Norma6118-2003
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bielas e tirantes, devendo ser analisadas e
projetadas considerando:

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a (esmagamento).

bseção cargas aplicadas através de insertos metálicos, chumbadores, etc., que
ação, cisalhamento ou a esforços compostos.

ais no caso da compressão deve atender ao disposto em 21.2.1. No caso de

l, de forma a obter a transferência e continuidade da resistência às forças de tração introduzidas
pelos chumbadores, garantindo o equilíbrio do conjunto. A figura 21.3 mostra exemplo desse caso.

a) o equilíbrio global da região;

b) os efeitos da tração transversal (fendilhamento anelar) devido às ancoragens, individualmente e no seu
conjunto;

c) os efeitos da compressão nessa zon

21.2.4 Cargas aplicadas na superfície de elementos estruturais

Enquadram-se nesta su
podem corresponder a esforços de compressão, tr

A verificação dos efeitos loc
tração, deve ser verificado o arrancamento e no caso de cisalhamento, o esmagamento na borda do concreto
em contato com o chumbador, de acordo com as seções pertinentes desta Norma ou de literatura técnica
especializada.

Cuidados especiais devem ser tomados no dimensionamento e detalhamento da armadura do elemento
estrutura

Figura 21.3 - Pressões junto a um pino embutido em um elemento estrutural de concreto

21.3 Furos e aberturas

21.3.1 Generalidades

Estruturas cujo projeto exige a presença de aberturas devem ser calculadas e detalhadas considerando as
õ se concentram em torno dessas aberturas, prevendo, além das armaduras

á mencionados nesta Norma, também armaduras complementares
perturbaç es das tensões que
para resistir aos esforços de tração j
dispostas no contorno e nos cantos das aberturas.

Os limites para as dimensões de furos e aberturas constam na seção 13.

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ede

lizarem em regiões pouco solicitadas e não modificarem significativamente o
basta colocar uma armadura de compatibilização da abertura com o

21.3.2 Paredes e vigas-par

Quando as aberturas se loca
funcionamento do elemento estrutural,
conjunto. Caso contrário, deve ser adotado um modelo específico de cálculo para o caso em questão,
baseado, por exemplo, no método dos elementos finitos ou de bielas e tirantes (ver figura 21.4).

Figura 21.4 - Aberturas em vigas-parede de concreto armado

21.3.3 Furos que atravessam as vigas na direção da altura

As aberturas em vigas, contidas no seu plano principal, como furos para passagem de tubulação vertical nas
o devem ter diâmetros superiores a 1/3 da largura dessas vigas nas regiões

ção da capacidade portante ao cisalhamento e à flexão na região da

ser no mínimo igual a 5 cm e duas vezes o
 remanescente nessa região, tendo sido descontada a área ocupada

ser capaz de resistir aos esforços previstos no cálculo, além de permitir uma boa
concretagem.

No caso de ser necessário um conjunto de furos, os furos devem ser alinhados e a distância entre suas faces

No caso de elementos estruturais submetidos à torção, esses limites devem ser ajustados de forma a permitir

edificações (ver figura 21.5), nã
desses furos. Deve ser verificada a redu
abertura.

A distância mínima de um furo à face mais próxima da viga deve
cobrimento previsto nessa face. A seção
pelo furo, deve

deve ser de no mínimo 5 cm ou o diâmetro do furo e cada intervalo deve conter pelo menos um estribo.

um funcionamento adequado.

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Figura 21.5 - Abertura vertical em vigas

evem ser respeitadas em qualquer situação,

a)
o limite último, correspondentes a essa seção sem aberturas;

alentes de reforço,

c) no caso de aberturas em regiões próximas a pilares, nas lajes lisas ou cogumelo, o modelo de cálculo
 das forças cortantes atuantes nessas regiões.

osição da armadura, que devem ser consideradas no

Devem ser atendidas as prescrições da ABNT NBR 9062.

l e a configuração

e costura, devidamente ancoradas em regiões capazes de resistir a esforços de tração.

