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Apostila estrutura anatomica e química da madeira

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água. 
 Segundo essa teoria da coesão-tensão, portanto a absorção e a condução 
de água estão relacionadas com a transpiração. A Figura a seguir mostra a 
absorção e a transpiração. 
 
 
Figura 11 – Relação entre absorção e 
transpiração (Fonte: Lopes, 1994) 
 
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Condução da seiva elaborada: A seiva elaborada é conduzida das folhas para as 
diversas partes da planta através dos tubos crivados do floema. 
 Nas dicotiledôneas e gimnospermas, os vasos liberianos localizam-se nas 
casca do caule, enquanto os vasos lenhosos, que conduzem a seiva bruta, 
localizam-se mais internamente, no xilema. A seiva elaborada circula, pela csca 
do caule. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Retirando-se um anel completo da
casca de um tronco (anel de Malpighi),
podemos notar, após algumas semanas,
que a casca logo acima do corte fica
entumescida por acúmulo de seiva
elaborada. 
 As folhas continuam a receber a
seiva bruta, mas as raízes e demais
partes abaixo do corte deixarão de
receber a seiva elaborada. 
 
 Desta forma, por falta de nutrição das raízes, a planta terminará por 
ó o açúcar produzido nas folhas, como 
 substâncias dissolvidas na água. 
enominada translocação. A explicação 
tese do fluxo em massa ou hipótese 
hipótese, a seiva elaborada move-se 
te decrescente de concentração, desde 
 alta) até um local onde é consumida 
sucumbir. 
 A seiva elaborada transporta não s
também aminoácidos, hormônios e outras
 A condução da seiva elaborada é d
mais aceita para a translocação é a hipó
do fluxo por pressão. Segundo essa 
através do floema, ao longo de um gradien
o local onde é produzido (concentração
(pressão baixa). 
 
Sustentação do vegetal 
 A função de sustentação é desempenhada nas gimnospermas e 
angiospermas principalmente pelas células alongadas que constituem, via de 
regra, a maior parte do xilema: os traqueídeos axiais, no caso das gimnospermas, 
chegam a uma proporção de até 95%, como no pinheiro-do-paraná, 
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particularmente aqueles correspondentes ao lenho tardio; no caso das 
angiospermas, as fibras representam de 20 a 80% do lenho. 
 
 
 
CONSTITUIÇÃO ANATOMICA DO CAULE: 
 
DAS GIMNOSPERMAS: 
Um dos aspectos característicos da madeira das gimnospermas é a 
ausência de vasos. Elas são compostas principalmente de células semelhantes a 
tubos, longas; são estreitas e com as extremidades fechadas. Essas células 
chamadas traqueídeos têm suas paredes finas no lenho inicial e espessas no 
lenho tardio. 
 A composição volumétrica estimada dos constituintes celulares de uma 
gimnosperma típica é a seguinte: 
- Traqueídeos longitudinais..............................93% 
- Canais resiníferos.......................................... 1% 
- Raios lenhosos............................................... 6% 
As porcentagens citadas destacam a importância que os traqueídeos 
desempenham no fluxo de fluido nas gimnospermas. 
 
 
 
Traqueídeos axiais: 
 São células alongadas e estreitas, mais ou menos pontiagudas, que 
ocupam até 95% do volume da madeira. Uma vez formados pelo câmbio, estes 
elementos celulares têm uma longevidade muito curta; perdem o conteúdo celular 
tornando-se tubos ocos de paredes lignificadas, que desempenham as funções de 
condução e sustentação no lenho. Para que ele realize a circulação de líquidos 
extraídos do solo pelas raízes nas regiões periféricas do alburno, as paredes 
destas células apresentam pontuações areoladas, pelas quais os líquidos passam 
de célula para célula. 
 
