11.CH MaisdoMesmo 20julho07
5 pág.

11.CH MaisdoMesmo 20julho07


DisciplinaEmbriologia9.990 materiais242.741 seguidores
Pré-visualização2 páginas
que compartilhariam os mesmos genes maternos, mas que possuiriam o 
material genético de pais diferentes, uma vez que foram fecundados por espermatozóides distintos. 
 
Até o momento, a evidência mais próxima da existência de gêmeos de corpúsculos polares foi obtida por um 
estudo conduzido por uma equipe chefiada pelo geneticista Frederick Bieber, da Escola de Medicina da 
Universidade Harvard (EUA) em 1981. Esses cientistas analisaram alguns casos de fetos sem coração que 
algumas vezes se mantêm associados e são alimentados por fetos normais. A análise do genoma e de 
http://cienciahoje.uol.com.br/96850 (3 de 5)7/20/2007 3:11:36 PM
Ciência Hoje On-line
proteínas associadas com o reconhecimento celular desses fetos-monstro indicou que eles são triplóides 
(XXX) e que se originaram de corpúsculos polares fertilizados por espermatozóides. 
 
Pistas para a origem dos gêmeos 
A foto mostra as cinco irmãs Dionne, nascidas no Canadá em 28 
de maio de 1934. A probabilidade do nascimento de quíntuplos é 
de uma em dezenas de milhões de partos normais (foto: 
National Film Board of Canada). 
O nascimento de gêmeos monozigóticos é um 
evento raro e considera-se que aconteça uma vez 
a cada 250 partos. Os gêmeos dizigóticos, por 
sua vez, são mais freqüentes e ocorrem em 
média a cada 100 partos. A ocorrência de mais de 
dois gêmeos monozigóticos é um evento 
extremamente raro \u2013 o nascimento de 
quadrigêmeos idênticos ocorre em um a cada 64 
milhões de partos normais! 
 
A ciência não sabe ainda ao certo que 
circunstâncias levam à formação dos gêmeos, 
mas a maioria deles é concebida por mulheres 
que se encontram no início ou no final de seu 
período reprodutivo. É provável que elas estejam 
mais propensas a sofrerem erros metabólicos que 
levem à separação dos zigotos recém-formados 
ou que apresentem falhas no controle de sua 
ovulação, gerando dois ou mais óvulos em um 
mesmo ciclo reprodutivo. 
 
Fatores hereditários também estão associados à formação de gêmeos. Mulheres com alguma parente 
próxima (tia, avó ou mãe) que tenha tido partos múltiplos, por exemplo, têm maior probabilidade de gerarem 
gêmeos. A origem étnica da mãe também parece influenciar essa probabilidade. Mulheres orientais têm uma 
chance muito menor de conceberem gêmeos dizigóticos (1 caso em 400 nascimentos) do que norte-
americanas (1 em 88 nascimentos) ou nigerianas (1 em 25 partos). Além disso, mulheres que tenham tido 
vários partos anteriores têm uma maior chance de conceberem gêmeos. 
 
Desde o desenvolvimento, no final da década de 1970, de tratamentos de fecundidade para aumentar as 
chances de casais com problemas reprodutivos conceberem seus próprios filhos, o número de concepções 
múltiplas tem aumentado de forma considerável. O uso de medicamentos que estimulam a produção 
simultânea de vários óvulos e a introdução de mais de um óvulo fecundado externamente ( in vitro ) em 
mulheres com problemas reprodutivos também contribuem para a ocorrência de partos múltiplos. 
 
Sejam quais forem os fatores envolvidos na formação dos gêmeos, essas pessoas certamente continuarão 
sempre representando para os outros indivíduos uma fonte de fascínio e, para a ciência, uma fonte de pistas 
essenciais sobre os mistérios envolvidos em nossa origem. 
http://cienciahoje.uol.com.br/96850 (4 de 5)7/20/2007 3:11:36 PM
Ciência Hoje On-line
 
 
Jerry Carvalho Borges 
Colunista da CH On-line 
20/07/2007 
 
SUGESTÕES PARA LEITURA 
Bieber, F.R. et al. (1981). Genetic studies of an acardiac monster: evidence of polar body twinning in 
man. Science 213, 775-777. 
Derom, R. et al. (2001). Twins, chorionicity and zygosity. Twin. Res. 4, 134-136. 
Endres, L., Wilkins, I. (2005). Epidemiology and biology of multiple gestations. Clin. Perinatol. 32, 301-
14. 
Hall, J.G. (2003). Twinning. Lancet 362, 735-743. 
Toledo,M.G. (2005). Is there increased monozygotic twinning after assisted reproductive technology? 
Aust. N. Z. J. Obstet. Gynaecol. 45, 360-364. 
 
 
 INÍCIO O INSTITUTO CH ON-LINE REVISTA CH CH DAS CRIANÇAS APOIO À EDUCAÇÃO CONTATO 
 
Instituto Ciência Hoje \u2013 Av. Venceslau Brás, 71 / casa 27 \u2013 22.290-140 Rio de Janeiro/RJ \u2013 Fone: (21) 2109-8999 
Instituto Ciência Hoje © 2006
 
http://cienciahoje.uol.com.br/96850 (5 de 5)7/20/2007 3:11:36 PM
	cienciahoje.uol.com.br
	Ciência Hoje On-line