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183759 O Ato Conjugal

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mento, uma senhora chamou-me à porta, antes da aula, para 
dizer-me que, pela primeira vez, atingira o orgasmo durante o 
ato sexual. O mesmo fato repetiu-se várias vezes. Muitas 
senhoras crêem que esta foi a melhor coisa que aprenderam no 
curso, e relataram que ensinaram o exercício a outras mulhe-
res, com os mesmo resultados. 
"Alguns anos atrás, uma mulher de sessenta anos, que era 
minha colega e conselheira matrimonial, estava assistindo a 
uma de nossas aulas em que ensinei o exercício. Por essa 
ocasião, eu já explicava o valor deles para o ato sexual, e essa 
conselheira me fez algumas perguntas a respeito. Um mês 
depois, encontrei-me com ela, que me abraçou efusivamente, e 
disse que, após quarenta anos de casada, ela experimentara 
pela primeira vez um orgasmo completo." 
Estes exercícios podem reparar o desajustamento sexual 
causado pelo excessivo alargamento do pubo-coccígeo durante 
o parto. Como explica o Dr. John Oliven: "Se ele (o pubo-
coccígeo) for constitucionalmente predisposto a enfraquecer-
se, pode não recuperar o tônus normal, mesmo após um parto 
relativamente normal; e se agravará, principalmente após 
vários partos sucessivos..." 
Alguns médicos recomendam às suas pacientes que se 
exercitem durante a gravidez, a fim de que as paredes 
musculares adquiram maior consistência e tônus. O pubo-
coccígeo, como outros músculos, tende a espessar-se com o 
exercitamento. Por razões semelhantes, os médicos recomen-
dam os exercícios após o parto, com o objetivo de reconstituí-lo. 
E se, como pensa o Dr. Kegel, talvez dois terços das 
mulheres americanas tenham um pubo-coccígeo fraco a ponto 
de prejudicar sua função sexual, pode-se esperar que as lesões 
do parto, associadas à fraqueza do músculo e a outros fatores 
de enfraquecimento, sejam bastante comuns. E existem muitas 
indicações de que isto realmente se dá... 
Muitos, entendidos afirmam que a prevenção e a cura de 
lesões, que conseguimos com o exercitamento do pubo-coccí-
geo, são suficientes para tornar esses exercícios bastante 
necessários a todas as mulheres, em alguma fase da vida, prin-
cipalmente às que têm filhos com maior freqüência. O tônus 
muscular é amplamente desejável. E o exercitamento para esse 
tônus é totalmente inofensivo. 
No aspecto sexual, o fortalecimento do músculo, bem como 
a compreensão de seu funcionamento, já solucionaram muitos 
casos de incapacidade sexual. E o conhecimento dele tem 
outras implicações. Juntamente com outros conhecimentos 
científicos, esse conceito tem um efeito considerável sobre o 
que se cria antes, e o que se sabe agora sobre a arte do amor 
físico.4 
Vez por outra, encontro resistência por parte de mulheres 
crentes quanto a estes exercícios. Certa senhora, que era 
146 
I 
casada havia vinte e cinco anos, mãe de cinco filhos, disse-me: 
"Pastor, isso tudo me parece muito anormal. Se Deus quisesse 
que esses músculos fossem fortes, para que eu obtivesse 
maiores sensações durante o ato amoroso, ele os teria feito 
assim." Expliquei-lhe que ele os fizera assim, originalmente, 
mas, depois de cinco partos e com o processo natural do 
envelhecimento, eles haviam relaxado tanto, que quase não 
serviam para nada, e quanto mais velha ela ficasse, mais 
precisaria fortalecê-los pelo exercitamento. 
Ainda um pouco relutante, ela voltou para casa disposta a 
tentar, mas com pouca esperança de que desse resultado. 
Mesmo assim, fez os exercícios dedicadamente, e mais tarde 
relatou: "Um mês depois experimentei sensações que nunca 
tivera antes. E pouco depois, meu marido que vinha encon-
trando certa dificuldade para manter a ereção, observou uma 
nova faceta de satisfação em nossa vida sexual. E agora, 
achamos que os próximos vinte e cinco anos de amor serão 
muito melhores que os primeiros vinte e cinco." 
