O Décimo Planeta   A Pré História Espiritual da Humanidade
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O Décimo Planeta A Pré História Espiritual da Humanidade


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atitude subserviente, se acalmou e prosseguiu:
\u2014 Acho que devemos discutir, consultando os outros magos, sobre a estratégia que iremos
adotar.
Thevetat aprovou com um gesto. Iria, daí por diante, concordar com tudo que fosse proposto
pelo mago Oduarpa.
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A caminho da luz
Thessá, de braços dados com Albiom, lamentava: \u2014 Viste quantas encamações perdidas?
\u2014 Não foram perdidas, meu amor. Não conseguimos realizar o que queríamos, ou melhor, o
que foi determinado por teu pai, porque ainda não encarnaram todos juntos nessas vidas.
\u2014 E quando isso deve acontecer?
\u2014 Não sei, só posso afirmar que os dirigentes planetários trabalham a longo prazo, não têm
tanta pressa como tu \u2014 disse rindo, Albiom. \u2014 Logo, logo, haverá uma encamação de famí-
lias espirituais e, reunidas numa só época. Poderemos então.
 
com nossa pequena ajuda, despertar a consciência coletiva em todo esse grupo de espíritos,
nossos irmãos de Erg.
\u2014 Será que na próxima vida conseguiremos?
\u2014 Referes-te à encamação em uma colônia atlante?
\u2014 Exatamente! Ah, meu amor, como queria ver isso tudo terminado!
\u2014 Esse também é o meu desejo, mas nos ensinaram que a paciência é uma das grandes
virtudes necessitarias para encontrar o estreito caminho que conduz à libertação. Então, minha
querida, vamos silenciar e esperar com muita fé e esperança o que advirá. Se ainda não
conseguimos, é porque ainda não me-recemos. Vamos fazer por merecer \u2014 disse Albiom,
abraçando Thessá com carinho.
Essas duas almas gêmeas deviam esperar ainda vários sé-
culos para poder realizar o resgate de um carma coletivo que se perpetuava por evos sem
conta.
íft ^
Shemnis ouviu calado, de cabeça baixa em sinal de respeito e submissão, as instruções que lhe
estavam sendo ministradas no mundo astral superior, por um adiantado adepto da Confraria
Branca.
O mago Semnis há algum tempo havia se bandeado para o lado da luz, e agora colaborava com
os magos brancos. Como detentor de enormes conhecimentos, era uma importante peça no
conjunto dos seres das várias constelações interessados na evolução do planeta azul,
sobretudo o povo de Erg e seu mestre Hylion.
Na Terra, conforme o vaticínio de Oduarpa, o general Corona invadira Ruta e tomou posse da
cidade das portas de ouro, Ramakapura. Thevetat fugira com alguns adeptos numa vimana
para Itaoca, que com facilidade caiu em seu poder, depois de um verdadeiro banho de sangue.
Porém durou pouco seu reinado. Oduarpa, unindo-se a um general local de sua confiança, o
induziu a assassinar, depois de uma revolta armada, o tirano Thevetat, tendo como cúmplice
Ozambebe, um feiticeiro, seu antigo servidor, que foi elevado ao trono.
 
Esse reinado também foi muito curto, por causa dos desmandos desse feiticeiro. Esse mago
menor, Ozambebe ou Ama-tac, ao desencarnar, foi encaminhado após séculos de intensos
sofrimentos, para os mentores, denominados "auxiliares invisíveis", que cuidaram de sua alma
conturbada, equilibraram seus corpos espirituais e energizaram seus chacras, a fim de que
pudesse ser instruído por um adepto, para posteriormente, por livre vontade, ingressar nas
falanges da luz.
Finalmente, na idade moderna, ao final do século XIX, essa mesma entidade pôde vir trabalhar
junto ao plano físico, apresentando-se como um índio brasileiro, de nome caboclo Curu-gussu,
em uma missão voluntária de amor. Vinha preparar o caminho para a posterior chegada de
uma entidade do planeta Vênus, que fundaria uma religião de massa, baseada no rito milenar
dos magos brancos da Atlântida, cujo principal escopo seria a caridade para com os menos
favorecidos.
O caminho de Oduarpa foi bem mais tortuoso. Suas faltas eram maiores, e sua conversão ao
lado da luz precisava ser feita com cautela, sem pressa, e com doses enormes de amor,
compreensão e desvelo. Shemnis, o novo mago branco, foi indicado por seus superiores, e
aceitou de muito bom grado essa empreitada, que sabia de antemão ser das mais difíceis. Em
sua primeira incursão pelos subplanos inferiores do Astral, encontrou Oduarpa destilando sua
cólera por causa dos últimos insucessos.
\u2014 Salve, Oduarpa! Por que emitir tantas vibrações de rancor?
O mago negro encarou seu antigo mestre sem cumprimentá-lo. Resmungou apenas algumas
palavras ininteligíveis, e procurou sair da presença de Shemnis.
\u2014 Eu vim ao teu encontro em missão de paz \u2014 insistiu Shemnis.
\u2014 Quem precisa de paz? \u2014 perguntou irritado Oduarpa.
\u2014 Tu, meu amigo. Eu sei.
\u2014 O que sabes sobre mim?
\u2014 Tudo! Esqueces de que eu te iniciei nas artes da magia?
\u2014 Não! Por essa razão vou utilizar, esses conhecimentos em meu proveito.
\u2014 Pensa um pouco, Oduarpa, reflete, pois esse conhecimento é uma arma de dois gumes,
podendo voltar-se contra ti
 
