apostilha de gestão em recursos materiais logística
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apostilha de gestão em recursos materiais logística


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pode ser feita no próprio produto ou em sua embalagem e visa a localizar todos 
os produtos (peças, remédios, produtos metalúrgicos, alimentos etc.) com algum 
tipo de problema detectado tanto pelos clientes como pela própria empresa.
Pergunta
O que é um lote de fabricação?
Um lote de fabricação é um conjunto de produtos obtidos com o mesmo pro-
cesso de fabricação, as mesmas matérias-primas e, eventualmente, os mesmos 
operadores do processo.
Atenção
Uma empresa que fabrica parafusos, por exemplo, pode detectar 
uma incidência muito grande de refugos no processo de fabricação. É 
importante, nesse caso, que o controle de produção permita rastrear o 
processo de fabricação até a identificação do lote da matéria-prima utilizada 
no processo, para poder pesquisar as possíveis causas do problema.
 
Essa característica de \u201crastreabilidade\u201d é muito importante no processo de fa-
bricação para se poder ter garantia de qualidade do processo.
A identificação por lotes é uma espécie de intermediário entre o número de 
série e o número de parte. Nos produtos serializados, o lote fica facilmente 
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identificado pela faixa de números de série desde o início da série de fabricação 
até o final. Uma variante de identificação por lotes é a data de fabricação, com a 
ressalva de que nem sempre serve para identificar exatamente um lote.
Identificação pelos atributos
A descrição de um item por meio de suas características (atributos, proprieda-
des), conhecida por nome, nomenclatura, descrição, denominação, designa-
ção, especificação etc., é uma das formas de identificação de materiais.
Pergunta
O que é a nomenclatura de materiais e como ela ocorre numa empresa?
O conjunto de descrições de materiais forma a nomenclatura de materiais da 
empresa. É altamente interessante a padronização da nomenclatura. Uma no-
menclatura padronizada é formada por uma estrutura de nomes ou palavras-
chave (nome básico e nomes modificadores), dimensões, características físicas 
em geral (tensão, cor etc.), embalagem, aplicação, características químicas etc. É 
conhecida, também, como nomenclatura estruturada.
Pergunta
Qual é a diferença entre nome básico e nome modificador?
O nome básico é a denominação inicial da descrição (exemplo: arruela, para-
fuso etc.), enquanto o nome modificador é um complemento do nome básico 
(exemplo para arruela: pressão, lisa, de cobre etc.). Um nome básico pode estar 
associado a vários modificadores. Exemplo: arruela lisa de cobre, espessura 0,5 
mm, diâmetro interno 6 mm, diâmetro externo 14 mm.
 ‡ nome básico: arruela;
 ‡ modificadores: lisa, de cobre etc.
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Gestão de Recursos Materiais
A nomenclatura deve ser apresentada em catálogos em diversas ordens para 
que haja facilidade de se encontrar o código de identificação a partir do 
nome ou vice-versa, ou então para se encontrar o material pretendido a par-
tir de características conhecidas.
Especificação de materiais
O termo especificação é, em geral, empregado com o significado de identificar 
precisamente o material, de modo a torná-lo inconfundível (ou seja, específico), 
principalmente para fins de aquisição.
Atenção
Descrição, nome, nomenclatura e designação são termos que não devem 
ser confundidos com especificação.
A especificação de um material pode ser feita separando-se as características de 
composição das características de dimensões e de embalagem. Assim, uma es-
pecificação de composição pode servir para itens com dimensões e embalagens 
diferentes. Por exemplo, a especificação de um plástico para bacias pode ser a 
mesma para bacias de dimensões diferentes. Analogamente, a especificação de 
um líquido (por exemplo, álcool hidratado) pode ser a mesma tanto para emba-
lagens plásticas de 1 litro como para embalagens plásticas de 0,5 litro. Por esse 
motivo, as especificações de composição podem ter uma codificação indepen-
dente da codificação de itens de material.
Classificação de materiais
A classificação tem a finalidade de separar um conjunto de itens em classes. É 
importante distinguir-se bem a diferença entre identificação e classificação.
Atenção
A identificação busca uma identidade do material, ou seja, busca 
torná-lo único. Um item só pode estar associado a um único código 
de identificação, ao passo que pode estar associado a várias classes 
simultaneamente.
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É recomendável que o sistema de classificação permita que um mesmo item 
possa ser classificado em tantas classes quantas forem necessárias. Assim, o 
produto álcool pode ser classificado, por função, como solvente, como combus-
tível e como produto de limpeza.
A seguir, você pode ver exemplos dos diversos tipos de classificação que podem 
ser feitas com os itens de uma empresa.
 
