Marcus Claúdio Acquaviva - Teoria Geral do Estado - 3º Edição - Ano 2010

@direito-constitucional-i UERJ
#Direito#Constitucional#TGE#estado#Formas de Governo
...

Pré-visualização

3) Decreto n. 13, de novembro de 1823...................................................................... 342
4) Proclamação de D. Pedro 1........................................................................................ 343
5) Manifesto de S. M. o Imperador aos brasileiros.................................................... 344
6) Proclamação do Governo Provisório, em 15.11.1889 ...........................................347
7) Decreto n. 1, de 15.11.1889 (Proclamação da República)...................................348
8) Decreto n. 119-A, de 07.01.1890 (Liberdade de culto).............................................349
9) Decreto n. 19.398, de 11.11.1930 (Institui o Governo Provisório da República dos
Estados Unidos do Brasil)................................................................................................. 350
10) Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 10.12.1948 ...........................353
11) Emenda Constitucional n. 4, de 02.09.1961 (Sistema parlamentarista)...............357
12) Preâmbulo do Ato Institucional n. 1, de 09.04.1964...............................................363
13) Emenda Constitucional n. 26, de 27.11.1985.......................................................... 364

ÍNDICE ALFABÉTIC0-REMISS1V0................................................................................... 367





APRESENTAÇÃO

Esta nova edição da obra Teoria Geral do Estado, do Prof. Marcus Cláudio 

Acquaviva, acha-se inteiramente revista e ampliada, de modo a atender praticamen­

te a todos os programas da disciplina determinados por universidades e faculdades 

de Direito.

O autor, conhecido mestre de Direito, é advogado e leciona na Faculdade de 

Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. No exercício de 

seu magistério, recebeu, por parte de colegas e alunos, inúmeros pedidos e incenti­

vo para a reedição do livro, esgotado há vários anos. Consciente da necessidade de 

republicar a obra, o Prof. Acquaviva passou a dedicar grande parte de seu tempo 

na revisão e na ampliação substancial do conteúdo do livro, tendo em vista a dinâ­

mica do mundo globalizado e seus novos questionamentos.

Dentre os tópicos constantes da obra, cumpre mencionar a natureza, o con­

ceito e a evolução histórica da disciplina Teoria Geral do Estado, o fundamento, a 

definição e as espécies de sociedade, o conceito e a evolução histórica do Estado, o 

Estado de Direito, as causas constitutivas do Estado (povo e nação, território, po­

der político, soberania, ordem jurídica, bem comum), a Constituição política (con­

ceito, evolução histórica e espécies), as formas de Estado, as formas de governo an­

tigas e modernas, a democracia, o sufrágio e o voto, os partidos políticos, os regimes 

de governo (presidencialismo e parlamentarismo), as ideologias políticas (anarquis­

mo, sindicalismo revolucionário, marxismo-leninismo, social-democracia e outras) 

e as organizações interestatais.

Várias inovações enriquecem a obra, com destaque para uma abordagem aos 

partidos políticos no Brasil, análise minudente sobre o princípio da separação das 

funções do Estado e um capítulo sobre as organizações interestatais, que muitos 

denominam “internacionais”, incluindo tópicos como o Direito Comunitário (an­

tecedentes da União Européia) e o Mercosul. Além desse nobre material de pesqui­

XV



XVI Teoria Geral do Estado

sa, o autor promoveu inúmeros acréscimos ao próprio texto, dentre esses oportu­

nas referências a autores de nomeada.

Um dos maiores atrativos da obra, a antologia de clássicos da Política e da 

Teoria Geral do Estado foi, também, aumentada, passando a contar com mais ex­

certos de obras famosas e de difícil acesso para o estudante, cm face dc sua rarida­

de ou alto custo. Isso permitirá ao aluno, e mesmo ao professor, uma pesquisa com 

mais conforto e rapidez. Participam da antologia, dentre outros clássicos, Cícero, 

Santo Tomás de Aquino, Shakespeare, Maquiavel, Karl Marx e Friedrich Engels, 

Lênin, Gustave Le Bon, Benito Mussolini e Hans Kelsen, isso sem mencionarmos 

outros textos de grande valor doutrinário constantes da primeira parte da obra.

