RESUMO - ANATOMIA TOPOGRÁFICA - ABDOME
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RESUMO - ANATOMIA TOPOGRÁFICA - ABDOME


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venosa é igual à arterial.
Drenagem linfática: do colo ascendente drena para os paracólicos direitos, do colo transverso para os epiplóicos, após isso vão para os linfonodos paralelos aos vasos que vascularizam cada uma das regiões, terminando nos mesentéricos superiores. No colo descendente vão para os linfonodos paracólicos esquerdos e sigmoídeos, após isso vão para os mesentéricos inferiores, de onde vão para os celíacos.
Inervação: o colo ascendente e transverso é pelo plexo mesentérico superior (simpática formada pelo esplâncnico menor e parassimpática pelo vago posterior). O colo descendente e sigmoide pelo plexo mesentérico inferior (simpática pelos esplâncnicos lombares de L1 a L3, e parassimpática pelos esplâncnicos pélvicos de S2 a S4). O ponto de mudança da inervação é conhecido como ponto de Cannon Bohm. 
FÍGADO:
Características gerais: a circulação do fígado corresponde a 25% do débito cardíaco. É completamente recoberto pelas costelas, portanto não é palpável. Situado do mamilo direito até a 9ª costela, possui em torno de 10 a 12 cm. As suas principais funções incluem a produção e o armazenamento (vesícula) biliar, produção de glicogênio, de proteínas plasmáticas (como a albumina), filtragem de toxinas e células imunológicas. É uma glândula intraperitoneal, recoberta pela cápsula de Glysson (quando essa capsula é lesada ocorre hemorragia) e posteriormente por peritônio. Pesa em torno de 1,5 Kg e é suspenso por ligamentos que o prendem aos grandes vasos e ao diafragma. Na porção superior há um ligamento em forma de coroa que liga o fígado ao diafragma, o ligamento coronário, que nas extremidades continua como ligamentos triangulares direito e esquerdo, formando uma região não peritonizada, conhecida como área nua do fígado. Há também o ligamento falciforme que divide os lobos esquerdo e direito, e conecta o fígado ao diafragma e à parede anterior do abdome, onde continua como ligamento redondo (nesse pode se encontrar a veia umbilical obliterada). Ainda há o ligamento venoso na face inferior entre os lobos esquerdo e caudado. A divisão funcional do fígado é uma linha imaginária traçada da veia cava inferior até o fundo da vesícula biliar. A veia porta é responsável por 70% do sangue que entra no fígado, sendo a artéria hepática responsável pelos outros 30%, com apenas função nutricional. Ainda existe o ducto hepático, capaz de coletar elementos metabólicos para serem lançados na bile para ajudar a digestão.
Relações: anteriormente há o diafragma, a parede abdominal anterior e as últimas costelas (impressões costais). Posteriormente há o estômago (impressão gástrica), o esôfago (impressão esofágica), o rim direito (impressão renal), a suprarrenal direita (impressão suprarrenal), flexura cólica direita (impressão cólica) e a veia cava inferior.
Estruturas: no hilo hepático passa a veia cava inferior e as estruturas do pedículo hepático, que são compostas pela veia porta e artéria hepática própria que estão entrando no fígado, e pelo ducto colédoco (que é a união do ducto cístico proveniente da vesícula biliar e do ducto hepático).
Segmentação: existem quatro lobos anatômicos, direito, esquerdo, caudado e quadrado. No entanto existem 8 segmentos traçados na divisão fisiológica, cada segmento possui um ramo da veia porta, um ramo da artéria hepática e um canal biliar (tríade portal). Os segmentos são: lobo caudado (1), póstero-lateral esquerdo (2), ântero-lateral esquerdo (3), medial esquerdo (4), ântero-medial direito (5), ântero-lateral direito (6), póstero-lateral direito (7) e póstero-medial direito (8). A linha de Cantlie separa os lobos fisiológicos direito e esquerdo.
Vascularização: artéria hepática própria (ramo da hepática comum) pelos 30% e veia porta pelos outros 70% da irrigação. As veias hepáticas direita, esquerda e intermédia desembocam diretamente na cava inferior.