Pontuações: 
 As paredes secundárias dos traqueídeos contêm interrupções ou lacunas 
que são denominadas pontuações. Estas por apresentarem a forma circular ou de 
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rosca, são denominadas pontuações areoladas. Nos traqueídeos do lenho inicial 
elas são grandes e com abertura interna circular. As do lenho tardio são menores 
e com aberturas internas ovaladas. 
 Normalmente duas pontuações correspondentes em traqueídeos 
adjacentes formam um par de pontuações areoladas. 
 As paredes das células do parênquima axial ou radial são providas de 
pontuações simples, isto é, que não apresentam auréola. Quando houver 
correspondência entre duas pontuações simples forma-se um par de pontuações 
simples. Quando o contato for entre uma célula parenquimática e um traqueídeo 
longitudinal forma-se um par de pontuações semi-areolado, estando a auréola do 
lado do traqueídeo (Figura 12). 
 
Figura 12 – Esquema ilustrativo de pares de pontuações 
 
 O torus presente na membrana das pontuações das gimnospermas pode 
estar aderente à abertura da pontuação e, nesse caso, diz-se que ele está 
aspirado (Figura 12), situação que pode obstruir completamente a abertura da 
pontuação. Essa obstrução, que pode ser causada por pressões oriundas de 
tensões exercidas por fluidos nas aberturas da membrana, está relacionada com 
a permeabilidade das gimnospermas (Figura 13). 
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Figura 13 – Esquema ilustrativo de pares de pontuação aberta e aspirada. 
 
Parênquima longitudinal ou axial: 
 Nas gimnospermas, o parênquima longitudinal ocorre nas famílias 
taxodiáceas, cupressáceas e podocarpáceas; enquanto que em araucariácea e 
taxácea não ocorre esse tipo de parênquima. 
 Nas madeiras de gimnospermas que apresentam canais resiníferos como 
as do gênero pinus, larix e pseudotsuga, o parênquima axial encontra-se somente 
circundando e cobrindo aqueles canais. Esse parênquima é denominado 
parênquima epitelial longitudinal. 
 
 
Parênquima radial (raios): 
 Os raios das gimnospermas são constituídos quase sempre por uma só 
fileiras de células parenquimáticas de largura (unisseriados), ocasionalmente 
duas células de largura (bisseriados) e de uma a vinte cinco, raramente até 50 
células de altura. Nas madeiras que apresentam canais resiníferos radiais, os 
raios são multisseriados na parte central e são denominados fusiformes. 
 
Traqueídeos radiais: 
 Os raios, principalmente das madeiras da família pinácea e, 
excepcionalmente cupressáceas, apresentam paredes secundárias lisas ou 
denticuladas e pontuações areoladas menores do que as dos traqueídeos axiais. 
Os raios que apresentam traqueídeos radiais são denominados heterogêneos e 
que possuem somente células parenquimáticas radias são denominados 
homogêneos. 
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Células epiteliais: 
 São células de parênquima axial, especializadas na produção de resina, 
que delimitam os canais resiníferos formando um epitélio. Morfologicamente, 
distingue-se dos elementos de parênquima axial normal por serem mais curtas e 
hexagonais e conterem um núcleo grande e denso citoplasma enquanto vivas. As 
células epiteliais podem apresentar paredes espessas e lignificadas como em 
Picea, Larix e Pseudotsuga, ou paredes finas não lignificadas como em Pinus; 
trata-se de um detalhe com valor diferencial. 
 
 
Canais resiníferos: 
 São definidos como espaços intercelulares com forma tubular. Tanto 
interna como externamente eles são revestidos por uma ou mais camadas de 
células parenquimáticas que no conjunto, recebem a denominação de epitélio ou 
parênquima epitelial ou resinífero. Esses canais podem ser verticais e horizontais 
e os primeiros podem ser normais ou traumáticos. Estes podem surgir por 
qualquer injúria que ocorrer na árvore. 
 Os canais normais ocorrem de maneira difusa nas camadas de 
crescimento, com ligeira tendência para uma maior concentração no lenho tardio. 
Os de origem traumática apresentam-se sempre juntos, formando séries 
tangenciais, geralmente no lenho inicial. 
 Canais resiníferos axiais (Figura 14) podem surgir em conseqüência de 
ferimentos provocados na árvore, mesmo em madeiras em que são normalmente

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