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Anotações para uma historia da energia eletrica na paraiba

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em Cr$ 1.156.948,00. MUNICÍPIO DE AREIA - Um 
terreno medindo aproximadamente 120 metros quadrados, no valor de Cr$ 
12.000,00; um prédio de construção sólida-alvenaria, com uma área coberta de 
100 metros quadrados, no valor de Cr$ 95.000,00; rêde elétrica constando de 
fios de cobre nú, colunas de ferro, postes de cimentos, cantoneiras, isoladores e 
roldanas, no valor de Cr$ 298.790,00; Casa de fôrça, compondo-se de motor, 
Marca S.L.M., quadro refrigeração, pertences e acessórios, no valor global de 
Cr$ 2.415.000,00. Conforme exposição acima estimamos o valor da empresa 
elétrica de Areia no valor de Cr$ 2.820.790,00. MUNICÍPIO DE ESPERANÇA 
- Um terreno medindo aproximadamente 700 metros quadrados, no valor de 
Cr$ 49.000,00; um prédio de construção sólida-alvenaria, com uma área 
coberta de 136,50 metros quadrados, no valor de Cr$ 109.200,00 onde 
funciona a casa de fôrça e outro prédio, também de construção sólida com 
uma área coberta de 66,20 metros quadrados, no valor de Cr$ 52.960,00, onde 
funciona o almoxarifado; rêde elétrica constando de fios de cobre nú, colunas 
de ferro, postes de cimento, cantoneiras, isoladores e roldanas, no valor global 
de Cr$ 142.200,00; casa de fôrça, compondo-se de 2 motores marcas 
Internacional e S.L.M., gerador, refrigeração, quadro, pertences e acessórios, 
no valor de Cr$ 2.829.000,00. Conforme exposição acima, estimamos o valor 
da Empresa Elétrica em Cr$ 3.182.360,00. MUNICÍPIO DE ALAGOA 
GRANDE - Um terreno medindo aproximadamente 303,80 metros quadrados, 
no valor de Cr$ 25.000,00; um prédio de construção sólida-alvenaria, com 
uma área coberta de 70 metros quadrados, no valor de Cr$ 4 98.000,00; rede 
elétrica, constando de fios de cobre nú, colunas de ferro, cantoneiras, 
isoladores, roldanas, no valor de Cr4 320.864,00. Conforme a exposição 
acima, estimamos o valor dos bens oferecidos pelo município de Alagoa 
Grande em Cr$ 443.864,00. E, assim, dão os peritos por terminado o seu 
trabalho, e assinam o presente laudo, em duas fôlhas datilografadas 
devidamente rubricadas.
Areia, 18 de novembro de 1957.
Ass.) - Benigno Waller Barcia
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Mário Toscano de Brito
Finda a leitura, o senhor presidente submeteu o laudo a discussão. Em 
virtude de não ter havido pedidos de esclarecimentos aos peritos presentes, e 
do pronunciamento dos senhores Prefeitos dos Municípios de Guarabira, 
Esperança, Areia, Alagoinha, Pirpirituba, Araruna, Caiçara e Alagoa Grande, 
subscritos que haviam oferecido os bens avaliados para integralização do 
valor de suas ações afirmando que aceitavam a estimação dos peritos, 
declarou o sr. Presidente "em discussão" o referido laudo e , não havendo 
observação, o submeteu a votação, verificando-se a sua aprovação por todos 
os presentes, com abstenção dos senhores Osmar de Araújo Aquino, Elógio 
Martins de Araújo, Josué Ismael de Oliveira, José Fortuna Pereira dos Santos, 
Benjamim Gomes Maranhão, Manoel de Azevêdo Maia, Joaquim Virgolino da 
Silva e José Ferreira de Paiva, Prefeitos e representantes dos municípios 
interessados. Em seguida procedí à leitura dos recibos bancários 
comprobatórios em dinheiro da décima parte do capital Social, feitos nos 
Bancos do Povo-filial de Guarabira, Banco do Brasil-Filial de Areia e Banco 
do Estado da Paraíba, em João Pessoa, sendo respectivamente: Banco do Povo 
Cr$ 958.055,50, Banco do Brasil Cr$ 576.120,00 o Banco do Estado da 
Paraíba Cr$ 15.006.803,40. O Sr. presidente declarou que abria a discussão 
sôbre o projeto dos Estatutos, que lí, e fôra publicado no Diário Oficial deste 
Estado, A UNIÃO, nos dias 25,27 e 28 de abril de 1957 e no jornal O NORTE 
nos dias 25,26 e 27 do mesmo mês e ano e no CORREIO DA PARAÍBA, nos 
dias 24,25 e 26 do mesmo mês e ano acima referido, como é do conhecimento 
dos Srs. subscritores. Não havendo quem quisesse usar da palavra, foi o 
projeto dos Estatutos submetidos a cotação, dizendo o presidente que deviam 
ficar sentados os que votassem pela sua aprovação. Verificou-se que o projeto 
dos estatutos foi aprovado por unamidade. O Sr. Presidente declarou, na forma 
da lei, constituida a Companhia e determinou se procedesse, a eleição dos 
membros da primeira Diretoria, do Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal. 