Algumas mulheres que se recusaram a tentar esse recurso 
para seu próprio benefício, foram convencidas a fazê-lo para o 
bem do marido. Várias delas, antes de completarem dois 
meses, admitiam haverem experimentado um orgasmo pleno 
pela primeira vez, após vários anos de vida conjugai. Dois 
meses realmente não é muito tempo para uma experiência que 
pode trazer benefícios para toda a vida. Experimente — existe 
uma grande possibilidade de que você gostará. 
1, 2, 3, 4. The Key to Feminine Response in Marriage, Ronald M. 
Deutsch. 
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10 
O Homem Impotente 
Certo médico achava-se convalescendo de uma operação 
em um famoso centro de pesquisas médicas. Um dia, estava 
no gabinete de um ex-colega da faculdade, que era então o 
diretor do centro, e perguntou-lhe: "Existe algum problema 
clínico que pareça estar aumentando hoje em dia?" Sem 
hesitar, o amigo respondeu: "Sim; a impotência masculina. Ê 
raro o dia em que não aparece aqui um homem, preocupado, 
a dizer-me: "Doutor, acho que estou ficando impotente." E 
tenho visto muitos romperem em lágrimas." 
Este livro não estaria completo sem um exame cuidadoso 
do crescente problema da impotência sexual. 
Depois que o indivíduo completa quarenta anos, seu mais 
importante órgão sexual passa a ser o cérebro. O tamanho de 
seus órgãos genitais não tem nada a ver com sua capacidade 
sexual, mas o que ele pensa a respeito de si mesmo tem. Se ele 
se considera viril e eficiente, ele o é. Se pensa que é incapaz, 
ele o é. O velho ditado: "Ês aquilo que pensas ser", aplica-se 
muito à capacidade sexual masculina. 
A primeira vez que deparei com um caso de impotência foi 
após uma palestra sobre "Ajustamento físico no casamento", 
que fiz em um de nossos seminários. Um homem de quarenta 
e oito anos perguntou-me se eu achava que havia esperanças 
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para um indivíduo que era impotente havia oito anos. Lasti-
mando interiormente essa tragédia desnecessária, indaguei-
lhe como sua esposa encarava o fato. Ao que ele replicou: "Ela 
se acostumou." Que tristeza! O desconhecimento dos fatos 
privara a ambos da chance de desfrutarem de inúmeros atos 
amorosos. 
POR QUE ALGUNS HOMENS SE 
TORNAM IMPOTENTES 
Pesquisas revelam que a impotência está crescendo a 
índices alarmantes. E quero dizer que a situação se agravará 
ainda mais, a menos que os homens aprendam um pouco 
acerca de si próprios, e que suas esposas também fiquem a par 
do que podem fazer para auxiliá-los. 
O impulso sexual do homem atinge o ponto máximo entre 
as idades de dezoito e vinte e dois anos. Daí por diante, parece 
declinar lentamente, tão lentamente que a maioria deles só se 
dá conta disso entre os quarenta e cinco e os quarenta e oito 
anos, e muitos só o detectam já na casa dos sessenta. A 
primeira vez que um homem sente dificuldade em manter a 
ereção ou não consegue ejacular, o mal se torna como uma 
epidemia avassaladora. Em pouquíssimo tempo, ele se con-
vence de que está perdendo a masculinidade, e quanto mais 
pensar desta forma, mais probabilidade tem de enfrentar 
outras crises de impotência. 
Um senhor de quarenta e cinco anos, que gozava de um 
ótimo relacionamento sexual com a esposa, resolveu subme-
ter-se à vasectomia. Três médicos lhe haviam garantido que a 
operação era perfeitamente segura, e que não diminuiria seu 
desejo sexual. Ele esperou passarem-se os dois meses e meio 
após a operação, conforme lhe fora instruído, para depois 
tirar a amostra de sêmen e levar ao médico, a fim de ser 
examinado. Mas teve uma experiência infeliz. Coincidiu que 
nesse mesmo dia ele deveria viajar a serviço, ficando fora uma 
semana. O horário do vôo era 15 h, e ele combinou com a 
esposa que teriam relações à tarde, a fim de retirar a amostra 
que ela levaria ao laboratório, após deixá-lo no aeroporto. 
Infelizmente, ele chegou em casa um pouco depois da hora 
que tencionava; arrumou a mala precipitadamente, e come-
çou o ato sexual às pressas. Mas a ereção conseguida não foi 
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suficientemente rija para satisfazer a esposa,