Redes 3ed Morimoto completo
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Redes 3ed Morimoto completo


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\u201c/\u201d, enquanto a segunda deve ser
montada no diretório /home, onde ficam as pastas dos usuários (/home/maria, /home/fernando,
etc.). O ponto de montagem é solicitado logo depois de criar a partição, mas pode ser alterado
mais tarde através do DiskDrake ou do comando mount. 
Você pode criar mais partições se desejar. Se você for montar um servidor FTP ou um servidor
Web, pode criar uma partição separada para os arquivos do servidor por exemplo. 
Cabe aqui uma pequena explicação sobre o modo como o Linux enxerga os HDs instalados e as
partições de disco. 
Temos num PC duas interfaces IDE, onde cada uma permite a conexão de dois HDs, configurados
como master ou slave. O primeiro HD, conectado à interface IDE primária e configurado como
master é reconhecido pelo Linux como hda, o segundo HD, slave da IDE primária é reconhecido
como hdb, enquanto os dois HDs conectados à IDE secundária são reconhecidos como hdc e hdd.
Ao mesmo tempo, cada HD pode ser dividido em várias partições. Podemos ter um total de 4
partições primárias ou três partições primárias e mais uma partição extendida, que pode englobar
até 255 partições lógicas. 
A primeira partição primária, do primeiro HD (hda) é chamada de hda1. Caso o HD seja dividido
em várias partições, as demais partições primárias são camadas de hda2, hda3 e hda4. Porém, o
mais comum ao dividir o HD em várias partições é criar apenas uma partição primária e criar as
demais partições dentro de uma partição extendida. É isso que o particionador faz por default. 
As partições extendidas recebem números de 5 em diante (hda5, hda6, hda7, etc.) mesmo que
as partições hda2 e hda3 não existam:
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Pacotes de Aplicativos
Depois de particionar o disco você deverá escolher quais aplicativos serão instalados no sistema.
Os nomes já são bem explicativos, mas algumas categorias que você não deve deixar de instalar
são Internet Station (conectividade de rede e um conjunto de browsers, leitores de e-mail, ICQ,
etc.) e Configuration (que instala o Mandrake Control Center e os outros utilitários de
configuração que veremos adiante). 
As opções \u201cNetwork Computer Server\u201d e \u201cWeb/FTP\u201d instalam o Apache, Samba, servidor de
FTP e outros utilitários para transformar a máquina num servidor de rede. O Samba é essencial se
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você pretende compartilhar arquivos e impressoras com máquinas Windows. 
Entre as interfaces gráficas você pode escolher entre KDE e Gnome além de algumas interfaces
mais leves, como o BlackBox e o WindowMaker. Seja qual for a interface de sua escolha, é
recomendável manter tanto o Gnome quanto o KDE instalados, pois cada uma das interfaces
possui um conjunto próprio de aplicativos, que utilizam módulos da interface e por isso
necessitam que ela esteja instalada para rodar. 
Por exemplo, o Gnome traz o Nautilus, um gerenciador de arquivos muito mais sofisticado
graficamente que o Konkeror do KDE. O KDE por sua vez traz um KOffice, uma suíte de escritório
bastante elaborada e por aí vai. Mantendo ambos instalados, você terá à disposição um número
muito maior de aplicativos e poderá juntar o melhor dos dois mundos. 
Um porém é que se você utilizar o KDE e abrir um aplicativo do Gnome (ou vice-versa) o sistema
precisará carregar junto uma boa parte das bibliotecas do outro. Além de tornar a inicialização do
aplicativo um pouco mais lenta (apenas para o primeiro aplicativo) isso consome bastante
memória RAM. Para misturar aplicativos das duas interfaces, sem perder em desempenho, o
recomendável é ter pelo menos 196 MB. Caso você esteja usando um micro antigo, com 32 MB ou
menos, você pode ter um bom desempenho utilizando o BlackBox, uma interface extremamente
leve, que consome apenas 800 KB de memória RAM, que vem sendo bastante utilizada hoje em
dia por possuir um visual limpo e moderno.