21.3.4 Aberturas em lajes

No caso de aberturas em lajes, as condições seguintes d
obedecendo também ao disposto na seção 13:

a seção do concreto remanescente da parte central ou sobre o apoio da laje deve ser capaz de equilibrar
os esforços no estad

b) as seções das armaduras interrompidas devem ser substituídas por seções equiv
devidamente ancoradas;

deve prever o equilíbrio

21.4 Nós de pórticos e ligações entre paredes

Em decorrência da mudança de direção dos elementos da estrutura, a resistência do conjunto depende da
resistência à tração do concreto e da disp
dimensionamento.

21.5 Ligações de elementos estruturais pré-moldados

21.6 Juntas de concretagem

O projeto de execução de uma junta de concretagem deve indicar de forma precisa o loca
de sua superfície.

Sempre que não for assegurada a aderência e a rugosidade entre o concreto novo e o existente, devem ser
previstas armaduras d

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 desta Norma são considerados como elementos especiais os elementos estruturais que se
mento que não respeita a hipótese das seções planas, por não serem

e se dissipem as perturbações localizadas. Vigas-parede, consolos e dentes

Os elementos especiais devem ser calculados e dimensionados por modelos teóricos apropriados, quando
a.

onsabilidade desses elementos na estrutura, deve-se majorar as solicitações de
γn, conforme ABNT NBR 8681.

22 Elementos especiais

22.1 Introdução

Para os efeitos
caracterizam por um comporta
suficientemente longos para qu
Gerber, bem como sapatas e blocos, são elementos desse tipo.

não contemplados por esta Norm

Tendo em vista a resp
cálculo por um coeficiente adicional

22.2 Vigas-parede

22.2.1 Conceituação

São consideradas vigas-parede as vigas altas em que a relação entre o vão e a altura l/h é inferior a 2 em
vigas biapoiadas e inferior a 3 em vigas contínuas. Elas podem receber carregamentos superior ou inferior
(ver figura 22.1).

Figura 22.1 - Dois tipos mais comuns de vigas-parede em relação ao carregamento

22.2.2 Comportamento estrutural

pecíficas, destacando-se entre
elas, em primeiro lugar, ineficiências, seja à flexão, seja ao cisalhamento, quando comparadas com as vigas

ras ou

22.2.3 Modelo de cálculo

Para cálculo e dimensionamento de vigas-parede são permitidos modelos planos elásticos ou não lineares e
modelos biela-tirante. Qualquer que seja o modelo escolhido, ele deve contemplar adequadamente os
aspectos descritos em 22.2.2

O comportamento estrutural das vigas-parede tem algumas características es

usuais.

As vigas-parede, por serem altas, apresentam problemas de estabilidade como corpo rígido e às vezes, de
estabilidade elástica. Enrijecedores de apoio ou travamentos são quase sempre necessários.

Devem ser consideradas ainda as perturbações geradas por cargas concentradas, abertu
engrossamentos. Essas perturbações podem influir significativamente no comportamento e resistência do
elemento estrutural.

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o

tração não podem ser concentrados em uma ou poucas camadas de
ente tracionada, conforme modelo de cálculo adotado.

A armadura de flexão deve ser prolongada integralmente até os apoios e aí bem ancorada. Não devem ser
n ndo-se preferência a laços ou grampos no plano horizontal, ou

A armadura transversal deve ser calculada considerando o disposto em 22.2.2 e respeitando um valor

as horizontais, principais ou secundárias.

22.2.4 Detalhamento

22.2.4.1 Armadura de flexã

Nas vigas-parede os tirantes de
armadura, mas devem cobrir toda a zona efetivam

Nas vigas biapoiadas como mostra a figura 22.2, essa armadura deve ser distribuída em altura da ordem de
0,15 h.

Deve ser considerado o fato de que nas vigas-parede contínuas a altura de distribuição da armadura negativa
dos apoios é ainda maior.

22.2.4.2