Esclareceu o presidente que cada subscritor devia assinar sua cédula a fim de 
que pudessem ser contados os votos, pois cada ação dava direito a um voto. 
Feita a chamada dos subscritores, pela ordem em que figuravam na "Lista de 
presença", foram os mesmos depositando as células em cada urna, uma para a 
Diretoria, outra para o Conselho Consultivo e finalmente a terceira para o 
Conselho Fiscal. Finda a votação, foram primeiramente retiradas as cédulas 
da urna da Diretoria por mim secretário, e contadas, verificando-se que todos 
o subscritores presentes, em número correspondente ao da "Lista de presença", 
haviam votado. À medida que o presidente lia em voz alta a cédula e o nome 
do votante, fui tomando nota dos nomes das pessoas para a Diretoria e o 
número de votos que lhes era dado. Findo o trabalho de apuração, positivou-se 
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que para os três cargos de Diretoria fôram eleitos: - Diretor Presidente o Dr. 
Rômulo Romero Rangel, brasileiro, advogado, residente em João Pessoa, para 
Diretor Comercial o Sr. Clóvis Moreno Gondim, brasileiro, bancário, residente 
em João Pessoa, e para Diretor Técnico o General Edson Amancio Ramalho, 
brasileiro, general do Exército, residente em João Pessoa. O presidente 
declarou eleitos os Sr. Dr. Rômulo Romero Rangel, Diretor Presidente, o Sr. 
Clóvis Moreno Gondim, para Diretor Comercial e o General Edson Amâncio 
Ramalho, para Diretor Técnico, aos quais declarou que deveriam prestar 
caução de ações da companhia, antes de investirem-se nos cargos. Em seguida 
procedeu-se da mesma forma a apuração dos votos para a eleição do conselho 
Consultivo e do Conselho Fiscal, verificando-se, afinal, que tinham sido eleitos 
para o Gonselho Consultivo o Dr. Serafim Rodriguez Martinez, brasileiro e 
residente em João Pessoa, o Dr. Lauro Pires Xavier, brasileiro, rsidente em 
João Pessoa, o Sr. Austregésilo de Freitas, brasileiro, residente em Areia, o Sr. 
Waldemar Alves Nóbrega, brasileiro, casado, residente em Bananeiras, e o Dr. 
João dos Santos Coêlho Filho, brasileiro, casado, rsidente em João Pessoa, e 
para o Conselho Fiscal, membros efetivos, o Sr. Severino Cavalcanti de 
Azevêdo, brasileiro, casado, residente em Serraria, o Sr. Ernesto Lombardi de 
Carvalho, brasileiro residente em João Pessoa e o Sr. Francisco Souto Neto, 
brasileiro, casado, residente em Esperança; e para suplente os Srs. Severino 
Cabral de Lucena, brasileiro, residente em Araruna, Pedro Tavares 
Cavalcanti, brasileiro, residente em Alagoa Nova e o Sr. Telésforo Onofre 
Marinho, brasileiro, residente em Alagoa Grande. O Sr. presidente disse então 
que a Assembléia devia, de acordo com a lei e os Estatutos votar a 
remuneração dos membros da Diretoria e dos Conselhos Consultivo e Fiscal. 
Pediu então a palavra o subscritor Osmar de Aquino que propos a seguinte 
representação: - Para cada membro da Diretoria Cr$ 10.000,00 (dez mil 
cruzeiros) mensais; Cr$ 250,00 (duzentos e cincoenta cruzeiros) para cada 
membro do Conselho Consultivo, por sessão e Cr$ 1.000,00 (hum mil 
cruzeiros) semestrais para cada membro do Conselho Fiscal. A proposta foi 
posta em discussão e não havendo quem se manifestasse em contrário foi 
submetida à votação e a mesma aprovada