EDUARDO GABRIEL SAAD 0 Direito do Trabalho   CLT comentada
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EDUARDO GABRIEL SAAD 0 Direito do Trabalho CLT comentada


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assim, a prescrição de 
que cuida o art. 7º, inciso XXIX, a, da Constituição Federal. TST, 
1ª Turma, RR-452.933/1998.7, in DJU de 17.05.2002, p. 447. 
 
 
15) Mesmo havendo contrato de representação comercial 
autônoma, pode resultar provado o vínculo empregatício entre as 
partes, desde que o citado contrato seja apenas um instrumento 
para dar a aparência de uma representação autônoma inexistente, 
com o intuito de fraudar direitos trabalhistas do empregado. TRT, 
2ª Reg., 7ª T., Ac. 02960577498, in DOE 12.12.96, p. 54. 
 
16) Vínculo empregatício. Incontroverso nos presentes 
autos que a autora mantinha vínculo empregatício com o Círcu- 
lo de Pais e Mestres, não sendo possível as obrigações contra- 
tuais serem repassadas solidariamente ao Estado, pelo simples 
argumento de que os serviços eram prestados à escola, consi- 
derando as condições de forma de contratação dos serviços 
públicos, que deve atender às imposições constitucionais. Em- 
bargos conhecidos e acolhidos. TST, SDI, E-RR-30.022/91.8, in 
DJU 10.8.95, p. 23.743. 
 
17) Empregados da construção civil que trabalham em 
plataforma marítima. Aplicação da Lei n. 5.811/72 tem aplica- 
ção extensiva aos trabalhadores em atividade de apoio. TST \u2014 
SDI, E-RR-6.863/85.6, in DJ de 6.7.90, p. 6.561. 
 
18) Vínculo empregatício. Empresa interposta. Órgão 
público. Após a promulgação da Constituição da República de 
1988, a contratação irregular de trabalhador por meio de em- 
presa interposta não gera vínculo de emprego com órgãos da 
administração pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II). 
TST, 5ª T., RR 178.393/95.7, in DJU de 31.10.97, p. 56.033. 
 
19) Constitucional. Administrativo. Servidor público. Ban- 
co Central do Brasil. Autarquia. Regime jurídico do seu pessoal. 
Lei n. 8.112, de 1990, art. 251. Inconstitucionalidade. I \u2014 O Banco 
Central do Brasil é uma autarquia de direito público, que exerce 
serviço público, desempenhando parcela do poder de polícia da 
União, no setor financeiro. Aplicabilidade, ao seu pessoal, por 
força do disposto no art. 39 da Constituição, do regime jurídico 
da Lei n. 8.112, de 1990. II \u2014 As normas da Lei n. 4.595, de 
1964, que dizem respeito ao pessoal do Banco Central do Bra- 
sil, foram recebidas, pela CF/88, como normas ordinárias e não 
como lei complementar. Inteligência do disposto no art. 192, IV, 
da Constituição. III \u2014 O art. 251 da Lei n. 8.112, de 1990, é 
incompatível com o art. 39 da Constituição Federal, pelo que é 
inconstitucional. IV \u2014 ADIn julgada procedente. STF, Pleno, ADIn 
449/2, in DJU 22.11.96, p. 45.683. 
 
20) Relação de emprego com o tomador do serviço. De 
acordo com a legislação brasileira, o vínculo de emprego se forma 
com quem assalaria; conseqüentemente, com aquele que corre o 
risco do empreendimento: o tomador do serviço. Ilegal a atividade 
das empresas de serviços que não exercem funções típicas de 
terceirização. A legalidade discutível do Precedente 331 que retira 
do empregado as perspectivas de progresso social e integração 
na empresa, por se transformar em simples mercadoria pelas em- 
presas ditas de serviços, mas que são realmente locadoras de mão- 
de-obra, condenadas pelas convenções internacionais. Revista a 
que se dá provimento para julgar improcedente o pedido de cons- 
tituição de vínculo empregatício com o tomador do serviço, o que 
representa um retrocesso no direito social brasileiro. TST, 4ª T., RR 
81404/93.0, in DJU de 15.4.94, p. 8.320. 
 
