Manual de Auditoria Financeira Edicao2015
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Manual de Auditoria Financeira Edicao2015


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de planejamento abrangem, dentre outros 
aspectos, a definição da estratégia global de auditoria e o 
Opinião de auditoria 
e instrução de contas 
Quatro grupos de 
padrões 
Padrões de 
planejamento 
10 
 
desenvolvimento do plano de auditoria; a determinação da 
materialidade; o processo de identificação e avaliação dos 
riscos de distorção relevante, por meio do entendimento da 
entidade e do seu ambiente, inclusive do controle interno; e 
a documentação do planejamento da auditoria. 
28. Os padrões de execução fornecem orientações sobre a 
abordagem, as técnicas e os procedimentos que podem ser 
adotados pelo auditor na implementação de respostas aos 
riscos de distorção relevante, identificados e avaliados como 
significativos na fase planejamento, para obter evidências de 
auditoria suficientes e apropriadas para suportar o relatório. 
29. Os padrões de relatório abrangem a avaliação das distorções 
identificadas e da evidência de auditoria, bem como os tipos 
de opiniões que o auditor pode expressar sobre o nível de 
confiança das demonstrações financeiras. 
1.5. COMO USAR O MANUAL 
30. Na descrição dos tópicos de cada parte, as citações diretas aos 
padrões internacionais estão identificadas pelo código do 
respectivo padrão. O uso do termo \u201cdeve\u201d, indica um 
requisito de atendimento obrigatório pelo auditor. 
31. Alguns requisitos estão esquematizados e apresentam 
exemplos para facilitar o entendimento de sua aplicação. 
Adicionalmente, nos apêndices, são fornecidos modelos de 
documentação aplicáveis às etapas de planejamento, execução 
e relatório. 
32. O Manual deve ser lido em conjunto com os padrões 
internacionais de auditoria (ISA e ISSAI), traduzidos para 
aplicação no Brasil pelo Conselho Federal de Contabilidade 
(NBC TA). Nas NBC TA ou nas ISSAI, no tópico que trata 
dos \u201crequisitos\u201d, são descritas as ações que o auditor deve 
cumprir para poder referenciar as normas. No tópico 
\u201caplicação e materiais explicativos\u201d, há detalhamentos dos 
requisitos. Além disso, algumas NBC TA ou ISSAI possuem 
apêndices que podem contribuir para o entendimento das 
exigências previstas. 
Identificando um 
requisito (\u201cdeve\u201d) 
Como ler o Manual 
Padrões de 
execução 
Padrões de 
relatório 
Padrões de 
execução 
11 
 
II. PADRÕES GERAIS 
33. Este capítulo aborda as características, os conceitos-chave, os 
objetivos, as normas aplicáveis e as aplicações da auditoria 
financeira. Fornece ainda uma visão geral do processo de 
auditoria financeira, contemplando as atividades 
desenvolvidas em cada uma de suas fases, bem como dos 
princípios éticos e profissionais que são exigidos para a sua 
prática. Adicionalmente, apresenta o modelo de risco de 
auditoria que sustenta a abordagem baseada em risco da 
auditoria financeira, os aspectos-chave relacionados às 
comunicações e os requisitos gerais relacionados à 
documentação de auditoria. 
34. As normas brasileiras e internacionais de auditoria, que 
formam a base deste capítulo, além de outras citadas 
diretamente no corpo do texto, são as seguintes: 
\uf0a7 ISSAI 100 \u2013 Princípios Fundamentais de Auditoria do 
Setor Público. 
\uf0a7 ISSAI 200 \u2013 Princípios Fundamentais de Auditoria 
Financeira. 
\uf0a7 ISSAI 1000 \u2013 Introdução geral às Diretrizes de Auditoria 
Financeira. 
\uf0a7 ISA/NBC TA \u2013 ESTRUTURA CONCEITUAL. 
\uf0a7 ISSAI 1200; ISA/NBC TA 200 \u2013 Objetivos gerais do 
Auditor Independente e a condução da auditoria em 
conformidade com as Normas de Auditoria. 
\uf0a7 ISSAI 1230; ISA/NBC TA 230 \u2013 Documentação de 
Auditoria. 
 
