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183759 O Ato Conjugal

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que caia sobre um fio de alta tensão pode 
provocar curto circuito, assim também o temor pode causar 
um curto circuito ao impulso sexual do homem. 
Quando seu pênis, antes rígido e latejante, de repente, se 
torna flácido, sem uma razão aparente, podemos suspeitar de 
que o "culpado" é o cérebro. O medo "ataca" novamente! 
Apesar da atitude confiante que todo homem demonstra, e 
da imagem de grande parceiro no amor que ele procura 
projetar, é constantemente assediado por cinco temores relati-
vos ao sexo. 
A. Temor de rejeição. Dependendo do temperamento de 
cada um e das reações anteriores da esposa, o homem muitas 
vezes aborda-a com um arraigado temor de ser rejeitado. 
Naturalmente, existem ocasiões em que ela se acha realmente 
"cansada", ou "não se sente bem". Mas é importante que seja 
sempre muito sincera, e se o marido for uma pessoa sensível, 
ela deve convencê-lo de que o problema é com ela, e não com 
ele. Seu inconsciente temor de ser rejeitado pode levá-lo a 
interpretar sua recusa como uma declaração de que não o 
considera sexualmente estimulante, e nenhum homem pode 
aceitar a idéia de não ser atraente para a esposa. Nada fere 
mais o seu ego. Algumas mulheres nos dizem que essa rejeição 
esfria o marido por várias semanas. 
B. O temor de ser comparado com outros homens. Este 
temor básico dos homens não deve constituir-se um problema 
para os crentes, já que a Bíblia ensina claramente que as 
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pessoas devem manter-se virgens antes do casamento. Se 
alguém quebrou este princípio, ou se já foi casado anterior-
mente, nunca deve fazer comparações. (Até mesmo um crente 
maduro pode ter dificuldades para se esquecer completa-
mente desta transgressão do plano perfeito de Deus.) Certo 
homem, tanto importunou a esposa, que esta, por fim, confes-
sou que o falecido marido era sexualmente melhor do que ele. 
Mas esta confissão causou muitas mágoas, e acabaram vindo 
ao meu gabinete em busca de aconselhamento. 
C. Temor de não ser capaz de satisfazer a esposa. Estudos 
recentes demonstram que muitos homens se sentem grande-
mente frustrados quando a esposa não se satisfaz no ato 
conjugai. Isso também parece ameaçar sua masculinidade. 
Uma mulher inteligente deverá expressar sua satisfação ver-
balmente, como também poderá fazê-lo de maneiras mais 
sutis. 
D. Temor de perder a ereção. Um ato sexual satisfatório 
depende, em grande parte, da habilidade do marido de 
manter a ereção. Um pênis flácido é insatisfatório para ambos 
os cônjuges, além de ser humilhante para o marido. 
E. Temor de não conseguir ejacular. Nenhum homem 
pensa que pode fracassar na ejaculação, enquanto não sofre a 
primeira crise de impotência. Mas essa primeira vez tem um 
efeito tão devastador sobre ele, que o medo de que o fato se 
repita acaba provocando uma neurose, o que, por sua vez, 
torna impotente um homem perfeitamente normal. 
4. Ridículo. O homem simplesmente não consegue tolerar 
o ridículo. Uma mulher sábia nunca submeterá o marido a 
isso. E esse temor diz respeito principalmente a qualquer fato 
associado com sua masculinidade, e mais ainda com seus 
órgãos genitais. Embora isso possa parecer um estranho 
capricho da natureza, todo pênis intumescido tem a mesma 
dimensão (de 15 a 20 cm) independentemente do tamanho do 
homem. Entretanto, quando relaxado, ele pode medir de 5 a 
20 centímetros de comprimento. Ninguém ainda soube expli-
car adequadamente por que alguns encolhem mais que ou-
tros, mas o certo é que, se o pênis de um homem é pequeno 
quando relaxado, ele pode ter medo de ser incapaz. Contudo, 
ele não precisa ter mais do que cinco ou seis centímetros para 
atuar soberbamente no ato sexual, pois a parte da mucosa 
vaginal mais sensível ao toque ou pressão é de apenas 5 ou 6 
centímetros, a partir da abertura externa. 
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Com toda a certeza, nenhum homem é demasiadamente 
pequeno; contudo, milhões deles temem essa possibilidade. 