Drenagem linfática: na face visceral vão para linfonodos porta-hepáticos que vão para os celíacos e então cisterna do quilo, enquanto na face diafragmática vão para linfonodos frênicos inferiores e superiores, posteriormente vão para os mediastinais posteriores, desembocando no ducto torácico.
Inervação: o plexo hepático provém do plexo celíaco, ramos hepáticos advindos do nervo vago anterior (parassimpático) e nervo esplâncnico maior (simpático).
Vias biliares: conduzem a bile do fígado para o duodeno. A vesícula biliar é composta por corpo, fundo, colo, ducto cístico (possui as válvulas de Heister internamente). A vesícula fica na fossa vesicular entre os lobos direito e quadrado, posteriormente a ela há o colo transverso, parte superior e descendente do duodeno, ela é irrigada pela artéria cística (ramo da hepática direita) localizada no trígono de Callot, o qual é delimitado pela borda hepática, pelo ducto cístico e pelo ducto hepático. Não há uma veia cística, o sangue vai diretamente pro fígado pelos ductos de Lushcka (pelo leito).
Relações Clínicas:
Síndrome de Mirizzi: é uma complicação rara da colelitíase (pedras na vesícula), que leva a um estreitamento do ducto hepático comum, causado pela compressão ou inflamação de cálculos impactados no infundíbulo da vesícula biliar ou ducto cístico, causando aderência das paredes das vias biliares, fístulas colecisto-coledocianas, icterícia obstrutiva, inflamação e necrose (não pode ser tratada).
Hipertensão Portal: é uma complicação séria da cirrose, causada pela dificuldade de entrada de sangue pela veia porta por um aumento da resistência desse vaso. Como o sangue tem dificuldade para entrar, ele acaba voltando pelas veias tributárias da porta, como as veias esofágicas (causando hemorragia digestiva alta, caracterizada por jatos de vômitos com sangue), as veias periumbilicais (causando o sinal de cabeça de medusa), a veia retal superior e média (irrigam a porção superior à linha pectinada, causando hemorroida indolor por ser musculatura lisa). Nessa situação o segue pelas anastomoses colaterais, como as epigástricas inferiores e superiores que fazem a anastomose entre as cavas.
Sinal de Courvoisier: presença de icterícia e de uma vesícula biliar distendida sem a presença de dor. É um forte indicativo de câncer pancreático, e pode ser usado para distinguir o câncer pancreático da colecistite aguda ou coledocolitíase.
PÂNCREAS:
Características Gerais: é uma glândula mista (exócrina e endócrina), alongada e retroperitoneal. É dividida em cabeça (com processo uncinado), colo, corpo (com túber omental) e cauda (envolta pelo ligamento lieno-renal). O ducto pancreático principal (de Wirsung) une-se com o ducto colédoco formando a ampola pancreato-hepática, que desemboca na papila maior (de Vater) da segunda porção do duodeno. Já o ducto pancreático acessório (de Santorini) desemboca na papila menor.
Relações: com a cabeça são o ducto colédoco, a VCI e o colo transverso; com o corpo são a aorta, a suprarrenal esquerda, a veia renal esquerda, o rim esquerdo, o colo transverso, artéria e veia lienal sempre na borda superior do pâncreas; É importante saber essas relações, pois os cirurgiões utilizam a manobra de Kocher para rebater o duodeno e o pâncreas para a linha média, a fim de alcançar a veia cava inferior.
Vascularização: da cabeça é feita pelas pancreato-duodenais superiores e inferiores com seus ramos anteriores e posteriores, assim como a pancreática dorsal que é ramo da lienal. O corpo é vascularizado pela pancreática dorsal e pela magna, ambos ramos da lienal. A cauda é vascularizada pela pancreática caudal, também ramo da lienal. A circulação venosa segue o mesmo padrão, desembocando na porta e na lienal.
Drenagem Linfática: linfonodos pilóricos, suprapancreáticos, gástricos, todos drenando para os celíacos que drenam para a cisterna do quilo.
Inervação: é promovida pelo plexo celíaco, por meio do plexo mesentérico superior. Derivações do vago (parassimpática) e esplâncnico torácico (simpática).
BAÇO:
Características Gerais: suas principais funções são hematopoiese e hematocarese (remoção de hemácias velhas da circulação). É o órgão