Redes 3ed Morimoto completo
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Redes 3ed Morimoto completo


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correto. Logo depois você terá a chance de testar o mouse e
retornar caso tenha escolhido errado:
A próxima seleção (apenas no modo expert) é o layout do teclado: ABNT-2 caso o seu teclado
tenha o \u201cç\u201d e US Keyboard Internacional caso não tenha. 
Logo depois você terá a chance de configurar o nível de segurança do sistema. O modo Medium é
o mais recomendado, pois no low a segurança é fraca e o High pode bloquear alguns programas.
Você poderá alterar essa configuração, posteriormente, através do Mandrake Control Center. 
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Depois destas configurações básicas, chegamos à parte mais crítica da instalação, o \u201cterrível\u201d
particionamento do disco. Felizmente o Mandrake traz uma ferramenta bastante amigável para
facilitar esta tarefa, o DiskDrake. 
Particionando o HD 
Você pode deixar que o utilitário redimensione uma partição Windows (FAT 16 ou FAT 32) já
existente, usando o espaço livre para instalar o Linux (\u201cUse the free space on the Windows
partition\u201d), pode utilizar uma partição Linux previamente criada (\u201cUse existing partition\u201d), usar
o espaço não particionado do disco, caso tenha (\u201cUse free space\u201d) ou pode simplesmente apagar
tudo que estiver gravado e partir para uma instalação limpa (Erase entire disk). 
Se você pretende reparticionar a partição Windows, existem dois cuidados necessários para que
tudo saia bem. Em primeiro lugar, o óbvio, certificar-se que existe espaço em disco suficiente.
Com 1 GB já é possível fazer uma instalação básica do sistema, mas para instalar vários
programas, armazenar seus arquivos pessoais etc. seria recomendável reservar um espaço maior,
pelo menos 2 ou 3 GB. Quanto mais espaço melhor. 
Outro detalhe importante é desfragmentar o disco. O DiskDrake é capaz de redimensionar a
partição mesmo que esteja fragmentada, porém além do processo demorar bem mais que o
normal, a possibilidade de ocorrer algum problema é muito maior. 
Escolhendo a opção Erase entire disk o programa vai simplesmente limpar a tabela de partição do
HD e dividí-lo em duas partições: uma menor, usada para os arquivos do sistema e outra maior,
montada no diretório /home, onde ficam guardados os arquivos dos usuários. 
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As duas opção automáticas servem bem para os usuários leigos, que mal sabem o que é uma
partição de disco, mas ou escolher a opção Custom disk partitioning você terá muito mais opções. 
Nota: Os screenshots a seguir são do diskdrake, não do programa de instalação, que possui uma
interface levemente diferente. Editei algumas imagens para mostrar as opções que estão
disponíveis no programa de instalação. 
A interface do programa é bastante intuitiva, lembra bastante a do Partition Magic 6, mas é mais
fácil, por conter apenas os sistemas de arquivos suportados pelo Linux:
No topo da tela temos a lista dos sistemas de arquivos suportados: EXT2, Journalised FS,
Swap, FAT (inclui FAT 16 e FAT 32) além de Other (outro sistema de arquivos não reconhecido)
e Empty (espaço não particionado). 
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Na aba logo abaixo, você tem uma lista dos HDs instalados. No screenshot existe apenas um, que
aparece como hda. 
A barra colorida mostra um mapa do disco, com todas as partições que ele contém. No exemplo o
disco já está particionado, pronto para a instalação do sistema, dividido em duas partições,
montadas no diretório raiz (/) e no diretório /home (que aparecem em vermelho), além de uma
partição swap, em verde. 
Para alterar uma partição, basta clicar sobre ela e usar a opção \u201cResize\u201d, que redimensiona, sem
perda de dados. A opção \u201cDelete\u201d permite apagar partições a fim de criar outras depois usando o
espaço livre, enquanto a opção \u201cFormat\u201d formata uma partição já criada. Não é preciso formatar
as partições que forem criadas, pois ao terminar o particionamento (clicando em \u201cdone\u201d) o
assistente se oferecerá para formatar as partições criadas. 
