Resumo prova 2
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Resumo prova 2


DisciplinaFarmacologia Veterinária I1.186 materiais5.901 seguidores
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são boas para inflamações agudas e não 
muito para inflamações crônicas. A \u201cface de janus\u201d é uma metáfora de que tudo tem seu lado negativo e 
positivo. Regula a função de diversos órgãos, da resposta inflamatória mas pode causar efeitos negativos em 
respostas inflamatórias crônicas. !!
Surgimento dos problemas dos inibidores seletivos de COX-2!
Várias pesquisas têm relacionado estes medicamentos a toxicidade cardiovascular no uso de celecoxib ou 
referocoxib para prevenir a recorrência do pólipo de colo de útero (de 2 a 4% dos pacientes após 3 anos de 
uso), devido a ação pró-trombótica, possivelmente por inibir a prostaciclinas (PGI2) e com isso afetar o 
equilíbrio prostaciclinas Tromboxano. Assim, os inibidores preferenciais de COX-2 favoreceriam a agregação 
plaquetária, evento normalmente inibido por esta prostaglandina.!!
A recomendação de uso terapêutico dos DAINEs é como antipirético, analgésicos de intensidade 
moderada a baixa, e para dores altas usar opióides. E como anti-inflamatórios usamos para inflamação. !!
Anti-inflamatórios esteroidais!!
São hormônios de ocorrência natural, ou seja, são moléculas de esteróides sintetizadas e liberadas pelo 
córtex adrenal, essas moléculas são chamadas de corticóides ou corticosteróides. São produzidos pelo córtex 
da adrenal, por isso se chamam corticosteróides. Isso diferencia a produção da adrenal de adrenalina e a de 
corticosteróides. Temos dois tipos de corticóides, os glicocorticóides (representante biológico é o cortisol) que 
possuem uma estrutura derivada do colesterol e afetam marcadamente o metabolismo de carboidratos e 
proteínas; e os mineralocorticóides (representante principal é a aldosterona). !
Os mineralocorticóides estão relacionados ao equilíbrio hidroeletrolítico (retenção de sal). Já os 
glicocorticóides estão relacionados ao metabolismo intermediário do organismo. Os glicocorticóides são 
controlados pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Já o eixo de síntese dos mineralocorticóides não envolve 
um componente nervoso, ou seja, não envolve a participação do cérebro, envolve muito mais a liberação de 
hormônios e a participação do rim, que é o complexo renina-angiotensina-aldosterona. !
A síntese dos glicocorticóides e dos mineralocorticóides ocorre no córtex da adrenal. O ACTH (hormônio 
adrenocorticotrófico) induz a produção de glicocorticóides e é produzido lá na adeno-hipófise. O fator de 
liberação da corticotrofina (CRF ou CRH - hormônio liberador de corticotrofina) atua nesse processo. O 
mecanismo de controle da síntese do nível de cortisol depende de vários fatores e é regulado por um feed-
back inibitório. O feed-back inibitório é na hipófise na própria glândula adrenal. Os hormônios sintéticos 
interferem na produção natural do corpo, por isso deve ser usado com muito cuidado. !!
BIOSSÍNTESE DOS CORTICOSTERÓIDES!
Possuem uma estrutura muito parecida entre eles. Todos eles derivam do colesterol. A zona glomerulosa 
produz o mineralocorticóide. A zona fasciculada ou reticulada produzem os glicocorticóides. Não se sabe 
ainda com detalhes de que maneira o hormônio adrenocorticotrópico atua no córtex da adrenal liberando o 
corticóide. O que se tem conhecimento é que nessa região fasciculada, reticulada, onde o ACTH atua e que 
resulta na liberação do cortisol é uma região que possui os receptores de melanocortina. O ACTH se liga 
nesses receptores (receptores acoplados a proteína G) e causam um aumento do AMPc nessa região, e no 
final desse processo temos ativação de enzimas de síntese e o cortisol aumenta em resposta a chegada do 
ACTH. !
O cortisol pode ter uma variação circadiana de espécie para espécie. O homo sapiens tem uma produção 
de cortisol quando já está quase amanhecendo o dia. Observamos que o nível de cortisol começa a aumentar 
depois da meia noite e lá para 4h da manhã é seu horário de pico de produção e depois ele reduz sua 
produção. A corticoterapia é indicada a ser feita logo de manhã, quando o nível de cortisol ainda está alto, não 
interferindo tanto na produção do corpo. !