21) O reclamado, sociedade de economia mista, é enti- 
dade da administração indireta e portanto, sujeito à norma do 
artigo 37 da Carta Magna e, o inciso II, exige expressamente a 
aprovação em concurso público, para investidura em cargo públi- 
co. A via tortuosa do estágio e da fraude, visando a constituição 
de relação jurídica trabalhista, nos quadros do Banco do Brasil 
deve ser repudiada, pois ausente pressuposto indispensável \u2014 
concurso público \u2014, não se podendo abrir precedentes para bur- 
lar a Constituição Federal. Restaria violado ainda, o princípio cons- 
titucional instituído no caput, artigo 5º, pois para alguns haveria o 
encargo de submeter-se à prova para aprovação em concurso 
público e para outros apenas a obtenção do estágio. Data venia, 
persegue ainda o v. acórdão recorrido, no desrespeito à legisla- 
ção. O reclamante foi contratado como estagiário, disciplinado 
pela Lei n. 6.494/77, que em seu artigo 4º é categórico ao afirmar 
que o estágio não cria vínculo de qualquer natureza. TST, 5ª T., 
RR 102684/94.1, in DJU 2.6.95, p. 16.558. 
 
22) Faxineira que trabalha, como diarista, em residência 
particular duas vezes por semana, com liberdade de prestar 
serviços em outras residências e até para a escolha do dia e 
horário de trabalho, não se constitui empregada doméstica para 
efeito de aplicação da Lei n. 5.859/72, mas prestadora autôno- 
ma de serviço. Ausência dos requisitos da não eventualidade e 
da subordinação, qual este último seja o principal elemento 
caracterizador da relação de emprego. TRT, 4ª Reg., 2ª T., RO 
93.01.95191, in Rev. LTr 59-05/684 (maio de 1995). 
 
23) Vigilante. Transporte de valores. Contratação de pres- 
tação de serviços. Inexiste o vínculo empregatício com o toma- 
dor de serviço, no caso de serviço de vigilância, a teor do Enun- 
ciado 256 desta Cor te. TST, 2ª T., RR 79440/93.1, in DJU 
16.12.94, p. 35077. (Nota do autor: O Enunciado citado foi can- 
celado pela Resolução n. 121/03). 
 
 
24) 1. A confissão ficta, aplicável na hipótese de revelia 
(art. 844 da CLT), somente alcança matéria fática exposta na 
petição inicial. Se, da exposição inicial, o juiz considerou o fato 
da inexistência de pagamento de salário, que é elemento de for- 
mação do vínculo de emprego na forma do art. 3º da CLT, e, de 
ofício, sem qualquer violação legal, para melhor esclarecimento 
decidiu ouvir depoimento pessoal da Reclamante, formando daí 
a sua convicção da inexistência da relação de emprego, é im- 
possível rescindir tal decisão com fundamento em violação dos 
arts. 3º e 844 da CLT. Admitidos os fatos narrados na inicial, 
revela-se, então, a matéria de direito insuscetível de ser 
abrangida pela confissão ficta, tendo o juiz dado pela existência 
de contrato de comodato, aliás comum na relação de trabalho 
rural. TST, SBDI2, ROAR 113.817/94.1, in DJU 6.6.97, p. 25.185). 
 
25) A atividade de vigilante noturno em rua residencial 
está caracterizada como doméstica, portanto, sob a égide da 
Lei n. 5.859, de 1972. TRT, 2ª R., 10ª T., RO-02950001925, jul- 
gado em 23.4.96. 
 
Art. 4º Considera-se como de serviço efetivo 
o período em que o empregado esteja 
à disposição do empregador, aguardando ou executan- 
do ordens, salvo disposição especial expressamente 
consignada. 
Parágrafo único. Computar-se-ão, na contagem 
de tempo de serviço, para efeito de indenização e es- 
tabilidade, os períodos em que o empregado estiver 
afastado do trabalho prestando ser viço militar e por 
motivo de acidente do trabalho (§ incluído L. 4.072, 10.6.62, 
DOU 20.6.62, LTr 26/389). 
 
 
NOTA 
 
1) Tempo de serviço efetivo é o lapso de tempo 
(dias, semanas, meses e anos) em que o empregado 
esteve à disposição do empregador, aguardando ou 
cumprindo ordens. Tempo de serviço equivale ao tem- 
po de vigência de um contrato de trabalho, excluído o 
período ou períodos em que esteve suspenso. 
A ressalva feita \u2015in fine\u2016, do \u2015caput\u2016 do artigo sob 
estudo, autoriza as partes a estipularem, previamente, 
em contrato, que o tempo de espera de alguma instru- 
ção do empregador, após a jornada de trabalho, não 
será considerado como de serviço. 
 CLT INTRODUÇÃO \u2014 Art. 4º 39 
A jurisprudência trabalhista tem-se inclinado a 
negar o sobreaviso \u2014 mencionado no art. 244 desta CLT 
\u2014 ao empregado ligado à empresa por meio do telefone 
celular, porque,