Pietro Ubaldi   Profecias
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Pietro Ubaldi Profecias


DisciplinaIntrodução à Teologia e História da Teologia91 materiais1.843 seguidores
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e sem equívocos, o meu método \u2212 não procurar 
jamais dinheiro, nunca o pedir, jamais organizar qualquer tipo de propaganda, 
comissões ou coisas semelhantes, com o objetivo de conseguir recursos 
financeiros. Quem, pois, faz isso em meu nome o faz sem meu consentimento, 
contra minha vontade, com perigo e risco para si mesmo. 
Devemos compreender que a Obra para a qual trabalho depende de 
Cristo, que não tem necessidade alguma de dinheiro. Se dele precisasse, 
somente a Ele mesmo competiria inspirar a quem devesse trazê-lo. O dinheiro, 
mesmo quando deva chegar, por absoluta necessidade \u2212 considerando-se o 
assunto em apreço \u2212 não deve jamais ser solicitado, mas somente enviado pelo 
Alto. 
Aqui me encontro, não para fazer negócios, à maneira de tantos, mas para 
dar um exemplo vivencial de que as forças espirituais são verdadeiramente as 
mais fortes. E posso afirmar perante Deus: toda vez que me chegaram às mãos 
quaisquer meios indispensáveis à sobrevivência, sempre e somente o foram 
dessa maneira. 
Quando, por isso, para realizar meu trabalho me foi imprescindível 
possuir alguma coisa em meu nome, nunca recorri à hipocrisia de esconder o 
fato sob o anonimato, ou de modo impessoal, entrincheirando-me atrás de 
pessoas ou instituições, para não aparecer. 
Outra coisa que desejo elucidar: contrariamente ao que possam imaginar, 
não desejo jamais ser chefe de coisa alguma, em sentido material ou espiritual. 
Aceitarei apenas honestos companheiros de trabalho, mas nunca discípulos 
menores sobre os quais exerça qualquer autoridade. 
É que eu vivo numa ordem de idéias em que o domínio sobre o próximo 
é, em absoluto, inútil. Diferentemente, os agrupamentos humanos precisam 
submeter seus associados ao comando de um só, que dirija com disciplina para 
manter uma ordem imposta, sem a qual tudo se desagregaria. No meu caso, é a 
Lei que tudo mantém, e não a imposição humana. E Essa Lei tudo dirige, 
interiormente, usando uma disciplina da qual ninguém pode fugir, porquanto 
qualquer infração, sem que qualquer chefe a imponha de fora, acarreta 
inexorável pena. 
Meu trabalho não é de impor idéias, mas tão-só de oferecê-las, 
difundindo-as com os livros e a palavra, para o bem do próximo. Não é 
procurar proveitos pessoais, egoisticamente, como em geral o fazem os que 
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buscam o poder. Ao revés, é oferecer vantagens, imparcialmente, a todos, sem 
sombra alguma de sectarismo. É fazer com que as mentes, pelas suas infelizes 
experiências habituadas a desconfiar, compreendam que essas idéias que 
ofereço são realmente uma vantagem. 
Com esse objetivo percorro todos os caminhos: da razão e da ciência, do 
coração e da fé. E, finalmente, os do exemplo, como no caso atual. 
Esse oferecimento imparcial quer dizer que sou amigo de todos, contanto 
que sejam justos, quaisquer que sejam suas religiões ou idéias. Significa 
também que não posso permanecer fechado em nenhum grupo de caráter 
exclusivista e sectário. 
Desde que, em qualquer grupo me seja pedido condenar algum ponto de 
vista honesto e diferente, só porque diverso do seu e para imposição aos outros, 
desse momento em diante não posso pertencer àquele grupo. 
 
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Esclarecidos estes pontos fundamentais, peço um favor aos meus leitores 
e amigos brasileiros. 
Peço-lhes isentar-me de qualquer forma de glória e honrarias, que me 
privam de tempo e energias preciosas e ainda representam um peso que agrava 
o meu trabalho. 
