EDUARDO GABRIEL SAAD 0 Direito do Trabalho   CLT comentada
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EDUARDO GABRIEL SAAD 0 Direito do Trabalho CLT comentada


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pessoas portadoras de deficiência, 
na seguinte proporção: de 100 a 200 empregados \u2014 
2%; de 201 a 500 \u2014 3%; de 501 a 1.000 \u2014 4%; de 
1001 em diante \u2014 5%. A dispensa de um desses em- 
pregados, ao final de um contrato por prazo determina- 
do ou a imotivada no contrato por prazo indeterminado, 
só se efetiva após contratação de substituto de condi- 
ção semelhante. Obrigar o empresário a admitir um 
deficiente quando tem à disposição um outro emprega- 
do de melhores condições psicofísicas para o trabalho, 
contraria, de certo modo, o princípio da livre iniciativa 
insculpido no inciso IV do art. 1º da CF. 
V. Instr ução Nor mativa MTE/SITE n. 20, de 
20.1.2001 (in DOU 29.1.01) dispondo sobre procedi- 
mentos a serem adotados pela Fiscalização do Traba- 
lho no exercício da atividade de fiscalização do trabalho 
das pessoa portadoras de deficiências. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA 
 
1) Orientação Jurisprudencial n. 315, SDI-1, do TST: 
Motorista. Empresa. Atividade predominantemente rural. Enqua- 
dramento como trabalhador rural. É considerado trabalhador rural 
o motorista que trabalha no âmbito de empresa cuja atividade é 
preponderantemente rural, considerando que, de modo geral, 
não enfrenta o trânsito das estradas e cidades. 
 
1.1) Orientação Jurisprudencial n. 321, SDI-1, do TST: 
Vínculo empregatício com a administração pública. Período an- 
terior à CF/1988. Enunciado n. 256. Aplicável. É aplicável o Enun- 
ciado n. 256 para as hipóteses de vínculo empregatício com a 
Administração Pública, em relação ao período anterior à vigên- 
cia da CF/1988. 
 
1.2) Plantonista de imóveis. Plantonista que trabalha na 
venda de imóveis, exerce funções inerentes aos objetivos nor- 
mais de uma imobiliária. Configuração do vínculo empregatício, 
nos termos do art. 3º da CLT. TRT/SP, 5ª T., 02861024750, in DJ 
de 18.3.88. 
 
2) Trabalho Temporário na Administração Pública. Não 
pode ser tido como temporário e previsto no art. 106 da Consti- 
tuição Federal o trabalho dos servidores que exerçam ativida- 
des típicas do respectivo órgão contratante e por longo prazo. 
TRT, 10ª R., 2ª T., RO 1.678/86, in DJU 20.11.86, p. 22.816. 
 
3) Trabalhadoras contratadas como \u2015extras\u2016, para aten- 
derem à maior demanda de mão-de-obra no estabelecimento 
hoteleiro, em determinados dias de movimento, não são traba- 
lhadoras autônomas, nem temporárias, a teor do contido nas 
disposições legais. Vínculo empregatício configurado em virtu- 
de da evidência dos elementos caracterizadores (CLT, art. 3º). 
TRT, 3ª Reg., 1ª T., RO 8.558, in Rev. LTr 48-9/1.110. 
 
4) Enunciado n. 58, do TST \u2014 Ao empregado admitido 
como \u2015pessoal de obras\u2016, em caráter permanente e não ampa- 
rado pelo regime estatutário, aplica-se a legislação trabalhista. 
 
5) Enunciado n. 20 do TST (cancelado pela Resolução 
n. 106/2001) \u2014 Contratos sucessivos em fraude à lei. Não 
obstante o pagamento da indenização de antigüidade, presu- 
me-se em fraude à lei a resilição contratual se o empregado 
permanecer prestando serviço ou tiver sido, em cur to prazo, 
readmitido. 
 
6) Reconhecimento de vínculo empregatício, período 
compreendido no exercício de cargo de diretor eleito da empre- 
sa. Recurso de Revista do Reclamante que nego provimento. 
Decisão: Por unanimidade, conhecer do recurso de revista ape- 
nas quanto ao tema do reconhecimento do vínculo empregatí- 
cio \u2014 empregado eleito diretor da empresa, por divergência ju- 
risprudencial, e, no mérito, negar-lhe provimento. TST, 4ª T., RR- 
184145/95.6, in DJU 28.6.96, p. 23.802. 
 