Natureza: características físico-químicas
 ‡ Produtos de aço: barras, chapas etc.
 ‡ Produtos de petróleo: combustíveis,, graxas, óleos etc.
 ‡ Madeiras: compensados, tábuas, toras etc.
 ‡ Produtos químicos: ácidos, acetatos, nitratos etc.
Função: o que o material faz
 ‡ Combustíveis: gasolina, álcool etc.
 ‡ Materiais de fixação e ligação: pregos, parafusos, porcas etc.
 ‡ Produtos de limpeza: álcool, detergente etc.
 ‡ Solventes: álcool, querosene, aguarrás etc.
 ‡ Rolamentos: de esfera, de rolos cônicos, de agulhas etc.
Aplicação por equipamento
 ‡ Peças para bombas centrífugas.
 ‡ Peças para motores a gasolina.
Aplicação por setor genérico
 ‡ Materiais para escritório
 ‡ Materiais para laboratório
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Gestão de Recursos Materiais
Aplicação por setor específico
 ‡ Materiais para o CPD.
 ‡ Materiais para a seção de forjaria.
Aplicação por projeto
 ‡ Materiais para ampliação da ala de produção número 3.
 ‡ Materiais para o protótipo xh5.
Criticidade: grau de imprescindibilidade
 ‡ Grau 1: paralisa setores importantes, acarreta riscos de vida, não há mate-
riais alternativos.
 ‡ Grau 2: paralisa setores importantes, acarreta riscos de vida, há materiais alternativos.
 ‡ Grau 3: paralisa setores importantes, não acarreta riscos de vida, não há 
materiais alternativos.
 ‡ Grau 4.
 ‡ Etc.
Origem: onde é obtido
 ‡ Internamente fabricado.
 ‡ Produzido no mercado nacional.
 ‡ Produzido no exterior e adquirido no mercado nacional.
 ‡ Importado.
 ‡ Recuperado.
Fiscal: para fins de tributação
 ‡ Produto acabado.
 ‡ Matéria-prima.
 ‡ Produto em processo.
 ‡ Insumos para produção.
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 ‡ Materiais para embalagem.
 ‡ Materiais para manutenção.
 ‡ Materiais para obras em andamento.
 ‡ Materiais para revenda.
 ‡ Materiais para alienação.
 ‡ Materiais de consumo.
Valor de utilização: curva ABC
 ‡ A: materiais de alto valor de utilização.
 ‡ B: materiais de médio valor de utilização.
 ‡ C: materiais de baixo valor de utilização.
Valor de estoque: método ABC
 ‡ A: materiais com alto valor de estoque.
 ‡ B: materiais com médio valor de estoque.
 ‡ C: materiais com baixo valor de estoque.
Dificuldade de aquisição
 ‡ Sazonalidade de mercado.
 ‡ Greves no setor.
 ‡ Regulamentados: cotas de fornecimento, explosivos etc.
 ‡ Transporte difícil.
 ‡ Monopólio/tecnologia exclusiva/cartéis.
 ‡ Padrão de mercado, fabricação por encomenda.
 ‡ Padrão de mercado, fabricação normal: parafusos, pregos etc.
 ‡ Não padrão de mercado, fabricação sob especificação.
 ‡ Importado.
 ‡ Alta tecnologia.
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Gestão de Recursos Materiais
Frequência de demanda
 ‡ Consumo regular.
 ‡ Consumo irregular.
 ‡ Consumo eventual.
Dificuldade de armazenagem
 ‡ Umidade.
 ‡ Inflamáveis.
 ‡ Explosivos.
 ‡ Peso muito grande.
 ‡ Volume muito grande.
 ‡ Temperatura.
 ‡ Manuseio especial.
 ‡ Voláteis.
 ‡ Oxidáveis.
 ‡ Tóxicos.
 ‡ Radiativos.
 ‡ Corrosivos.
 ‡ Forma irregular.
 ‡ Combustíveis.
Periculosidade
 ‡ Norma NBR 7502 da ABNT.
Recuperação
 ‡ Reparáveis.
 ‡ Reprocessamento.
 ‡ Reutilização: embalagens, paletes.
 ‡ Irrecuperáveis.
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Perecimento
 ‡ Tempo de estocagem.
 ‡ Data limite.
 ‡ Contaminação.
 ‡ Higroscopia.
 ‡ Instabilidade química.
 ‡ Magnetização/desmagnetização.