O Décimo Planeta   A Pré História Espiritual da Humanidade
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O Décimo Planeta A Pré História Espiritual da Humanidade


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Atlântida, que seria preservada da catástrofe. Aqueles já previamente
escolhidos, por meio de uniões e modificações em seus DNA, seriam os precursores de uma
nova sub-raça, os semitas originais. Era desígnio dos dirigentes planetários que uma parte
dessa raça posteriormente migrasse para a região do Nilo, o antigo Egito, onde viria a florescer
a grande civilização, que nos chega na época atual totalmente fragmentada e desfigurada,
dando-nos apenas uma pálida idéia de seu esplendor. A outra leva de migrantes, semitas
originais, iria localizar-se na Arábia, instalando-se próximo ao mar Morto, onde hoje é Israel.
Cada uma dessas adiantadas hierarquias estelares tinha já sua missão determinada. Por meio
de induções oníricas e outras comunicações extrafísicas preliminares, não tiveram a menor
dificuldade em fazer os contatos necessários com os habitantes das diferentes regiões da
Atlântida.
O contato de Schua-Y-Am-B'uva com o rei Ravana de Lanka foi muito fácil, porém com o
sacerdote Habacab, outro elemento precioso para seu trabalho de aproximação com a espécie
humana, os resultados foram desastrosos e, interrompeu mesmo toda sua programação futura.
Por um processo de indução hipnótica, mostrou a Habacab sua vida no planeta Erg, onde havia
sido Ulair, administrador do governador Ratinov. Como fora o responsável pela utilização do
átomo desdobrado, criou um tremendo carma, e com isso assumira responsabilidade perante
os milhões de egos desse antigo astro que desaparecera. Mas o sacerdote, ainda desesperado
com o desaparecimento de sua filha Ynará, não mostrou o mínimo interesse em colaborar com
aquele deus \u2014 assim ele pensava \u2014 que agora vinha lhe oferecer a salvação
para seus sacerdotes e todos os ergs encarnados. Schua-Y-Am-B'uva tentou ainda mostrar a
Habacab que ele não era um deus, mas sim seu amigo Zukov.Tudo em vão; obcecado com o
rapto de sua filha pelo nefando mago Oduarpa, Habacab não quis ouvir mais nada, tapando os
ouvidos com as mãos.
Ao surgir o nome Oduarpa, imediatamente Zukov o reconheceu como encamação do inefável
Rakasha. Pela primeira vez, aquele ser pertencente às hierarquias estelares, portanto, com
grande adiantamento espiritual, perfeitamente cônscio de suas responsabilidades perante a Lei
Maior, sofreu um abalo.
Por um lado, compreendia a Lei de Causa e Efeito que enca-deava todos os seres naquilo que
chamavam de nascimento e morte. Como dirigente do drama cósmico, era o responsável pela
evolução dos terrenos no planejamento dos grandes espíritos solares. Por outro lado, seu
grande amor por Thessá, agora Ynará, falou bastante alto no coração do "Nascido por si
mesmo". Sua luta íntima foi tremenda. Deveria atuar na coletividade, proteger e auxiliar
comunidades inteiras, abandonando os casos particulares? Então, lembrou-se das sábias
palavras de seu mestre Hylion: "A emoção é a última coisa que se perde na caminhada
evolutiva".
\u2014 Filha de minha alma!''* Jamais te abandonarei, sempre poderás contar com teu amigo, que
há de velar por ti enquanto possuir um mínimo de alento! \u2014 exclamou, batendo com os
punhos cerrados no coração, ante o espantado Habacab.
Imediatamente fez-se profunda escuridão, como se o Sol houvesse de repente se apagado. Em
seguida, o grande salão onde ambos se encontravam foi atravessado por luzes coloridas,
seguidas por estrondos ensurdecedores, até que uma uma voz grave sobrepujou os demais
ruídos.
\u2014 Tu traçaste teu próprio destino. Teu caminho agora é irreversível. Por tua própria vontade
soberana estás envolvido com a espécie humana. Farás tua evolução diretamente ligado à
humanidade, prisioneiro da ilusão e da forma.
A voz silenciou. Zukov, ainda abalado, meio aturdido, prostemou-se em prece: \u2014 Perdão,
mestre Hilyon, perdão!
(*) Zukov, desde que Thessá nascera, sempre a tratou e a considerou como filha.
 