7) Relação de emprego. Sociedade de economia mista. 
Requisito de validade. A aprovação em concurso público consti- 
tui requisito indispensável para a validade de contratação de 
empregados por empresas de economia mista. Por isso mesmo, 
a relação de emprego formado com empresa prestadora de ser- 
viços e seus empregados não se comunica com a tomadora de 
serviços, quando integrante da Administração pública direta, 
indireta ou fundacional, em face da proibição contida no art. 37, 
II, da Constituição Federal e da orientação desta Cor te, con- 
substanciada no Enunciado n. 331, II. Recurso de Revista co- 
nhecido e parcialmente provido. TST, 4ª T., RR-162.794/95.5, in 
DJU 6.12.96, p. 49.094. 
 
8) A pessoalidade é um dos traços distintivos da relação 
de emprego de modo que não pode o empregado fazer-se subs- 
tituir na prestação de serviço. Este princípio sofre, hoje, atenua- 
ções em face de novas condições criadas, principalmente na 
área de profissionais liberais. Assim, não descaracteriza a rela- 
ção de emprego, eventual substituição do advogado-emprega- 
do por colega de escritório, para atender a situação de emer- 
gência, decorrente do volume de ações postas em juízo diaria- 
mente e às quais têm que atender os causídicos. TST, SDI, RO- 
AR 37.490/91.2, Ac. 2.584/92. 
 
9) Estagiário. Vínculo empregatício. A Lei n. 6.494/77 e 
seu Decreto Regulamentar n. 87.497/82 estabelecem expres- 
samente que a realização de estágio curricular não cria vínculo 
de qualquer natureza. Celebrado \u2015Termo de Compromisso de 
Estágio\u2016, com a intervenção do órgão intermediador do estágio 
e anuência da escola, e com apresentação de relatórios, a falta 
de supervisão ou acompanhamento do estagiário pela institui- 
ção de ensino não gera responsabilidades para o Banco, nem 
transmuda a natureza do vínculo disciplinado em Lei. Todas as 
tarefas inerentes à atividade bancária são relevantes para o 
aprendizado prático do estagiário e atendem perfeitamente à 
finalidade do programa de \u2015estágio curricular\u2016 para a formação 
profissional. Revista provida. TST, 3ª T., RR-288223/96.1, in DJU 
14.11.96, p. 44.718. 
 
10) Enunciado 256, do TST (cancelado pela Resolução n. 
121/03) \u2014 Contrato de Prestação de Serviços \u2014 Legalidade. 
Salvo os casos de trabalho temporário de serviço de vigilância, 
previstos nas Leis ns. 6.019, de 3.1.74 e 7.102, de 20.6.83, é 
ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, 
formando-se o vínculo empregatício diretamente com o toma- 
dor dos serviços. 
 
11) Isonomia e vantagem trabalhista. Acolhendo a ale- 
gação de ofensa ao princípio da isonomia, a Turma conheceu e 
deu provimento a recurso extraordinário interposto por empre- 
gado brasileiro da companhia aérea Air France, ao qual foram 
negadas vantagens trabalhistas previstas no regulamento da 
empresa, sob o argumento de que somente os empregados fran- 
ceses teriam direito a tais vantagens. Com o provimento do RE, 
determinou-se a aplicação do estatuto da empresa ao recorren- 
te. RE 161.243-DF, Rel. Min. Carlos Velloso, 29.10.96. STF, 2ª 
T., RE 161.243, Inf. do STF, in DJU 8.11.96, p. 2. 
 
12) Relação de emprego. Contratação por interposta 
empresa. Solidariedade. O Enunciado n. 331 do TST, em seu 
item III, estabelece que não forma vínculo empregatício com o 
tomador a contratação de serviços de vigilância através de em- 
presa intermediária. Revista parcialmente conhecida e provida 
para declarar inexistente o vínculo empregatício com a ESSO, 
absolvendo-a da condenação solidária e excluindo-a da lide. TST, 
3ª T., RR-73573/93.6, in DJU 16.12.94, p. 35.101. 
 
13) Motorista que trabalha como arrendatário de auto- 
móvel para empresa que explora locação de táxi. Prevalência 
da natureza jurídica do vínculo sobre o nomen juris do contrato. 
É empregado e não arrendatário do veículo, o motorista que 
trabalha para empresa que explora a locação de táxi. Prevale- 
ce, para tal fim, a natureza jurídica do trabalho executado pelo 
obreiro e não o nomen juris que fica emprestado ao contrato. 
TRT 13ª Reg., Ac. 7878/91, in RO 122/91. 
 38 INTRODUÇÃO \u2014 Art. 4º CLT 
14) É rurícola o empregado que desenvolve suas ativi- 
dades em granjas de aves, não obstante o fruto de seu trabalho 
se destine à indústria. Não se lhe aplica,