A Biblia Satanica   Anton LaVey
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A Biblia Satanica Anton LaVey


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ou possivelmente em ambos. Se você quer ou necessita algo tão
terrivelmente que você está triste ou sente muita angústia sem ele, e pode obtê-lo através do uso de
"glamour" ou encantamento, sem causar dor à outra parte, então isto deveria incorporar um ritual de
compaixão para incrementar o seu poder. Se você deseja encantar ou apanhar uma merecida vítima para
seus próprios propósitos, você deveria empregar um ritual de destruição. Estas fórmulas são para ser bem
seguidas, pois aplicar o tipo errado de ritual em direção a um resultado desejado pode trazer problemas de
natureza complicada.
Um bom exemplo disto é a garota que se encontra aborrecida por um pretendente inexorável. Se ela tem feito
pouco para encorajá-lo, então deveria reconhecê-lo pelo vampiro psíquico que é, e deixá-lo jogar seu papel
masoquista. Se, contudo, ela tem encantado ele frivolamente, dando-lhe qualquer encorajamento e então se
encontra como um companheiro objeto de desejo sexual, muito para seu temor, ela não tem ninguém para
responsabilizar, a não ser si mesma. Assim, exercícios são somente auxiliadores do ego, nutridos de uma
doutrina de negação do ego que faz estes pequenos encantamentos necessários. A satanista tem suficiente
vigor de ego para usar encantamentos para sua própria gratificação sexual, ou para obter poder ou sucesso
de uma específica natureza.
O segundo tipo de ritual é da natureza compassível. O ritual da compaixão, ou sentimento, é realizado com o
propósito de ajudar outros, ou a si mesmo. Saúde, felicidade doméstica, atividades empresariais, sucesso
material e perícia acadêmica são algumas das situações envolvidas pelo ritual da compaixão. Poderia se dito
que este tipo de cerimônia poderia recair no reino da caridade genuína, tendo em mente que "caridade
começa em casa".
A terceira força de motivação é a da destruição. Esta é uma cerimônia usada pela raiva, aborrecimento,
desprezo, desdém, ou somente ódio manifesto. É conhecido como feitiço, maldição ou agente destruidor.
Uma das maiores mentiras sobre a prática do ritual mágico é a noção que alguém deve acreditar nos poderes
de magia antes que alguém possa ser ferido ou destruído por eles. Nada poderia estar mais distante da
verdade, pois as vítimas mais receptivas das maldições sempre tem sido os grandes zombadores. A razão é
espantosamente simples. O indígena incivilizado é o primeiro a correr para o seu pajé mais próximo ou
"shaman" quando sente que uma maldição tenha sido colocada sobre ele por um inimigo. A ameaça e
presença do mal está com ele conscientemente, e acredita que o poder da maldição é tão forte que ele
tomará qualquer precaução contra ela. Deste modo, através da aplicação da mágica simpatizante, ele
frustrará qualquer ameaça que pode vir no seu caminho. Este homem está vigiando seu passo, e não lhe
dando quaisquer chances.
Por outro lado, o homem "iluminado", que não dá espaço a nenhuma "superstição", relega o seu medo
instintivo da maldição para o inconsciente, deste modo alimentando-o dentro de uma força fenomenal
destrutiva que multiplicar-se-á com cada infortúnio bem sucedido. É claro, todo instante em que um novo
revés ocorre, o não crente automaticamente condenará qualquer conexão com a maldição, especialmente
para si mesmo. Esta condenação consciente e enfática do potencial da maldição é o ingrediente perfeito que
criará o seu sucesso, através da montagem de situações propensas ao acidente. Em muitos exemplos, a
vítima condenará qualquer significado mágico ao seu destino, mesmo no seu leito de morte - apesar do
mágico estar perfeitamente satisfeito, tão logo os resultados desejados ocorram. Precisa ser lembrado que
"não importa se alguém liga qualquer importância ao seu trabalho, pois os resultados dele estão de acordo
com a sua vontade". O superlógico sempre explicará a conexão com um ritual mágico como o resultado final
da coincidência.
