Pietro Ubaldi   Queda e Salvação
207 pág.

Pietro Ubaldi Queda e Salvação


DisciplinaIntrodução à Teologia e História da Teologia91 materiais1.846 seguidores
Pré-visualização50 páginas
parte 
inversa e complementar, a outra fase do ciclo, a da salvação. Por isso o título deste livro: 
Queda e Salvação. 
Se a primeira parte do ciclo está constituída por um processo de inversão da 
positividade da parte rebelde do S na negatividade do As, a segunda parte é constituída por um 
processo de endireitamento da negatividade do AS na positividade do S, devolvendo ao S a 
parte corrupta que dele se afastou. Em Y acabou o caminho da descida ou involução e inicia-se 
o do regresso em subida, ou evolução. Observando a figura veremos que ela nos expressa todo 
o processo do ciclo completo, que contém, nos seus dois movimentos fundamentais de descida 
e subida, quatro deslocamentos, isto é: 
a) no movimento de descida, 1) o deslocamento do estado de nulidade da 
negatividade do AS, ao estado de plenitude daquela negatividade (gênese do triângulo verde); 
2) o deslocamento do estudo de plenitude da positividade do S, ao estado da nulidade daquela 
positividade (destruição do triângulo vermelho). 
b) no movimento de subida, 3) o deslocamento do estado de plenitude da 
negatividade do AS, ao estado de nulidade daquela negatividade (destruição do triângulo 
verde); 4) o deslocamento do estado de nulidade da positividade do S, ao estado de plenitude 
daquela positividade (reconstrução do triângulo vermelho). 
Eis que a segunda parte do ciclo, inversa e complementar da primeira, o 
completa e conclui a segunda parte do mesmo fenômeno. Se na primeira parte, como há pouco 
dissemos, se passa da plenitude da positividade, à plenitude da negatividade, vemos agora que 
na segunda parte do ciclo se passa da plenitude da negatividade à plenitude da positividade. 
Então todo o fenômeno da queda se reduz à gênese do dualismo, feito pelos dois sinais opostos 
+ e -, dualismo pelo qual num primeiro momento a positividade se torna negatividade gerando 
o AS, e num segundo momento a negatividade volta à positividade, reconstituindo-se no S. 
O processo do endireitamento evolutivo, que corrige o precedente da 
inversão involutiva do S para o AS, se inicia na linha ZZ1 no AS, que aqui se encontra em sua 
plenitude e no ponto Y no S, que aqui se encontra reduzido a um ponto. Estamos na fase do 
maior constrangimento da positividade e da expansão da negatividade vitoriosa. Mas neste 
ponto o originário impulso da revolta que gerou a negatividade, aprisionando a positividade do 
S, se esgota e volta a prevalecer o caráter fundamental dos dois impulsos, isto é, o do AS, que 
não pode deixar de seguir a sua natureza negativa que o levará até a renegar a si mesmo, 
anulando-se assim no caminho do regresso como negatividade, a isto levado também pelo 
impulso do S, que não pode deixar de manifestar-se reagindo ao constrangimento sofrido 
dentro da negatividade do AS, afirmando a sua indestrutível natureza positiva, agora que o 
esgotar-se do impulso contrário lho permite. 
Vemos então que a negatividade que quer continuar a ser negativa e a 
positividade que quer continuar a ser positiva, de fato colaboram no mesmo sentido da 
reconstrução: a negatividade, por que quer ser negatividade, a positividade, porque quer ser 
positividade. Maravilhosa sabedoria da Lei que providencia tratamento e cura, prevendo tudo 
isto de antemão, pré-ordenando esse jogo de forças que automaticamente levam à salvação. 
Técnica estupenda pela qual vemos que bem e mal trabalham juntos: o bem, impulso positivo; 
o mal, negativo; para chegar ao mesmo resultado, que é triunfo do bem. 
Continuemos observando. O processo vai-se assim desenvolvendo na 
segunda parte do ciclo até que a linha ZZ1 da negatividade do AS fica reduzida a um ponto, X; 
e o ponto Y da positividade do S se torna ampliado até chegar à linha WW1. Estes 
Queda e Salvação Pietro Ubaldi 
 
