Redes 3ed Morimoto completo
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Redes 3ed Morimoto completo


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com isso, outras consideram isso uma brecha de segurança. Em geral os spywares são
instalados junto com outros programas, sem pedir sua opinião sobre o fato.
Alguns exemplos são o \u201cCydoor Ad-System\u201d, usado por vários Ad-wares (os programas que
exibem banners), como por exemplo o Flash-Get, e o WebHancer, que é instalado junto com o
Audiogalaxy Satellite, etc. etc.
Estes programas precisam de conexão com a Internet para funcionar. Usando o Zone-Alarm ou
outro bom firewall, você pode bloquear as conexões, impedindo que enviem qualquer informação. 
Como configurar um servidor Linux 
Embora o Linux ainda esteja engatinhando nos desktops, como servidor de rede ele é quase
imbatível. A combinação de estabilidade, baixo custo de implantação e baixo custo total de
propriedade e, mais recentemente, ferramentas amigáveis de configuração são responsáveis por
quase 20% dos servidores do mundo rodarem Linux. Combinado com os números do Solaris e das
várias versões do Unix, temos uma base instalada maior do que a dos servidores Windows. 
Esta é provavelmente a área em que o Linux está melhor servido de aplicativos. O Apache é um
servidor web poderoso, com suporte a Perl, PHP, vários bancos de dados, etc. não é à toa que ele
é utilizado na maior parte dos servidores Web do mundo. Existem servidores de FTP, de e-mail,
News, etc. Montar um grupo de discussão por exemplo, algo que no Windows tomaria várias
horas, entre o tempo de pesquisar, conseguir um programa e aprender a configura-lo, no Linux é
apenas questão de habilitar o serviço e configurá-lo rapidamente.
Além de poder servir arquivos e impressoras para outras máquinas Linux, é possível criar redes
mistas, com máquinas Windows e Linux através do Samba, compartilhar a conexão com a Web,
montar um Proxy com vários recursos de segurança usando o Squid, entre muitos outros recursos.
Nas páginas a seguir veremos como configurar um servidor Linux baseado no Linux Mandrake 8.1.
Com excessão das instruções de instalação as instruções também se aplicam a outras
distribuições, incluindo o Conectiva e o Red Hat, que também trazem a maior parte das
ferramentas que iremos abordar. 
A distribuição
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O Mandrake 8.1 Standard é composto por um total de três CDs. O primeiro é o CD de instalação,
com a base do sistema e os aplicativos mais importantes. O segundo CD complementa o primeiro
com uma grande coleção de softwares open source, enquanto o terceiro CD contém programas
mais específicos (os servidores de banco de dados por exemplo) e alguns aplicativos comerciais. 
Existem ainda dois manuais, o User Manual e o Reference Manual. Infelizmente, nenhum dos dois
está disponível em Português (justamente por isso estou escrevendo este guia ;-) mas além da
versão em inglês, existe a opção da versão em Espanhol. Os links para os Manuais estão abaixo. 
Inglês:
http://www.linux-mandrake.com/en/doc/81/en
Espanhol:
http://www.linux-mandrake.com/en/doc/81/es
Existe ainda o MandrakeCampus, que oferece cursos online gratuitos (infelizmente nada em
Português):
http://www.mandrakecampus.com/
Instalando
Para abrir o programa de instalação, a melhor opção (como em outras distros) é dar boot
diretamente através do CD-ROM, para isso basta configurar a opção \u201cboot sequence\u201d no Setup. 
Se por qualquer motivo isto não for possível, você pode instalá-lo também através de um disquete
de boot. Neste caso, as opções são instalar através do CD-ROM, instalar apartir do HD ou mesmo
instalar via rede. Veremos isto com mais detalhes mais adiante.