Encerrando o conteúdo desta, e também para enriquecer a informação aca­

dêmica, uma oportuna documentação histórico-legislativa pertinente à Teoria Ge­

ral do Estado, a partir do Primeiro Império brasileiro até a atualidade, valendo des­

tacar o Decreto n. 1, de 15.11.1889 (Proclamação da República), o Decreto n. 

19.398, de 11.11.1930 (Governo Provisório da República), a Declaração Univer­

sal dos Direitos do Homem, de 10.12.1948 c a Emenda Constitucional n. 4, de 

02.09.1961 (Sistema parlamentarista dc governo).



A DISCIPLINA

NATUREZA, CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
DA TEORIA GERAL DO ESTADO

Bibliografia: DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado, São Pau­

lo, Saraiva, 1981. f i s c h b a c i i , O. G. Teoria general dei Estado, México, Nacional, 1981. 

l i m a , Paulo Jorge de. Curso de teoria do Estado, 2. ed., São Paulo, Bushatsky, 1970. 

s i l v e i r a  n e t o , Honório. Teoria do Estado, 7. ed., Rio de Janeiro, Forense, 1985.

Ao ingressar na Faculdade de Direito, o iniciante do curso jurídico se depara 

com uma série de disciplinas denominadas básicas, cuja finalidade é orientá-lo quan­

to aos fundamentos do Direito e da sociedade. Da mesma forma que a Biologia, a 

Anatomia e tantas outras matérias congêneres constituem a base dos estudos espe­

cíficos no campo das Ciências Médicas, a Teoria Geral do Estado, a Introdução ao 

Estudo do Direito, a Sociologia e a Economia visam propiciar conhecimentos bá­

sicos para a compreensão e a própria justificação de disciplinas mais específicas, 

como o Direito Administrativo, o Direito Penal e o Direito Tributário, entre tantas 

outras.

Quando um juiz comina pena de prisão, um fiscal de rendas impõe multa ao 

contribuinte faltoso, uma autoridade judicial intima alguém para depor em proces­

so ou para atuar como mesário ou apurador de votos cm uma eleição ou, ainda, 

proíbe o fumo em bares, restaurantes e condomínios e o álcool nas rodovias, é o 

F^stado, entidade imaterial, mediante seus órgãos concretos, como magistrados, fis­

cais e servidores públicos, que faz valer a vontade da lei, à qual todos devem sub­

meter-se em prol do interesse público.

1



2 Teoria Geral do Estado

Estado e Direito são, portanto, ideias inseparáveis, sendo a lei a formalização 

da vontade estatal. Ora, se o instrumental de trabalho do bacharel em Direito é a 

lei, como sonegar ao estudante uma sólida formação ética a respeito dos funda­

mentos do Estado, do Direito e da própria sociedade? Daí plenamente justificada 

a existência, no curso jurídico, dc uma disciplina como a Teoria Geral do Estado, 

também denominada Teoria do Estado, Doutrina do Estado ou, ainda, Direito Cons­

titucional I, como Parte Geral do Direito Constitucional Positivo.

A denominação Teoria Geral do Estado, proveniente da expressão alemã Alt- 

gemeine Staatslehre, criada em 1672 pelo holandês Ulric Huber, sempre recebeu 

críticas pelo adjetivo geral que contém, pecando por redundância, uma vez que, não 

podendo haver ciência do particular, uma teoria é, inevitavelmente, gerai Daí as 

vertentes Teoria do Estado (Staatslehre), adotada por Hermann Heller, e Doutrina 

do Estado, preferida por Alessandro Groppali. Todavia, ingleses e norte-america- 

nos denominam essa disciplina Political Science, e os franceses, Science Politique.

Sendo eminentemente teórica, a Teoria Geral do Estado é especulativa, e não 

prática, sendo seu objeto não a análise dc um Estado concreto, específico, mas o 

estudo do Estado em abstrato, como instituição universal, sob os mais variados 

pontos de vista, como origem, evolução, organização e ideologias políticas.
Susana Freire fez um comentário
  • Eu amo esse livro ! =))
    • 1 aprovações
    Carregar mais