Resumo prova 2
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Resumo prova 2


DisciplinaFarmacologia Veterinária I1.186 materiais5.905 seguidores
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e 
antiinflamatórios não esteroidais. !
As penicilinas se difundem pelo líquido extracelular e se distribuem por vários tecidos, tendo dificuldade de 
atravessar a barreira cérebro-sangue íntegra; não são biotransformados no organismo, sendo eliminadas 
pelos rins, geralmente em sua forma inalterada. O processo de secreção tubular pode ser inibido pela 
probenecida. !
A penicilina é excretada por via renal. A penicilina não deve ser usada em bovinos com mastite por 
exemplo, pois não pode haver resíduos no leite. Outro empecilho é o uso em iogurtes e etc pois ele mata os 
lactobacilos mudando o gosto. A penicilina benzatina pode requerer até 30 dias para ser excretada da carne/
leite, é o chamado período de carência. !
Período de retirada (carência): para penicilina G procaína, no leite ela é de 2 dias, e no gado de corte em 
não-ruminantes (7 dias), suínos (6 dias), ruminantes (4 dias bovino, 8 dias ovino). No caso da penicilina G 
benzatina, no gado de corte é cerca de 30 dias.!
A penicilina G é utilizada em cães, gatos, ruminantes, equinos, suínos e pássaros. Ela é um medicamento 
extremamente útil para tratamento de gram-positivos (estreptococos). Damos dois enfoques as bactérias 
gram-positivas: o staphylo e o streptococcus. Para as infecções estreptocócicas em geral, temos a penicilina 
G ainda como a principal escolha. Começaram a aparecer mais na área médica resistência dos streptococcus 
pneumônicos para a penicilina G. Em geral as infecções estreptocócicas são bem controladas pela penicilina 
G. As infecções staphylcocicas por outro lado já são uma situação a parte, pois já temos bastante resistência. !
Penicilina G é útil também na infecção por alguns anaeróbicos, em particular pelos clostridiums. A 
penicilina também é interessante para alguns coccus negativos (para bacillus não), a listeria é um exemplo de 
coccus negativo que responde bem a penicilina. Leptospira causa infecções importantes nos felinos. A 
penicilina G também não resolve todos os problemas, as infecções pelos bacilos gram-negativos não são 
tratadas com a penicilina G, também não se trata erliquiose, não se trata tuberculose nem micoplasma, e 
vírus muito menos. !
Os intervalos posológicos variam, pois a meia vida do sódio também varia. A unidade internacional é 0,6 
miligramas (10 na menos 3). Em equinos também usamos penicilina para infecções respiratórias, infecções 
estreptocócicas, as clostridioses também, no tétano, no botulismo. !
Indicações clínicas: bactérias gram positivas (estreptococos), anaeróbios (clostrídios), Cocos gram 
negativos (Neisseria spp), espiroquetas (leptospira, treponema). Sem efetividade: bacilos gram-
negativos como salmonela e E. coli, riquéttsias, micobactérias, micoplasmas, fungos e vírus.!
A unidade internacional de penicilina (UI) é a atividade específica de penicilina contida em 0,6 ug do sal 
sódico de penicilina G.!!
1 UI -> 0,6 microg penicilina G !
\u201cX\u201d UI -> 1000,0 microgr (1 mg) penicilina G !
= 1 mg penicilina G sódica contém 1.670 UI!!
Penicilina V: a única diferença que temos é que a penicilina V tem uma biodisponibilidade maior que a 
penicilina G (60%). O espectro e o mecanismo de ação são semelhantes à penicilina G. É relativamente 
menos ativa que a penicilina G. A vantagem da penicilina V é seu uso via oral em monogástricos (cães, gatos, 
equinos), pois é resistente a hidrólise ácida. A distribuição é semelhante a penicilina G; possui 80% de ligação 
a proteínas plasmáticas. Sua excreção é predominantemente renal. !
Esses medicamentos por via oral são melhores feitos quando o animal está com o estômago vazio (até 
administrado junto com um petisco, 1h ou 2h após as refeições). Deve-se evitar colocar o antibiótico junto 
com a refeição do animal pois ele estará ingerindo uma grande quantidade de comida podendo ocasionar a 
perda do efeito do medicamento. Algumas penicilinas seguem o padrão de mg/kg e outras seguem o padrão 
internacional.!!
