Norma6118-2003
225 pág.

Norma6118-2003

Disciplina:Materiais de Construção Civil II399 materiais7.607 seguidores
Pré-visualização50 páginas
s

As verificações de combinações de carregamento de ELS ou de fadiga podem ser baseadas na análise linear
sem redistribuição. De uma maneira geral é desejável que não haja redistribuição de esforços em serviço.

14.5.4 Análise plástica

A análise estrutural é denominada plástica quando as não linear

a) se consideram os efeitos de segund

b) não houver suficiente dutilidade para que as

No caso de carregamento cíclico com possibilidade de fadiga, deve-se evitar o cálculo plástico, observando-
se as prescrições contidas na seção 23.

omportamento não-linear dos ma

Toda a g ometria da estrutura, bem como todas as s
análise não-linear possa ser efetuada, pois a resposta d

Condições de equilíbrio, de compatibilidade e de dutilidade devem ser necessariamente satisfeitas. Análises
não-lineares podem ser adotadas tanto para verificações de estados limites últimos como para verificações
de estados limites de serviço.

14.5.6 Análise através de modelos físicos

Na análise através de modelos físicos, o comportamento estrutural é determinado a partir de ensaios
realizados com modelos físicos de concreto, considerando os critérios de semelhança mecânica.

A metodologia empregada nos experimentos deve assegurar a possibilidade de obter a correta interpretação
dos resultados.

ABNT NBR 6118:2003

© ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados 77

Nes e ser justificada por modelo teórico do equilíbrio nas seções
críticas e análise estatística dos resultados.

Se for possí sultados, pode-se adotar as margens de
seg . Caso contrário, quando só for possível
ava em de segurança referida nesta Norma,
cobrindo a favor da segurança as variabilidades avaliadas por outros meios.

los de cálculo são insuficientes ou estão fora do escopo

Para o caso de provas de carga, devem ser atendidas as prescrições da seção 25.

14.6 Estruturas de elementos lineares

os, grelhas, treliças) podem ser analisadas admitindo-se as seguintes hipóteses:

a) manutenção da seção plana após a deformação;

b) representação dos elementos por seus eixos longitudinais;

c) comprimento limitado pelos centros de apoios ou pelo cruzamento com o eixo de outro elemento
estrutural.

14.6.2 Caracterização da geometria

14.6.2.1 Trechos rígidos

Os trechos de elementos linear to de dois ou mais elementos
podem ser considerados como r como se ilustra na figura 14.1.

te caso, a interpretação dos resultados d ve

vel uma avaliação adequada da variabilidade dos re
urança prescritas nesta Norma, conforme as seções 11 e 12
liar o valor médio dos resultados, deve ser ampliada a marg

Obrigatoriamente devem ser obtidos resultados para todos os estados limites últimos e de serviço a serem
empregados na análise da estrutura.

Todas as ações, condições e possíveis influências que possam ocorrer durante a vida da estrutura devem ser
convenientemente reproduzidas nos ensaios.

Esse tipo de análise é apropriado quando os mode
desta Norma.

14.6.1 Hipóteses básicas

Estruturas ou partes de estruturas que possam ser assimiladas a elementos lineares (vigas, pilares, tirantes,
arcos, pórtic

es pertencentes a região comum ao cruzamen
ígidos (nós de dimensões finitas), da maneira

Figura 14.1 - Trechos rígidos

ABNT NBR 6118:2003

78 © ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados

14.6.2.2 Largura colaborante de vigas de seção T

Quando a estrutura for m de lajes e vigas, esse
efeito pode ser considerado mediante a adoção de uma largura colaborante da laje associada à viga,
compondo uma seção transversal T.

buições de esforços internos, tensões,
deformações e deslocamentos na estrutura, de uma forma mais realista.

 lado da viga em que houver laje colaborante.

A distância a pode ser estimada, em função do comprimento l do tramo considerado, como se apresenta a
seguir:

⎯ viga simplesmente apoiada: a = 1,00
⎯ tramo com momento em uma só extremidade: a = 0,75 ;
⎯ tramo com momentos nas duas extremidades: a = 0,60 ;
⎯ tramo em balanço: a = 2,00

Alternativamente, o cômputo da distância a pode ser feito ou verificado mediante exame dos diagramas de
momentos fletores na estrutura.

