das
sombras causou a maior surpresa, e por que não dizer, grande apreensão em todos eles.
Oduarpa chegou à reunião atrasado, evidentemente de propósito para provocar suspense. Sem
qualquer preâmbulo, ou sequer agradecer a presença de seus subordinados, entrou direto no
assunto:
\u2014 Senhores, tomei conhecimento pelo meu mestre, o grande Shemnis, de que um corpo
celeste irá se chocar com o planeta, exatamente em Aztlan.
Houve um silêncio enorme após as palavras iniciais do mago, que correndo os olhos pela
assistência, prosseguiu; \u2014 Essa catástrofe terá conseqüências imprevisíveis em matéria de
destruição.
\u2014 Que devemos fazer, mestre? \u2014 perguntou um dos discí-
pulos, depois de alguns instantes de silêncio.
\u2014 A única solução é migrar para as terras do sul, além do grande oceano. Posso afirmar com
segurança que essas terras serão poupadas do cataclismo.
\u2014 Quando devemos realizar essa migração?\u2014 pergunta-vam todos faziam, com
desencontradas exclamações de estupor e apreensão.
\u2014 Meus irmãos, precisamos agora de muita calma, para po-dermos planejar com segurança
tudo o que faremos \u2014 disse Oduarpa, conseguindo finalmente tranqüilizar todos os presentes.
\u2014 Mestre, para onde iremos? \u2014 perguntou um dos magos.
\u2014 Para região mais adequada das terras do sul, chamada Baratzil. Lá existe uma pequena
cidade já edificada com grandes blocos de pedra, habitada por mínima parcela de gente pouco
civilizada, que poderemos dominar com facilidade. Ali construiremos nossos templos, e com o
passar do tempo, domi-naremos toda a região. O nome de nossa nova pátria é Itaoca, a cidade
das pedras.
Todos falaram ao mesmo tempo, manifestando sua opinião.
Quando por fim se calaram, Oduarpa, que a todos escutara, tomou novamente a palavra e deu
suas últimas instruções: \u2014 E necessário não perder mais tempo. Cada um realizará o
planejamento necessário para a grande viagem, e imediatamente migrará para as terras do sul.
Isso poderá ser feito em conjunto ou de forma individual, fica ao vosso critério. Particu-
larmente, acho que devemos agir em grupo. Daqui a dois dias, nos reuniremos novamente no
mundo astral, precisamente a esta mesma hora terrestre, quando iniciaremos o abandono de
Aztlan.
$ $ $
Nofru, encerrado em um quarto pequeno, sem janelas ou qualquer mobiliário, exceto uma
cama de ferro encostada em um dos cantos da parede, procurou acalmar sua indignação.
Como primeira providência, começou a esmiuçar cada palmo de sua prisão. Vendo que era
impossível qualquer tentativa de evasão, sentou-se na cama e começou a pensar na melhor
maneira de se livrar dessa incômoda situação. Aos poucos, voltou os pensamentos para sua
amada:
"Como estaráYnará? O que lhe terá acontecido? Terá o nefando mago lhe causado algum mal?"
Um grande desespero se apoderou de Nofru. Sentia-se impotente e, pior ainda, sem a menor
notícia do seu amor.
Num impulso desesperado, atirou-se contra a porta, gritando em altos brados o nome de
Oduarpa. Tudo inútil. O silêncio continuou. Nofru caiu soluçando de dor, cobrindo o rosto com
as mãos, gemendo baixinho.
Um tempo que lhe pareceu interminável decorreu, até que a maciça porta foi aberta
bruscamente, e a figura de Oduarpa se desenhou em seu portal.
\u2014 Levanta! Não querias ver a sacerdotisa Ynará? Pois en-tão, levanta e vem comigo.
Nofru levantou-se e encarando o mago, falou de modo de-sassombrado; \u2014 Podes estar certo
de que o rei, meu pai, irá saber dessa tua conduta arbitrária.
\u2014 Estou morrendo de medo \u2014 retrucou o mago, zombeteiro.
143
íS íí
O rei Zagreu, depois de muito refletir, mandou um emissá-
rio convidar Oduarpa a comparecer ao palácio, para ter uma conversa amistosa. Como seus
esforços de conciliação foram inúteis, dissipou as hesitações e resolveu agir.
Convocou as tropas armadas do reino, e à frente de seus homens, seguido por Habacab, que
não quis de modo algum permanecer no palácio real, invadiu o palacete do mago Oduarpa.
Não encontraram resistência alguma. Todas as dependências estavam completamente vazias.
25
Schua-Y-Am-B'uva
Chegara o grande momento em que iria se desenrolar o maior drama cósmico de toda a
humanidade terrena: a volta dos grandes seres extraterrestres, que voluntariamente aten-
deram ao chamado de Hylion, dirigente planetário de todo o Sistema Solar.
Pela segunda vez, após evos sem conta, esses augustos seres, abdicando de seu progresso
evolutivo, iriam se unir à humanidade terrena, a flm de promover um avanço espiritual,
psíquico e material. Esses mestres extraterrenos, unindo-se aos seres humanos, não só
promoveriam um grande progresso civilizatório, mas também iriam conduzir essa primitiva
humanidade da fase infantil à fase adulta. Sabiam que essa união os tomaria prisioneiros da
matéria, sujeitos \ufffd\ufffd Lei de Causa e Efeito, até que o planeta atingisse sua espiritualização total,
ou seja, libertar-se da proteção do espírito planetário deVênus. Então todos esses seres
voltariam para as regiões do Cosmo de onde procederam.
Os chamados deuses, humanidades extraterrenas, atingiram um estágio evolutivo tão superior,
inimaginável para nós, que não nascem ou morrem; sempre existiram, nunca houve um tempo
em que eles não existissem.
\u2014 Nós somos Deus, voltando para Deus \u2014 poderiam dizer,
144
ante a incompreensão humana.
O amor afastou esses grandes seres de seus orbes de origem, e esse exílio voluntário tomou
possível ao planeta Terra continuar sua evolução e aos homens não ficarem órfãos, sem um lar
planetário.
O mago galático Zukov, denominado de Schua-Y-Am-B'ava, "O nascido de si mesmo", estava
nessa missão acompanhado por seis discípulos, também voluntários do planeta Colope. Sua
tarefa era organizar a migração dos habitantes de Lanka para a região Norte, a zona
montanhosa da grande