Semi-sintéticas: tiveram uma modificação para trazer algum ganho terapêutico. São muito utilizadas !
na veterinária. Existem os métodos fermentativos e a introdução de radicais para obtenção dessas 
penicilinas. !
Essas penicilinas são derivadas do ácido 6-aminopenicilânico, presente em todas penicilinas (não precisa 
decorar o nome). Nessas penicilinas semi-sintéticas adicionamos outros compostos para obtenção da 
penicilina desejada. Temos as penicilinas de espectro ampliado que é a ampicilina e a amoxicilina, e as anti-
pseudomônicas.!
São três principais grupos, as aminopenicilinas (ampicilina, amoxicilina), as lenicilinase-resistentes ou 
\u201cantiestafilococicas\u201d (meticilina, oxacilina); e as penicilinas \u201cantipseudomonas\u201d (carbenicilina, ticarcilina); e 
outras (azlocilina, mezlocilina, piperacilina e mecilinam). !!
Ampicilina: as penicilinas de largo aspecto de ação surgiram na busca de medicamentos cada vez mais 
eficientes, visando atingir a grande maioria dos agentes infecciosos. Todos são sensíveis a penicilinase. Por 
esse motivo, os inibidores das betalactamases podem ser associados a essas penicilinas, a fim de se obter 
efeito sidérico sobre bactérias produtoras de betalactamases. !
Faz parte do grupo das aminopenicilinas (ampicilina, amoxicilina, congêneres). Penicilinas com espectro 
ampliado: E. coli, Klebsiella, Haemophilus spp. Sem atividade: Pseudomonas aeruginosa, Proteus, 
Enterobacter, Critrobacter, Acinetobacter, riquéttsias, micobactérias, micoplasmas, vírus e fungos.!
A ampicilina trouxe uma vantagem de espectro basicamente, isso é importante quando não sabemos qual 
é a bactéria, se ela é gram-positiva ou gram-negativa, necessitando de um medicamento com um espectro 
maior. A infecção urinária é um exemplo. Essas penicilinas conseguem pegar bactérias gram-negativas 
também, e essa é uma característica que ajuda muito na antibioticoterapia. Só que essas penicilinas não 
conseguem controlar infecções microbianas se a bactéria produz uma enzima que quebra o anel beta-
lactâmico, chamada de beta lactamase. As vezes podemos conjugar a penicilina com algum outro 
medicamento que iniba a lactamase, ai sim o tratamento da certo.!
Só podemos usar por via parenteral, subcutâneo, intramuscular e endovenoso, isso ajuda mas também 
atrapalha no tratamento crônico. Ela não atravessa bem o trato digestório (a mucosa do intestino delgado), 
por isso apresenta uma biodisponibilidade baixa. Ela se distribui bem. Pode ser utilizada para diferentes tipos 
de infecções. Ela não ultrapassa a barreira hematoencefálica. Sua distribuição é ampla (10 a 60% do nível 
sérico é atingido no LCR se as meninges estiverem inflamadas). !
As vias recomendadas são as vias parenterais, subcutâneas, endovenosa, e a via oral não deve ser 
utilizada e se for utilizada a dose deve ser maior. Deve-se tomar o cuidado com o medicamento via oral para 
que o animal não esteja com o estômago vazio (1h antes ou 2h após a refeição). Sua metabolização é 
hepática e sua excreção é renal. A meia vida dura de 45 a 80 minutos no cão e gato e 60 minutos em suínos. 
É usado em cães, gatos, bovinos, equinos, suínos, coelhos, aves e répteis.!
Um antimicrobiano de amplo espectro geralmente é bom que seja prolongado por alguns dias, para 
prevenir a resistência, pelo menos dois dias, mas varia de acordo com o grupo. !
A ampicilina é uma das penicilinas de espectro aumentado que nos trouxe uma vantagem de pegar um 
espectro maior de bactérias e uma boa farmacocinética, apenas sua absorção que é ruim. A amoxicilina é 
bastante utilizada pois ela superou esse problema da ampicilina. Ela pode ser usada por via oral. !!
Amoxicilina: nos da a disponibilidade de via oral (70%), porém deve-se separar do alimento. A distribuição 
da amoxi é igual a da ampicilina, tem um bom espectro de ação. Tem um bom Vd. A amoxicilina é semelhante 
a ampicilina quanto a estrutura química e o espectro de ação. A característica mais marcante é a sua 
absorção