Um detalhe importante, que você deve verificar antes de iniciar a instalação, é se os componentes
do seu PC, principalmente a placa de vídeo e o modem são suportados. Você pode conferir a lista
de hardware suportado do Mandrake no:
http://www.mandrakelinux.com/en/hardware.php3
Você pode descobrir a marca e modelo dos dispositivos através do gerenciador de dispositivos do
Windows. Lembre-se que como outras, a lista de hardware suportados não contém referências
para todos os dispositivos. A menos que o dispositivo apareça explicitamente como não suportado,
existe uma grande possibilidade dele funcionar. Experimente fazer uma busca no
http://www.google.com.br (pode ser outro, mas o google é o melhor :-) por Mandrake Linux
Modelo_da_placa. Esta dica serve não apenas para encontrar informações sobre periféricos, mas
sobre qualquer problema ou dúvida que tenha. Existe muita documentação sobre Linux, mas
disponível de forma esparsa, um problema que os mecanismos de busca ajudam a resolver.
O Mandrake não inclui drivers para nenhum modelo de Winmodem, mas a maioria dos
Winmodems já são suportados pelo Linux, incluindo os com chipset PC-Tel ou Lucent, que são
provavelmente os mais comuns por aqui. Para verificar se o seu modem é suportado e baixar os
drivers e instruções necessárias, acesse o http://www.linmodems.org/ . Este tópico postado no
fórum também contém bastante informação:
http://www.forumgdh.net/forum/link.asp?TOPIC_ID=14677
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Outra opção, caso você não consiga instalar o seu Winmodem é utilizar o Techlinux, uma
distribuição Brasileira, baseada no Mandrake que oferece um utilitário que detecta
automaticamente modems com chipsets PC-Tel e Motorola e inclui drivers para os Lucent. O
Techlinux traz a maioria dos utilitários de configuração que estudaremos neste tutorial, incluindo o
Mandrake Control Center, por isso a maior parte das informações também se aplicam a ele. De
qualquer forma, se optar por utiliza-lo, não deixe de ler o manual para conhecer suas
particularidades da distribuição: http://www.techlinux.com.br/
Depois destas etapas preliminares, chegamos à instalação do sistema propriamente dita. A
instalação do Mandrake é bastante intuitiva, fazendo apenas perguntas básicas sobre a linguagem
de instalação, layout do teclado, programas a serem instalados etc. Mesmo o particionamento do
disco, que é um ponto crítico em outras distribuições é bastante simples no Mandrake, como
veremos com detalhes mais adiante.
Ao abrir o programa de instalação, você terá a opção de abrir o programa \u201cdefault\u201d de instalação,
em modo gráfico (Enter) ou escolher entre os modos de baixa resolução (caso o seu monitor não
suporte 800 x 600) ou instalar em modo texto, caso tenha problemas com o primeiro. Mas, se o
instalador gráfico não abrir, provavelmente a sua placa de vídeo não é suportada, então mesmo
instalando em modo texto, você não conseguirá utilizar o Linux em modo gráfico. Verifique a lista
de compatibilidade. 
A primeira pergunta feita pelo instalador é a linguagem que será usada. O Português do Brasil
está entre as opções, mas a tradução está incompleta. É comum menus aparecerem em
Português, mas as opções internas ou os arquivos de ajuda aparecerem em inglês, sem falar em
vários erros de tradução e termos em Português de Portugal. É usável, mas está muito longe de
ser uma tradução perfeita.
A segunda pergunta é sobre o modo de instalação. O modo \u201cRecommended\u201d é voltado para
usuários leigos, que querem instalar o sistema sem muitas perguntas. O layout do teclado por
exemplo é \u201csubentendido\u201d apartir da linguagem escolhida na sessão anterior. Eu recomendo o
modo \u201cExpert\u201d, que também é muito simples, mas permite ter um melhor controle da instalação.
Durante toda a instalação você terá um assistente tira-dúvidas para ajudar com qualquer opção
que não conheça. 
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Depois de perguntar se você tem alguma placa SCSI instalada (essa é fácil né ;-) o instalador
pergunta sobre o tipo de mouse instalado. Geralmente ele detectará o mouse corretamente na
primeira, mas ele pode cometer enganos como não detectar a roda do mouse ou algo parecido.
Neste caso basta indicar o modelo