Resumo prova 2
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Resumo prova 2


DisciplinaFarmacologia Veterinária I1.186 materiais5.906 seguidores
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os canais de cloreto controlados por GABA. !
Atua em equinos, bovinos (controla os ectoparasitos que causam sarna), suínos, cães e gatos 
(procuramos evitar seu uso, pois seu uso isolado é feito com muita cautela, podendo causar toxicidade). Tem 
um maior padrão de toxicidade em cães com focinho mais comprido. O uso em cães e gatos é mais restrito 
ou feito em baixas doses na combinação de anti-helmínticos para parasitos externos, dirofilariose, infecções 
intestinais muito graves. !
Os mamíferos não apresentam canais de cloreto controlados por glutamato, e sim canais mediados por 
GABA, mas a barreira hemato encefálica impede a penetração da ivermectina. O efeito é seletivo para o 
parasito. Cruzam com dificuldade a barreira hematoencefálica. !
Porém, em raças de focinho comprido sua barreira hematoencefálica é mais permeável, devendo-se evitar 
a ivermectina. Geralmente tem o quadro neurotóxico. Isso é causado devido a uma mutação de glicoproteínas 
P, que codificam a bomba de efluo do medicamento no SNC. Os problemas neurológicos são depressão, 
ataxia, problema de visão e coma. !!
MECANISMO DE AÇÃO!!
Polimerização da tubulina: os microtúbulos são organelas intracelulares presentes no reino animal, 
vegetal e nos fungos. Sua função é no esqueleto estrutural das células; movimento dos cromossomos durante 
a divisão celular (quando os cromossomos se dividem, caminham de uma célula a outra em direção aos fusos 
mitóticos pelo microtúbulo); movimento de partículas intracelulares, como metabólitos energéticos; e 
exocitose. !
O microtúbulo se forma a partir da polimerização da alfa e beta-tubulina. As unidades alfa e beta vão se 
ligando e formando esse microtúbulo. Cada proteína possui 450 aminoácidos. A célula forma um canudo 
progressivamente e pode se desfazer. Tem um polo negativo (onde ocorre a despolimerização) e um positivo 
(onde ocorre a polimerização), o que permite a plasticidade celular. Os fatores que favorecem a polimerização 
são o aumento da temperatura (a 37 graus), GTP e MG2+. E os fatores que favorecem a despolimerização 
são a diminuição da temperatura (a 4 graus), presença de cálcio ou calmodulina.!
Os fármacos com esse mecanismo de ação impedirão a formação do microtúbulo pela extremidade 
positiva. Substâncias se ligam ao polo positivo, o chamado capeamento, e inibem a formação dos 
microtúbulos. Ex. colchicina, vimblastina, vincristina, inibidores mitóticos, e benzimidazóis. Outros fármacos 
que atuam na gota única também atuam sobre o microtúbulo. O mecanismo de ação dos benzimidazóis é a 
ligação seletiva às moléculas de beta-tubulina do nematódeo causando um efeito de inibição da formação dos 
microtúbulos. !
Os fármacos que inibem a polimerização dos microtúbulos são os benzimidazóis ( tiabendazol, 
cambendazol, mebendazol, fembendazol, oxibendazol, oxfendazol, albendazol, parbendazol, flubendazol, 
tricabendazol) e as pró drogas (netobimina, febantel, tiofanato). !!
Desacoplamento da fosforilação oxidativa: no nível celular temos uma organela muito importante na 
produção de energia (ATP). Essa organela é a mitocôndria. Se não temos formação de ATP a célula entra em 
falência energética. !
A produção de ATP está acoplada ao gradiente de prótons através da membrana interna mitocondrial. A 
fosforilação oxidativa promove o carregamento de elétrons do NADH e FADH através de complexos protéicos 
da membrana int. mitocondrial. Os prótons são bombeados para fora da matriz mitocondrial, devido a uma 
força para movimento de prótons causada pelo gradiente de pH e potencial elétrico transmembrana. O ATP é 
produzido por complexo enzimático, quando os prótons voltam para a matriz mitocondrial. A fosforilação 
oxidativa ocorre nos animais parasitados e nos helmintos.!