mesmo.
\u2014 Sei perfeitamente o que faço!
\u2014 Não sabes, não! Estás cego pelo ódio, com tua razão e embotada pela idéia fixa de vingança.
\u2014 E existe coisa mais doce que a vingança?
\u2014 Existe sim, Oduarpa. O amor!
\u2014 Não creio no amor.
\u2014 EYnará? Não era amor o que sentias por ela?
Esta pergunta de Shemnis provocou um pequeno abalo.
\u2014 Bem! Isso é diferente \u2014 disse Oduarpa, depois de algum tempo de silêncio.
\u2014 Diferente por quê?
\u2014 Se queres saber \u2014 disse com raiva \u2014, eu a amava e a queria para mim.
\u2014 Então não era amor, era apenas desejo, posse.
\u2014 Era amor! \u2014 afirmou Oduarpa, elevando a voz.
\u2014 Mais um motivo para te dizer que amar é perdoar.
\u2014 Jamais vou perdoar meus inimigos.
\u2014 Imagina por um momento apenas. Se fosse possível teres o amor deYnará, perdoarias teus
inimigos?
\u2014 Perdoaria \u2014 respondeu Oduarpa, sem vacilar.
\u2014 Então, teu maior desejo é o amor deYnará?
\u2014 E meu maior desejo.
\u2014 Pensa com calma, reflete bem sobre esse assunto e responde. De uma vez por todas, abdicas
de tua vingança, perdoas teus inimigos e passas a desejar encontrar de novoYnará?
Oduarpa ficou calado por longo tempo. Quando se dirigiu a Shemnis foi para dizer, voz baixa,
quase balbuciante: \u2014 Para ter o amor deYnará, que é meu maior e único desejo, abandono
meus planos de vingança, e passo a viver em função da esperança de vê-la outra vez.
\u2014 Muito bem, espero que cumpras o que estás prometendo.
\u2014 Mestre Shemnis, poderia me dar essa felicidade? \u2014 perguntou Oduarpa, mudando o
tratamento de quase desprezo para uma postura respeitosa.
\u2014 Sabes muito bem que isso não depende de mim.
\u2014 Depende de quem? Diga, eu imploro \u2014 Oduarpa, agora humilde, súplice, esperou ansioso
uma resposta.
 
\u2014 De ti mesmo.
\u2014 De mim?
\u2014 Pensa bastante nisso tudo. Esvazia tua mente de todo rancor, abandona todos os teus
planos de prejudicar quem quer que seja. Pensa apenas no amor que sentes por uma mulher,
tua amada. Eu voltarei, prometo. \u2014 Shemnis, como aparecera, desapareceu em segundos.
Séculos transcorreram, mas para o mago negro pareceram alguns dias. Interessado agora
apenas emYnará, deixou a seu discípulo mais adiantado, Otamede, todos os deveres e atribui-
ções junto aos templos da luz negra no mundo astral e no físico.
Sentindo-se livre para explorar todos os subplanos, inclusive as várias regiões do plano denso,
Oduarpa dirigiu suas vibrações para uma colônia da Atlântida, conhecida como Terra das
Araras Vermelhas.
Seus corpos espirituais foram invadidos por grande emo-
ção, pois teve seu primeiro vislumbre, após evos sem conta, daquela que era agora a razão de
sua existência.Ynará, encarnada como Nadja, a suprema sacerdotisa do Templo do Vento,
estava ali ao seu lado, embora não pudesse ter qualquer contato com ela. Para Oduarpa,
somente poder vê-la já era motivo de júbilo, um bálsamo para seu espírito. Sentiu, por meio de
sua enorme intuição, queYnará tinha a alma repleta de amor pelo rei daquela colônia atlante,
Ay-Mhoré. Inexplicavelmente, não sentiu ódio, mas pela primeira vez uma profunda tristeza o
invadiu.
Que sentimento era esse que jamais experimentara? Em questão de segundos, retomou ao
mundo astral, e