Para criar uma nova partição você precisará clicar sobre uma área de espaço livre (aparece em
branco no mapa) e em seguida clicar no botão do sistema de arquivos que será usado (na parte
superior). Para liberar espaço você deve usar as opções anteriores, de redimensionar ou deletar
uma outra partição. 
Na hora de escolher o sistema de arquivos a ser utilizado as opções são basicamente duas: usar o
velho sistema EXT2, que acompanha o Linux a vários anos, ou utilizar um dos novos sistemas com
journaling. Clicando em \u201cJournalised FS\u201d você poderá escolher entre o EXT3, RiserFS e JFS.
O journaling permite que o sistema de arquivos mantenha um log, onde são armazenadas todas
as mudanças feitas em arquivos do disco. Quando qualquer erro inesperado surge ou o sistema é
desligado incorretamente é possível localizar todas as operações que não haviam sido concluídas,
restaurando a consistência do sistema de arquivos em poucos segundos, sem a necessidade de
vascular arquivo por arquivo. Isso é bem diferente do que acontece no EXT2, onde o fsck precisa
vasculhar todo o disco em busca de erros depois de cada desligamento incorreto, um processo que
pode demorar mais de 10 minutos, dependendo do tamanho da partição.
Além disso, a frequência com que são perdidos arquivos ou mesmo pastas inteiras (ou até mesmo
a tabela de partição do disco se você for realmente azarado :-) no EXT2 por causa dos
desligamentos incorretos é espantosamente alta, um perigo que não existe nos sistemas com
suporte a journaling. 
Dentre os três, o EXT3 foi o que pude testar melhor e por isso é a minha recomendação pessoal.
Evite usar o EXT2, principalmente se o seu PC não tiver no-break. Não existem desvantagens
aparentes em usar o EXT3; pelo contrário, o desempenho do sistema chega a ser um pouco
melhor. 
Junto com estas opções, estão vários outros sistemas de arquivos, incluindo FAT 16, FAT 32 e até
mesmo outros sistemas de que provavelmente você nunca ouviu falar. O único sistema importante
que não consta na lista é o NTFS, que ainda não é completamente suportado pelo Linux. Essa
fartura de sistemas de arquivos suportados permite até mesmo que este utilitário seja usado no
lugar do Partition Magic na hora de formatar HDs e redimensionar partições, mesmo que o
objetivo não seja instalar o Linux. 
Você precisará ainda criar uma partição swap, que armazenará a memória virtual do sistema. O
Linux não permite aumentar dinâmicamente o tamanho do arquivo de troca, como no Windows,
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ao acabar o espaço da partição você receberá uma mensagem de falta de memória e terá que
fechar alguns aplicativos para continuar trabalhando. Para evitar isso, crie um arquivo
razoavelmente grande, de 200 ou até 300 MB, dependendo de quanto espaço livre em disco tiver
disponível. Se você tiver bastante memória (256 MB ou mais) e não desejar usar memória virtual,
você pode criar um arquivo pequeno, de 8 ou 16 MB, apenas para evitar que um ou outro
aplicativo gere mensagens de erro pela falta da memória swap. 
As partições no Linux
Você deve ter notado que no exemplo dividi o HD em duas partições, ao invés de criar apenas
uma. A idéia é a mesma de dividir o HD em C: e D: no Windows: simplesmente manter seus
arquivos pessoais numa partição diferente da dos arquivos do sistema, para melhorar a segurança
e permitir que você possa tranqüilamente reformatar a partição do sistema quando precisar
reinstalá-lo, sem correr o risco de perder junto seus arquivos. 
Mais um detalhe interessante é que se depois da reinstalação você recriar os usuários antigos,
automaticamente o sistema se encarregará de utilizar as configurações de cada um, evitando que
você precisa configurar tudo manualmente.
A primeira partição deve ser montada no diretório raiz, ou