 23 
deslocamentos significam que o campo de forças do S, que antes se foi apertando sempre mais 
até à sua anulação, agora vai se dilatando cada vez mais, ganhando em superfície, isto é, 
potencializando-se até voltar à sua plenitude; e que o campo de forças negativas do AS, que 
anteriormente se havia dilatado e potencializado sempre mais, até chegar à sua plenitude, 
sempre mais se apertando agora até chegar à sua anulação. 
Neste ponto o ciclo fica completo e fecha-se sobre si mesmo, porque atingiu 
o seu ponto de partida. Nesta altura o emborcamento foi endireitado, a negatividade do AS 
reabsorvida na positividade do S, o caminho involutivo-evolutivo está todo percorrido, e tudo 
voltou reconstruído e saneado ao seio do S. Assim os opostos se compensam e, em perfeita 
correspondência e proporção de impulsos e movimentos, os dois caminhos da queda e salvação 
se equilibram e se resolvem na perfeita ordem da Lei. A construção do triângulo verde do AS, 
e a destruição do vermelho do S, que o processo de involução ou descida XY gera; a destruição 
do triângulo verde do AS, e a reconstrução do vermelho do S, que o processo da evolução ou 
subida YX gera; tudo isto está graficamente expresso na figura e salta à vista ao primeiro olhar. 
Esta figura tem um significado profundo. Ela orienta-nos, explicando a causa, 
a razão e o objetivo do vir-a-ser universal, mostrando-nos as origens e o porquê do processo 
evolutivo em que vivemos. Ela deixa-nos, ver com que exatidão geométrica a sabedoria da Lei 
opera a salvação, depois de estar contido em sua ordem todo o desmoronamento da queda. Para 
compreender a figura é necessário penetrá-la nos seus movimentos de contração e expansão, de 
criação e reabsorção de valores, no seu contínuo dinamismo regulador de todo o ciclo 
involutivo-evolutivo. Vemos, assim, de X, um ponto, sem dimensão, nascer todo o campo de 
forças do AS, e igualmente do ponto Y, o S voltar à sua plenitude. A posição reciprocamente 
emborcada dos dois triângulos, o do S e o do AS, um que diminui na proporção que o outro 
aumenta, até um desaparecer na plenitude do outro, tudo isto nos mostra quando 
ordenadamente a Lei tenha dirigido a desordem da queda no AS, até a reconduzir toda na 
ordem do S. A figura mostra-nos como, a cada ponto e posição ao longo da linha da involução 
ou da evolução, corresponde uma proporcionada amplitude do campo de forças negativas ou 
positivas dominado, amplitude expressa pela superfície contida entre os dois lados oblíquos 
dos triângulos que se vão abrindo ou fechando. Pode-se assim calcular a extensão do terreno 
que em cada ponto do seu caminho os seres viajantes dominam, e o valor das forças que eles 
possuem, perdendo num sentido e ganhando no nutro, conforme a direção do seu caminho. 
Assim a figura não somente nos expressa com representação geométrica 
espacial o esquema estático do fenômeno, mas também o dinamismo que o anima e transforma 
a cada passo, na gênese a anulação dos espaços vitais, seja do S seja do AS. Com o aproximar-
se um do outro, os dois lados de cada triângulo, pouco a pouco se avizinham do seu vértice, e 
com o relativo estreitar-se do campo de forças ou espaço vital que o S ou o AS domina, com 
tudo isto a figura nos apresenta, expresso graficamente em formas espacial intuitiva, o conceito 
da anulação do S, ou AS. E ao contrário, com o afastar-se dos dois lados dos triângulos e 
relativo ampliar-se do campo dominado, a figura nos expressa o conceito de formação do AS, 
ou reconstrução do S. Se pensarmos o que isso significa, suas implicações com qualidades e 
conseqüências, um triângulo prevalecendo sobre o outro, poderemos compreender quão vastos 
significados a figura contém e a importância das conclusões, às quais nos poderá levar este 
estudo. 
 
 \ufffd \ufffd \ufffd 
 
Queda e Salvação Pietro Ubaldi 
 
 24 
Vamos continuar observando a nossa figura