Norma6118-2003
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Norma6118-2003

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apoios independentes do
elemento estrutural, antes do lançamento do concreto, sendo a ligação da armadura de protensão com os
referidos apoios desfeita após o endurecimento do concreto; a ancoragem no concreto realiza-se só por
aderência.

3.1.8 concreto com armadura ativa pós-tracionada (protensão com aderência posterior): Concreto
protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado após o endurecimento do concreto,
sendo utilizadas, como apoios, partes do próprio elemento estrutural, criando posteriormente aderência com
o concreto de modo permanente, através da injeção das bainhas.

3.1.9 concreto com armadura ativa pós-tracionada sem aderência (protensão sem aderência):
Concreto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado após o endurecimento do
concreto, sendo utilizados, como apoios, partes do próprio elemento estrutural, mas não sendo criada
aderência com o concreto, ficando a armadura ligada ao concreto apenas em pontos localizados.

3.1.10 junta de dilatação: Qualquer interrupção do concreto com a finalidade de reduzir tensões internas
que possam resultar em impedimentos a qualquer tipo de movimentação da estrutura, principalmente em
decorrência de retração ou abaixamento da temperatura.

3.1.11 junta de dilatação parcial: Redução de espessura igual ou maior a 25% da seção de concreto.

3.2 Definições de estados limites

3.2.1 estado limite último (ELU): Estado limite relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruína
estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura.

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3.2.2 estado limite de formação de fissuras (ELS-F): Estado em que se inicia a formação de fissuras.
Admite-se que este estado limite é atingido quando a tensão de tração máxima na seção transversal for igual
a fct,f (ver 13.4.2 e 17.3.4).

3.2.3 estado limite de abertura das fissuras (ELS-W): Estado em que as fissuras se apresentam com
aberturas iguais aos máximos especificados em 13.4.2 (ver 17.3.3).

3.2.4 estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF): Estado em que as deformações atingem os
limites estabelecidos para a utilização normal dados em 13.3 (ver 17.3.2).

3.2.5 estado limite de descompressão (ELS-D): Estado no qual em um ou mais pontos da seção
transversal a tensão normal é nula, não havendo tração no restante da seção. Verificação usual no caso do
concreto protendido (ver 13.4.2).

3.2.6 estado limite de descompressão parcial (ELS-DP): Estado no qual garante-se a compressão na
seção transversal, na região onde existem armaduras ativas. Essa região deve se estender até uma distância
ap da face mais próxima da cordoalha ou da bainha de protensão (ver figura 3.1 e tabela 13.3).

Figura 3.1 - Estado limite de descompressão parcial

.a).

3.2.8 estado limite de vibrações excessivas (ELS-VE): Estado em que as vibrações atingem os limites
estabelecidos para a utilização normal da construção.

3.3 Definição relativa aos envolvidos no processo construtivo

3.3.1 contratante: Pessoa física ou jurídica de direito público ou privado que, mediante instrumento hábil de
compromisso, promove a execução de serviços e/ou obras através de contratado técnica, jurídica e
financeiramente habilitado.

3.2.7 estado limite de compressão excessiva (ELS-CE): Estado em que as tensões de compressão
atingem o limite convencional estabelecido. Usual no caso do concreto protendido na ocasião da aplicação
da protensão (ver 17.2.4.3.2

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4 Simbologia

4.1 Generalidades

A simbologia adotada nesta Norma, no que se refere a estruturas de concreto, é constituída por símbolos-
base (mesmo tamanho e no mesmo nível do texto corrente) e símbolos subscritos.

Os símbolos-base utilizados com mais freqüência nesta Norma encontram-se estabelecidos em 4.2 e os
símbolos subscritos em 4.3.

A simbologia geral encontra-se estabelecida nesta seção e a simbologia mais específica de algumas partes
desta Norma é apresentada nas seções pertinentes, de forma a simplificar a compreensão e, portanto, a
aplicação dos conceitos estabelecidos.

