Norma6118-2003
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As fyd ≥ FSd

 de todas as áreas das barras que cruzam cada uma das faces do pilar.

onde:

As é o somatório

Figura 19.10 - Armadura contra colapso progressivo

19.5.5 Verificação de elementos estruturais protendidos

A verificação deve ser feita como estabelecido a seguir:

τ = τ −τ
onde:

Sd,ef Sd Pd

du
iiinf,k

Pd =τ
 P senαΣ

i

u é o perímetro crítico do contorno considerado, em que se calculam τSd,ef e τSd.

onde:

τPd é a tensão devida ao efeito dos cabos de protensão inclinados que atravessam o contorno
considerado e passam a menos de d/2 da face do pilar (ver figura 19.11);

Pkinf,i é a força de protensão no cabo i;

α é a inclinação do cabo i em relação ao plano da laje no contorno considerado;

Figura 19.11 - Efeito favorável dos cabos inclinados

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20 Detalhamento de lajes

20.1 Prescrições gerais

As armaduras devem ser dispostas de forma que se possa garantir o seu posicionamento durante a
concretagem.

Qualquer barra da armadura de flexão deve ter diâmetro no máximo igual a h/8.

As barras da armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no máximo igual a 2h ou 20 cm,
prevalecendo o menor desses dois valores na região dos maiores momentos fletores.

A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20% da armadura principal, mantendo-se,
ainda, um espaçamento entre barras de, no máximo, 33 cm. A emenda dessas barras deve respeitar os
mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal.

Os estribos em lajes nervuradas, quando necessários, não devem ter espaçamento superior a 20 cm.

20.2 Bordas livres e aber

er respeitadas as prescrições mínimas contidas na figura 20.1.

turas

Em bordas livres e junto às aberturas devem s

Figura 20.1 - Bordas livres e aberturas

20.3 Lajes sem vigas

20.3.1 Armaduras passivas

Em lajes sem vigas, maciças ou nervuradas, calculadas pelo processo aproximado dado em 14.7.8, devem
ser respeitadas as disposições contidas na figura 20.2.

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Figura 20.2 - Lajes sem vigas

Pelo menos duas barras inferiores devem passar continuamente sobre os apoios, respeitando-se também a
armadura contra colapso progressivo, conforme 19.5.4.

Em lajes com capitéis, as barras inferiores interrompidas, além de atender às demais prescrições, devem
penetrar pelo menos 30 cm ou 24 φ no capitel.
Devem ser atendidas as condições de ancoragem prescritas na seção 9.

20.3.2 Lajes protendidas

20.3.2.1 Espaçamento máximo entre os cabos

Largura máxima para disposição dos cabos em faixa externa de apoio

ento

20.3.2.4 Cobrimento mínimo

O cobrimento mínimo de cabos em relação à face de aberturas nas lajes deve ser de 7,5 cm.

Entre cabos ou feixes de cabos deve ser mantido um espaçamento máximo 6 h, não excedendo 120 cm.

20.3.2.2

Cabos dispostos em faixa externa de apoio devem estar contidos numa porção de laje, de tal forma que a
largura desta não ultrapasse a dimensão em planta do pilar de apoio, tomada transversalmente à direção
longitudinal da faixa, acrescida de 3,5 vezes a espessura da laje para cada um dos lados do pilar.

20.3.2.3 Espaçamento mínimo entre cabos ou feixes de cabos

Entre cabos ou feixes de cabos, ou entre cabos e armaduras passivas, deve ser mantido um espaçam
mínimo de 5 cm.