Os ionóforos de prótons (closantel e nitroxinil) são anti-helmínticos cujas moléculas contém próton 
detectável. São moléculas lipofílicas e podem introduzir os prótons na membrana interna da mitocôndria. Com 
isso retira o gradiente de prótons da membrana mitocondrial e \u201cdesacopla\u201d a fosforilação oxidativa. Assim, a 
oxidação do NADH e FADH não ficará ligada à produção de ATP. !
O mecanismo de ação é pelo desacoplamento da fosforilação oxidativa mitocondrial com efeito sobre a 
biotransformação energética do parasito. Os fármacos que atuam por desacoplamento da fosforilação 
oxidativa são as salicilanilidas (closantel, rafoxanida, oxiclozanida, brotianida); substitutos fenólicos (nitroxinil, 
niclofolan, hexaclorofeno dibromsalam, niclosamida) e antitrematódeos e anticestódeos.!!
Canais iônicos: atuam na função neuromuscular. Não vai ser bloqueados do cálcio, vai favorecer sua 
entrada, levando a contração muscular do parasita.!
O cálcio é importante para a contração muscular do parasita. O Praziquantel atua aumentando o influxo 
de cálcio, causando efeito na contração muscular do parasita. Ocorre a abertura dos canais de cálcio e a 
liberação do cálcio presente no interior dos retículos sarcoplasmáticos. Os alvos do medicamento são os 
canais iônicos de cálcio na membrana do parasito, no tegumento e na célula muscular.!
Os agonistas nicotínicos são seletivos de receptores colinérgicos nicotínicos das células musculares dos 
nematódeos. O efeito do fármaco é de aumentar a condutância ao Na+ causando contração e paralisia 
espástica do parasito. A eliminação do parasito é feita pelo pulmão, pelo muco brônquico ou do TGI pela 
fezes.!
Os agonistas nicotínicos são os Imidazotiazoles (levamisol, butamisol); Tetrahidropirimidinas (pirantel, 
morantel, oxantel); Sais de amônio quaternário (befenium, teniun); Pirimidinas (metiridina). !
Os agonistas de canais iônicos gabaérgicos e glutamatérgicos são agonistas GABA (piperazinas), e 
potenciadores do receptor de cloreto ativado por glutamato (avermectinas), que possuem sítios de ligação do 
anti-helmíntico (subunidades alfa) e sítios de li\u2019ação do glutamato (subunidades beta). !!
Antiinflamatórios não esteroidais - DAINE!!
Temos um conjunto de alterações biológicas relacionadas ao estresse. O diálogo é de célula para célula, 
leucócito para leucócito, etc, chamadas mediações químicas. Em um indivíduo saudável, o organismo 
encontra-se preparado e capaz de proteger-se contra agressões, através de mecanismos fisiológicos, tais 
como reações imunes e anti-inflamatórias. !
Qualquer estímulo, seja ele de natureza química, física ou mecânica, capaz de iniciar um processo 
inflamatório no organismo detonará, de forma mais ou menos extensa, a produção de uma série de 
mediadores químicos, que terão sua ação centrada principalmente sobre eventos vasculares ou celulares. !
Vários são os mediadores químicos envolvidos no desenvolvimento do processo inflamatório, podendo ser 
de origem tissular, como: aminas vasoativas, fator de ativação plaquetária, eicosanoides, citocinas, radicais 
livres superóxidos, óxido nítrico e neuropeptídeos, ou d\u2019 origem plasmática, como: sistema de coagulação, 
sistema complemento e sistema das cininas. !!
AUTACÓIDES!
Os mediadores químicos endógenos que cuidam da nossa vida, do nosso organismo são medicamentos 
que o corpo produz. Autacóides são substancias que o organis\u2019o produz em resposta a estímulos específico, 
como a dor. Atuam comumente no próprio local da síntese permanecendo ativos por curto período. Um 
exemplo é a histamina, bradicinina, prostaglandinas. Os autacóides são os anti-histamínicos, DAINEs, 
corticosteróides. !
Os DAINES surgiram a partir da religião. O reverendo Edward Stone descobriu o composto a partir da 
casca do salgueiro. Esses chás que ele fazia com a casca do salgueiro eram muito bons para tirar a dor, a 
febre. O salgueiro crescia em regiões onde havia malária, sendo muito útil no tratamento da malária. Alguns 
anos depois Leroux (1829) conseguiu isolar a salicina (efeito antipirético). E mais pra frente foi criado o 
salicilato de sódio, sendo usado na febre reumática e como antipirético