Comunicação de dados
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, essas funções são desempenhadas por conjuntos de bits que têm 
significado para algumas camadas da arquitetura, considerando que estas foram desenvolvidas de 
acordo com um determinado modelo e organizadas em camadas que realizam uma função bem 
definida. 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOOSSS OOORRRIIIEEENNNTTTAAA DDDOOOSSS AAA BBBYYYTTTEEE /// CCCAAA RRRAAA CCCTTTEEERRR 
 
Os protocolos orientados a byte exigem uma sincronização ao nível de caractere, para 
que a estação receptora possa identificar quais os bits que formam um caractere. Esta 
 
 
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sincronização deve ser estabelecida no início de cada transmissão e mantida até o seu final. Caso o 
tamanho do bloco seja muito extenso, a estação transmissora deve enviar caracteres de 
sincronismo no interior do bloco, assegurando que o sincronismo de caractere não seja perdido. 
Exemplos típicos são os protocolos START-STOP e BSC. 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOOSSS SSSTTTAAA RRRTTT///SSSTTTOOOPPP 
 
Comparando com os protocolos atuais são muito simples e um dos mais antigos, tendo sido 
exaustivamente utilizado em terminais de vídeo não bufferizados, terminais telex e impressoras de 
baixa velocidade. Utilizam basicamente seis caracteres especiais para o controle de linha: INÍCIO 
DE BLOCO; FIM DE BLOCO; PROCEDIMENTO DE SELEÇÃO; RESPOSTA POSITIVA, 
RESPOSTA NEGATIVA, ERRO NA LINHA; FIM DE TRANSMISSÃO e RESET. 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOO BBBSSSCCC 
 
Tendo sido desenvolvido originalmente pela IBM visando permitir a transmissão síncrona 
entre computador e periféricos localizados em pontos remotos, o protocolo BSC foi concebido para 
ser utilizado em ligações ponto-a-ponto ou multiponto, dedicadas ou comutadas, podendo operar 
com os códigos EBCDIC ou ASCII, no modo HALF-DUPLEX. A estrutura básica : 
 
 
 
Onde : PAD \u2013 
 
Caracter PAD, utilizado antes da seqüência de sincronismo para 
garantir que a estação transmissora não inicie a transmissão antes 
que a estação receptora esteja em condições de receber, 
assegurando o estabelecimento do sincronismo. Este caractere é 
também utilizado para garantir que os últimos bits de um bloco (os 
caracteres BCC) sejam realmente transmitidos antes da virada do 
modem, em ligações HALF-DUPKEX. Costuma-se utilizar os 
caracteres HEX \u201cFF\u201d (seqüência de 1), \u201cAA\u201d ou \u201c55\u201d (seqüência de 
0 e 1 alternados). 
 SYN \u2013 caracter de sincronismo. 
 SOH \u2013 \u201cStart of Header\u201d \u2013 início de cabeçalho 
 STX \u2013 \u201cStart of Text\u201d 
 ETB \u2013 \u201cEnd of Transmission Block\u201d 
 ETX \u2013 \u201cEnd of Text\u201d 
 EOT \u2013 \u201cEnd Of Transmission\u201d 
 ACK0 / ACK1 \u2013 \u201cAffirmative Acknowledgment\u201d \u2013 Reconhecimento Positivo 
 NACK \u2013 \u201cNegative Affirmative Acknowledgment\u201d \u2013 Reconhecimento 
Negativo 
 WACK \u2013 \u201cWait Before Transmit Affirmative Acknowledgment\u201d \u2013 
Reconhecimento Positivo, Espere antes de Transmitir 
 ENQ \u2013 \u201cEnquiry\u201d \u2013 caractere utilizado para requisitar uma resposta da 
estação receptora ou solicitar a retransmissão da resposta a uma 
mensagem enviada, porque a primeira resposta foi truncada ou não 
foi recebida quando esperada. 
 BCC \u2013 \u201cCaractere de Check de Bloco\u201d \u2013 verificação, baseado no método 
polinomial CRC-16 
 
Disponível em três versões: a primeira BSC-1, ponto-a-ponto; a segunda BSC-2, para 
ligação multiponto com terminais inteligentes; a última, BSC-3, para ligação multiponto com 
terminais não-inteligentes. 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOOSSS OOORRRIIIEEENNNTTTAAA DDDOOOSSS AAA BBBIIITTT 
 
Os protocolos orientados a bit não utilizam caracteres específicos e os campos de 
informação, endereço e controle são tratados em nível de bit. São diferenciados dos orientados a 
 