Rogo-lhes cercar-me de seu afeto que me alimenta. Peço-lhes contribuir, 
cada um como lhe for possível, para formar e manter em torno de mim aquela 
atmosfera de paz e confiança, que me é necessária para continuar escrevendo e 
para cumprir minha missão nesta minha nova pátria, à qual me dedico 
inteiramente. 
Rogo àqueles que desejam utilizar-me para seus fins e vantagens 
pessoais, àqueles a quem meu trabalho não agrada, suplico-lhes, repito, tenham 
compaixão de mim e me concedam paz. 
É grande meu cansaço e estou grandemente sobrecarregado de muitos 
deveres em benefício do próximo. Não é justo que sejam desperdiçados meu 
tempo e minhas energias em coisas inúteis, que não sejam para o bem dos 
outros. Meu trabalho não prejudica a ninguém, é inofensivo, faz todo o bem 
que pode, não agride a ninguém, abraça a todos, quer a todos ser útil. Por que 
combatê-lo? Não já apresentei aqui provas suficientes de que ele tem a ajuda 
de Cristo e, assim sendo, não se pode e é inútil colocar-se contra a vontade de 
Deus? Ao contrário, não nos tomamos de encanto diante da maravilhosa 
harmonia e da beleza de Suas obras? 
 Por que procurar limitar meu trabalho concebendo-o somente em 
função de grupos particulares? Por que desejar vê-lo tão-só em relação a 
categorias já existentes em que ele não cabe? Ou a princípios e interesses 
particulares a que o universal jamais poderá reduzir-se? Por que desejar à força 
que ele seja uma parte de outros edifícios já construídos fora dos quais não é 
permitido viver, não se admitindo que a verdade possa existir fora deles? 
Por que não acabar, a bem geral, de uma vez para sempre, com essa 
intolerância de todos contra todos, quando todos se igualam? 
E por que me ser atribuído, como o mais imperdoável dos defeitos, esta 
minha ausência de espírito sectarista? 
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Por que não procurar ser verdadeiramente fraterno? Parece que o homem 
é absolutamente imaturo para compreender um pensamento universal, que 
ultrapasse os restritos círculos de seu pequeno mundo. O dogmatismo, o 
farisaísmo, o sectarismo tendem sempre a reaparecer em todos os grupos, qual 
característica humana de todos os tempos e lugares. 
A singela narrativa feita, o método seguido, as provas dos fatos que se 
deram nos parecem suficientes para convencer-nos de que caminhamos na 
estrada da verdade. Sem um particular auxílio de Deus não se explicam os 
acontecimentos relatados. E auxílio quer dizer aprovação. 
Não se pode negar, neste caso, a presença de um plano preestabelecido, 
que se vai desenvolvendo, em movimentos coordenados, em direção a um fim 
preciso. Como negar, diante de tais fatos, a presença de uma inteligência 
superior que dirige tudo? 
Não posso esconder meu assombro, nascido dessa sensação da contínua 
presença de uma força e inteligência que, não sendo minhas, só posso atribuir a 
poderes espirituais superiores que têm Deus como chefe. Se não sou eu a 
dirigir, e se tudo caminha com uma sapiência que não possuo, quem dirige, 
então? Ademais, os resultados estão aí. Diante deles, ponho-me a pensar, 
procurando explicá-los. Mas, explicá-los como, de outro modo? 
Existe o fato positivo da vitória. Sem um auxílio extra-humano, de que 
modo entendê-la? Há também o fato positivo da construção que está surgindo, 
lenta, mas constante, independentemente de forças humanas, por um poder que 
lhes é superior. Forças humanas não bastam para explicar o fato, nem 
conseguem obstruí-lo. Por que forças, então, é sustentado tal trabalho, situado 
além dos poderes e engenhos do homem? Como se compreende uma vitória 
obtida justamente quando fui despejado, em terra estrangeira, sozinho, por 
aqueles que eram minha única esperança? Como explicar essa fragilidade de 
recursos e astúcias humanas para vencer uma criatura inerme, desprovida de 
tudo, que não arquiteta planos, que não se defende nem agride, mas perdoa? De 
que couraça foi ele revestido para tornar-se, assim, invulnerável? De que 
invisível arma foi ele dotado para conseguir vencer, numa luta assim tão 
desigual? 
Com ceticismo não se explicam