773 Servidores Tipos e Hardware
43 pág.

773 Servidores Tipos e Hardware


DisciplinaRedes de Computadores20.546 materiais258.730 seguidores
Pré-visualização12 páginas
Xen surgiu como alternativa ao 
VMware. Tal como o VMware, o Xen suporta a execução de vários sistemas 
operativos no mesmo hardware. O Xen é uma forma de virtualização de nível mais 
baixo, com a qual os administradores podem virtualizar várias partes de um 
sistema, incluindo a memória e a CPU. E, como ele reside num nível tão baixo, 
oferece isolamento de falhas e recursos consideráveis. 
 
Há vários motivos para se considerar o Xen: 
\u2022 Primeiro, é um programa de código aberto. 
\u2022 Segundo, é relativamente leve, portanto, não consome uma quantidade absurda 
de recursos da CPU. 
\u2022 Terceiro, atinge um alto grau de isolamento entre as tecnologias de máquina 
virtual. 
\u2022 Quarto, como qualquer outra tecnologia de máquina virtual, suporta combinações 
variadas de sistemas operativos e versões, além de permitir que os 
TÉCNICO DE INFORMÁTICA - SISTEMAS 
773 \u2013 Rede Local Instalação Formador Hugo Sousa 
administradores iniciem e executem dinamicamente uma instância do sistema 
operativo sem afectar o serviço. 
Virtualização nativa no Xen 
 
Virtualização nativa, também conhecida como virtualização acelerada ou híbrida, é uma 
combinação de virtualização cheia e virtualização de I/O (entrada e saída). Normalmente, 
este método é iniciado com um VMM (Virtual Machine Monitor) com suporte a 
virtualização cheia, como o Xen por exemplo, e então, com base na analise do 
desempenho, emprega as técnicas de aceleração. O uso do processador e também 
drivers de rede são os recursos mais comuns onde é empregada a virtualização nativa. 
\u2022 Vantagens: A virtualização nativa reduz a maioria das despesas de manutenção da 
para-virtualização no que diz respeito à quantidade de alterações necessárias no 
sistema operativo convidado. Obtém também um considerável ganho de 
desempenho comparando com a para-virtualização. 
\u2022 Desvantagens: A virtualização nativa requer que o convidado carregue módulos, o 
que pode afectar a sua sustentabilidade. Ainda, existe uma certa limitação quanto 
ao número de sistemas operativos convidados correndo eficientemente numa 
VMM. É provável que, com as novas tecnologias de Virtualização nativa de X86 e 
X86_64 da Intel (Vander Pool) e da AMD (Pacifica). 
 