\u2014 Quem sou eu para te perdoar, meu bom amigo? Até eu, com todas as responsabilidades e
encargos de que fui investido, particularizo o amor por minha filha Thessá. Segue teu destino,
Zukov, e obrigado por esse infinito amor por mim e por aquela que ainda ocupa um lugar
especial no meu coração \u2014 disse Hylion em sua voz doce e serena.
Ocuparam imediatamente o lugar do mago galático Toth, da constelação de Orion, e Kartikeya
do planeta Erg, a fim de conti-mliarem o planejamento das migrações da grande Atlântida.
^ íít
Nofru caminhava em silêncio na frente de Oduarpa, atra-vessando vários corredores que
terminaram num grande salão, onde o mago recebia aqueles poucos privilegiados que priva-
vam de sua amizade ou ainda que gozavam de sua proteção e do beneplácito de seus
conselhos.
Reubem já os esperava, devia ter recebido ordens precisas, pois mal chegaram, dirigiu-se a
Nofru: \u2014 Por aqui, mestre.
\u2014 Traidor! Desgraçado! \u2014 exclamou Nofru, rubro de cóle-ra, com as mãos crispadas em
direção a Reubem.
Oduarpa se interpôs entre os dois, e calmo, voz compassa-da, disse; \u2014 Não admito que
ninguém grite em minha presença. Aqui o único que pode gritar sou eu. Reubem, mostre a ele
onde fica a porta de saída.
\u2014 Só me retiro levando comigo a sacerdotisa Ynará \u2014 e Nofru cruzou os braços, em atitude
beligerante, a encarar o mago.
\u2014 Reubem \u2014 repetiu o mago sem se alterar \u2014, mostre a porta de saída.
\u2014 Minha palavra é uma só. SemYnará não arredo um passo!
\u2014 Preferes sair a força? Não me custa nada chamar os guardas e te jogar para fora o palácio \u2014
Oduarpa riu, parecendo muito divertido.
\u2014 É assim que tratas o filho do teu amigo? - perguntou Nofru, ao sentir que nada adiantaria
sua atitude hostil.
 
\u2014 Eu não tenho amigos! Amigo é aquele que me serve bem. Reubem, leve-o, se for preciso
chame os guardas \u2014 disse displicente, dando as costas aos dois.
\u2014 Vem comigo, mestre.
\u2014 Como ousas me chamar de mestre, depois de me teres traído da forma mais vil?
\u2014 Vem comigo, que não irás te arrepender. Também fui en-ganado; mas para que possas me
perdoar, eu te levarei até onde se encontra a sacerdotisaYnará.
\u2014 Agora? Vamos! Não percamos mais tempo! \u2014 e Nofru deu vazão a toda sua alegria.
\u2014 Não, mestre! Agora é impossível! Ela se encontra muito bem guardada, mas eu soube que o
mago Oduarpa irá fazer uma viagem. Então será o momento oportuno para agir.
\u2014 Quando ele irá viajar? \u2014 e Nofru impacientava-se.
\u2014 Muito em breve. Vou levar-te para um aposento onde entrarás em contato com alguém
muito interessada no desaparecimento deYnará.
\u2014 Quem é essa pessoa?
\u2014 Quem é não importa, posso dizer apenas que é muito minha amiga e de toda confiança. \u2014
Nofru não parecia muito convencido, mas o outro prosseguiu: \u2014 Confia em mim. Sei
perfeitamente que depois de tudo que fiz tens motivo de sobra para desconfiar, mas, estou
realmente arrependido e quero provar minha sinceridade.
Nofru fitou algum tempo o rosto de Reubem, e acreditou que poderia confiar novamente.
\u2014 Vamos então \u2014 e tomando o outro pelo braço, deixou-se levar para o interior do palácio.
26
Os senhores das sombras
Foram dias de intensa atividade e movimentação. Oduarpa, seguindo ordens expressas de seu
mestre, o mago Shemnis, percorreu os doze templos da luz negra e pessoalmente transmitiu
a mensagem do grande mestre, determinando que, com a maior urgência, seus magos
dirigentes e todos os sacerdotes, discípulos, auxiliares e escravos, abandonassem os templos.
Os locais destinados a essa migração súbita já estavam determinados.
Suas estruturas básicas, como os altares e as naves principais para a execução das cerimônias e
demais instalações já se encontravam prontas para receber seus oflciantes. Os dois principais
templos de Lanka iriam para a região Norte do continente, acompanhados pelos quatro
templos da região Leste; os seis restantes, localizados nas regiões Oeste e Nordeste, iriam para
o sul da grande Atlântida.
Oduarpa fez a distribuição dos magos, de acordo com suas posições hierárquicas dentro da
ordem, determinando para quais templos iriam,