2.1. TRABALHOS DE ASSEGURAÇÃO 
35. As auditorias de demonstrações financeiras são definidas 
como trabalhos de asseguração. \u201cTrabalho de asseguração\u201d 
significa um trabalho no qual o auditor expressa uma 
conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança 
dos usuários previstos, que não seja a parte responsável, 
acerca do resultado da avaliação ou mensuração de 
determinado objeto de acordo com os critérios aplicáveis 
(ISA/NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL). 
36. Em outras palavras, um trabalho de asseguração oferece aos 
usuários segurança sobre o resultado da avaliação ou 
mensuração de um objeto (informação do objeto), que 
resulta da aplicação de critérios ao objeto, e pode ser, por 
exemplo, as demonstrações financeiras de uma entidade, uma 
Trabalho de 
asseguração 
Normas de auditoria 
relacionadas 
Panorama do 
capítulo 
12 
 
afirmação acerca da eficácia do seu controle interno ou 
alguma característica de uma prestação de contas qualquer, 
seja ela composta apenas por informações financeiras ou por 
um conjunto completo de informações que retrate processos, 
produtos, desempenho e resultados da gestão da entidade 
que estiver prestando contas. 
37. Quando o resultado da avaliação ou mensuração de um 
objeto mediante aplicação de critérios (informação do objeto) 
apresenta uma distorção (ou o conjunto de todas as 
distorções) significativa o bastante para mudar ou influenciar 
a decisão de uma pessoa bem informada, uma distorção 
relevante ocorreu. Abaixo desse limite, a distorção é 
geralmente considerada como não relevante (IFAC, 2010). 
Em auditoria financeira, distorção é a diferença entre o valor, 
a classificação, a apresentação ou a divulgação de um item 
informado nas demonstrações financeiras e o valor, a 
classificação, apresentação ou divulgação requerido para que 
o item esteja de acordo com a estrutura de relatório 
financeiro aplicável. Distorção pode ser decorrente de erro 
ou fraude (ISSAI 1450; ISA/NBC TA 450). 
38. Segundo a ISSAI 100, existem dois tipos de trabalho de 
auditoria: trabalhos de certificação e trabalhos de relatório 
direto. 
39. Nos trabalhos de certificação é a parte responsável quem 
mensura o objeto de acordo com os critérios e apresenta a 
informação do objeto, sobre a qual o auditor então obtém 
evidência de auditoria suficiente e apropriada para 
proporcionar uma base razoável para expressar uma 
conclusão. 
40. Nos trabalhos de relatório direto é o auditor quem mensura 
ou avalia o objeto de acordo com os critérios. O auditor 
seleciona o objeto e os critérios, levando em consideração 
risco e materialidade. O resultado da mensuração do objeto 
de acordo com os critérios é apresentado no relatório de 
auditoria na forma de achados, conclusões, recomendações 
ou de uma opinião. A auditoria do objeto pode também 
proporcionar novas informações, análises ou novas 
perspectivas. 
41. As auditorias financeiras são sempre trabalhos de 
certificação, uma vez que são baseadas em informações 
financeiras apresentadas pela parte responsável. As auditorias 
operacionais são, normalmente, trabalhos de relatório direto. 
As auditorias de conformidade podem ser trabalhos de 
certificação, de relatório direto ou ambos ao mesmo tempo. 
(ISSAI 100, 30). 
Trabalhos de 
certificação 
Trabalhos de 
relatório direto 
Distorção relevante 
13 
 
 
Figura 1: Trabalhos de Certificação x Trabalhos de Relatório Direto 
 
 
42. Usuários previstos ou destinatários do trabalho da 
asseguração são as pessoas e/ou instituições que tem interesse 
nas informações divulgadas pelas entidades públicas, seja por 
exigência legal ou por interesse econômico. Exemplos de 
interessados: cidadãos, Congresso Nacional, entes públicos 
subnacionais, investidores, mercado financeiro, órgãos de 
controle externo e interno, agências de classificação de risco e 
outras organizações internacionais, entre outros interessados. 
43. De acordo com as Normas de Auditoria, há dois tipos de 
asseguração: asseguração razoável e asseguração limitada. 
44. Nos trabalhos de asseguração razoável, conhecidos como 
auditoria propriamente dita, o auditor deve planejar e realizar 
a auditoria de forma tal que obtenha segurança razoável de 
que as demonstrações financeiras