 Blackbox
Mas, nesse caso, evite abrir programas do KDE ou do Gnome, caso contrário o esforço não
melhorará muita coisa. 
Além do BlackBox, existem várias outras boas opções leves, como o WindowMaker ou até mesmo
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o AfterStep, que são muito bonitos graficamente, sem abrir mão da leveza. Este é um ponto forte
do Linux, a liberdade de escolha, não apenas das interfaces gráficas, mas também dos vários
programas incluídos nas distribuições.
Você pode instalar várias interfaces e testá-las com calma até escolher sua favorita. É possível
escolher qual usar cada vez que fizer logon no sistema, ou até mesmo abrir vários terminais
gráficos e utilizar várias delas ao mesmo tempo, como veremos com detalhes mais adiante.
Todas estas interfaces suportam o uso de temas, você pode baixar alguns no:
http://www.themes.org
Finalizando 
Depois de copiar todos os arquivos para o HD, o que pode demorar quase uma hora se você
escolheu instalar tudo, chegamos à parte final da instalação, onde configuraremos as contas de
usuário, os endereços de rede e o acesso à Web. 
É recomendável que além do root você crie pelo menos mais um usuário e passe a utilizá-lo. Para
prevenir acidentes, além da velha recomendação de não utilizar a conta root para uso normal do
sistema, já que com ela você tem permissão para fazer tudo e pode destruir o sistema
simplesmente digitando um comando errado no prompt, o Mandrake dificulta bastante o uso da
conta root. 
Em primeiro lugar, o root não aparece na tela de login. Sempre que você quiser usá-lo você
precisará escrever \u201croot\u201d ao invés de clicar no ícone da conta desejada. Para dificultar ainda mais
as coisas, depois de logar você verá uma mensagem de alerta, e cairá num desktop sem atalhos e
com um fundo vermelho, um ambiente nada confortável ;-)
Enfim, ao invés de cultivar o mau hábito de usar a conta root para tudo, crie sua conta de usuário
e utilize o sistema com mais segurança. Como usuário normal você também terá acesso a todas
as ferramentas de configuração, basta fornecer a senha de root para abrir o Mandrake Control
Center ou o que mais desejar. 
Além das ferramentas de configuração, qualquer aplicativo pode ser aberto com privilégios de
root, usando os comandos \u201csu\u201d e \u201ckdesu\u201d que veremos a seguir. 
Mesmo que esta seja a primeira vez que esteja instalando o Linux, vale à pena começar a cultivar
desde já este hábito saudável. 
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Acesso à Web e rede
Outra etapa importante da instalação é a configuração do acesso à Web e da rede (caso tenha).
Assim como as configurações anteriores, tudo é feito através de um Wizzard, que torna as coisas
bastante simples. Escolha as conexões de rede disponíveis no menu, entre conexão via modem,
ISDN, ADSL ou via rede e o Wizzard apresentará as opções referentes à escolhida. Você pode
marcar mais de uma opção caso tenha um modem e uma placa de rede no micro por exemplo,
neste caso o Wizzard apresentará as duas configurações e no final perguntará qual das duas deve
ser usada para acessar a Internet.
 
Para a configuração do acesso via modem o Wizzard pede apenas os dados básicos, como o
número do provedor, login, senha, etc. porém o instalador é bastante limitado neste ponto, pois
só é capaz de instalar hardmodems. Se você tiver um Winmodem será necessário instalá-lo
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manualmente depois, como expliquei no início do texto.
Na configuração de rede (Lan Connection) você deverá fornecer o endereço IP da máquina e a
máscara de sub-rede, além dos endereços do gateway e do servidor DNS. Caso a máquina Linux
vá acessar através de uma conexão compartilhada através do ICS do Windows, você deverá
preencher os dois últimos campos com o endereço da máquina que está compartilhando