O Décimo Planeta   A Pré História Espiritual da Humanidade
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O Décimo Planeta A Pré História Espiritual da Humanidade


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Não tinha a menor noção do que fazer e seu raciocínio limitado ia de um lugar onde
encontrasse alimento a algumas fêmeas para se acasalar. Nada além disso cabia naquele
cérebro primitivo. Um mído de galhos quebrados colocou de imediato Ug em guarda e
levantou-se num pulo. Bem à sua frente apareceram duas figuras luminosas, que ao vê-lo
pararam.
\u2014 Os deuses voltaram! Os deuses voltaram! \u2014 exclamou Ug na maior excitação, estirando-se
no chão ao comprido, sem levantar a cabeça, em sinal de respeito supersticioso, temendo
encarar os deuses que haviam retomado.
Albiom e Thessá, os deuses de Ug, entre surpresos e curiosos, ficaram olhando para aquele
homem primitivo, prostema-do no chão.
4.
Um Conselho de Emergência
\u2014 Reuni esse Conselho porque o momento é delicado \u2014 disse Hylion, abrindo os debates. \u2014
Teremos que tomar decisoes importantes para o nosso povo e nosso planeta, que todos
amamos.
Aquele Conselho fora convocado às pressas e nele achava-se presente a cúpula de Erg: os
governadores das quatro regiões do império, o grande sacerdote cientista Agazyr, o grande
mago cientista Zukov e os magos astrólogos da Casa da Magia, os ministros dos sete palácios
ministeriais, os administradores das quatro regiões e seus secretários e o comandante das
Armas com seus sete oficiais principais.
\u2014 Temos que deliberar com bastante cuidado tudo o que faremos, de imediato; não podemos
perder tempo \u2014 continuou o imperador. \u2014 Por favor, Agazyr, faça um breve histórico da
situação atual.
O grande sacerdote levantou-se, e medindo bem as palavras, voz pausada, começou: \u2014 Um
grande perigo ameaça nosso planeta e como conseqüência nosso povo, nossa civilização.
Um murmúrio surdo percorreu a assembléia; Agazyr prosseguiu: \u2014 Meu ministro astrólogo
demonstrou que existe um universo paralelo ao nosso, em outra dimensão, e nesse universo
existe vida inteligente.
\u2014 Como é possível? \u2014 perguntou incrédulo o comandante das Armas.
\u2014 Perfeitamente possível \u2014 respondeu Hylion, enquanto algumas vozes se pronunciavam, com
expressões de espanto e de incredulidade.
Agazyr não se perturbou e continuou seu relato: \u2014 Pelo levantamento executado pela Casa da
Astrologia, ficamos sabendo que existe um planeta chamado Morg, que apresenta avançado
estágio de exaustão de sua energia vital, o que o tomará impróprio à vida. Agora o mais
importante \u2014 Agazyr fez uma pausa, observando o semblante de todos; alguns mudos mas
interessados, outros visivelmente inquietos, e retomou a exposição:
\u2014 O mais importante e mais perigoso para nós, é que essa civilização pode entrar em nosso
Universo.
\u2014 Podem existir entradas para outros universos? \u2014 perguntou o comandante das Armas.
\u2014 Sim, comandante, existem passagens entre universos paralelos.
O murmúrio aumentou e todos falavam ao mesmo tempo.
\u2014 Calma, senhores, silêncio! Irei elucidar toda essa con-trovérsia \u2014 disse o imperador \u2014 Todas
as perguntas serão res-pondidas.
Quando se restabeleceu o silêncio e a ordem na assembléia, Agazyr prosseguiu:
\u2014 Esse povo, os morgs, pode, através do corredor dimensional que existe entre os buracos
brancos e os negros, passar de um universo para o outro, vencendo o que julgávamos in-
transponível, a barreira psicobiofísica. Para cada buraco negro, composto de matéria, existe
acoplado um buraco branco de an-
ümatéria; entre os dois existe esse corredor dimensional, verdadeira estrada que eles
percorrem de um universo ao outro. Esses enormes campos gravitacionais podem também
inverter o fluxo daquilo que conhecemos como tempo, e se uma de nossas naves pudesse
viajar em um buraco negro estaria se desloc ando em direção ao passado ou ao futuro.
Uma exclamação de estupor se ouviu por toda a assembléia; Agazyr, ignorando essas
manifestações, olhou de forma interrogativa para o imperador Hylion, que com um gesto de
cabeça o estimulou a prosseguir.