Seja a mágica realizada por propósito construtivo ou destrutivo, o sucesso da operação é dependente do grau
de receptividade da pessoa que vai receber a bênção ou maldição, na circunstância que possa ser. No caso
de um ritual de sexo ou compaixão, ajuda se o recipiente tem fé ou acredita em mágica, mas a vítima de uma
praga ou maldição é muito mais propenso à destruição se ele NÃO ACREDITA nisto! Tão logo o homem
descubra o significado do medo, ele necessitará dos caminhos e meios para se defender contra seus medos.
Ninguém conhece tudo, e desde que haja prodígios, haverá sempre uma apreensão do desconhecido, onde
haverá potencialmente forças perigosas. É este medo natural do desconhecido a primeira causa (cousin -
terei traduzido errado? Parênteses meus) para a fascinação em direção ao desconhecido, que impele o
homem de lógica em direção a várias explicações. Obviamente, o homem de ciência é motivado à descoberta
pelo seu real senso de maravilha. E ainda mais, como dito que este homem que se denomina lógico é
freqüentemente o último a reconhecer a essência do ritual mágico.
Se a fé e o fervor religiosos podem fazer aparecer chagas hemorrágicas pelo corpo em aproximação pelas
chagas supostamente infligidas Cristo, é denominado estigma. Estas chagas aparecem como resultado da
compaixão dirigida para extremo emocionalmente violento. Por que, então, deveria haver qualquer dúvida
sobre os extremos destrutivos de medo e terror. Os assim chamados "demônios" tem o poder de destruir a
carne por meio da laceração, teoricamente, assim como uma mancheia de pregos, bastante enferrujada, pode
criar o êxtase do gotejamento do sangue numa pessoa convencida que está crucificada sobre a cruz do
Calvário.
Por esta razão, nunca tente convencer o cético que você deseja rogar uma praga. Permita-o zombar.
Esclarecê-lo poderia diminuir suas chances de sucesso. Ouça com bondosa confiança como ele ridiculariza a
sua mágica, sabendo que seus dias estarão cheios de distúrbio todo o tempo. Se ele é desprezível o
suficiente, pela graça de Satã, ele precisa mesmo morrer - zombando!
UMA PALAVRA DE ADVERTÊNCIA!
PARA AQUELES QUE DESEJAREM PRATICAR ESTAS ARTES
Concernente a Sexo ou Luxúria:
Tome plena vantagem da fascinação ou charme neste trabalho; se você for um homem, mergulhe o seu
membro ereto dentro dela com lascivo deleite; se você for uma mulher, abra extensamente seus quadris em
lasciva antecipação.
Concernente a Compaixão:
Esteja decidido que você não terá nenhum arrependimento no dispêndio de ajuda que tenha dado aos outros,
bênçãos recém-descobertas colocariam um obstáculo em seu caminho. Seja grato pelas coisas que lhe
vierem através do uso da mágica.
Concernente a Destruição:
Esteja certo de que NÃO terá preocupação se sua vítima vive ou morre, antes de lançar sua maldição, e
tendo causado a sua destruição, divirta-se, antes que sinta remorso.
CUIDE BEM DESTAS REGRAS - OU EM
CADA CASO VOCÊ VERÁ O REVERSO
DOS SEUS DESEJOS QUE FERIRÃO,
ANTES DO QUE AJUDAR, VOCÊ!
O RITUAL OU CÂMARA DA DA DESCOMPRESSÃO INTELECTUAL
Uma cerimônia mágica pode ser realizada por si mesmo ou num grupo, mas as vantagens de cada um
deveriam ser aclaradas.
Um grupo é certamente muito mais de reforço de fé, e uma instilação de poder, do que uma cerimônia
privada. O agrupamento de pessoas que estão dedicadas a uma filosofia comum está ligado a assegurar a
renovação da confiança no poder da mágica. A pompa da religião é o que a tem sustentado. Quando a
religião consistentemente se torna uma situação solitária ela atinge o reino da auto-negação que corre
concomitante com o comportamento antisocial.
É por esta razão que o satanista deveria tentar procurar outros com quem se engajar nestas cerimônias.
No caso de um ritual de maldição ou destruição, algumas vezes ajuda o mágico se seus desejos são
intensificados por outros membros do grupo. Não há nada neste tipo de cerimônia que poderia causar
embaraço por parte daqueles que conduzem um ritual deste tipo, desde que raiva e simbólica destruição