Em equinos, segue mais ou menos o que aconteceria no ser humano, animais com doença de síndrome 
de cushing não apresentam essa variação circadiana. Não sabemos direito se o cão apresenta essa variação 
circadiana, sabemos que ele possui dois picos ao dia. !!
GLICOCORTICÓIDES SINTÉTICOS!
 Possuem uma estrutura muito semelhante a do cortisol, esse núcleo chamado de núcleo 
cicloperidrofenantreno e a partir desse núcleo inicial temos várias moléculas de corticóides. Os 
glicocorticóides esteróides podem ser divididos de acordo com a duração de seus efeitos (efeitos rápido, 
intermediário e prolongado) e de acordo com as suas potências, glicocorticóide e mineralocorticóides. !
Ação rápida: hidrocortisona e a cortisona, apresentam potência menor que os de ação mais prolongada.!
Ação intermediária: prednisona, metilprednisolona e triancinolona, se mostram extremamente adequados 
às terapias crônicas.!
Ação prolongada: betametasona e dexametasona (extremamente potentes) possuem suas características 
graças à sua ligação reduzida com proteínas plasmáticas, menor velocidade de excreção e (provavelmente) 
maior afinidade com os receptores.!
Quadros de ansiedade, estresse crônico apresentam níveis de cortisol alto. O cortisol é produzido em 
resposta ao estresse. O cortisol aumenta a glicemia e isso favorece a resposta ao estresse. !!
Mecanismo de ação: possuímos quatro ou cinco tipos de receptores. Os receptores como enzimas, 
acoplados a proteína G, canais iônicos, receptor liberador de cálcio (não vai cobrar), e os receptores 
nucleares ou receptores que regulam a expressão de outros gens. !
Temos uma proteína específica que se liga ao cortisol. O cortisol atravessa muito facilmente a bicamada 
lipídica em direção a um receptor próprio. No citoplasma da célula o receptor está inibido pois não teremos 
uma atividade do cortisol a menos que o nível de cortisol esteja aumentado. Esse receptor só irá funcionar 
com a ligação do cortisol. Ao se ligar ao cortisol o receptor irá mudar de conformação, e irá ler seqüências de 
nucleotídeos e irá inibir ou ativar a transcrição do gen. Quando esse gen for transcrito em RNAm, essas 
células estimuladas pelo cortisol vão ter uma função alterada a medida que tiverem a ligação do cortisol. !
Os estudos mais recentes mostram que esses efeitos genômicos são importantes para a terapia. O 
glicocorticóide geralmente da respostas quase imediatas depois de tomado. Há efeitos que são não 
genômicos (não dependem da transcrição de um gen). Um efeito genômico do cortisol demora de 30min a 
18h para agir; já os efeitos não-genômicos levam de segundos a minutos para ocorrer. !!
GLICOCORTICÓIDE ATUANDO SOBRE O SISTEMA IMUNE!
A primeira resposta observada é uma ação intensa sobre células inflamatórias e mensageiros que essas 
células costumam produzir no mensageiro. Temos uma redução de todos os tipos de leucócitos. Naturalmente 
essa redução dos leucócitos é acompanhada também pela diminuição das citocinas e interleucinas que 
também atuam sobre respostas imunes e sobre o processo inflamatório. O controle dos glicocorticóides se 
direciona para as interleucinas. Um leucócito conversa com outro a partir das interleucinas. !
Com relação a inflamação propriamente dita, foi estudado como um glicocorticóide atua. Eles produzem 
mediadores anti-inflamatórios, causando um aumento da anexina 1 (interleucina 10). A anexina 1 atua na 
cascata do ácido araquidônico. Ela diminui a PLA2 (fosfolipase A-2), COX2 (ciclo-oxigenase 2), iNOS (NO 
sintase induzida); e aumenta a IL-10 (ação antiinflamatória). !
Vale destacar, que os glicocorticóides também inibem a síntese de histaminas.!
Nós utilizamos os glicocorticóides sempre que precisamos regular uma resposta anti-inflamatória, uma 
alergia. É um fármaco extremamente importante para controlar doenças auto-imunes (ex: lúpus). Estágios