\u2014 Pelo que conhecemos até agora, nosso planeta é o único de todo o Sistema Solar que
apresenta condições de abrigar vida; logo, estamos vulneráveis e poderemos ser invadidos, ou
pior ainda, destruídos completamente. Existe outra razão para temermos ser atacados:
estamos situados exatamente na dobra do espaço que coincide com o planeta Morg. Meu
imperador é da mesma opinião. Só temos duas opções no momento.
\u2014 Quais seriam? \u2014 perguntou, depois de um período de silêncio, o diretor do Ministério de
Biologia Genética.
\u2014 A primeira opção é resistir, o que seria problemático diante de um inimigo que pouco
conhecemos. A segunda opção é abandonarmos o planeta.
As discussões se tornaram acaloradas, todos falavam num vozerio ensurdecedor, que a custo
cessou depois de várias solicitações de Hylion, de que todos ouvissem com paciência o que
Agazyr ainda tinha para relatar.
\u2014 Depois analisaremos todos os ângulos do problema, após o sacerdote Agazyr terminar o que
tem a dizer.
\u2014 O problema, senhores, é com o que e de que maneira resistir! Dirão alguns:"temos energia
nuclear, podemos usá-la".
Mas, e as conseqüências? \u2014 Agazyr continuou ponderando: \u2014 O resultado seria trágico. Por
outro lado, todos nós sabemos que nada deve ser destruído na natureza. O uso dessa energia
poderia destruir os morgs como também nosso planeta. O problema é de difícil solução.
\u2014 Alguém já viu esses... esses morgs? \u2014 perguntou o governador da região Norte.
\u2014 Não, ninguém sabe como eles são, somente pode-se afirmar que existem \u2014 Hylion
respondeu.
\u2014 Se não sabemos como são e de que modo virão nos atacar, como poderemos resistir? \u2014 e o
comandante das Armas, olhou ao redor, como se esperasse resposta de alguém.
Houve um longo silêncio; podia-se ouvir a respiração pesa-da dos presentes, que pareciam
meditar sobre aquelas trágicas notícias.
\u2014 O grande mago e astrólogo cientista Zukov descobriu que eles não irão invadir o planeta
fisicamente, nem nos dominar pela força ou por meio de sua avançada tecnologia \u2014 disse
Hylion, acabando com o clima depressivo do ambiente da assembléia.
\u2014 São então amistosos? \u2014 inquiriu o diretor do Ministério da Engenharia Cósmica.
\u2014 Não, é muito pior.
\u2014 O que ainda pode ser pior? \u2014 foi a vez do oficial navegador do comandante das Armas
perguntar.
\u2014 Posso responder com segurança \u2014 disse Agazyr \u2014 que vão invadir nossas mentes.
Depois dessa afirmação do grande sacerdote, as discussões atingiram o auge, ninguém mais se
entendia. Com grande dificuldade Hylion conseguiu se fazer ouvir.
\u2014 Senhores, vamos com serenidade encontrar o melhor caminho a ser tomado. Depois de
exaustivos debates com Zukov
e Agazyr, examinamos várias possibilidades e algumas providências que poderemos adotar.
Passo a palavra ao ministro da Casa da Magia, o grande mago cientista Zukov, que melhor que
ninguém irá elucidar vários pontos ainda não abordados.
O mago levantou-se de sua poltrona anatômica de cristal.
Era um homem grande, robusto, rosto redondo, de cabelos claros, abundantes, que caíam
desordenados até os ombros. Seus olhos, escuros e penetrantes, pareciam devassar o íntimo
dos que o encaravam, mas o sorriso quase permanente nos lábios camudos dava-lhe uma
expressão angelical.
\u2014 Meus senhores \u2014 começou com a voz grave e sonora \u2014 os morgs não desejam se expor.
Preferem atuar ocultos, dis-simulados. Pretendem dominar nosso corpo mental, fazendo de
nós meros autômatos, obedientes aos seus propósitos e sua vontade. Assim, não ficariam
vulneráveis a nossa reação e domina-riam todo o nosso planeta, sem a necessidade de um
confronto direto, que seria desastroso para eles.
\u2014 Que armas possuímos para combater essa invasão de nossas mentes? \u2014 perguntou um
cientista navegador.
\u2014 A única arma capaz de evitar essa invasão mental \u2014 respondeu Zukov \u2014 é utilizar nossa
mentalização com o poder da energia-vontade, que atuaria no corpo mental concreto, criando
por sua vez um foco energético, por meio de um campo magné-
tico superpotente, uma barreira capaz de neutralizar qualquer vontade