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recho, mantendo o seu desenvolvimento de acordo com uma
curva parabólica em planta. Ao longo do desvio, o conjunto de cabos ou feixes deve estar disposto de tal

Para os casos em que o desvio exceda os limites especificados, deve ser prevista armadura capaz de resistir

20.3.2.6 Armaduras passivas e ativas

Pod pelo menos um cabo, em cada
direção ortogonal, passar pelo interior da armadura longitudinal contida na seção transversal dos pilares ou

erciais e residenciais.

rras devem estar espaçadas em no máximo 30 cm e desenvolvidas a uma distância
mínima igual a 1/6 do vão livre entre apoios na direção da armadura, e medida da face do apoio.

ximo quatro cabos podem ser dispostos em

As regiões mínimas em que devem ser dispostas as armaduras de punção, bem como as distâncias
estão mostradas na figura 20.3.

20.3.2.5 Desvio

O desvio no plano da laje de um cabo ou feixe de cabos deve produzir uma inclinação máxima de 1/10, na
corda imaginária que une o início ao fim desse t

forma a manter uma distância de 5 cm entre cabos na região central da curva.

à força provocada por esse desvio.

e-se prescindir da armadura passiva contra o colapso progressivo, se

elementos de apoio das lajes-cogumelo de edifícios com

Sobre os apoios das lajes-cogumelo protendidas, é obrigatória a existência de no mínimo quatro barras na
face tracionada, dispostas numa largura que não exceda a largura do apoio adicionada de três vezes a altura
total da laje. As ba

Nas lajes protendidas por monocordoalhas não aderentes, no má
feixe.

20.4 Armaduras de punção

Quando necessárias, as armaduras para resistir à punção devem ser constituídas por estribos verticais ou
conectores (studs), com preferência pela utilização destes últimos.

O diâmetro da armadura de estribos não pode superar h/20 e deve haver contato mecânico das barras
longitudinais com os cantos dos estribos (ancoragem mecânica).

regulamentares a serem obedecidas

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Figura 20.3 - Armaduras de punção

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Para os efeitos desta Nor bertas pelos modelos
anteriormente descritos, devido à não validade, nessas regiões, da hipótese de seção plana.

21.2 Regiões de introdução de cargas concentradas

21.2.1 Pressão de contato em área reduzida

zida, deve ser disposta armadura para resistir a todos os esforços de tração,

ie do elemento estrutural, pode-se considerar
stente de cálculo correspondente ao

21 Regiões especiais

21.1 Introdução

ma, são consideradas como regiões especiais aquelas não co

Havendo carga em área redu
sempre que a possibilidade de fissuração do concreto puder comprometer a resistência do elemento
estrutural.

Quando a carga atuar em área menor do que a da superfíc
aumentada a resistência do concreto, não ultrapassando o valor resi
esmagamento, dado pela expressão:

0ccd0c1ccd0cRd 3,3/ A f AA fAF ≤=

onde:

Ac0 é a área reduzida carregada uniformemente;

Ac1 é a área máxima de mesma forma e mesmo centro de gravidade que Ac0, inscrita na área Ac2;.

Ac2 é a área total, situada no mesmo plano de Ac0.

No caso de Ac0 ser retangular, a proporção entre os lados não deve ser maior que 2.

Os valores dados por essa equação devem ser reduzidos se a carga não for uniformemente distribuída ou se
existirem esforços de cisalhamento. Essa expressão não se aplica a ancoragens de protensão, cuja
segurança deve ser garantida por ensaios de certificação do sistema.

A figura 21.1 ilustra alguns casos em que a fissuração pode comprometer a resistência do elemento
estrutural e deve ser disposta armadura para resistir aos esforços de tração.

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Figura 21.1 - Regiões de pressão localizada

21.2.2 Articulações de concreto

São articulações obtidas por m
reduzidos a uma força, cuja inclinação deve ser no máxi

eio de um núcleo reduzido do concreto, transmitindo esforços que podem ser
mo igual a 1/8, conforme mostrado na figura 21.2.

Figura 21.2 - Região de articulação de concreto

21.2.3 Região de introdução da protensão

Para o cálculo dessas regiões d s dimensões da
m são pequenas, se comparadas com a seção transversal do elemento

evem ser considerados modelos tridimensionais, dado que a
superfície de apoio da ancorage
estrutural.

Essas zonas podem ser calculadas com a ajuda do método das