As grandezas representadas pelos símbolos constantes desta Norma devem sempre ser expressas em
unidades do Sistema Internacional (SI).

4.2 Símbolos-base

4.2.1 Generalidades

Alguns símbolos-base apresentados em 4.2.2 a 4.2.4 estão acompanhados de símbolos subscritos, de forma
a não gerar dúvidas na compreensão de seu significado.

4.2.2 Letras minúsculas

a - Distância ou dimensão

- Menor dimensão de um retângulo

- Deslocamento máximo (flecha)

b - Largura

- Dimensão ou distância paralela à largura

- Menor dimensão de um retângulo

bw - Largura da alma de uma viga

c - Cobrimento da armadura em relação à face do elemento

d - Altura útil

- Dimensão ou distância

e - Excentricidade de cálculo oriunda dos esforços solicitantes MSd e NSd

- Distância

f - Resistência (ver seção 8)

h - Dimensão

- Altura

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i - Raio de giração mínimo da seção bruta de concreto da peça analisada

k - Coeficiente

l - Altura total da estrutura ou de um lance de pilar

- Comprimento

- Vão

n - Número

- Número de prumadas de pilares

r - Raio de curvatura interno do gancho

- Rigidez

s - Espaçamento das barras da armadura

t - Comprimento do apoio paralelo ao vão da viga analisada

- Tempo

u - Perímetro

w - Abertura de fissura

x - Altura da linha neutra

z - Braço de alavanca

- Distância

4.2.3 Letras maiúsculas

A - Área da seção cheia

Ac - Área da seção transversal de concreto

As - Área da seção transversal da armadura longitudinal de tração

As´ - Área da seção da armadura longitudinal de compressão

D - diâmetro dos pinos de dobramento das barras de aço

E - Módulo de elasticidade (ver seção 8)

(EI) - Rigidez

F - Força

- Ações (ver seção 11)

G - Ações permanentes (ver seção 11)

Gc - Módulo de elasticidade transversal do concreto

H - Altura

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Ic - Momento de inércia da seção de concreto

K - Coeficiente

M - Momento

- Momento fletor

M1d - Momento fletor de 1a ordem de cálculo

M2d - Momento fletor de 2a ordem de cálculo

MRd - Momento fletor resistente de cálculo

MSd - Momento fletor solicitante de cálculo

Nd - Força normal de cálculo

NRd - Força normal resistente de cálculo

NSd - Força normal solicitante de cálculo

Q - Ações variáveis (ver seção 11)

R - Reação de apoio

Rd - Esforço resistente de cálculo

Sd - Esforço solicitante de cálculo

T - Temperatura

- Momento torçor

TRd - Momento torçor resistente de cálculo

TSd - Momento torçor solicitante de cálculo

Vd - Força cortante de cálculo

4.2.4 Letras gregas

α - Ângulo
- Parâmetro de instabilidade

- Coeficiente

- Fator que define as condições de vínculo nos apoios

β - Ângulo
- Coeficiente

γc - Coeficiente de ponderação da resistência do concreto
γf - Coeficiente de ponderação das ações (ver seção 11)

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γm - Coeficiente de ponderação das resistências (ver seção 12)
γp - Coeficiente de ponderação das cargas oriundas da protensão (ver tabela 11.1 e 17.2.4.3)
γs - Coeficiente de ponderação da resistência do aço
δ - Coeficiente de redistribuição

- Deslocamento

ε - Deformação específica
εc - Deformação específica do concreto
εp - Deformação específica da armadura ativa
εs - Deformação específica do aço da armadura passiva
θ - Rotação

- Ângulo de inclinação
- Desaprumo

λ - Índice de esbeltez
µ - Coeficiente

- Momento fletor reduzido adimensional

ν - Coeficiente de Poisson
- Força normal adimensional

ρ - Taxa geométrica de armadura longitudinal de tração
ρc - Massa específica do concreto
ρmín - Taxa geométrica mínima de armadura longitudinal de vigas e pilares
ρp - Taxa geométrica da