No caso de vigas contínuas, permite-se calculá-las com uma largura colaborante única para todas as seções,
inclusive nos apoios sob momentos negativos, desde que essa largura seja calculada a partir do trecho de
momentos positivos onde a largura resulte mínima.

Devem ser respeitados os limites b1 e b3 conforme indicado na figura 14.2.

odelada sem a consideração automática da ação conjunta

A consideração da seção T pode ser feita para estabelecer as distri

A largura colaborante bf deve ser dada pela largura da viga bw acrescida de no máximo 10% da distância a
entre pontos de momento fletor nulo, para cada

l ;

l

l

l .

Figura 14.2 - Largura de mesa colaborante

ABNT NBR 6118:2003

© ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados 79

upções na região da mesa colaborante, a variação da largura
efetiva (bef) da mesa deve respeitar o máximo bf e limitações impostas pelas aberturas conforme mostra a
Quando a laje apresentar aberturas ou interr

figura 14.3.

Figura 14.3 - Largura efetiva com abertura

14.6.2.3 Mísulas e variações bruscas de seções

Na ocorrência de mísula ou variação brusca de se
efetiva da seção aquela indicada na figura 14.4.

ção transversal, só deve ser considerada como parte

Figura 14.4 - Altura e largura efetivas de uma seção transversal

ntre (t1/2 e 0,3h) e a2 igual ao menor valor entre (t2/2 e 0,3h), conforme

14.6.2.4 Vãos efetivos de vigas

O vão efetivo pode ser calculado por:

210ef aa ++= ll
com a1 igual ao menor valor e
figura 14.5.

ABNT NBR 6118:2003

80 © ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados

a) Apoio de vão extremo b) Apoio de vão intermediário

Figura 14.5 - Vão efetivo

s de aplicação de forças
s

14.6.3 Arredondamento do diagrama de momentos fletores

O diagrama de momentos fletores pode ser arredondado sobre os apoios e ponto
con ideradas como concentradas e nós de pórticos. Esse arredondamento pode ser feito de maneira
aproximada conforme indicado na figura 14.6.

Figura 14.6 - Arredondamento de diagrama de momentos fletores

ABNT NBR 6118:2003

© ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados 81

Análise linear com ou sem redistribuição

Apli e 14.5.3 e as
condições específicas apresentadas em 14.6.4.1 a 14.6.4.3.

14.6.4.1 Valores de rigidez

o em pilares, elementos lineares com preponderância de
otadas quando forem decorrentes de redistribuições de momentos

rais é função da posição da linha neutra no ELU. Quanto
 .

forços solicitantes, a posição da
linha neutra no ELU deve obedecer aos seguintes limites:

a) x/d ≤ 0,50 para concretos com f ≤ 35 MPa; ou

Esses limites podem ser alterados se forem utilizados detalhes especiais de armaduras, como por exemplo

redistribuição, reduzindo-se um momento fletor de M para δM, em uma
ção entre o coeficiente de redistribuição δ e a posição da linha neutra

da, obedecer aos seguintes limites:

Pode ser adotada redistribuição fora dos limites estabelecidos nesta Norma, desde que a estrutura seja
calculada mediante o emprego de análise não-linear ou de análise plástica, com verificação explícita da
capacidade de rotação de rótulas plásticas.

14.6.4

cam-se às estruturas de elementos lineares as condições gerais expressas em 14.5.2

Para o cálculo da rigidez dos elementos estruturais permite-se, como aproximação, tomar o módulo de
elasticidade secante (Ecs) (ver 8.2.8) e o momento de inércia da seção bruta de concreto.

Para verificação das flechas devem obrigatoriamente ser consideradas a fissuração e a fluência, usando, por
exemplo, o critério de 17.3.2.1.

14.6.4.2 Restrições para a redistribuição

As redistribuições de momentos fletores e de torçã
compressão e consolos, só podem ser ad
de vigas que a eles se liguem.

Quando forem utilizados procedimentos aproximados, apenas uma pequena redistribuição é permitida em
estruturas de nós móveis (ver