Fontes de alimentação redundantes 
 
Em geral, as fontes de alimentação estão dispostas em duas categorias. Existem as 
chamadas fontes lineares e as chaveadas: a redundante é parte desta última categoria. 
As fontes lineares são as mais antigas, são baseadas na utilização de um transformador 
capaz de tornar a rede eléctrica tradicional em tensões menores (ou maiores). 
Já as fontes chaveadas são mais modernas, não utilizam os grandes transformadores de 
tensão das antigas fontes. Existem no circuito pequenos transformadores e um sistema 
inteligente de dispositivos de silício (CIs e Transístores). Assim, tais fontes são formadas 
por componentes mais baratos e capazes de trabalhar como as lineares e não obstante a 
isso com vantagens, como por exemplo, baixo consumo de energia e menor produção de 
calor (significa menos perda) que as fontes lineares. 
Mas se o consumo é menor, também a oferta é reduzida. Trocando em miúdos, se 
estamos a falar de um amplificador de potência, como um aparelho de som, também 
estamos a falar de alta amperagem ou de uma alta oferta de corrente (circulação de 
electrões). As tradicionais fontes chaveadas não possuem alta amperagem, mas as 
lineares sim. 
Assim, os fabricantes de electrónicos utilizam nos seus projectos fontes lineares com alto 
consumo e alta oferta de energia para aparelhos de potência, como os amplificadores de 
áudio. Já as fontes chaveadas são largamente utilizadas em aparelhos de baixo consumo. 
Mas o que vem a ser uma fonte redundante e qual a sua utilidade? 
A fonte redundante, é uma novidade moderna que está a aparecer pelo mundo fora. A 
\u201cPower Redundancy\u201d como é conhecida, é uma fonte redundante ou, como o próprio 
significado nos ensina, é uma fonte excessiva, que trabalha em excesso. 
TÉCNICO DE INFORMÁTICA - SISTEMAS 
773 \u2013 Rede Local Instalação Formador Hugo Sousa 
A fonte redundante é uma fonte chaveada com maior potência, geralmente oferece o 
dobro da potência real. É uma fonte que, a título de exemplo, oferece 300 Watts com 
baixo consumo e reduzida perda, mas se for necessário o sistema electrónico poderá 
produzir 600 Watts de alta potência e suprir a necessidade do equipamento. 
Portanto, a fonte redundante não irá consumir muito linearmente, a todo momento, mas se 
preciso for ela irá aumentar seu consumo e produzir alta amperagem, oferecendo maior 
potência que o trivial, quando o sistema electrónico alimentado necessitar. 
Há algum tempo, sistemas com fontes redundantes, que actuam como duas fontes numa, 
sendo que, se uma delas queimar, a outra entra em acção, estavam restritos a 
computadores de alta performance e disponibilidade, e alto preço. 
Despontando como uma opção mais recente, as fontes com tal sistema de segurança 
começaram a alcançar o mercado dos montados, com preços mais acessíveis, permitindo 
que qualquer projecto de servidor, mesmo que montado peça-a-peça, disponha desse 
recurso. 
As fontes redundantes são utilizadas nos 
seguintes casos: 
\u2022 Quando se quer garantia no 
hardware, exclusivamente nos casos em 
que uma parte do conjunto apresenta 
problemas, e a outra passa a 
alimentar o sistema. 
\u2022 Quando, para além da garantia do 
hardware, a garantia na alimentação de 
energia, usando tomadas diferentes para 
fases diferentes da rede eléctrica, e 
alimentando o sistema de fontes 
redundantes nas duas fases distintas. 
 
Fonte com uma entrada - O primeiro grupo não 
requer muito investimento, uma vez que se pode usar apenas uma tomada, ou fase, para 
alimentar o conjunto de fontes redundantes. Pode-se optar por uma fonte mini-
redundante, que ocupa o espaço de uma ATX e tem apenas uma entrada de alimentação. 
Fonte com duas entradas - O segundo grupo, mais elaborado, exige que seja criada uma 
rede eléctrica melhor projectada, se possível alimentada por duas redes públicas distintas, 
onde o sistema de fontes redundantes conta com duas entradas de alimentação, de forma 
a que uma das redes públicas possa falhar, que a outra rede garante o funcionamento do 
sistema. Para este, uma fonte parecida com a anterior, mas com duas entradas de 
alimentação, dará conta do serviço. 
 
Backup ou cópia de segurança 
 
Em informática, cópia de segurança é a cópia de dados dum dispositivo de 
armazenamento para outro com vista a que possam ser restaurados em caso da perda 
dos dados originais, o que pode envolver eliminações acidentais ou corrupção de dados. 
Ilustração 15 - Fontes de alimentação 
redundantes 
TÉCNICO DE INFORMÁTICA - SISTEMAS 
773 \u2013 Rede Local Instalação Formador Hugo Sousa 
Meios difundidos de cópias de segurança incluem CD-ROM, DVD, disco rígido externo, 
fitas magnéticas e a cópia de segurança externa (online). Esta, transporta os dados 
através de uma rede como a Internet para outro ambiente, geralmente para equipamentos 
mais sofisticados, de grande porte e alta segurança. 
Cópias de segurança são geralmente confundidas com arquivos e sistemas tolerantes a 
falhas. Diferem de arquivos pois enquanto arquivos são cópias primárias dos dados, 
cópias de segurança são cópias secundárias dos dados. Diferem de sistemas tolerantes a 
falhas pois cópias de segurança assumem que a falha causará a perda dos dados, 
enquanto sistemas tolerantes a falhas assumem que a falha não causará essa mesma 
perda de dados. 
 
Modelos de repositórios 
 
Qualquer estratégia de cópia de segurança tem início com um conceito de repositório de 
dados. 
Num modelo não estruturado, o repositório pode ser armazenado em multimédia de 
armazenamento com informações mínimas sobre o quê e quando foi armazenado. Apesar 
da simplicidade de implementação,