Portanto, se uma mulher fizer brincadeiras acerca do órgão do 
marido, isso pode ter um efeito destrutivo sobre ele, pois 
agindo assim, ela pode coibir seu funcionamento normal. 
Certo senhor ficou tão humilhado com um comentário feito 
pela esposa, que não conseguiu dizer a ela o quanto ela o 
magoara ao dizer: "Será que você não é homem bastante para 
me satisfazer esta noite?" Ela não tivera a intenção de ridicu-
larizá-lo, mas, infelizmente, estava nervosa ao conversar sobre 
o ato sexual, e nem sonhara que ele pudesse considerar seu 
comentário ofensivo. Provavelmente, o leitor pode deduzir 
qual foi o efeito que causou em outro marido as palavras da 
esposa que, não percebendo que ele estava passando por sua 
primeira crise de impotência, disse-lhe: "O que há, rapaz? 
Você já não é mais o mesmo?" O ridículo é uma arma infantil. 
Quando utilizado por uma esposa pode ser semelhante a um 
assassinato. 
5. Sentimento de culpa. Um ponto que a psicologia 
moderna ignora, já que dá um enfoque humanístico à solução 
dos problemas do homem, solução esta que ela tenta encon-
trar à parte de Deus, é a realidade da consciência. Por isso, os 
psicólogos raramente explicam — quando explicam — que o 
amor livre e a promiscuidade antes do casamento, ou mesmo 
depois, pode resultar numa séria sensação de culpa, que leva o 
homem à impotência. Sabe-se que muitas mulheres sofrem 
desse senso de culpa após o casamento, por não terem adotado 
padrões morais mais firmes antes dele. Isso diminui grande-
mente sua capacidade de desfrutar do sexo. O mesmo pode 
suceder ao homem. Certo jovem, analisando seu problema de 
impotência no primeiro ano de casado, resumiu tudo nas 
seguintes palavras: "Eu tinha mais impulso sexual quando 
vivíamos juntos, do que agora que ela é minha esposa." Outro 
homem afirmou: "Desde que tive um caso com a esposa de 
meu melhor amigo, fico frouxo toda vez que entro em nosso 
quarto." Certo vendedor de porta em porta confessou ter tido 
sua primeira crise de impotência pouco depois de haver sido 
seduzido (assim disse ele) por uma mulher, sendo apanhado 
pelo marido dela. Uma coisa que todos estes indivíduos 
tinham em comum era o sentimento de culpa. 
As vantagens da virtude e da castidade são muitas, sendo 
que a principal delas é uma consciência limpa. Um dos casos 
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mais tristes que já chegou ao nosso conhecimento foi o de um 
jovem pastor que abandonou a esposa, os filhos e o ministério 
por causa de uma mulher a quem "amava tanto, que não 
poderia desistir dela". Após dez anos de consciência culpada, 
ele se queixava de impotência, com a idade de trinta e sete 
anos. Por fim, ele confessou: "Todas as vezes que entro em 
casa e vejo minha atual esposa, lembro-me da primeira, a 
quem abandonei. Sempre que entro no quarto, lembro-me de 
minha infidelidade. Todas as vezes que passo por uma igreja, 
lembro-me do ministério que amava tanto. Agora, além de 
tudo isso, estou impotente. Minha falta de interesse desagrada 
minha mulher. Ela exige que eu tenha relações sexuais, e tudo 
fica cada vez pior." 
A Bíblia nos adverte de que: "O caminho dos pérfidos é 
intransitável" (Pv 13.15.) E acrescenta: "Tudo que o homem 
semear, isso também ceifará." (Gl 6.7.) Felizmente, existe uma 
solução para o problema do sentimento de culpa: receber a 
Jesus Cristo como Salvador e Senhor, fazendo confissão dos 
pecados em seu nome. "Se confessarmos os nossos pecados, 
ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de 
toda injustiça." (1 Jo 1.9.) Embora o Senhor nos perdoe no 
mesmo instante, já observei que as pessoas demoram um 
pouco mais a perdoar-se. Por isso, essa impotência que resulta 
do sentimento de culpa não desaparece da noite para o dia. 
6. Querer algo que está fora das possibilidades. Ê impor-
tante que o homem compreenda que Deus o criou com um 
impulso sexual que atinge o auge entre os dezoito e vinte e dois 
anos. Durante este período,