 
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byte (caractere) por serem HALF e FULL-DUPLEX, independentes dos códigos, permitem blocos de 
tamanho maior. São exemplos típicos SDLC, BDLC, HDLC e X.25. 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOO SSSDDDLLLCCC 
 
Desenvolvido pela IBM em 1974 para atender a arquitetura SNA (\u201cSystems Network 
Architecture\u201d) em transmissões HALF ou FULL-DUPLEX, este protocolo pode operar em linhas 
comutadas ou permanentes, ponto-a-ponto ou multiponto, com uma estrutura de quadros (ou 
frames), no seguinte formato: 
 
 
FLAG - byte padrão 01111110 delimita o início e o fim do quadro 
ENDEREÇO - Endereço da estação secundária que está recebendo ou enviando o 
quadro para a estação principal. 
CONTROLE - Identifica o tipo do quadro que está sendo enviado, se de informação, 
de supervisão ou não numerado. 
INFORMAÇÃO - Informação propriamente dita 
FCS - Frame Checking Sequence\u201d- teste de redundância de 16 bits usado 
para detecção de erros, determinado usando o CRC-16, o polinômio 
x16 + x12 + x5 + 1 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOO HHHDDDLLLCCC 
 
Desenvolvido pela ISO em 1979 visando a padronização de um protocolo orientado a bit 
para transmissão de dados síncrono HALF ou FULL-DUPLEX, possui uma estrutura semelhante ao 
SDLC, podendo operar em linhas comutadas ou permanentes, ponto-a-ponto ou multiponto. 
 
PPPRRROOOTTTOOOCCCOOOLLLOOO XXX...222555 
 
O protocolo X.25 foi definido pelo CCITT como interface padrão entre DCEs para redes de 
dados comutadas chaveadas (\u201cswitched\u201d) por pacotes, conhecida como Recomendação da Série X. 
Este fato ocorreu tendo por objetivo possibilitar aos fabricantes de computadores e equipamentos de 
transmissão de dados o desenvolvimento de hardware e software para ligação de um computador a 
qualquer rede pública do mundo, além de facilitar o trabalho de interconexão de redes. 
 
O protocolo X.25 pertence à categioria dos protocolos orientados a bit, operando de acordo 
com as três primeiras camadas do modelo OSI/ISO, definindo uma disciplina de comunicação entre 
terminais e rede pública ou privada, regularizando o estabelecimento de chamada, transmissão de 
dados, desconexão e controle do fluxo de dados. Normalmente, as redes de comutação por 
pacotes caracterizam-se por um compartilhamento eficiente dos recursos da rede entre diversos 
usuários e pela aplicação de tarifas baseadas no volume efetivo de dados transmitidos. 
 
A técnica de pacotes proporciona um elevado padrão de qualidade. A determinação do 
caminho mais adequado para transmissão de um conjunto de pacotes permite contornar situações 
adversas decorrentes de falhas no sistema ou de rotas congestionadas. 
 
A Recomendação CCITT X.25 define três níveis de interface DTE/DCE (\u201cData Terminal 
Equipment / Data Communication Equipment\u201d): físico, enlace e pacote, fornecendo o uso das redes 
de pacotes para funções X.25 --- um exemplo de DTE seria um PC servidor ou \u201cdesktop\u201d. 
 
 
 
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O nível FÍSICO define as características mecânicas, elétricas da interface do terminal e da 
rede. O padrão adotado é a interface serial RS-232-C, adotada internacionalmente pelo CCITT 
como V24. Para as velocidades de acesso superiores a 64 Kbps, a interface utilizada é a V35 ou 
V36 (V.11). O nível FÍSICO define o controle e o circuito físico entre o usuário DTE e DCE. As 
funções de controle incluem ativação, manutenção e desativação de um circuito físico entre o 
dispositivo de comunicação (DTE) e o circuito de comunicação (DCE). 
 
O nível ENLACE ou de QUADROS usa o \u201cLink Access Procedure\u201d para assegurar a 
integridade dos dados e o controle das informações que são trocadas entre o DTE e o DCE através 
do nível físico. Estas funções incluem a formatação dos dados e o primeiro nível dos procedimentos 
de recuperação. As características deste nível são baseadas no HDLC. O nível ENLACE 
estabelece o protocolo de linha usado para inicializar, verificar, controlar e encerrar a transmissão 
dos dados na ligação física entre o DTE e a rede de pacotes. Esse nível é responsável pela troca 
eficiente de dados entre terminal e rede, pelo sincronismo da conexão, detecção e correção de erros